Era quarta, trinta de abril. Estava no meu apartamento. A cama de casal no quarto, o sofá onde eu sento para ler, a cozinha onde preparo o café. Era o lugar onde eu durmo com a aliança, onde a irmã já tocou a campainha, onde eu já havia dado para outro(s).
Eu não via Luis desde aqueles dois dias na cabana. Estava sozinha, irmã não ligou. Às nove tomei banho, passei o perfume adocicado no pescoço e vesti a camisola preta de cetim, leve, de alças finas. Sem calcinha. O salto ficou no pé. O cabelo solto, ainda úmido na nuca. Sentei no braço do sofá e olhei a porta.
Ele mandou mensagem às nove e quarenta.
"Estou no estacionamento. Posso subir?"
"Sobe. Vc tem a senha da portaria. Quando subir, entra que a porta vai estar destrancada."
Ouvi o barulho do elevador abrindo. A fechadura girou. Ele entrou com a camisa aberta no colarinho e uma mala pequena como disfarce. Olhou a camisola, o salto, a fenda, os meus olhos.
# Parte 1 — a sala, até a cama
Então fechou a porta e ficou parado um segundo. Eu levantei do braço do sofá. O salto fez barulho no piso. Ele veio. A mão na minha cintura, a boca na minha, beijou devagar.
— Você está na sua casa — ele falou, baixo. — Isso me deixa honrado, Tania.
— Então faça valer a pena — foi minha resposta
Ele então beijou de verdade. A mão fria subindo pelas costas nuas, a pele quente. A outra desceu pela coxa, subiu até o quadril. Veio para frente, me encontrou sem calcinha. Os dedos pararam no meio, só encostando.
— Você já está molhada. Desde quando?
— Desde que você mandou que estava no estacionamento. Não fala, só sente.
Ele não apressou. Chegou em mim e chupou o pescoço, a clavícula, o ombro, falando entre um beijo e outro.
— Eu gosto quando você me deixa vir aqui. E ainda mais quando você confia a ponto de não fechar a perna.
— Eu confio. Mas não fica só falando. Toca. Quero sentir sua mão. Tô precisando….
A alça da camisola escorregou. Ele puxou a outra. Os seios ficaram de fora. A boca veio, quente e molhada. Eu segurei o cabelo dele e empurrei o quadril para a frente.
— Luis, me leva pra cama.
Ele me virou, a mão na minha bunda por baixo da camisola, e me guiou pelo corredor. No meio do caminho parou de novo. Me beijou, a língua lenta, a mão entre as pernas, dois dedos abrindo e esfregando o clitóris sem pressa.
— Este teu fogo me dá ainda mais fome. Sabe disso?
— Sei. Por isso eu abri a porta. Agora anda, antes que eu mude de ideia e te mande embora.
Entramos no quarto. A cama estava arrumada. O abajur aceso. Ele me deitou de bruços no meio do colchão, a camisola levantada até a cintura, o salto ainda no pé, a bunda para cima. Ajoelhou atrás. A mão abriu a nádega e a boca veio perto, com o hálito quente.
— Assim. Quero te comer com a língua primeiro, devagar, até você gozar na minha boca. Depois a gente faz o resto… Tudo bem?
— Tudo. Começa. Não pára.
# Parte 2 — de bruços, a língua
A boca veio no meio, lenta, a língua passando da buceta até o cu e voltando, sem pressa. Eu enterrei a cara no travesseiro, gemendo.
— Assim — ele falou, a voz abafada entre as minhas pernas. — Quero sentir você tremer inteira antes de meter qualquer coisa. Respira.
— Estou respirando. Não para. Continua aí, bem no meio.
Ele continuou. Alcançava com a língua no clitóris, depois fundo na racha, os polegares abrindo, o nariz na pele. Uma mão apalpava meu quadril. A outra ficou na bunda, apertando, abrindo mais.
— Você está pingando. Quer que eu enfie o dedo ou só a língua?
— Os dois. Mas devagar. Não acelera ainda.
Ele enfiou dois dedos, e lambeu em volta. O som era molhado, baixo, mas parecia maior, dado o absoluto silêncio do quarto à noite. Eu gemi no travesseiro, as coxas contraindo, o salto ainda no pé, como ele havia pedido.
— Mais fundo. Assim. Não pára agora….
— Aham…. Goza na minha língua. Quero sentir você apertar meu dedo.
Ele não parou, e eu gozei. Com suspiros abafados no travesseiro, o corpo inteiro contraindo, a buceta pulsando em volta dos dedos dele. Ele não tirou a boca. Continuou lambendo até eu empurrar o quadril para trás, sem fôlego, a voz rouca.
— Para. Para um segundo. Eu não aguento mais.
Ele beijou a nádega, subiu, deitou ao meu lado e falou no meu ouvido, a boca ainda molhada.
— É isso que me encanta em vc, Tania. A forma como essa buceta aperta quando goza… como ela continua apertadinha mesmo após já ter fodido com aquele monstro do pau do Léo. É impressionante. Me avisa quando estiver recuperada, que tenho muito pra vc ainda…
Eu não respondi. Fiquei deitada, meio entorpecida. Até que levantei, fiquei de quatro na cama e chamei:
— Vem…. Me come….
# Parte 3 — de quatro, a cama
Virei. Fiquei no meio da cama de casal, joelhos afastados, peito baixo, a camisola ainda na cintura, o salto no pé. Ele ajoelhou atrás, abriu minhas nádegas com as mãos, e aproximou o rosto.
— Assim. Abre. Quero ver essa buceta antes de entrar.
— Ah Luis, entra logo…não fica só olhando. Eu já gozei uma vez. Quero teu pau dentro de mim.
Ele encostou a glande na entrada e empurrou devagar, até a base. Dezoito cm, reto, firme. Parou lá no fundinho
— Agora eu vou meter, Tania. Se incomodar, fala. Se quiser mais forte, fala também.
— Pára de falar e mete. Te chamei aqui pra isso…
Ele veio. Começou a estocar rápido, o quadril batendo, o som de pele contrastando o silêncio do apartamento. Um tapa na minha bunda, a outra mão na cintura.
— Assim. Toma. Sua buceta aperta quando eu meto fundo. Quer que eu continue nesse ritmo, hein?
— Continua. Não para. Eu quero gozar de quatro. Com você me comendo gostoso… vai...
Ele segurou. Acelerou. O colchão reclamou. Eu contorci, as mãos agarrando o lençol, e o terceiro gozo veio, o corpo inteiro puxando o pau, um gemido alto que eu tentei abafar no travesseiro e não consegui. Ele não gozou. Diminuiu, ficou dentro, latejando, e falou no meu ouvido.
— Eu senti. Você gozou inteirinha…. como goza gostoso, minha safada!. Agora senta em mim. Você aguenta?
— Aguento. Tira e deita. Eu sento.
# Parte 4 — o colo, de frente
Ele saiu, deitou de costas no meio da cama e me puxou para o colo. Sentei de frente, uma perna de cada lado, apoiei as mãos no peito dele e desci no pau. Entrou fácil, reto, fundo. Parei com ele todo dentro, e mexi para frente e para trás. Depois inclinei meu corpo para frente.
— Assim — eu falei, a testa na dele. — Quero rebolar devagar agora. Quero sentir você gozar dentro enquanto eu olho.
— Então rebola. Eu tento segurar… já tô com vontade de gozar. Se você acelerar demais eu não aguento. Avisa quando estiver perto.
Rebolei. Lento. O clitóris no osso dele, o pau inteiro dentro, as mãos no peito, os beijos longos, a língua lenta. Ele segurou minha cintura com as duas mãos e meteu de baixo, curto, no mesmo ritmo. Falava baixo, entre um beijo e outro.
— Você fica linda assim. Sentada. Molhada. Me olhando. Quer que eu goze agora ou quer gozar primeiro?
— Goza comigo. Não tira. Eu quero sentir você enchendo enquanto eu aperto.
Acelerei um pouco. Senti um formigamento nas coxas e no ventre, e enfim na sola dos pés. Meu gozo veio íntimo, os gemidos suaves e longos na boca dele, a buceta puxando em pulso. Ele gemeu, cravou, segurou minha cintura com força e gozou dentro — a primeira dele — quente, fundo, pulsando, me enchendo. Ficamos assim, a testa na testa, o pau ainda dentro, o sêmen escorrendo na base.
— Não sai ainda — ele falou, a voz rouca. — Quero ficar aqui um pouco. Depois a gente vê o resto. Você está bem?
— Estou. Fica. Eu gosto quando fica dentro.. mas tô sensível….
# Parte 5 — de ladinho, depois o cu
Ficamos um tempo assim, ele dentro, o pau amolecendo devagar. Quando saiu, o vazio veio quente. Fizemos uma pausa. 15, 20 minutos, sei lá. Tomamos água, deitamos na cama e ficamos conversando um pouco. Ele perguntou se eu queria mais, eu disse que sim. Ele então apontou para baixo e falou
— Dá uma ajuda aqui…
Eu entendi, e em meio a um sorriso, baixei até o pau dele, que coloquei na boca, molengo, e comecei a chupar. Senti ele crescer, crescer, até finalmente ficar totalmente rígido.
Então me chamou, me virou de ladinho, uma perna por cima da coxa dele, e entrou de novo, lento, fundo, o peito nas minhas costas.
— Assim. Devagar. Quero sentir você inteira sem pressa.
— Aiii, — eu gemi.
— Está doendo em algum lugar? — ele perguntou
— Não. Está bom. Fundo, mas bom. Não acelera. Fica nesse ritmo.
Ele ficou. Estocadas longas, a mão no meu peito, a boca no pescoço, o pau reto indo e voltando sem bater. Eu gemi baixo, a mão na dele. Não gozei. Só senti. Quando ele saiu de novo, beijou meu ombro e falou perto do ouvido.
— Eu quero o seu cu. Você deixa? Com lubrificante, devagar, do jeito que a gente já fez. Se doer, eu paro na hora.
— Deixo. Você sabe. Pode pegar o lubrificante.
Ele pegou na mala. O clique da tampa. Me deitou de bruços, abriu a nádega, massageou, um dedo, depois outro, generoso. O pau reto encostou, lubrificado, e pediu passagem milímetro por milímetro.
— Respira. Eu entro devagar. Fala se quiser que eu pare.
— Entra. Não para no meio. Eu quero sentir você inteiro atrás. Não tira.
Ele entrou até a base. Parou. A mão foi no clitóris, esfregando no mesmo ritmo das estocadas curtas que começaram. Eu enterrei a cara no travesseiro. Depois de um tempinho naquele rítmo, ajudado pela mão ágil, mais um orgasmo orgasmo veio inesperado, estremecido, o corpo inteiro contraindo com ele no cu. Ele gemeu no meu ombro, cravou e gozou dentro — a segunda dele — quente, fundo, me enchendo atrás, sem sair na hora.
— Porra — ele falou, a voz baixa, ainda dentro. — Gozei…. não aguentei tua gozada, caralho1
# Parte 6 — depois, a cama
Ele ficou dentro até amolecer, de novo. Saiu devagar. O vazio atrás foi diferente do da frente. Deitei de lado. Ele pegou lenço, limpou o excesso da minha coxa, do cu, da buceta, sem pressa, a mão firme e cuidadosa.
— Você está bem? — perguntou, a voz baixa, deitando ao meu lado. — Doeu no final ou foi só intenso?
— Intenso. Não doeu. Você fez direito. Fica aqui um pouco. Não levanta ainda.
Ele ficou. A mão nas minhas costas, o beijo na têmpora, no ombro, sem pressa de vestir. A casa quieta. O abajur ainda aceso. O interfone não tocou. Ninguém desceu.
— Eu gosto quando você me deixa entrar assim — ele falou, perto do meu ouvido. — Na sua cama. Sem plateia. Sem o Léo olhando. Só a gente.
— Eu também. Mas não acostuma. Amanhã eu preciso parecer gente de novo. Você vai embora antes do sol nascer?
— Vou. Durmo um pouco e saio. Se você quiser que eu vá agora, eu vou.
— Não quero. Fica. Só não fala mais. Me abraça e fica quieto.
Ele abraçou. Eu fechei os olhos. Uma da manhã. A cama de casal vazia de um lado e cheia do outro. O resto podia esperar o banho.
# Parte 7 — o banho, a porta
Acordei com ele se mexendo. Uma e meia. O abajur ainda aceso. Ele já estava sentado na beira da cama, a camisa na mão.
— Vou tomar banho e ir — ele falou, baixo. — Você quer vir junto ou prefere ficar?
— Vou. Não quero dormir com isso ainda em mim.
Entramos no box. A água quente. Ele lavou minhas costas, o meio das pernas, o cu, com a mão aberta, sem pressa e sem meter de novo. Eu lavei o peito dele, o pau mole, e fiquei um minuto com a testa no ombro dele, a água caindo.
Secamos. Eu vesti a camisola de novo, sem salto. Ele vestiu a calça, a camisa, pegou a mala pequena. Na porta, antes de sair, segurou meu queixo
— Seu pau me conhece inteira — eu falei, na boca dele. — Não esquece isso.
— Não esqueço. Você confia tanto em mim que isso me dá ainda mais fome. Durma bem.
Abri a porta. O corredor do prédio estava vazio. Ele saiu sem olhar para trás. Eu tranquei. Fiquei um segundo com a mão na maçaneta. A casa voltou a ser só minha. O cheiro dele ainda estava no quarto. O resto eu deixei para o segundo banho, de manhã, antes do plantão.




