Sábado no apto dele, depois do almoço. Domingo de manhã na minha cama, no Sudoeste. Segunda, indo novamente dar pra ele, na cama dele.
O celular tinha vibrado no intervalo do almoço.
“O sócio não está. Se você vier agora, a gente não finge que é só tesão.”
Eu não respondi com texto. Respondi com o vestido.
O trânsito me fez atrasar. Cheguei na porta dele ofegante. Ele abriu a porta antes de eu tocar. Camiseta escura, pés descalços. Aquele macho bem dotado de 46 anos, à minha espera. Me olhou de cima a baixo — o vestido marcado nos mamilos, as coxas à mostra:
— Já estava com saudades, que bom que vc veio.
— Eu vim porque ontem você falou uma coisa na minha cama e hoje de manhã eu não consegui atender paciente direito. A buceta ainda arde quando eu sento.
Ele não me beijou ainda. Pôs as duas mãos na minha cintura, por cima do tecido fino. O polegar subiu e achou o contorno do seio. Apertou de leve. Eu soltei o ar. Ele beijou enfim. Lento. A língua na minha, o pau já duro pressionando a barriga por cima do shorts, o vestido subindo entre nós dois. A mão desceu, pegou a barra do vestido por trás e levantou até expor a bunda. Apertou.
— O domingo passou. Eu te comi na tua casa e falei que te amava. Hoje você atravessou a cidade no meio do expediente, com cara de quem não dormiu o suficiente. Eu não vou te oferecer café. Eu vou te deitar de lado e chupar até você parar de pensar na frase.
— Então para de anunciar. Deita comigo.
# Parte 1
O quarto dele já estava com a cortina meio puxada e o ar-condicionado baixo. A cama ainda arrumada. Eu tirei as sandálias. O piso frio nos pés. O vestido ficou.
Deitei no colchão dele, no meio, de lado esquerdo. O joelho direito dobrado, o pé apoiado no colchão, a perna abrindo um triângulo. O vestido laranja subiu sozinho até a cintura quando eu ajeitei o quadril. Ele puxou o tecido o resto do caminho, deixou a peça enrolada na barriga, os seios ainda cobertos.
Ele deitou também, na mesma direção, o corpo mais baixo. A cabeça encaixou entre as minhas coxas. A orelha dele encostava na coxa de baixo; o ombro sustentava a de cima. Senti o hálito quente primeiro, depois o nariz na pele úmida, depois a língua.
A primeira lambida foi de baixo para cima, larga, da entrada até o clitóris, passando no meio com a língua achatada. Eu estava inchada. Terceiro dia seguido levando pau. A buceta latejava antes mesmo do contato. Quando a língua passou, o ardor misturou com o prazer num fio só — quente, molhado, preciso.
— Assim… ah Léo, que língua gostosa, caramba…
Ele não respondeu com frase. Fechou os lábios no clitóris e sugou devagar, ritmando com a respiração, a língua por baixo fazendo círculos curtos. A mão esquerda segurou minha nádega e abriu. A direita entrou com dois dedos — devagar, curvados para cima, a ponta achando o ponto que o pau dele já conhecia de cor. Os dedos não metiam rápido. Entravam até a junta e paravam, pressionando, enquanto a boca trabalhava fora.
Eu gemia no travesseiro. O som saía abafado, comprido. A perna de cima tremia dependurada no ombro dele. A cada sucção o quadril tentava fechar e ele não deixava — o braço travava a coxa.
— Pqp Tania… tua buceta tá gostosa demais… inchadinha deliciosa…..
Os dedos fizeram o movimento de “vem aqui” por dentro. A boca sugou mais firme. O gozo veio lento. Não foi pico. Foi uma onda que subiu da buceta para a barriga, contraiu o útero, prendeu a respiração. Tremi com a língua dele ainda lá, os dedos parados fundo, sentindo cada contração por dentro. A buceta apertou os dedos em pulsos. Uma mão no cabelo. Os olhos fechados.
— Fica…. continua… bebe…
Ele bebeu. A língua larga, recolhendo. Só saiu quando o tremor passou e eu virei o rosto, a boca aberta, o vestido colado de suor na barriga.
— Agora é minha vez — eu disse ajoelhando na beira da cama, no chão. Eu quero esse pau grosso na boca e eu quero que você goze.
Ele sentou na beira. As pernas abertas. Eu desci, puxei o shorts e a cueca juntos. O pau subiu pesado, 22 cm, grosso demais para a mão fechar, glande carnuda já brilhando, veias marcadas, a coloração um pouco mais escura que a pele dele. Segurei na base com as duas mãos, o polegar na veia de baixo, e enfiei na boca de uma vez, até a glande bater no céu.
O gosto era de pele, eu chupei fundo, a saliva escorrendo no queixo, olhando para cima.
— Porra, Tania… não faz essa carinha de quem quer leite que eu não resisto...
Afundei de novo. A glande inchou contra a língua. A base pulsava na minha mão. Ele avisou baixo, honesto, o quadril já tenso:
— Não. Se quiser parar, pára agora.
Não parei. Ele gozou com força — jatos curtos, quentes, menos volume que ontem, o suficiente para eu sentir a garganta trabalhar e o gosto preencher a boca.
— Safada. Sobe. Tira isso. Quero você de quatro na *minha* cama, não na sua. Quero você soltando palavrão.
# Parte 2
O vestido saiu num movimento só. Fiquei nua, o cabelo nas costas, as marcas fracas de domingo ainda na cintura. Subi na cama de quatro no meio do colchão. Joelhos afastados na largura do quadril. Cotovelos dobrados. Peito baixo, os seios pesando para o lençol. A coluna arqueada. A bunda empinada, a buceta à mostra, lábios inchados, brilhando.
Ele se ajeitou atrás, ajoelhado. As mãos nas minhas ancas primeiro, só olhando. Passou a glande de cima a baixo na fenda, lambuzando. Encostou na entrada. Entrou de uma vez. Fundo. Aquele grosso. O pau macio no impacto e esmagador por dentro. A glande carnuda pressionou o fundo, a espessura abriu as paredes que ainda estavam inchadas do oral. Eu soltei o ar todo no colchão.
A primeira tapa veio na nádega direita, aberta, o som estalando no quarto. A segunda, no ritmo da estocada. A mão esquerda puxou o cabelo, não com raiva — com direção. A direita ficou na anca, os dedos cravados, puxando meu quadril para trás contra ele a cada metida.
A posição era essa: eu de quatro, o peito raspando o lençol, o rosto virado para o lado; ele atrás, o tronco um pouco inclinado sobre mim, o pau inteiro sumindo e voltando, as bolas batendo na medida em que o ritmo acelerava. O barulho era úmido, grosso, de pele contra pele.
— Empina. Isso. Essa buceta…. caralho… Pede Tania… fala.
— Mete, caralho… mete mais forte, porra… acaba comigo
Ele acelerou. As estocadas ficaram mais curtas e mais fundo, o quadril batendo no meu com força. Uma tapa mais forte. O segundo orgasmo veio intenso. Eu gemi contra o colchão, palavras soltas que não viraram frase:
— Assim… porra… Léo… fundo… não para…
A buceta apertou o pau grosso de forma ritmada, enquanto ele me fodia, até o tremor baixar e as coxas começarem a falhar.
# Parte 3
Saiu sem avisar. O vazio foi imediato, quente, um fio escorrendo na coxa. Me virou de costas no colchão com as duas mãos. Abriu minhas pernas, ajoelhou entre elas, pegou atrás dos meus joelhos e puxou para cima — não até os ombros, como no dia anterior. Dobrou as pernas contra o peito dele e as abraçou, os braços por fora das minhas coxas, o tronco colado no meu. O pau achou a entrada sozinho, deslizou no molhado e entrou fundo nesse ângulo: mais baixo, mais colado, a glande pressionando para frente, o púbis dele raspando meu clitóris a cada estocada.
O peso inteiro em cima. O peito no meu. A boca no meu ouvido. As minhas panturrilhas nas costas dele. Eu não tinha para onde ir. A cama dele. O terceiro dia. O pau preenchendo até o fundo. Só o abraço, a compressão, o calor. Enquanto me fodia, ele falou:
— Olha pra mim.. Ontem eu falei que te amava porque estava dentro da sua cama. Hoje eu não vou repetir a frase para te cobrar. Hoje eu vou meter até você gozar com o olho marejado e eu vou gozar dentro, colado, porque três dias seguidos não é coincidência e a gente precisa parar de fingir que é.
— Então não fala. Só fode. — eu respondi, entre soluços, enquanto sentia o pau dele me atravessar como uma lança.
Ele meteu lento e fundo. Estocada comprida, o quadril colado no fim, parado um segundo, latejando, depois recuando quase inteiro e voltando. O quarto ficou quieto entre as estocadas — só respiração, pele úmida, a cama reclamando baixo. Eu sentia cada centímetro da espessura, a glande carnuda no cérvix,, o atrito do púbis no clitóris. Os olhos marejaram sem eu escolher. A respiração falhou. O terceiro orgasmo veio emocional, o corpo arqueando contra o dele, a buceta apertando em pulsos longos, um choro curto sem som.
Não devolvi o “eu te amo”. Apertei as costas dele com as unhas e falei o que cabia:
— Fica. Goza dentro. Não tira… fica em mim.
Ele cravou até a base, o abraço nas minhas pernas apertando, e gozou colado — gemendo no meu pescoço, o pau pulsando fundo, jatos quentes que eu senti um a um. Ficou dentro até amolecer um pouco. Só então saiu, lento, e deitou ao lado, enquanto o sêmen começava a vazar.
# Epílogo
Os dois nus. O ar-condicionado no suor. Um fio quente escorrendo entre as nádegas.
— Teu marido volta mesmo amanhã? — ele perguntou, despido de segundas intenções.
— Sim, amanhã à noite — eu respondi. E o Luís, volta também né?
— Volta. Amanhã posso te receber de novo, se quiser, eu estou aqui.
— Não prometo. Aliás, será complicado. O quarto dia seguido já seria vício, né?
Ele beijou minha testa, depois a boca.
— Sobre o que te disse ontem. Se for para responder, responde aqui dentro, outro dia, comigo fundo. Ou não responde. Eu falei ontem porque era verdade na hora. Hoje eu te comi porque também era.
Procurei meu vestido, encontrei, e vesti. O tecido frio na pele suada. Sandália. Prendi o cabelo de qualquer jeito. Nos despedimos na porta, desci sozinha.
Sábado. Domingo. Segunda.
A frase continuava na minha cama.
O silêncio tinha ficado no quarto dele, e o pau grosso entre as minhas pernas ainda abertas, na memória.




