Entre uma assinatura de contrato e uma ligação para fornecedor, flashes de momentos com meu pai ia surgindo: das nossas conversas jogadas fora a luz do luar, dele rindo de algumas brincadeiras minhas, nossa dança no festival do bode rei, dos seus olhares de gratidão por cuidar dele, os toques hesitantes que se transformar em entrega plena quando fizemos amor. Do pau grosso dele, cheio de veias latejando dentro de mim, entrando na minha boceta enquanto a mão firme dele segurava na minha cintura e me olha com aquele olhar meigo e agradecido….nossaa me arrepiava só de lembrar
Naquela noite, ao chegar em casa, Jorge, meu marido, me esperava com um jantar pronto. Tentava, ao meu modo, manter a normalidade. Mas eu não conseguia me desligar. Sentei à mesa, comi em silêncio, e quando meu marido perguntou como estava, eu apenas sorri com o canto da boca e desviando o olhar.
Na cama, fingia-me cansada. O corpo estava ali, mas a mente vagava. Lembrava-me do abraço firme do meu pai, dos olhos úmidos quando nos despedimos.
No dia seguinte liguei para ele, tinha uns três dias que não nos falávamos.
— Alô, pai? — disse, com a voz suave. — Só queria saber se o senhor tá bem.
Do outro lado, silêncio por um instante. Depois, a voz rouca dele respondeu
— Tô… tô bem, minha filha. Mas agora, ouvindo você, acho que fiquei melhor.
Sorri, e naquele instante percebi: não haveria mais retorno ao que eram antes. Havia algo novo entre a gente, e a saudade seria o fio condutor muito forte.
Depois da ligação voltei ao trabalho, eu vestia uma calça jeans azul, minha bunda grande marcava bem a vestimenta.Vestia também uma camisa de botão branca ajustada ao corpo que mal conseguia conter meus seios fartos.
Eu circulava entre os carros expostos no pátio, fui chamada para atender um cliente exigente. A voz era firme, mas a mente estava distante.
— Então, dona Rosana, acha que esse carro aguenta estrada? — perguntou o cliente.
— Aguenta, sim… — respondi, mas precisou de um segundo a mais para completar. — …desde que a manutenção esteja em dia.
Eu pisquei rápido, tentando retomar o foco. Disfarçava bem, mas por dentro o coração estava em outro lugar — na cadeira de balanço em frente a uma casa simples, em um homem grisalho que balançava o pé no ritmo de “A Casa da Saudade”.
No fim do expediente, entrei no carro, dirigi até em casa.Ainda na garagem, respirei fundo. Peguei o celular. Meus dedos hesitaram antes de tocar o ícone verde da ligação.
— Alô? — a voz do meu pai surgiu, grave, rouca, carregada de tempo.
Fechei os olhos. Só de ouvir, a pressão no peito diminuía.
— Oi, pai… tá fazendo o quê?
— Nada demais. — Ele riu baixo. — Tô aqui ouvindo Reginaldo Rossi, tomando um gole de cachaça.
— Sozinho?
— Sempre. Mas… agora não mais, né?
sorri, apoiando a cabeça no encosto do banco.
— Aqui foi puxado hoje… um cliente me fez repetir três vezes a mesma explicação. — Ele riu
— Juro que tive vontade de largar tudo e ir embora.
— Mas você não largou, né? Porque você é dura na queda. A vida lhe bate, mas você fica de pé.
— E o senhor? O que fez hoje?
— Cortei uns galhos de manga, consertei a porta da cozinha que tava rangendo. Depois fiquei sentado na varanda escutando música. — Ele fez uma pausa. — A parte boa foi quando imaginei você aqui, sentada comigo.
Eu apertei o celular contra o ouvido, como se pudesse se aproximar mais da voz dele.
— Eu também imaginei, sabe? Fiquei lembrando do cheiro do café da cozinha do senhor.
— E eu fiquei lembrando do cheiro do seu cabelo quando o vento batia na varanda.
Ficamos em silêncio por alguns segundos
— Pai, senhor tá comendo direitinho?
— Tô, mas confesso que a comida não tem gosto sem você na mesa.
— Ah… ri baixo, tentando quebrar o clima. — Se eu pudesse, mandaria umas marmitas pro senhor
— Não vai ter o mesmo tempero. Você sabe.
Nessa hora mordi o lábio inferior. A conversa, que começou descompromissada, já se enchia de saudade.
— Eu sinto falta de conversar assim, olhando pro senhor.
— E eu sinto falta de ouvir sua risada de perto.
— Aaah é só isso? tem mais nada não? — falei em tom de brincadeira.
Escutei só a risada do outro lado da linha..
— Teem, ô se tem minha Carolina..
— O Senhor quer me dizer!!??
Então ele começou a falar e a temperatura no meu carro a subir.
— Sinto saudades do seu corpo no meu, de sentir como ele é quente. A sensação foi única
— Sabe do que eu sinto saudades?
— Hum..o que ?
— Da sua língua encostando no meu mamilo, da mão do senhor roçando no meu corpo
— Coisa maravilhosa, tou lembrando de tudo aqui enquanto você fala
— Tá!? senhor lembra também quando colocou os seus dedos na minha boceta?
— Sim, ela estava molhada e quente
— Senhor colocou devagar e depois rapido e com força nem parecia que não fazia aquilo a muito tempo. senhor não tava me enganando não né pai!? rsrs
— Claro que não filha, eu não sabia o que era mulher a muito tempo
— Tou brincando, mas sabe onde eu tou com a mão agora!?
— Onde!?
— Nela!!! na sua boceta.
— E como ela ta!!?
— Daquele jeito que o senhor experimentou
— ô como eu queria ta ai com você
— E sabe o que mais!!? tou fazendo os mesmos movimentos que o senhor fez
— E eu tou de pau duro faz tempo, só de escutar sua voz eu fico assim
— Sério painho!?
— Sim
— Que tesão saber disso painho.Que eu deixo o senhor de pau duro só com a minha voz
— Deixa meu amor.
— Então tira ele da bermuda, coloca ele pra fora pra mim. FEZ!!?
— Sim
— Otimo!! agora bate uma punheta pra mim, lembra da gente fudendo, que eu vou tocar minha boceta daqui
Escutei ele respirar mais forte, uma respiração funda.
— Vai painho, bate essa punheta gostosa, baatee
Foi assim que no primeiro momento resolvemos o problema da distância entre nós.Escutava ele gemendo do outro lado da linha, enquanto massageava meu clitoris pensando no pau dele entrando e saindo de mim.
Naquele momento eu esquecia os problemas com os quais eu tinha que lidar,só pensava em gozar junto com ele, mesmo que a distância.
E como foi prazeroso ouvir ele gozar do outro lado da linha. Ele dizia que nunca tinha feito algo assim antes e eu ria dizendo que se antes era ele a me ensinar as coisas da vida, agora tinha chegado a minha vez de ensiná-lo.

Uma boa filha...