Lembro do sol da tarde bater forte nos azulejos do pátio, fazendo o ar sobre a piscina cintilar. O cheiro de carvão e carne grelhando é denso e familiar.
Estou concentrado em virar a picanha, minha camisa já jogada fora há tempos, minha pele formigando de calor. Tento manter a mente na tarefa, no chiado, em qualquer coisa, quando ouço a porta de vidro deslizante se abrir atrás de mim.
—Desculpe o atraso", diz a voz dela, aquele mesmo tom leve
— O trânsito estava um pesadelo.
Me viro, pinça na mão, e minha respiração simplesmente... para.
Ela surge num biquíni minúsculo, rosa choque. A parte de cima é um modelo triangular simples, realçando seus seios médios num volume suave e tentador. A parte de baixo é cavada, subindo sobre as curvas generosas de seus quadris, deixando seu bumbum incrível.
A peruca preta está de volta, junto com óculos de sol grandes e redondos que escondem seus olhos e seus lábios com um vermelho devastador.
— Isso é uma encenação. Uma encenação, sobre como conversar com garotas, repito mentalmente. Mas meu corpo não obedece. Uma onda de pura excitação elétrica me atravessa.
— Você encontrou o lugar, consigo dizer, com a voz rouca. Pareço um idiota.
— Sim, ela diz, caminhando até mim com um rebolado que faz as tiras do biquíni marcarem sua pele. Ela para perto da churrasqueira, olhando para a carne.
— Nossa, você realmente sabe o que está fazendo. Um homem que sabe cozinhar.
Ela olha para mim, e mesmo por trás das lentes escuras, sinto seu olhar percorrer meu peito, minha barriga.
—E parece que você também entende de exercícios.
Meu rosto queima.
—Só… surfar. É um exercício para o corpo todo.
— Eu percebo, ela diz suavemente. Ela tira um frasco de protetor solar da sua bolsinha.
—Você se importa? É um pesadelo alcançar minhas costas
Ela estende o frasco. Meus dedos se fecham ao redor dele, roçando os dela. A mesma faísca. A mesma maldita faísca.
—Claro.
Ela se vira, me dando as costas. A pele é áspera e quente, da cor de caramelo claro. O laço do biquíni forma um pequeno e delicado nó na nuca. Coloco uma pequena quantidade de protetor solar na palma da mão, o aroma de coco preenchendo o espaço entre nós.
—Então, ela diz, enquanto minhas mãos pairam, incertas pelo corpo dela
—Estamos numa festa na piscina. Amigos em comum. Você se ofereceu para me ajudar com o protetor solar.
— Qual é a sua próxima cantada? o que você falaria?
Engulo em seco. Meu primeiro instinto é não dizer nada, apenas fazer o que tenho que fazer e fugir.
Mas esse é o velho eu. A lição é interagir.É ser alguém que converse sem vergonha, sem inibições
Eu provavelmente faria uma piada, digo, em voz baixa.
—Alguma bobagem. Tipo, “Prometo que sou especialista em aplicação de protetor solar.”
Para quebrar o clima
Ela solta uma risada genuína e sonora. É a risada da minha mãe, só que mais espontânea.
—Que fofo.Funciona.
Ela olha por cima do ombro.
—E aí? Mãos à obra, aplicador certificado
Minhas mãos pousam em seus ombros.Espalho o protetor lentamente, minhas palmas deslizando pela curva de seus ombros até o topo de suas costas. Sinto os músculos por baixo, a curvatura de sua coluna. Meus polegares pressionam um pouco, aliviando a tensão.
Será que estou exagerando? Mas ela solta um suspiro suave, quase inaudível, e sua cabeça inclina-se levemente para a frente.
—Isso é bom, ela murmura. — Você tem mãos boas.
Eu só conseguia pensar:” caralho, que tesão que eu tou sentindo em tocar o corpo dela assim”
O elogio atinge um lugar profundo e quente em meu estômago. Minhas mãos descem, contornando a borda do seu biquíni. Meus dedos traçam a linha onde o tecido encontra sua pele. Estou hiper consciente de cada centímetro dela, da maneira como sua respiração falha quando meu polegar se aproxima demais da lateral de seu seio.
—Então, digo, tentando manter a cena.
—O que você faz? Quando não está tomando sol em festas na piscina?
—Estou sem compromisso”, ela diz, com a voz um pouco ofegante.
—Recém-solteira. Só… tentando me lembrar de como é se divertir. De me sentir… desejada.
A palavra paira no ar úmido. Desejada. Minhas mãos pararam por um segundo. Estou inegavelmente excitado agora, minha sunga não fazendo nada para esconder o volume repentino e urgente. Mudo de posição, tentando me afastar, mas o movimento é desajeitado e óbvio.
Ela fica completamente imóvel. Ela viu. Eu sei que viu. Mas ela não se afasta. Ela não encerra a lição.
Em vez disso, ela se vira.
Os óculos de sol ainda estão no rosto, então não consigo ver seus olhos. Mas seus lábios vermelhos estão entreabertos. Ela olha para o meu rosto, e então seu olhar desce deliberadamente, por um instante, até a minha cintura. Um rubor lento e profundo se espalha pelo seu peito, subindo até a garganta.
—A... a carne está queimando, ela diz baixinho, mas não se mexe.
Eu também não me mexo. O mundo se resume a este pedaço de pátio, ao cheiro de coco e carvão, à visão dela naquele minúsculo biquíni rosa, à dor incômoda do aperto na minha sunga.
— Eu deveria... começo, mas não termino.
— Sim, você devia ir olhar a carne, antes que ela estrague
Mas ela estende a mão. Não para me afastar. Sua mão sobe, e seus dedos, úmidos com um resquício de protetor solar, limpam uma mancha de cinza de carvão do meu peitoral. O toque é lento, deliberado. As pontas dos dedos deslizam pela minha pele, deixando um rastro de fogo.
Meu corpo inteiro se tensiona. Um som baixo e desesperado fica preso na minha garganta.
A mão dela congela. Estamos tão perto que consigo sentir o calor irradiando do seu corpo. O perfume dela, aquele aroma floral intenso, se mistura com o coco e tudo se resume a ela.
Droga, quero foder ela ali mesmo e ela está me dando condições para isso. Ou seria coisa da minha cabeça?
Mas se ela estiver só atuando? se eu tentar algo e me dê mal?
Fico refletindo nas minhas futuras ações quando escuto ela me chamar
filho, ela diz, e meu nome sai sussurrado, tenso, dos seus lábios.
A grelha atrás de mim solta um chiado alto quando uma gota de gordura atinge as brasas. O som nos assusta.
Ela retira a mão bruscamente, pressionando-a contra a própria barriga como se estivesse queimada.
— A... a comida, ela gagueja, dando um passo para trás. Seu peito sobe e desce rapidamente.
— Vai logo olhar a carne
Viro-me roboticamente, de frente para a churrasqueira, usando meu corpo para bloquear a visão dela da minha óbvia e constrangedora excitação, mesmo tendo a certeza que ela já tenha visto.
Mexo desajeitadamente com a pinça, mexendo a carne sem rumo. Meu coração bate forte no peito.
Ouço o som suave dela se acomodando em uma espreguiçadeira à beira da piscina.
Quando me atrevo a olhar, ela está deitada, um braço sobre os olhos, os óculos de sol agora apoiados na mesinha ao lado. Seu perfil está tenso. O biquíni rosa parece brilhar contra sua pele.
O silêncio é pesado, carregado com tudo o que não dissemos, com tudo o que meu corpo gritou e o dela reconheceu silenciosamente. A lição de conversa já foi esquecida há muito tempo. Passamos para algo completamente diferente, uma aula silenciosa e aterradora sobre atração mútua e proibida.
Fiquei lá parado do lado da churrasqueira encarando o corpo dela. Olhando a luz do sol bater no corpo bronzeado dela, seu pelos loiros na barriga se destacavam e fazia trilha descendo até seu baixo ventre.
Conseguia ver o desenho de sua boceta marcado atráves do biquini, aquele desenho da boceta dela me deixava louco.
Minha sunga parecia uma prisão, apertada e comprimindo minha ereção pulsante. Eu não conseguia ficar ali parado. Não conseguia fingir que estava virando a carne enquanto meu corpo inteiro implorava por alívio.
Então eu digo a ela “Vou na cozinha pegar mais bebidas” nem vejo a reação dela, saio a passos largos em direção não da cozinha, mas do meu quarto. Fechei a porta, tranquei-a e me deitei na cama. Minha respiração estava irregular, desesperada. O espelho mostrava meu rosto corado
Ela viu. Ela sabe. Ela sabe que eu tou de pau duro e não falou nada. Será se ela ta com vergonha!? Não, não eram olhos de vergonha e nem de constragimento.Só esse pensamento me enviou uma nova onda de calor, fazendo meu pau doer ainda mais.
Minhas mãos tremem enquanto puxo a sunga para baixo. Meu pau salta para fora, duro e pulsante, a ponta já lubrificada. Nem penso. Fecho o punho em volta de mim, um aperto áspero e frenético. Inclino-me para a frente, apoiando a outra mão na pia fria
Estou pensando nela. Em como o tecido rosa delineava a curva generosa de sua bunda. No suspiro suave que ela deu quando acariciei suas costas.
“CARALHO MÃE, QUE CUZÃO GOSTOSO A SENHORA TEM”
Lembrei do olhar caindo sobre o volume evidente na minha sunga
"Porra", arfo no silêncio do quarto.
Me masturbo, rápido e forte. Não é suave. É uma liberação de pura tensão frenética. Meus quadris se fecham bruscamente em meu punho. Em minha mente, ela está se virando. Ela não está me impedindo. Ela está se aproximando. As mãos dela estão no meu peito, deslizando para baixo, mais para baixo… As mãos dela, na minha fantasia tocam no meu pau.
O clímax me atinge como uma onda, repentino e devastador. Meu corpo se contrai, minhas costas se arqueiam. Um grito abafado escapa quando chego ao orgasmo
O prazer, agudo, culpado e avassalador, inunda meu corpo. Tremo durante todo o processo,
“AAH CARALHO MÃE, QUE PUNHETA GOSTOSA, PORRA”
Por um longo minuto, fico ali parado, ofegante, me acalmando. A energia frenética se foi, substituída por um vazio oco e trêmulo.
Me visto, corro até o banheiro me limpo rapidamente, jogando água no rosto. minha testa pressionada contra o espelho. Evito meu próprio olhar no espelho.
Quando volto para o sol escaldante, parece que entro em outro mundo. A churrasqueira está desligada. A carne repousa em uma travessa, guardada. E minha mãe ainda está na espreguiçadeira, mas agora está sentada, com as pernas encolhidas. Ela está me observando.
Caminho até ela, meus passos lentos. Estou com as cervejas nas mãos.
— Menino que demora foi essa hein!!? ela diz.
— Já estava indo te procurar
Fiquei sem palavras, do nada o velho eu estava de volta.
— filho, o que aconteceu? você ta bem!?
Balanço a cabeça. “Nada. Só… precisava de um minuto.
Ela me olha diferente, um olhar profundo, como se pudesse ver minha alma. Ela começa a tirar a peruca enquanto solta um sonoro:” Sei..” com uma voz rouca.
— Sabe, eu tenho um palpite sobre o que aconteceu…posso falar!!?

