Um amor de mãe - Parte 4

Na noite seguinte, Minha mãe apareceu no quarto com uma folha na mão.

— Hoje tem material didático.

— Meu Deus… você fez apostila?

— Respeita. — Ela levantou a folha. — Isso aqui é um roteiro.

— Eu não acredito nisso.

— Acredita sim. — Ela entrou e fechou a porta. — Hoje você vai aprender a usar brecha.

— Brecha?

— Brecha. Oportunidade. Gancho. A pessoa fala uma coisa, você usa aquilo pra criar conexão. Não é cantada pronta, é inteligência.

Eu suspirei.

— Tá bom… vamos passar vergonha.


— Situação número um. Eu sou enfermeira, plantão puxado. Eu falo:

“Hoje o hospital tava um caos, saí morta.”

Ela cruzou os braços, esperando.

— E aí?

Pensei.

— Você devia descansar.

Ela fechou os olhos.

— Isso é conselho de tia no WhatsApp.

— Mas é educado!

— Educado não é interessante! — disse ela. — Usa a brecha!

— Que brecha?

— “Caos”. “Morta”. “Plantão”. — ela apontava no ar. — Você pode brincar com isso.

Ela fez o exemplo:

— “Então vou ter que competir com o hospital pela sua atenção?”

Ela olhou pra ele, satisfeita.

— Tá vendo? Leve. Engraçado. Não invasivo.

Fui tentar de novo.

— Então… você precisa de um médico ou de mim?

Silêncio.

Ela ficou olhando pra mim

— Isso foi horrível.

— Por quê?!

— Soou convencido. E meio… estranho.

— Mas você falou de hospital!

— Sim, mas você entrou como salvador da pátria! — disse ela. — Você ainda não ganhou esse lugar na conversa.

Passei a mão no rosto.

— Próxima.

Ela olhou pro papel.

— Situação dois. Eu digo:

“Gosto de tomar café depois do plantão pra sobreviver.”

Ela ergueu a sobrancelha.
— Brecha clara.

Eu respirei fundo.

— Eu posso dizer… que conheço um lugar bom.

— Melhorou! — disse ela. — Continua.

— A gente podia ir qualquer dia.

Ela apontou.

— Tá vendo? Natural. Você conectou com o que eu falei.

Sorri

— Tou pegando o jeito

— Calma que ainda não acabou.

Ela fez uma pausa dramática.

— Agora você resolveu ser ousado.


— Ousado como?

— Aquela ousadia masculina burra que vocês aprendem sabe Deus onde.

— Eu não

— Vai. Finge que você quer impressionar.

Pensei por dois segundos e fale:

— Então… café é bom, mas acho que sua companhia é melhor.

Ela piscou.

— Hm.

— Foi ruim?

— Não foi péssimo — admitiu. — Mas depende do tom.

Ela cruzou os braços.

— Agora fala como você realmente falaria.

Ele respirou, meio nervoso.

— Então… café é bom… mas acho que você é mais interessante que qualquer bebida.

Ela fez cara de análise.

— Melhor. Mas ainda tá com medo.

— Porque eu tenho medo!

Ela suspirou.

— filho cantada não é agressão. É ritmo. É leitura. Você só pode subir o tom quando já existe clima.

— E como eu sei?

— Se ela responde no mesmo tom. Se brinca de volta. Se não corta.

Ela se inclinou pra frente.

— Agora vamos pro erro clássico.


— Que erro?

— A cantada grosseira masculina.

— Eu não faço isso!

— Faz sim. Ou pensa.

— Vai. Fala uma.

— Não.

— Fala.

— Eu não vou

— FILHO!!

respirei fundo, derrotado.

— Tá…

“Depois desse plantão eu podia te ajudar a relaxar. Daquele jeito gostoso”

Silêncio absoluto.

Ela ficou me encarando

— Você falaria isso?

— Não assim! — Mas tipo… algo nessa linha.

Ela balançou a cabeça devagar.

— Isso aí, filho, só funciona quando já existe intimidade. Quando a pessoa já demonstrou interesse claro.

— Mas os caras falam isso direto!

— E metade leva fora. — respondeu ela. — Você não quer ser metade.

Fiquei quieto.

— Cantada mais direta — continuou ela — tem momento certo. Não é no começo. É quando já tem risada, já tem troca, já tem olhar diferente.

Ela cruzou os braços.

— Às vezes eu fico com pressa.

— Eu sei.

— Porque parece que todo mundo já sabe fazer isso. E eu não.

Ela ficou alguns segundos em silêncio.

— Ninguém sabe no começo — disse ela. — Só que uns erram escondido e outros erram achando que tão arrasando.

Ela deu um leve sorriso.

— Você pelo menos tá tentando aprender.

— Então… eu não posso ser mais direto nunca?

— Pode. — respondeu ela. — Mas direto não é grosseiro. É confiante. Tem diferença.

Ela levantou, já cansada.

— Resumo da aula três:

Usa a brecha.

Escuta a resposta.

E só sobe o nível quando tiver sinal verde.

— E se eu não perceber o sinal?

Ela respirou fundo

— Você vai saber, confie em mim

— Mãe…

— Fala.

— Obrigado por tentar.

Ela deu de ombros.

— Eu também tô aprendendo.

— Mas eu acho que não consigo. Não desse jeito

— Desse jeito!?

— É,no fim eu não consigo agir da maneira que tenho que agir, porque como eu posso dizer...você é você, entende!!?

— Já entendi..Não precisa dizer nada. Vou pensar em uma solução pra isso. Enquanto isso tenta praticar com alguém

— Com quem!?

— Sei lá, talvez a garota da internet, ai é com você. Não posso fazer tudo por você

Ela saiu do quarto, fiquei acompanhando com o olhar a silhueta do corpo dela. Mais precisamente sua bunda por qual tinha um fascínio tremendo. Ela se virou repentinamente fechando a porta e nossos olhares se encontraram, ela deu um leve sorriso de canto de boca e eu respondi com um sorriso assustado.

Será se ela notou algo?


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Ficha do conto

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Nome do conto:
Um amor de mãe - Parte 4

Codigo do conto:
256570

Categoria:
Incesto

Data da Publicação:
10/03/2026

Quant.de Votos:
2

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