Passamos vinte anos dividindo tudo: o útero, o quarto, as roupas e aquele segredo visceral que pulsava entre nós. Ser gêmeos idênticos era como ter uma versão de reserva de si mesmo, mas a tensão sexual que nos cercava não era espelhada; era complementar. O desejo não era sobre a semelhança, mas sobre a urgência de preencher o vazio que só alguém exatamente igual a mim poderia entender.
Naquela noite, o ar no quarto estava pesado, saturado de uma eletricidade que tornava a respiração difícil. Eu não aguentava mais. O corpo clamava, e não era um pedido educado; era uma imploração. Senti meu corpo traindo qualquer resquício de hesitação. Meu cuzinho, já lubrificado pelo puro desejo e pela antecipação, latejava, implorando por algo sólido, quente e possessivo.
Ele não precisou de palavras. O chamado era mudo, mas ensurdecedor.
Quando ele me virou de costas, sentindo a pressão do seu corpo contra o meu, a sincronia foi absoluta. Sem preliminares lentas, sem a delicadeza de quem não se conhece. Ele entrou com tudo, metendo sem pena, preenchendo cada centímetro do meu corpo com a força de quem reivindica o que sempre foi seu.
Eu soltei um grito que ecoou pelas paredes, um gemido gutural que misturava choque e alívio. A cada estocada, eu rebolava freneticamente, buscando mais, empurrando meu rabo contra ele para que ele sentisse que eu queria ser preenchido até o limite. Era uma foda selvagem, desprovida de qualquer pudor, onde o único ritmo era a nossa respiração curta e os sons úmidos da carne batendo contra a carne.
— Você é meu — ele rosnou no meu ouvido, a voz rouca, enquanto acelerava o passo.
A putaria tomou conta de tudo. Eu me sentia aberto, exposto, vulnerável da maneira mais deliciosa possível. A fricção estava no ponto máximo, o calor subindo pelas pernas, e quando o clímax chegou, foi como uma explosão coordenada.
Gozamos loucamente, ao mesmo tempo, num espasmo que pareceu paralisar o mundo. Senti cada gota de porra quente preenchendo meu cu, transbordando, enquanto ele descarregava tudo dentro de mim, em ondas violentas.
Quando ele finalmente se afastou, o silêncio voltou, mas o quarto estava transformado. Eu permaneci ali, arqueado, com o cuzinho aberto e latejando, enquanto o líquido branco escorria pelas minhas coxas e manchava o chão. Olhei para trás e vi meu reflexo nele — exausto, satisfeito e completamente marcado.
O espelho finalmente tinha sido quebrado.



