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O sol batia forte entre as folhas, e o suor já me escorria pelo pescoço, pelo peito, até ao umbigo. Eu e o Pedro tínhamos entrado na floresta, longe do trilho principal. O calor era pesado, quase denso, e o desejo que eu sentia há horas finalmente explodiu.
Parei-o junto a uma árvore larga, agarrei-lhe a camisa suada e puxei-o contra mim. Beijei-o com fome, a língua a procurar a dele, a mão a descer pelo peito até ao cinto.
“Quero-te na minha boca”, sussurrei contra os lábios dele.
O Pedro riu e deixou-me fazer o que eu queria.
Ajoelhei-me na terra quente. O cheiro a pinho e a pele suada misturava-se. Abri-lhe o fecho, puxei as calças e os boxers para baixo e o pau dele saltou, já duro, com as veias marcadas. Enrolei os dedos à volta da base e levei-o à boca sem pressa. A língua passou devagar pela cabeça do caralho, saboreando o gosto salgado e depois abri os lábios e engoli-o até sentir a ponta a tocar no fundo da garganta.
O Pedro agarrou-me o cabelo com uma mão e começou a empurrar devagar, controlando o ritmo. Eu chupava com vontade, a saliva a escorrer pelo queixo e os olhos semi-cerrados de prazer. Cada estocada fazia o meu clitóris latejar dentro das cuecas molhadas. Estava tão concentrada no sabor dele, no cheiro, no som molhado da minha boca, que o resto do mundo desapareceu.
Foi nesses momentos que levantei o olhar um pouco, para ver a expressão no rosto do Pedro, que o notei.
Estava a uns metros de distância, parcialmente escondido atrás de um arbusto, mas não o suficiente. Os olhos fixos em mim, a mão dentro das calças, a masturbar-se lentamente enquanto eu chupava o pau do Pedro.
O meu coração deu um salto. Em vez de parar, apertei os lábios com mais força à volta do pau do Pedro e gemi mais alto, propositadamente. Adorava estar a ser observada.
O Pedro não reparou. Continuava a foder-me a boca, ofegante, com os olhos fechados de prazer. Eu não conseguia parar de olhar de lado. O desconhecido tinha o pau fora das calças, grosso, duro, a mão a subir e a descer com o mesmo ritmo das minhas chupadelas.
O olhar dele encontrava o meu. Eu não o desviei. Em vez disso, abri mais a boca, deixei o pau do Pedro sair quase todo e depois engoli-o de novo até ao fundo, sem nunca tirar os olhos do voyeur.
O Pedro gemeu alto.
“Foda-se, Rita… assim vais fazer-me vir num instante.”
Eu soltei-o só o suficiente para falar, a voz rouca de saliva e desejo:
“Então fode-me. Quero-te dentro de mim enquanto continuo a chupar.”
Ele não compreendeu, de certeza, porque sem fazer perguntas puxou-me para cima, virou-me de quatro contra a árvore e baixou-me os calções e a tanga num só movimento.
O ar quente tocou-me a pele molhada. Empurrou o pau dentro de mim de uma vez só e eu gritei de prazer. Começou a foder-me com força, com as ancas a bater nas minhas e o som molhado a ecoar entre as árvores.
Eu virei a cabeça e olhei diretamente para o desconhecido. Fiz-lhe sinal com a mão, devagar, chamando-o. Ele hesitou só por um segundo e depois aproximou-se. O pau dele balançava. Abri a boca e ele enfiou-o sem dizer uma palavra.
Agora tinha os dois para mim.
O Pedro, que rapidamente percebeu o que se estava a passar, a foder-me por trás, fundo, ritmado, com a mão a apertar-me o cu.
E o desconhecido a empurrar o pau pela minha garganta e a segurar-me o cabelo.
Eu chupava com fome aquele caralho maravilhoso. Cada estocada do Pedro empurrava-me para a frente, engolindo-o mais fundo.
Eu estava no meio dos dois, usada e desejada, como tanto gosto.
O orgasmo veio em ondas. Primeiro apertei-me à volta do pau do Pedro, o corpo a tremer, o gemido abafado pelo pau na boca.
O Pedro gemeu o meu nome e veio-se dentro de mim, quente, a encher-me. Quase no mesmo instante o desconhecido agarrou-me a cabeça com as duas mãos e na minha boca. O sémen a escorreu-me pela língua e pelo queixo. Engoli o que restava, olhei para cima e sorri, com a respiração ainda ofegante.
“Ainda bem que reparaste em mim”, murmurou ele.
Eu lambei, ainda de quatro, com o sémen dos dois a escorrer de mim:
“Reparei. E gostei. Quem és tu?”
Nunca respondeu, virou as costas e seguiu o seu caminho. Para o Pedro será sempre um desconhecido, mas para mim terá sempre o nome que tinha escrito na parte de trás da sua camisola:
MACHADO24.
A foto que partilhamos foi tirada enquanto escreviamos o conto. O orgasmo foi uma necessidade do nosso tesão! Obrigado pela sugestão!
