Ja foi há uns anos, tínhamos concluído o mestrado e estávamos a viver uma semana de farra.
Bebemos uns copos e dançámos. Até que, encostados ao balcão apanhamos uma conversa de uns jovens universitários, um grupo de quatro amigos bastante animado pelo álcool.
“Ó puto, confessa lá! Em dois anos num curso de gajas e não te safaste!”, provocava um.
“Como é possível? Até eu fodi uma no carro na última festa da tua faculdade! E tu nada!”
“Queres que a gente te arranje uma puta ou preferes continuar a bater punhetas?”
Riam-se dele. O rapaz destinatário das piadas era alto, magrinho, com um aspeto nerd e um t-shirt da série One Piece. Tentava sorrir, mas estava vermelho de vergonha.
Continuavam:
“O gajo ainda não sabe o que é uma cona. So quer bonecos japoneses.”
“Va, deixem-me em paz!”, pediu ele visivelmente desconfortável.
Mas as piadas e o bullying continuaram por mais tempo. Os restantes iam dançando com umas miúdas e bebendo shots. Ele acabou a isolar-se e ficou encostado ao balcão a observar os colegas.
O Pedro inclinou-se para o meu ouvido, a voz baixa e rouca:
“Foda-se esta malta é cruel. Cootado do gajo”
“Podes crer. Têm todos a mania que são os maiores.”
“ Hmm, estou cheio de vontade de te lançar um desafio!”, disse-me ele a sorrir com aquela cara marota que eu adoro.
“Imagino…”, respondi-lhe.
“Desafio-te a engatá-lo e fode-lo WC. Se conseguires ganhas o prémio do costume.”
Virei o rosto, os lábios a roçar-lhe a orelha.
“Vinte e quatro horas em que não podes dizer não?”
“Exato.”
Sorri, lenta, os dentes a morder o lábio inferior.
“Aceito.”
Ele deu-me um beijo curto, molhado, e murmurou:
“Vai. Eu espero-te no carro. E conta-me tudo depois.”
Afastei-me e discretamente aproximei-me e encostei-me ao bar mesmo ao lado do miúdo.
Pedi um gin tónico e, enquanto esperava pela bebida, olhei diretamente para o rapaz. Os olhos dele encontraram os meus. Sorri, lenta, provocante.
Quando a bebida chegou, aproximei-me. Os amigos estavam ali perto a falar com um grupo de miúdas. Fiquei tão perto que o cheiro do meu perfume certamente envolveu.
“Olá!”, disse eu, com a voz baixa e suave, “estás sozinho?”
Ele engoliu em seco.
“Olá”, respondeu, deixando passar uns segundos de silêncio tímido, “estou com uns amigos. Mas eles estão entretidos!”
“E tu estás aqui sozinho, porquê?”
Ele suspirou.
“Pois, nem sei. Estou farto das conversas deles, mas também não me apetece ir para casa.”
“Eu percebo.”, dei um passo ainda mais perto, o peito a quase tocar-lhe o braço, “sabes, eu ouvi a conversa deles e achei um disparate.”
Ele ficou vermelho, sem saber o que dizer. Eu continuei:
“E não há mal nenhum nisso, sabes? Ser virgem é algo normal, não é nenhuma doença.”
Ele corou mais. Sorri de lado, provocadora.
“És fã de cultura japonesa?”, perguntei-lhe colocando a mão no peito dele sobre a t-shirt que o denunciava.
Ele acenou que sim e eu arrisquei:
“Aposto que já viste muito hentai”
Baixou o olhar, constrangido.
“Sim, eu gosto.”
“É uma loucura pornográfica. Não consigo ver sem ficar excitada.”, provoquei.
“Sim, mas não é nada realista. É tudo tão fácil e acontece tão rapidamente.”
“Na realidade há coisas a várias velocidades.”, disse-lhe, encostando depois a boca ao ouvido dele para que me ouvisse bem num momento em que o volume da música aumentou, “Mas nunca estiveste com nenhuma miúda intimamente? Já beijaste e sentiste o corpo de uma mulher?”
Ele abriu a boca, mas não saiu nada. Ri baixinho.
“Responde. Já estiveste com alguma mulher… assim? Pele com pele. Boca na boca.”
“Nunca…”, murmurou ele, completando, “beijei uma miúda numa festa, mas ela estava com os copos e nao me senti bem a avançar”
“Fizeste muito bem. Terás muitas oportunidades.”
Passei a língua pelos lábios lentamente e olhei-o de cima a baixo outra vez.
“Um miúdo com esses olhos… e esse sorriso envergonhado… vais dar muito prazer.”
Ele respirava mais depressa. Os amigos observavam agora a situação, incrédulos.
Quando ele percebeu que os amigos estavam a olhar, retraiu-se e preparou-se para me virar as costas.
Estendi-lhe a mão, os dedos a roçar-lhe a palma de propósito. Ele agarrou-me e eu puxei-o.
Atravessámos a pista de dança. Não soltei a mão. Quando chegámos ao corredor dos WC, empurrei a porta do masculino com o ombro, puxei-o para dentro. Não estava ninguém, então entrei numa das cabines e tranquei a porta atrás de nós. O espaço era pequeno, sujo, o cheiro a mijo e desinfetante.
Empurrei-o contra a porta.
“Como te chamas?”, perguntei, enquanto lhe comecei a chupar e lamber o pescoço e as orelhas.
“Leonardo”, gemeu ele, visivelmente excitado.
Beijei-o. A minha boca quente, a língua a entrar-lhe sem pedir licença, a chupar-lhe o lábio, a morder. Ele gemeu a tremer. Desci a mão pela frente das calças dele e apertei o volume já duro, a esfregar a palma de cima a baixo com lentidão provocante.
“Leonardo, estás pronto?”
Ele acenou positivamente, sem falar.
Abri-lhe o cinto com calma, o metal a tinir. Desci o fecho dente a dente. Puxei os boxers e as calças para baixo com os dois polegares, devagar, e o caralho dele saltou, grosso, avermelhado, com as veias a latejar. Fiquei a olhar uns segundos, a mão a pairar perto sem tocar.
“Olha para este caralho tão bonito” disse-lhe.
Envolvi-o finalmente com os dedos, a pele quente e sedosa sob a minha palma.
Debrucei-me, ficando com o cu pressionado contra a parede lateral. Dei uma lambidela longa, lenta, da base até à ponta.
Ele gemeu, a cabeça a bater na porta.
Abri a boca e engoli só a cabeça, os lábios fecharam-se apertados à volta da glande. A língua rodou em círculos lentos, a pressionar o ponto mais sensível por baixo. Depois desci mais um centímetro, depois outro, a saliva a escorrer já pelos cantos da boca. A mão subia e descia a base do pau, a torcer de leve a cada movimento, enquanto a boca chupava com força.
“Assim… assim… por favor…”, dizia ofegante, “tão bom!!”
A boca fazia um som húmido a cada descida, a saliva a pingar pelo pau abaixo, a escorrer pelos colhões e a pingar no chão. A outra mão apertei-lhe os testículos, a massajar com os dedos, a puxar de leve para baixo enquanto a boca subia e descia sem parar.
Ele estava a tremer todo. Os gémeos a contrair, a respiração a falhar.
Sem falar deu todos os sinais de que se estava quase a vir. Acelerei ainda mais. A boca a deslizar rápido e molhada, os lábios inchados a esfregar a pele, a língua a pressionar sempre o mesmo ponto. A mão na base apertava e torcia. A outra mão esfregava os colhões com o polegar. Leonardo soltou um gemido longo, quase um choro, as mãos a agarrar-me o cabelo com força. E veio-se! Jatos quentes e espessos encheram a minha boca, um atrás do outro. Engoli tudo sem o tirar da boca. Continuei a chupar a cabeça sensível enquanto ele se contorcia, a língua a limpar o orifício, a recolher o que ainda saía. Só quando ele ficou a tremer e a tentar puxar a anca para trás é que me afastei.
Levantei-me, limpei os cantos da boca.
“Foi bom?”
Ele respirava a custo, as pernas a tremer, o caralho ainda a latejar, semi-duro, brilhante de saliva e sémen.
“Sim… caralho… muito bom! Nunca senti nada assim…”
Desci o vestido, expondo as minhas mamas, com os mamilos espetados de excitação. Subi depois a parte de baixo, enrolando o vestido todo na minha cintura.
Baixei o soutien.
“Lambe-me os mamilos. Com a ponta da língua, suavemente.”, ordenei.
Ele assim fez deixando-me louca. Peguei a mão dele e mostrei-lhe a pressão ideal.
Abri as pernas, mostrei-lhe a cona já encharcada, os lábios inchados e brilhantes, o clitóris inchado a espreitar. Com dois dedos abri-me, mostrando o interior rosa e molhado.
Agarrei o pau dele, ainda semi-duro. Massagei com calma, o polegar a esfregar a cabeça, a apertar a base, a subir e descer com lentidão deliberada. Lambi a ponta outra vez, longa e molhada, e em menos de um minuto ele estava outra vez teso, duro como pedra, a latejar contra a minha palma.
Abri a carteira e tirei um preservativo. Sem falar coloquei-o e dei-lhe umas estocadas para motivação.
Virei-me, apoiei as na porta, empinei o rabo o mais que pude. Olhei para trás por cima do ombro, o olhar provocante.
“Mete. Devagar. Quero sentir cada centímetro a abrir-me.”
O Leonardo agarrou-me as ancas com as mãos a tremer. A cabeça do pau encontrou a minha entrada molhada, escorregou entre os lábios inchados. Eu agarrei-o e ajudei na pontaria. Ele empurrou. A glande abriu-me, lenta, a pele a esticar à volta dele. Gemi alto, a cabeça a cair para a frente.
Tenho a certeza que fui ouvida por quem estava no WC, mas não queria saber.
“Mais… mete mais… isso…”
Ele enterrou outro centímetro, depois outro. A minha cona engolia-o com lentidão, quente e escorregadia. Quando chegou ao fundo, com o púbis colado às minhas nádegas, o Leonardo soltou um som de prazer.
“Porra… está… tão apertado… tão quente…”
“Fode-me. Quero sentir o teu caralho em mim.”
Ele começou a empurrar, com estocadas. Primeiro lento, a puxar quase até sair e a enterrar tudo de novo, a sentir cada centímetro da minha cona a engolir o pau. Eu empurrava o rabo para trás, a encontrar cada estocada, a cona a fazer um barulho obsceno a cada entrada.
“Assim… mais fundo… bate-me com os colhões… isso… fala… diz o que estás a sentir enquanto me fodes…”
“Está… quente… a apertar… nunca senti nada assim… a tua cona é tão boa.”
O Leonardo agarrou-me o cabelo com uma mão, puxou a cabeça para trás, e começou a foder a sério. O pau entrava e saía rápido, brilhante, as ancas a bater nas minhas nádegas com um estalo molhado a cada estocada. A outra mão apertava-me a anca com força, os dedos a marcar a carne. Eu gemia sem vergonha, a voz a ecoar.
— Isso… fode-me!”
Ele acelerou ainda mais, o corpo a bater no meu com força. A minha mão livre desceu entre as pernas e esfreguei o clitóris em círculos rápidos enquanto ele me penetrava.
“Vou… outra vez… não consigo parar…”
Num ápice tirei o caralho dele de dentronde mim. Arranquei o preservativo e de costas bati uma rápida punheta ate ele se vir nas minhas nádegas.
Depois ofereci-lhe um presente. Introduzi novamente o pau dele dentro de mim, sem preservativo, ainda a pingar.
E enterrou-se até ao fundo num último empurrão. O caralho latejava dentro de mim. Senti cada pulsação, ainda duro e vim-me também. A cona contraiu-se com força à volta dele, a espremer. Os gémeos tremiam, a respiração falhava, um gemido longo saiu-me da garganta enquanto o orgasmo me atravessava.
Ficámos assim uns segundos, ofegantes, o pau ainda dentro, a latejar. Depois ele saiu devagar. Endireitei o vestido, com o tecido a colar-se à pele molhada. Beijei-o outra vez, lenta, a língua a entrar-lhe na boca.
“Agora vais sair comigo. E não vais ter vergonha. És o gajo que me fodeu no WC da discoteca até eu me vir com o teu caralho dentro.”
Abrimos a porta. Os amigos dele estavam no corredor, a esperar. Agarrei o Leonardo pela nuca e beijei-o à frente de todos, a boca aberta, a língua a mexer, o corpo colado.
Quando me separei, limpei o lábio dele com o polegar e murmurei alto o suficiente para todos ouvirem:
“Foste maravilhoso”
Os amigos calaram-se. O Leonardo estava vermelho, o cabelo desgrenhado, a boca inchada, as pernas ainda um pouco trémulas. Sorri e virei as costas.
Senti depois um apertão no braço, virei-me e era o Leonardo:
“Nunca me disseste o teu nome…”
“É um pormenor irrelevante. Sê feliz.”
“Nunca te vou esquecer”, disse-me antes de deixar de me ver.
Eu fui lavar-me ao WC do outro lado da discoteca e aproveitei para tirar a foto que vos mostramos e enviar ao Pedro, que esperava na rua, apoiado no carro. Quando me viu chegar, os olhos brilharam.
“Foi bom?”
“Foi incrível.”, disse eu, antes de lhe contar todos os pormenores, “fico a dever-te uma boa foda com uma jovem tenrinha”
“Eu já tenho a minha jovem tenrinha”.
“E que manda em ti nas próximas 24 horas!”
Cerca de 10 anos mais tarde eu marquei uma consulta de oftalmologia e quando entrei fui atendida pelo Dr. Leonardo. Assim que me viu, abriu a minha ficha e disse:
“Olá Rita, demorei uma década, mas descobri o teu nome.”
O Leonardo e a sua companheira ainda fazem parte da nossa vida. E alguns dos nossos convívios serão do vosso conhecimento um dia…
