Mas há fantasias que por muito boas que sejam podem criar segredos difíceis de guardar. E aqui começamos a contar uma dessas situações.
Há uns anos, o Nuno, amigo de infancia do Pedro, divorciou-se. Foi um verdadeiro descalabro emocional. Durante quase dois anos, o homem andava perdido: festas até de madrugada, copos atrás de copos, decisões duvidosas e um ar de cão abandonado que partia o coração.
Depois, como num roteiro de comédia romântica, apareceu ela. Uma loira com quarenta e tal anos bem vividos, corpo de quem cuida de si com disciplina férrea: pernas longas e tonificadas, cintura fina, ancas trabalhadas, seios firmes e um rabo redondo que atraía olhares. Era dez anos mais velha que ele, mas isso não o impedia de ver nela a felicidade.
Quando o Nuno a trouxe a uma festa, o nome dela perdeu-se no meio da música alta e das gargalhadas. A partir daí, entre mim e o Pedro, ficou para sempre “a Jeitosa”. A alcunha pegou, sempre dito com um sorriso cúmplice e um toque de malícia.
Passaram alguns meses. O Nuno parecia renascido: mais enérgico, mais sorridente.
Um dia, o telefone tocou enquanto eu preparava o jantar. O Nuno pediu ao Pedro ajuda profissional para a namorada. Combinaram que ela viria cá a casa no sábado seguinte, sozinha, porque ele estaria a trabalhar.
Na tarde de sábado, a campainha tocou pontualmente. Abri a porta e lá estava ela. Jeans escuros colados como uma segunda pele às suas belas coxas, blusa branca de tecido leve que deixava entrever a renda preta do sutiã, cabelo loiro solto, maquilhagem discreta mas eficaz, e um perfume caro que encheu o hall imediatamente. Sorriu com confiança.
“Olá, Rita. Obrigada por me receberem. Trouxe uns pasteis para acompanhar o café, se não se importarem.”
“Entra! O Pedro já está na sala com o computador para te ajudar.”
Levei-a para a sala. O Pedro estava sentado no sofá com o computador aberto, pronto para o papel de conselheiro profissional. A conversa foi bastante formal. Eu sentei-me num canto a observar enquanto lia um livro.
O modo como ela cruzava as pernas devagar, como inclinava o corpo para a frente quando explicava algo, o decote que subia e descia ritmicamente com a respiração, o lábio inferior que mordia quando se concentrava. O Pedro mantinha-se profissional, mas eu conhecia cada sinal: o maxilar ligeiramente tenso, as mãos que gesticulavam um pouco mais do que o necessário, o olhar que demorava meio segundo a mais.
Passaram quase duas horas e meia. Quando ela finalmente se levantou para sair.
“Vocês são mesmo um casal acolhedor. Obrigada por tudo.”
Fechei a porta e virei-me para o Pedro com um sorriso predador.
“Então, amor? A Jeitosa deixou-te com a cabeça a mil?”
Ele riu, puxou-me contra si e beijou-me com força, mas não respondeu
Nessa noite, o quarto estava quente e carregado de expectativa. Despi-me devagar à frente dele, deixando a luz suave do candeeiro da mesa de cabeceira acariciar as minhas curvas. Deitei-me nua na cama. Ele pegou no telemóvel e tirou algumas fotos. Deixamos aqui uma delas.
Deitou-se ao meu lado, a pele quente contra a dele. A minha mão deslizou pelo peito largo, pelo abdómen, até envolver o pau já meio duro, grosso e pulsante na minha palma.
“Conta-me tudo o que estás a imaginar”, murmurei, começando a masturbá-lo com movimentos lentos e firmes, apertando na base e subindo devagar até à cabeça sensível, a espalhar a saliva, lubrificando-o, “Imagina que a jeitosa estava aqui agora, connosco. Descreve cada detalhe.”
O Pedro gemeu baixo, fechando os olhos e entregando-se.
“Porra, Rita… tu adoras torturar-me. Mas hoje és tu quem vai contar tudo.”
Aumentei o ritmo da mão, torcendo ligeiramente no topo, enquanto sussurrava ao ouvido dele uma fantasia longa e detalhada como ela se ajoelharia devagar, olhando-nos nos olhos, aquela boca carnuda e pintada a lamber toda a extensão do pau dele, chupando as bolas pesadas uma a uma, depois engolindo-o até ao fundo da garganta, babando-se toda, os olhos lacrimejando de esforço, enquanto eu me sentava na cara dele, esfregando a minha cona molhada e quente na sua língua ávida. Como ela subiria depois, as coxas fortes apertando-o, guiando o pau grosso para dentro da cona apertada e encharcada, descendo centímetro a centímetro com gemidos roucos, rebolando as ancas em círculos lentos antes de começar a cavalgar com força, as mamas perfeitas saltando no rosto dele. Como eu a beijaria profundamente, apertando e torcendo os mamilos dela, enquanto o Pedro a fodia com estocadas brutais.
O Pedro arqueava as ancas, fodendo a minha mão com desespero crescente. Subitamente levantou-se, pegou no telemóvel e começou a filmar a minha cara enquanto eu falava e o masturbava, até que se veio com um rugido longo e gutural, jatos quentes e abundantes pintando a minha cara.
No dia seguinte, à tarde, a campainha tocou novamente. Era ela, com uma garrafa de vinho tinto caro na mão e um sorriso que já carregava intenções.
“Vim agradecer como deve ser. Trouxe isto e espero que tenham tempo para um copo…”
Sentámo-nos os três no sofá grande. O vinho abriu-se facilmente e as conversas fluíram. Primeiro sobre trabalho, depois sobre vida, relacionamentos, as loucuras do Nuno. Ela contou, com humor autodepreciativo e muito detalhe, as aventuras sexuais que ele e ela tiveram antes de se conhecerem.
O vinho entusiasmou-a e já nos falava dos homens mais novos que não aguentavam o ritmo dela, as noites em que se sentiu poderosa e desejada.
Eu ri, pousando a mão na coxa dela e deixando-a ficar.
“Tu pareces ter uma energia inesgotável. Admiro isso.”
Ela olhou-me nos olhos, o ar da sala ficando pesado.
“E vocês? O Nuno sempre disse que são um casal desde muito novos.”
“Sim, conhecemo-nos no início do curso e estamos juntos desde então.”, disse o Pedro.
“Tivemos uma vida muito pouco aventureira”, menti, para ver onde esta conversa nos iria levar.
Ela ficou admirada.
“Sabem, eu invejo isso. Podem ter tido menos experiências, mas são muito unidos.”
“Sim, mas temos muito para aprender.”, provoquei.
Ela deu um trago longo no vinho, pousou o copo, colocou uma mão na minha perna e disse-me:
“Aposto que tens o teu marido bem ensinado.”
O Pedro engoliu em seco. Já não havia volta a dar. Era o sinal. Todo a linguagem corporal dela dizia sexo com muito ruido.
Eu inclinei-me, ela inclinou-se. Eu beijei-a e ela devolveu o beijo.
O beijo começou lento, exploratório, línguas a dançar com desejo. Depois puxei o Pedro. Os três de línguas misturadas, bocas húmidas e mãos curiosas.
“O Nuno vai ficar destroçado se sabe disto. Mas a minha libido é insaciável.”
“Pois é. Ele nunca poderá saber.”, disse o Pedro com seriedade.
“Pois não”, confirmou ela, disparando, “agora venham cá, que eu quero muito comer um casal incrível.”
Não respondemos. Despimo-nos com calma, peça por peça, beijando cada centímetro de pele revelada.
Ela ajoelhou-se e chupou o Pedro durante longos minutos, com movimentos lentos de língua, sucções profundas, engolindo até à garganta, olhando diretamente para os meus olhos enquanto o fazia.
Eu beijava-o e masturbava-o na boca dela.
Depois ela subiu para o colo dele. Eu coloquei um preservativo no caralho do Pedro e guiei-o para dentro dela.
Ela desceu devagar, gemendo alto a cada centímetro:
“Meu Deus… que bom… Rita, vem para trás de mim. Brinca com as minhas mamas e o meu cu”
Cavalgou durante muito tempo. Primeiro eu apalpei-a nas mamas, acariciei todo o corpo. Mas o auge aconteceu quando lhe abri as nádegas e lambi o olho do cu. Ela ficou louca e começou a rebolar no caralho do Pedro.
Então, eu tive uma ideia. Fui ao quarto buscar um dildo, coloquei um preservativo, por questões de higiene e lubrifiquei muito bem.
Coloquei-me por trás dela e aussurrei ao ouvido:
“Imagina agora que o Nuno te fodia o cu enquanto o Pedro te fode a cona.”
“Siiimmm”
Eu comecei a penetrar o cu dela com o dildo, levando-a à loucura.
Ela veio-se com grandes e sonoros gritos.
E quando o Pedro avisou que ia ter um orgasmo ela saiu de dentro dele, arrancou bruscamente o preservativo e masturbou-o até ele jorrar a esporra, que ela não deixou escapar.
Beijou-me depois, passando para a minha boca a esporra quente dele, misturada com a sua saliva.
“Isto fica entre nós, por favor”, pediu ela, como se a realidade lhe tivesse caído de repente.
“Claro que sim.”, disse o Pedro, “temos todos a perder com este nosso segredo”.
Ela vestiu-se e saiu num silêncio constrangedor.
Nós sabíamos que era o início de mais um perigoso segredo, mas estávamos muito unidos e conscientes da nossa intimidade.
