Manter a chama acesa.


Nossa mesa, estrategicamente posicionada ao lado da saída, tornou-se o nosso refúgio de tensão. A inquietude dele era palpável; ele não conseguia ficar parado. De repente, num impulso que me deixou sem fôlego, ele me puxou para o seu colo. O beijo foi urgente, carregado de uma fome que nenhum jantar conseguiria saciar.

— Vamos! Precisamos sair daqui agora mesmo! — ele sussurrou no meu ouvido, aquele sorriso safado iluminando o rosto.

O trajeto até o carro foi um borrão de antecipação. No momento em que as portas se fecharam, o mundo exterior deixou de existir. Ele não ligou o motor imediatamente. Em vez disso, pegou minha mão e a guiou, com firmeza, até a sua ereção pulsante sob o tecido da calça.

— Preciso de você, querida. Agora! — O rosto ruborizado denunciava o estado de urgência.

Eu não lutei contra. Minha própria excitação já havia transformado minha calcinha em um pano úmido. Enquanto ele dava a partida, sua mão enorme invadiu a minha saia, encontrando o caminho exato para me fazer arquear as costas no banco.

Ele não foi para casa. O desejo tinha pressa e a cidade, àquela hora, oferecia refúgios escuros. Ele me guiou para uma estrada deserta, onde a escuridão era nossa única testemunha. Assim que o carro parou, o silêncio da noite foi substituído pelo som da nossa respiração ofegante.

Ele me agarrou com uma ferocidade que me fez delirar. Beijos que beiravam mordidas, a blusa levantada com pressa, a boca dele abocanhando meus seios com uma fome primitiva. Eu me desvencilhei loucamente, a adrenalina correndo nas veias, e abri a braguilha de sua calça. Libertei aquele membro magnífico e pulsante, entregando-me ao prazer de explorá-lo com a língua, sentindo cada gota de lubrificação natural que denunciava que ele estava a segundos de explodir. Mas eu queria prolongar a agonia.
Num movimento instintivo, tirei a calcinha e me posicionei de bruços sobre o capô do carro. O metal frio contra o meu ventre contrastava com o calor abrasador do corpo dele que me pressionava por trás. Quando ele me penetrou, foi certeiro, forte, preenchendo cada espaço vazio de mim. Eu gemia alto, sem medo de quem pudesse ouvir, sentindo a potência de cada estocada que me fazia tremer inteira.

Mas Ricardo queria mais. Ele me virou de frente, pediu que eu abrisse as pernas, e mergulhou sua língua no meu centro. A sensação da barba dele espetando a minha pele sensível era o gatilho final; eu gozei loucamente, sentindo meu corpo contrair-se em espasmos de puro prazer.

A noite ainda guardava segredos. Em um momento de entrega total, ele me levou a explorar caminhos mais profundos, e o sexo anal foi a cereja do bolo, uma pressão intensa e prazerosa que nos conectou de forma visceral, completando a nossa entrega mútua.

— Vou gozar e quero fazer isso totalmente conectado em você, meu Amor— ele rugiu, enquanto me penetrava fundo, Ele não esperou por uma resposta. O ritmo tornou-se frenético, quase animal, as estocadas rápidas e profundas que faziam o chassi do carro vibrar sob nós. Eu sentia cada centímetro dele, a pressão preenchendo-me completamente, enquanto minhas unhas cavavam as costas dele, tentando ancorar minha consciência a esse momento. Quando o ápice finalmente o atingiu, foi como uma descarga elétrica; ele soltou um gemido gutural, quase um rugido, e se enterrou em mim com força total, pulsando repetidamente enquanto despejava todo o seu desejo dentro de mim, em ondas quentes e densas.

Ficamos assim por longos minutos, fundidos, a respiração sincronizada em soluços pesados. O silêncio da estrada deserta retornou, mas agora era um silêncio cúmplice, preenchido pelo cheiro de sexo, suor e couro.

Lentamente, ele se afastou. O som da pele se descolando, a sensação do vazio súbito e o frescor da noite atingindo as partes íntimas expostas nos trouxeram de volta à realidade. Ele me olhou com uma ternura devastadora, limpando a gota de suor que escorria pela minha testa.

Ele pegou aquele lenço de papel no console — um hábito pragmático que ele mantinha no carro para qualquer emergência — e, com movimentos lentos e deliberados, limpou os vestígios do nosso êxtase. Primeiro nele, depois em mim, um gesto quase ritualístico de cuidado após a tempestade de luxúria.

Foi então que ele jogou o lenço no banco do passageiro.

Aquele pequeno pedaço de papel branco, agora pesado e úmido, tornou-se o ponto focal do carro. Era a prova física de que tínhamos acabado de cruzar a linha entre a etiqueta social do jantar e a animalidade bruta.

— Você está incrível — ele sussurrou, a voz ainda rouca, enquanto me ajudava a ajeitar a saia e a subir a blusa.

Eu me encostei no banco, sentindo meus músculos ainda tremerem levemente. Olhei para o lenço, depois para ele. O contraste era fascinante: o homem sofisticado que, minutos atrás, estava beijando minha mão diante de outras pessoas, era o mesmo que acabara de me possuir com uma ferocidade que quase me deixou sem fôlego.
Ele ligou o motor. O som do motor roncando pareceu despertar a cidade ao redor, mas para nós, o mundo ainda estava em pausa.

— Para onde vamos agora? — perguntei, sentindo a humidade persistente entre as pernas, um lembrete constante de que ele ainda estava em mim, mesmo que invisivelmente.

Ricardo sorriu, aquele brilho predador retornando aos olhos enquanto ele engatava a marcha.

— Para casa — ele disse, mas a maneira como ele apertou minha coxa com a mão esquerda indicava que a viagem seria longa, e que o lenço de papel era apenas o começo de uma noite que ainda tinha muitas páginas para serem escritas.

Foto 1 do Conto erotico: Manter a chama acesa.

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Ficha do conto

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lampiao69

Nome do conto:
Manter a chama acesa.

Codigo do conto:
268684

Categoria:
Heterosexual

Data da Publicação:
30/07/2026

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2

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