O comentário veio baixo, quase um sussurro, enquanto o professor de Física, aquele homem que misturava a maturidade dos quase trinta com um rosto de quem sabia exatamente o que estava fazendo, encostava a perna na minha. Eu estava sentada na mesa da sala dele, tentando entender vetores, mas a única força que eu sentia era a eletricidade subindo pelas minhas coxas.
Ele não era apenas "gente boa". Ele era o tipo de homem que te olhava como se estivesse desvendando um enigma. Quando a mão dele deslizou da minha coxa, subindo lentamente, apertando a carne macia, eu senti um choque percorrer minha espinha.
— Professor... — eu sussurrei, mas não me afastei.
— O que foi, loirinha? — ele sorriu, a voz agora mais rouca. — Está com dúvida em alguma parte da matéria... ou quer que eu te mostre a parte prática da fricção?
Ele me chamou para o sofá. O clima mudou. O profissionalismo caiu por terra como se nunca tivesse existido. Ele me olhava com fome, e eu, com aquela minha pele branquinha e corpo magrinho, me sentia pequena, mas poderosa diante do desejo dele. Quando ele disse que meu corpo era maravilhoso e que daria tudo para me ver, eu não aguentei.
— Quer ver que não, seu safado? — provoquei, sentindo o volume crescente na calça dele.
O quarto dele era o santuário onde a física deu lugar à luxúria. Assim que as luzes se apagaram, o mundo lá fora deixou de existir. Ele me virou de costas, as mãos grandes e quentes apertando meus seios — que ele insistia serem perfeitos — enquanto a língua dele explorava meu pescoço. Quando a mão dele mergulhou no meu short e encontrou minha intimidade, eu soltei o primeiro gemido.
— Puta que pariu, Gabi... você está encharcada — ele murmurou, os dedos trabalhando com precisão, me masturbando com uma força que me fazia arquear as costas.
Tiramos a roupa com pressa, a pele colando na pele. Ele se abriu entre minhas pernas e, sem aviso, mergulhou o rosto na minha buceta. A língua dele era experiente; ele chupou meu clitóris com uma vontade absurda, alternando entre lambidas longas e sucções intensas. Quando ele enfiou dois dedos dentro de mim, movendo-os rápido enquanto a língua não soltava o meu ponto G, eu gritei.
— Ai, caralho! Assim! Não para! — eu gemia, sentindo as ondas do orgasmo me atropelarem.
Eu precisava retribuir. Subi nele, sentindo o pau grande e grosso pulsando contra a minha barriga. Desci com a boca, sentindo o gosto dele, chupando cada centímetro, sentindo-o estremecer. Entramos em um 69 frenético; enquanto ele me devorava com a língua, eu levava aquele pau delicioso até o fundo da minha garganta, sentindo o reflexo de náusea se transformar em prazer puro. Ele soltou um urro quando eu usei a mão para apertar a base e a boca para envolver a cabeça.
— Você é gostosa demais, porra! — ele exclamou, antes de me preencher com o gosto quente do seu gozo na minha boca.
Mas o ápice ainda estava por vir.
— Me faz mulher, professor... me come agora — sussurrei no ouvido dele.
Ele não hesitou. Me colocou de quatro, a bunda empinada, e encaixou o pau na minha bucetinha. Eu senti a pressão, a dorzinha rápida da primeira vez que logo se transformou em um prazer avassalador. Ele começou a meter freneticamente, o som da carne batendo na carne ecoando no quarto.
— Você é tão apertadinha, Gabi... que delícia de puta! — ele dizia, enquanto me puxava pelos quadris, metendo com força, me fazendo quicar na cama.
Depois de minutos de ida e volta, ele mudou o jogo.
— Agora dá a bundinha para mim, gostosa.
Ele voltou a me lamber, preparando o terreno, chupando meu cuzinho até eu estar completamente relaxada e lubrificada. Quando ele encaixou a ponta do pau na entrada do meu ânus e empurrou,
Eu soltei um grito que ecoou pelas paredes do quarto, um misto de choque e êxtase. A sensação era de ser preenchida por completo, uma pressão densa que parecia tocar partes de mim que eu nem sabia que existiam. Ele não foi bruto, mas foi firme, deslizando centímetro a centímetro, sentindo a resistência do meu corpo ceder à vontade dele.
— Relaxa, Gabi... respira para mim... — ele sussurrou, a voz vibrando contra a minha pele, enquanto me segurava pelos quadris com tanta força que eu sabia que deixaria marcas.
Quando ele finalmente entrou todo, eu fiquei imóvel por um segundo, sentindo o coração martelar no peito. Mas então, ele começou a se mover. Devagar no início, sentindo cada dobra, cada aperto, até que o ritmo acelerou. O atrito ali era diferente; era mais profundo, mais visceral. Eu sentia o pau dele batendo no fundo, e cada estocada me fazia soltar gemidos desconexos, sentindo meu clitóris sendo pressionado contra o colchão, criando um curto-circuito de prazer.
— Porra, você é perfeita... — ele rosnava, a respiração pesada no meu pescoço. — Tão apertada que parece que quer me engolir vivo.
Eu não conseguia mais falar. Apenas empurrava a bunda contra ele, pedindo mais, querendo que ele me destruísse naquela cama. O som da carne batendo, o cheiro de suor e sexo, e a sensação de ser completamente dominada por aquele homem me faziam flutuar.
De repente, ele me puxou para cima, virando-me de frente para ele, nossas pernas entrelaçadas. Ele me levantou, me fazendo envolver a cintura dele com as pernas enquanto me mantinha suspensa. A gravidade jogou todo o peso dele para dentro de mim, e ele começou a meter com uma força bruta, me jogando contra a parede do quarto.
— Agora olha para mim, Gabi! — ele ordenou, os olhos escuros brilhando de luxúria.
Eu olhei. Vi o desejo bruto, a possessão. No momento em que ele deu a última estocada, profunda e devastadora, eu senti meu corpo inteiro contrair. O orgasmo veio como uma explosão, me fazendo tremer dos pés à cabeça. Segundos depois, ele soltou um gemido gutural, despejando tudo dentro de mim, me prechendo com o calor do seu gozo.
Ficamos ali, ofegantes, o silêncio do quarto apenas interrompido pelas nossas respirações descompassadas. Ele me soltou devagar, me deixando escorregar para a cama, sentindo o líquido quente escorrer por entre minhas pernas.
Ele se afastou um pouco, limpando o suor da testa, e me olhou com um sorriso satisfeito, aquele mesmo sorriso de quem sabe que a aula acabou, mas a matéria foi totalmente absorvida.
— Então... — ele sussurrou, beijando a ponta do meu nariz. — Acha que consegue focar nos vetores amanhã, ou vai precisar de mais algumas aulas particulares?
O silêncio que se seguiu foi curto, mas carregado. Ele sorriu, aquele sorriso de quem acredita que já venceu o jogo, acomodando-se no papel do mestre que acaba de dar a lição final. Mas, enquanto ele relaxava os músculos, sentindo o triunfo da própria performance, algo mudou dentro de mim.
A sensação do gozo dele ainda quente escorrendo pelas minhas coxas não me deixou vulnerável; ela me deu combustível. Olhei para ele — aquele homem que comandava a sala com um giz na mão e me comandava na cama com a experiência — e percebi que ele estava desarmado. Pela primeira vez, ele não era o predador.
Antes que ele pudesse se mover para me dar um beijo carinhoso, eu agi.
Com um movimento rápido e brusco, usei as mãos para empurrá-lo no peito. Não foi um empurrão delicado; foi um comando físico. Ele, pego de surpresa e ainda letárgico pelo orgasmo, tombou para trás, as costas batendo no colchão com um baque surdo.
— Quem disse que a aula acabou, professor? — minha voz não era mais a da aluna. Estava rouca, fria, carregada de uma autoridade que ele não esperava.
Eu me posicionei sobre ele, ajoelhando-me no peito dele, sentindo o coração dele disparar sob a minha pele. Eu não dei tempo para ele reagir. Com um movimento ágil, peguei as pulseiras de couro que ele mantinha na gaveta do criado-mudo — um detalhe que eu notei assim que entrei no quarto — e, antes que ele pudesse processar, prendi seus pulsos na cabeceira da cama.
— Gabi? O que você... — ele começou a dizer, mas eu selei a boca dele com um beijo voraz, mordendo seu lábio inferior com força suficiente para fazê-lo soltar um gemido de surpresa.
Afastei-me lentamente, sentindo o olhar dele mudar. A confiança dele estava evaporando, substituída por uma curiosidade excitada e uma súbita falta de controle. Eu desci o corpo, sentindo meus mamilos roçarem no peito dele, e parei exatamente onde o desejo dele pulsava, embora ainda estivesse recuperando o fôlego.
— As regras mudaram — sussurrei, deslizando a língua pela linha do maxilar dele, sentindo-o estremecer. — Agora, você não manda em nada. Nem na sala, nem aqui. Especialmente aqui.
Eu não o toquei com as mãos. Usei apenas a língua, traçando caminhos lentos e torturantes pelos mamilos dele, descendo para o abdômen, sentindo cada músculo do corpo dele se contrair sob minha vontade. Eu sabia exatamente onde ele era sensível. Comecei a morder a base do seu pau, bem devagar, recuando toda vez que ele tentava arquear o corpo para me alcançar.
— Por favor... Gabi... — ele murmurou, a voz agora quebrada.
— "Por favor" o quê, professor? — provoquei, sentando-me sobre o rosto dele, sentindo a respiração dele quente contra a minha intimidade, mas negando-lhe qualquer acesso. — Você não me pediu para fazer isso.
— Por favor... me toca... — ele implorou, os olhos fixos em mim, completamente rendido.
Eu sorri. Era delicioso vê-lo assim: desfeito, dependente, faminto.
Comecei a explorá-lo de forma voraz, alternando entre beijos profundos e sucções intensas, usando minha boca e minhas mãos para levá-lo ao limite, e então parando abruptamente, deixando-o suspendo no vazio do desejo. Eu o consumia como se ele fosse o banquete e eu a única convidada.
Eu o fiz implorar por cada toque, por cada centímetro de pele, transformando o homem que sabia tudo em um iniciante no jogo do prazer. Quando finalmente permiti que ele chegasse ao ápice novamente, não foi nos termos dele. Eu o levei até onde eu queria, sugando cada gota de sua energia, deixando-o completamente exausto, ofegante e, acima de tudo, obcecado.
Enquanto eu me afastava, deixando-o amarrado e desfeito na cama, ele me olhou com uma mistura de choque e adoração. Eu sabia que, a partir daquele momento, ele não pensaria mais em vetores ou
...ou qualquer outra fórmula matemática. A única equação que importava agora era a de como ele faria para me agradar na próxima vez.
Soltei-o das amarras com um movimento lento, sentindo o estalo do couro contra a madeira da cabeceira. Ele não se moveu imediatamente; ficou ali, com o peito subindo e descendo, processando a inversão de poder que acabara de acontecer. Quando finalmente me olhou, não havia mais aquele ar de superioridade intelectual. Havia apenas fome.
— Você... — ele começou, a voz rouca, quase um sussurro — ...você é perigosa, Gabi.
Eu ri, me levantando da cama com a calma de quem detém todo o controle da situação. Caminhei até a cadeira onde minhas roupas estavam jogadas, vestindo meu short e a blusinha com movimentos deliberados, sentindo o olhar dele percorrendo cada centímetro da minha pele, como se estivesse tentando decorar cada curva para sobreviver até o próximo encontro.
— A aula de hoje foi produtiva, professor — eu disse, jogando o cabelo para trás e caminhando até a porta. — Mas acho que vou precisar de um reforço.
Ele se sentou na cama, o corpo ainda pesado, mas os olhos atentos.
— Quando? — ele perguntou, a voz agora firme, mas carregada de expectativa.
— Quando eu quiser — respondi, piscando para ele. — E lembre-se: eu sou muito exigente com as minhas notas.
Saí do quarto fechando a porta suavemente, deixando para trás o perfume de sexo e a imagem de um homem que, pela primeira vez na vida, descobriu que existem coisas que nenhum livro de Física consegue explicar. Enquanto caminhava pelo corredor vazio da escola, sentindo o corpo ainda vibrando e a sensação do gozo dele secando na minha pele, eu sabia que a dinâmica entre nós tinha mudado para sempre.
Ele podia ter o título de professor, mas, naquele quarto, quem tinha dado a lição final tinha sido eu.




