A voz de Al era um sussurro rouco, quase imperceptível, mas que reverberou por toda a minha espinha. Eu estava ali, parada diante do espelho do quarto de visitas, vestindo a transparência de uma camisola preta que deslizava pela minha pele agora lisa, sentindo-me vulnerável e, ao mesmo tempo, poderosamente exposta.
Tudo começou como um gesto de amizade, um esforço para tirar Al da letargia do luto. Mas, ao vestir as roupas de Rose, algo em mim — algo que dormia desde a infância, quando eu me escondia no quarto da minha mãe para experimentar suas saias — despertou com uma força avassaladora. E a reação de Al... a forma como ele me olhava não era de estranhamento, mas de um desejo faminto que eu nunca imaginei despertar em um homem.
Naquela noite, o ar no quarto dele estava denso, saturado pelo perfume floral que eu havia borrifado no pescoço. Quando ele me puxou para a "conchinha", senti a rigidez de seu corpo contra o meu.
— Você não imagina o que está fazendo comigo, Rogéria — ele murmurou, os lábios roçando a curva do meu ombro. — Esse toque, esse cheiro... você está absolutamente deliciosa.
Eu tremi, não de medo, mas de uma antecipação que me fazia latejar.
— Al... eu nunca... eu não sei se sei ser o que você quer — respondi, a voz trêmula, assumindo a feminilidade que agora moldava meus gestos.
— Você já é, querida. Só precisa deixar que eu te mostre — ele sussurrou, a mão descendo com possessividade pela curva da minha bunda, apertando a seda da camisola.
êxtase. Eu podia ver, pelo espelho da cabeceira, o movimento rítmico, a imagem de um homem possuindo a mulher que ele mesmo ajudara a criar.
— Você é minha... toda minha — ele urrava, as estocadas tornando-se mais profundas, mais urgentes. — Que bunda maravilhosa... que corpo macio...
A cada bombada, eu me sentia menos Rogério e mais Rogéria. O prazer não estava apenas no contato físico, mas na entrega total. Eu queria ser dele, queria que ele me usasse, que me moldasse. Quando ele gozou, sentindo o calor do seu jato preencher meu interior, eu senti um orgasmo psíquico que me deixou sem fôlego, flutuando em um mar de aceitação e desejo.
As semanas seguintes foram uma descoberta constante de luxúria e feminilidade. A hormonioterapia começou a suavizar meus traços, mas era nos braços de Al que eu realmente florescia.
Certa manhã, em nosso novo apartamento em Copacabana, o sol entrava pelas persianas, criando listras de luz sobre o tapete da sala. Al estava nu, a masculinidade semi-rígida, observando-me com aquele olhar de quem aprecia uma obra de arte.
— Vem aqui, minha menina — ele chamou, a voz carregada de malícia.
ele sussurrou no meu ouvido, a respiração quente causando arrepios que desciam até a ponta dos meus dedos. — Ver você presa nessas sedas, fingindo que é uma dama recatada... enquanto eu sei exatamente o que está acontecendo aqui embaixo.
Eu soltei um suspiro, fechando os olhos, sentindo a masculinidade dele latejar contra mim. A sensação de ser desejada, de ser vista como um objeto de luxúria e afeto, era um combustível que me incendiava por dentro.
— Eu quero que você tire — pedi, a voz agora um sussurro feminil, carregado de malícia.
Al não precisou de um segundo convite. Com movimentos lentos, quase cerimoniais, ele começou a desabotoar a cinta. O som do tecido deslizando pela pele era como música. Quando a peça finalmente caiu, revelando a minha pele alva e a minha intimidade pulsante, ele soltou um gemido baixo de aprovação.
— Você está radiante, Rogéria.
Ele me levantou, me jogando sobre o sofá de linho branco. A luz de Copacabana, filtrada pelas persianas, criava um jogo de luz e sombra sobre o meu corpo, destacando os pequenos brotos dos meus seios que Al adorava morder e sugar com uma fome insaciável.
Ele se posicionou entre as minhas pernas, a respiração pesada.
que você deseja por essa noite inteira.
O olhar de Al escureceu. Aquela rendição absoluta era o gatilho que ele precisava. Ele a puxou pelo cabelo, não com força, mas com uma possessividade que a fez arfar, e a empurrou para trás no colchão.
— Você não tem ideia do que acabou de pedir, minha linda — ele rosnou.
O início foi lento, quase torturante. Al trouxe óleos perfumados, aquecendo-os nas palmas das mãos antes de deslizá-las por todo o corpo de Rogéria. Cada toque era uma marca, cada carícia, uma afirmação. Ele a explorou com a língua, traçando caminhos úmidos desde as curvas do pescoço até a base da coluna, parando para sugar cada centímetro de pele, deixando marcas avermelhadas que eram como assinaturas de sua posse.
Então, veio o momento da entrega total. Al a posicionou de costas para ele, as mãos dela presas levemente por fitas de seda aos pulsos, forçando-a a sentir tudo sem poder se mover. Ele desceu com a língua, explorando a intimidade dela com lambidelas profundas e precisas, alternando entre a delicadeza e a voracidade. Quando a língua dele encontrou o centro do prazer dela, Rogéria arqueou as costas, soltando um gemido rouco.
sentindo-se expandir, sentindo a força dele a reivindicar.
O ritmo tornou-se selvagem. Al segurava a cintura dela com firmeza, cada bombada fazendo o corpo de Rogéria sacudir. Era um processo de lapidação erótica; a cada estocada profunda, ela sentia que as últimas camadas de dúvida sumiam




