Raquel tinha quarenta e dois anos e um corpo que ainda se impunha sem esforço. Um metro e cinquenta e sete, ancas normais, cintura estreita, seios firmes de mulher madura e um cu empinado, redondo, que se desenhava mesmo por baixo das roupas mais discretas. Aquela manhã estava em casa só de lingerie preta: um soutien de renda fina, com aros que empurravam os seios para cima e deixavam os mamilos a marcar o tecido; um fio dental tão estreito que quase desaparecia entre as nádegas, o tecido mínimo à frente a cobrir apenas o essencial; e ligas pretas que subiam pelas coxas, segurando meias de seda até meio da perna. Por cima, um robe de seda curto, aberto na frente, que se mexia a cada passo e deixava ver o contraste da pele clara com o preto da roupa interior. Tinha pedido ao Rui, amigo de anos dela e do António, para enviar alguém da empresa a ver o ar condicionado. O Rui tinha uma firma de painéis solares e climatização. Disse que mandava um funcionário. Mas às dez e meia quem tocou à campainha foi o próprio Rui, acompanhado de um rapaz mais novo com uma caixa de ferramentas. — Vim eu também — disse ele, a sorrir. — Queria confirmar se o problema era sério ou se era só uma coisa simples. Raquel abriu a porta. O robe escorregou um pouco no ombro direito, revelando a alça preta do soutien e uma parte do seio. O olhar do Rui desceu logo pela abertura da seda, parou nas ligas que apertavam a carne das coxas e subiu outra vez até aos olhos dela. — Entra — disse ela, com a voz calma. — O António está em Lisboa até amanhã. O funcionário foi logo para o exterior, a verificar as unidades lá fora. Rui ficou na cozinha. Raquel pôs o café a fazer. O cheiro a café fresco misturou-se com o perfume dela. Ele apoiou-se na bancada, de braços cruzados, a olhar para ela enquanto ela tirava as chávenas do armário. A cada movimento o robe abria-se um pouco mais, mostrando a curva das ancas, o fio dental a marcar o monte de Vénus e as ligas a cortar a pele branca das coxas. — Estás vestida assim de propósito? — perguntou ele, baixo. Raquel virou-se para ele com as duas chávenas na mão. O robe abria-se agora até quase ao umbigo. — Estava a tratar de umas coisas em casa. Não esperava visitas tão cedo. — Mentira — disse ele, sem sorrir. — Sabias que eu podia aparecer. Ela não respondeu. Pousou as chávenas na bancada. O Rui deu um passo em frente, agarrou-lhe a cintura com as duas mãos e puxou-a contra si. Sentiu o calor do corpo dela através da seda. As mãos dele desceram pelas ancas, apertaram as nádegas firmes e empinadas, e depois subiram outra vez até ao nó do robe. — Posso? — perguntou, a olhar-lhe nos olhos. Ela assentiu só com a cabeça. Ele desfez o nó. A seda abriu-se de vez. Ficou só a lingerie preta: o soutien a segurar os seios, o fio dental a desaparecer entre as nádegas, as ligas a marcar a carne. Rui passou a mão pela anca dela, desceu até à coxa e subiu outra vez por baixo do fio dental. Os dedos encontraram-na já húmida. — Estás molhada — murmurou ele. — Desde que abriste a porta. Beijou-a. Beijo fundo, com língua, a mão a subir-lhe pelas costas até desapertar o soutien com um clique seco. Os seios soltaram-se, pesados e firmes. Ele baixou a cabeça e chupou um mamilo, depois o outro, enquanto a outra mão já lhe puxava o fio dental para o lado. Metou dois dedos de uma vez. Raquel soltou um gemido baixo contra o ombro dele e abriu um pouco mais as pernas. — O rapaz está lá fora — disse ela, a voz já um pouco alterada. — Ele demora. E a porta está fechada. Rui virou-a contra a bancada da cozinha. Raquel apoiou as mãos no mármore frio. Ele puxou-lhe o fio dental ainda mais para o lado, ajoelhou-se e lambeu-lhe a racha de baixo para cima, devagar, uma só vez longa, até ela tremer. Depois levantou-se, abriu a braguilha, tirou o pau já duro e esfregou a cabeça grossa no clitóris dela, molhando-se no sumo que ela já tinha. — Queres? — perguntou ele, a voz rouca. — Mete. Entrou de uma vez. Fundo. Raquel arquejou, a cabeça a cair para a frente. Ele agarrou-lhe as ancas com as duas mãos e começou a foder. Forte, ritmado, o som das ancas a bater no cu dela a ecoar na cozinha. O robe ainda pendurado nos cotovelos, as meias a tremer a cada embate, as ligas a marcar a pele. Rui metia até ao fundo, puxava quase até sair e voltava a enterrar-se nela com força. Uma das mãos subiu-lhe pelas costas, agarrou-lhe o cabelo e puxou a cabeça dela para trás. — Assim… olha para a janela — disse ele, perto do ouvido dela. — Se ele voltar agora, vê-nos os dois. Ela gemeu mais alto. Ele meteu a mão por baixo, encontrou o clitóris inchado e esfregou em círculos enquanto continuava a foder. O corpo dela reagia a cada embate: os seios a balançar, o cu a tremer, as coxas a apertar. Raquel veio primeiro, a apertar o pau dele por dentro, as pernas a tremer, um gemido abafado contra o próprio braço. Rui não parou. Continuou a meter-lhe fundo, mais rápido agora, a respiração pesada. — Vou gozar — avisou ele. — Dentro. Ele enterrou-se até ao fundo e gozou dentro dela, com um gemido baixo, as mãos a marcar-lhe as ancas com força. Ficaram assim uns segundos, ele ainda dentro, a pingar. Depois tirou devagar. O esperma escorreu-lhe logo pela coxa interna, misturado com o sumo dela, até às ligas pretas. Raquel endireitou-se devagar, o peito a subir e a descer. Puxou o robe outra vez, sem fechar. O fio dental ficou torto, encharcado, a marcar a pele. O soutien continuava aberto, os seios à mostra. Ouviram a porta do exterior a bater. O funcionário voltava. Rui fechou a braguilha com calma, limpou a boca com o dorso da mão e pegou na chávena de café como se nada tivesse acontecido. Raquel virou-se para a máquina, as pernas ainda moles, o esperma a escorrer-lhe devagar pela coxa. Quando o rapaz entrou na cozinha a dizer que o problema estava resolvido, ela só sorriu, educada, elegante, com a lingerie preta ainda por baixo do robe e o corpo a arder. O Rui bebeu o café de um trago e olhou-a por cima da chávena. — Qualquer coisa, ligas. Eu próprio venho.
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