A família Albuquerque tinha um detalhe que ninguém mais da rua entendia muito bem: eram liberais. Nudistas dentro de casa, sem frescura. Quem chegava depois de certa hora sabia que podia encontrar o Sr. Alberto de cueca tomando café na varanda, a dona Marta de roupão aberto circulando pela cozinha, a filha Adriana saindo do banho com a toalha no cabelo e nada mais. E ninguém se escandalizava. Era natural. Era casa deles.
Adriana tinha vinte e dois anos, morava com os pais, estudava arquitetura. Corpo de quem fazia pilates, cabelo preso num coque despojado, pele morena da mãe. Naquele domingo, depois do almoço, ela tinha vestido uma saia leve, de tecido fino, amarelo-claro — dessas que se movem com o vento e marcam quando a pessoa se inclina. Por baixo, nada além de uma calcinha fina, porque estava quente e porque, ali dentro, ninguém se preocupava com isso.
O almoço foi enorme. Prato que não acabava, sobremesa que ninguém aguentava, e a conversa esticando até as cinco da tarde. Quando os últimos convidados começaram a se despedir, a casa virou um resto de festa: pratos empilhados, copos pela mesa, guardanapos amassados, o cheiro de churrasco ainda no ar.
A dona Marta chamou a filha pra ajudar.
— Adriana, minha filha, me ajuda com essa louça que eu não vou dar conta sozinha.
— Tô indo, mãe.
O Sr. Alberto ficou com a parte dele: recolher as cadeiras, dobrar a mesa, juntar as garrafas. Homem de cinquenta e três anos, forte, de mãos grandes de quem trabalhou a vida inteira. E naquele dia o Sr. Alberto tinha um plano.
Ele tinha tomado um comprimido de Viagra antes do almoço. Não contou pra ninguém — homem daquela geração não fala dessas coisas. Mas tomou porque sabia que depois da festa, quando a casa esvaziasse, ele queria a Marta. E queria a Vera também, uma convidada, amiga de longa data da esposa, que tinha ficado pra trás e que já tinha combinado, num sorriso e num olhar, de esperar o pessoal ir embora. O Sr. Alberto estava armado. E, como todo homem armado, ficava meio inquieto, meio aceso, de olho em qualquer coisa que se mexia.
Enquanto recolhia as cadeiras, sentiu o peso no corpo. O remédio tinha feito efeito cedo. Estava duro. Duro feito pedra, escondido dentro da bermuda larga, e ele andava pela casa tentando disfarçar, ajustando aqui, ajeitando ali.
Na cozinha, Adriana lavava a louça.
De costas. A saia amarela curta, o quadril balançando de leve no ritmo dos braços dentro da pia. Ela não ouviu o pai entrar — o barulho da água cobria tudo. O Sr. Alberto parou na porta por um segundo, olhou aquela cena: a filha de costas, a saia fina, a curva da cintura descendo pro quadril. E ali, sem pensar muito, com a cabeça ainda cheia de Viagra e a casa vazia no resto da tarde, ele fez uma coisa que nunca tinha feito.
Foi por trás.
Encostou o corpo no dela, as mãos nas laterais da pia, prendendo a filha entre ele e a bancada. Adriana riu, achando que era brincadeira.
— Que é isso, pai?
Ele não respondeu. Só subiu uma das mãos, ergueu de leve o tecido da saia por trás. E encaixou.
Foi naquele instante — meio rápido, meio decidido — que ele enfiou. Não na frente. Atrás. Na bunda. Bem no meio, entre as nádegas, empurrando contra o tecido da calcinha fina, que mal resistiu e escorregou de lado.
Entrou até a metade.
E aí Adriana gritou.
— Aiii! Pai! Que é isso?!
Um grito agudo, de susto puro. Ela se arrepiou toda, os ombros subiram, as mãos saíram da água tremendo. Por um segundo achou que tinha sido atacada, que alguém tinha entrado ali e feito aquilo sem avisar. Virou a cabeça por cima do ombro e deu de cara com o pai — o rosto dele ali, colado, vermelho, sem saber o que dizer.
— É... é você, pai?
— Sou eu.
— Pai, o senhor tá... tá me...
Ela não terminou a frase. Baixou os olhos, olhou a própria saia erguida, olhou a situação. E ficou quieta. Muito quieta.
O susto passou. O que veio depois foi pior: o silêncio. Os dois parados, sem se mexer, encaixados. Ele enfiado até a metade, o pau enorme — e ali ninguém tinha noção exata do tamanho, mas dava pra sentir que era grande, que preenchia — e Adriana sentindo cada centímetro dentro do corpo, os músculos apertando em volta, o ardor da entrada ainda virgem naquele lugar.
O Sr. Alberto estava duro de doer. A metade de dentro parecia pouco e parecia muito ao mesmo tempo. Ele segurava a respiração.
— Filha... — ele falou, baixinho, quase sussurrando — ...eu paro?
Adriana engoliu. O coração batendo.
— Não sei.
— Tira ou enfia o resto?
Ela ficou em silêncio mais um segundo. A água ainda escorria da torneira aberta, esquecida. Lá fora, na sala, a dona Marta e a Vera conversavam sem saber de nada — sem imaginar que na cozinha, a dois metros delas, o pai e a filha estavam encaixados até a metade, sem saber se terminavam ou recuavam.
Adriana respirou fundo, mordeu o lábio, e fez um movimento pequeno com o quadril. Pra trás. Um convite, um ensaio. E disse baixinho, quase só pra ele:
— Enfia, pai. Enfia o resto.
O Sr. Alberto fechou os olhos. E empurrou.
O Sr. Alberto empurrou.
Foi devagar. Tão devagar que doeu nele de vontade. Ele tinha medo — medo de machucar a filha. Adriana era pequena, baixinha, um metro e sessenta e dois de gente miúda, e ele era um homem grande, de mão grossa, e sabia bem o que carregava entre as pernas. Já tinha visto a Marta gemer de dor, no começo, nas primeiras vezes. Então empurrou com cuidado, centímetro por centímetro, sentindo a resistência macia do corpo da filha se abrindo pra ele, se abrindo devagar, se abrindo pro pai.
E foi aí que aconteceu.
Adriana, sem querer, atolou aquilo tudo.
Não foi ela que empurrou. Foi o corpo dela. Um espasmo, um relaxamento súbito, os músculos que cederam de uma vez — e o pau do pai, que estava na metade, escorregou pra dentro inteiro, de uma só vez, atolando até o talo. As bolas do Sr. Alberto encostaram na parte de dentro das pernas dela. O púbis dele colou no traseiro dela. Não sobrou nada fora.
Os dois gemeram juntos.
— Ai... — ele soltou, rouco.
Adriana travou. Os dedos brancos agarrando a beirada da pia. Sentiu tudo. Sentiu o pai inteiro dentro dela, preenchendo, esticando, tocando um lugar que ela nem sabia que existia. A boca abriu num "ó" que não saiu som nenhum.
E o Sr. Alberto, com medo de ter machucado, com medo de ter sido bruto, já foi recuando o quadril.
— Calma — ela falou.
A voz saiu baixinha, ofegante, mas firme.
— Calma, pai. Devagar.
Ele parou.
— Devagar — ela repetiu, os olhos fechados, a testa encostada no braço dobrado sobre a pia. — Devagar, tá bom?
Ele assentiu, mesmo sabendo que ela não via. E obedeceu.
Começou a se mover.
Devagar. Um vai-e-vem curto, lento, quase carinhoso. Nada de estocada. Nada de pressa. Só aquele balanço morno, o corpo dele indo e vindo no corpo dela, e a cada volta um suspiro dos dois.
E ali, naquela cozinha, com a louça pela metade e a água ainda correndo na torneira, o pai e a filha viraram outra coisa. Não eram só pai e filha. Eram amantes. Amantes gostosos. Amantes que se conheciam a vida inteira e que, de repente, estavam se descobrindo por dentro.
O Sr. Alberto encostou o queixo no ombro dela. Sentiu o cheiro do cabelo, o shampoo, o calor da pele. Fechou os olhos.
— Tá doendo? — perguntou baixinho.
— Não — ela mentiu, e riu, e gemeu no meio da risada. — Tá... tá gostoso, pai.
Ele sorriu contra o ombro dela. E aí, sem pensar, virou o rosto e beijou o pescoço da filha.
Um beijo. Pequeno. Na curva do pescoço, atrás da orelha.
Adriana arrepiou inteira. As pernas amoleceram. Ela jogou o quadril pra trás, encontrando ele, encaixando, pedindo mais. E a xota dela — a xota molhada, sedenta, esquecida ali embaixo sem nem estar sendo tocada — escorria. Escorria de vontade. Latejava sozinha, de tesão, de ver o pai todo dentro da bunda dela e a frente dela vazia, pedindo.
— Pai... — ela chamou.
— Hm?
— Me beija.
Ele se endireitou. Ela virou o rosto por cima do ombro. E os dois se beijaram.
Foi um beijo torto, de lado, desajeitado, do jeito que só um primeiro beijo é. Mas foi gostoso. Foi lento. A língua dele entrando devagar, encontrando a dela, os dois se conhecendo na boca enquanto se conheciam embaixo. O beijo do pai tinha gosto de cerveja e de tarde de domingo. O beijo da filha tinha gosto de sobremesa e de juventude.
E o Sr. Alberto, sem largar a boca dela, apertou o quadril. Fundo. Devagar, mas fundo. E ela gemeu dentro do beijo dele.
Na sala, a dona Marta e a Vera conversavam.
Nenhuma das duas sabia. Nenhuma desconfiava. Falavam de coisas banais — do preço do gás, da prima que tinha se separado, do calor — enquanto na cozinha, atrás da porta, o marido da Marta estava cravado na bunda da própria filha.
O Sr. Alberto pensou nisso e quase riu. Tinha a esposa na sala. Tinha a amante esperando na sala. E tinha, ali no meio, a filha. Três mulheres na mesma tarde. O Viagra ainda queimava dentro dele, e por um instante ele teve medo de não dar conta — mas o corpo dele, ali dentro da filha, não tinha pressa nenhuma. O corpo dele queria ficar.
Adriana se apoiava na pia com os dois braços agora, as mãos brancas de força, a saia amarela toda levantada na cintura, o traseiro nu de encontro ao pai. Ele segurava o quadril dela com as duas mãos, os polegares fincados nas covinhas do traseiro, e ia e vinha num ritmo de relógio velho. Devagar. Sempre devagar.
— Assim — ela sussurrou, de olhos fechados.
— Assim, pai. Assim...
Ela estava entregue. A xota escorria pela parte de dentro das coxas. A cada estocada do pai na bunda, o corpo dela balançava e o clitó, esquecido, roçava contra a beirada da pia. Ela gemia baixinho, com medo de que ouvissem, e o gemido preso deixava tudo mais gostoso.
O Sr. Alberto nunca tinha visto a filha assim. Conhecia o rosto dela, a voz, os defeitos, as manias. Mas não conhecia aquilo. Não conhecia o jeito que ela mordia o lábio. Não conhecia o som que ela fazia quando estava sendo preenchida. E foi se apaixonando ali, de novo, por uma pessoa que ele já amava desde antes de ela nascer.
— Filha — ele falou, no ouvido dela.
— Que é, pai?
— Tô com medo de acabar.
Ela riu, mole, sem abrir os olhos.
— Então não acaba.
— Não acaba como?
— Fica.
Ele ficou.
Parou de se mexer por um segundo, mas ficou. Cravado. Sentindo o corpo dela pulsando em volta do dele. E beijou o ombro, o pescoço, a nuca, a orelha. Um beijo atrás do outro, pequenos, de pai, de amante, de tudo junto. Adriana se derretia a cada um.
— Pai...
— Hm.
— A gente tá fazendo é errado sabia?
— Não sei — ele respondeu, sincero. — Mas tá gostoso.
— Tá.
E voltou a se mexer.
Agora mais fundo. Mais lento. Uma estocada longa, que ia até o fim e voltava quase até sair, e voltava, e ia. Adriana começou a tremer. As pernas dela falharam, e ela se apoiou com a testa na pia, jogando tudo pra trás pro pai, abrindo o traseiro pra ele, oferecendo.
— Ai, pai... ai, pai, ai...
— Baixinho, filha — ele sussurrou. — Elas tão na sala.
— Não consigo — ela gemeu.
E não conseguia mesmo. A xota dela escorria tanto que tinha molhado a parte de dentro das coxas e agora pingava. Ela estava chegando — chegando por um lugar onde nunca tinha chegado, por trás, sem nem tocar na frente. As ondas vinham de dentro, subindo, apertando.
— Pai — ela falou, com a voz quebrada. — Pai, eu vou...
— Vai.
— Eu vou gozar, pai.
— Vai, minha filha. Goza.
E ela gozou.
Foi um gemido longo, abafado contra o próprio braço, o corpo inteiro tremendo, os músculos apertando o pai com uma força que arrancou um grunhido dele. As pernas dela fecharam, abriram, fecharam. A xota pulsou sozinha, jorrando, escorrendo, e a bunda dela apertou tanto em volta dele que o Sr. Alberto quase não aguentou.
Mas aguentou. Queria ver a filha gozar. Queria ver o rosto dela. Segurou firme e esperou ela passar.
Quando Adriana voltou, estava mole, mole, sem osso, encostada na pia, respirando pela boca.
— Pai... — ela falou, depois de um tempo.
— Foi bom?
Ele riu, com os olhos fechados,
Agora sem medo. Agora sabendo que ela aguentava, que ela gostava, que o corpo dela tinha se aberto pra ele. As estocadas ficaram mais firmes, mais seguidas, mas sem virar bruto — o Sr. Alberto não sabia ser bruto. Era homem de toque. Segurava o quadril da filha com as duas mãos e ia, fundo, lento, marcado, cada estocada arrancando um suspiro dela.
A cozinha virou um quarto. A louça virou nada. A tarde virou só os dois.
— Filha...
— Hm.
— Você é gostosa.
Adriana riu, vermelha.
— Você também, pai.
E os dois riram juntos, baixinho, sem parar de se mexer. Riam e transavam. Era leve. Era bom. Era dos dois.
O Sr. Alberto sentiu subir. Veio devagar, como tinha ido tudo devagar. Fechou os olhos, encostou a testa na nuca da filha, e segurou o quadril dela com força.
— Vou gozar — avisou.
— Goza, pai.
— Dentro?
— Dentro.
E ele gozou.
Foi um gemido fundo, de homem grande, abafado no cabelo dela. O corpo dele travou, as mãos fincaram, e ele pulsou dentro da filha — uma vez, outra, outra — esvaziando ali, no corpo que ele tinha feito. Adriana sentiu tudo. Sentiu cada jato, quente, e arrepiou inteira, e apertou o pai só pra sentir ele tremer mais.
Ficaram assim. Ligados. Sem se mover. Ofegantes. O Sr. Alberto ainda dentro dela, mole agora, mas sem sair — sem querer sair. Adriana com a cabeça jogada pra trás, encostada no ombro dele, os olhos fechados, o sorriso bobo.
— Pai.
— Hm.
— A gente esqueceu a louça.
Ele riu. Uma risada cansada, boa.
— A louça tá aí.
— Tá.
E ficaram mais um pouco.
Foi ela que falou primeiro, quando ele finalmente saiu, devagar, com cuidado, e ela sentiu aquele vazio esquisito, gostoso.
— Pai... o senhor tirou minha virgindade de trás.
— Tirei.
— E agora?
— Agora a gente termina a louça — ele disse, e riu. — A Marta vai desconfiar.
Adriana se ajeitou, puxou a saia, olhou pra baixo, pro próprio corpo.
— Tô melada.
Eu também.
Os dois se olharam. E riram. Riram alto, agora, sem medo, porque a situação era absurda e boa e não fazia sentido nenhum.
Aí a dona Marta apareceu na porta da cozinha.
— Que é que vocês tão rindo aí? — perguntou, com a mão na cintura.
Pai e filha se olharam.
— Nada — falaram os dois, ao mesmo tempo.
A Marta olhou pra louça pela metade, olhou pro marido suado, olhou pra filha vermelha. Torceu a boca.
— Hum. Sei.
E voltou pra sala, sem saber de nada.
O dia seguinte
Acordaram tarde.
Adriana ficou na cama um tempão, olhando o teto, sentindo o corpo. Ainda sentia. Uma pontinha, um ardorzinho bom, um lembrete. Levantou, tomou banho, vestiu uma camiseta larga e foi pra cozinha.
O pai já estava lá. Café na mão. De cueca, como sempre, sem frescura — a casa era liberal, ninguém tinha que mudar nada por causa de um domingo. Mas naquele dia era diferente, e os dois sabiam. Se olharam e se cumprimentaram com uma vergonha boba.
— Bom dia, pai.
— Bom dia, filha.
Silêncio. Ele serviu café pra ela sem ela pedir. Ela sentou. A Marta tinha ido ao mercado. Estavam sozinhos.
E aí veio.
— Pai...
— Hm.
— A gente precisa conversar.
— Precisa.
Ela segurou a caneca com as duas mãos, sem beber.
— Foi certo? — ela perguntou, direto. — Isso que a gente fez. Era pra ter acontecido?
O Sr. Alberto pensou. Homem velho, simples, que nunca tinha lido nada de psicanálise.
— Não sei se era pra ter acontecido — ele disse. — Mas aconteceu.
— Isso é resposta?
— É a minha.
Adriana mordeu o lábio.
— A gente é pai e filha, pai.
— Somos.
— E a gente... transou.
— Transamos.
— Eu gostei — confessou, olhando pra caneca e não pro pai. — Muito. E é isso que me assusta. Porque se fosse só corpo, tudo bem, era um acidente, acontece. Mas eu gostei... gostei do jeito. Do jeito que o senhor me tratou. Do carinho. Da mão no meu quadril. Do beijo.
Ele não respondeu de imediato. Bebeu o café. Pousou a caneca.
— Eu também.
Ela levantou os olhos.
— Também?
— Gostei de tudo. Do corpo, sim. Mas do resto mais.
Adriana ficou quieta. O coração batendo. Era uma coisa nova e antiga ao mesmo tempo. Era o pai, mas não era mais só o pai. E ela não sabia o que fazer com isso.
— Pai, eu amei tudo
— Filha — ele falou, mais sério agora, e sentou na cadeira ao lado dela, de frente —, a nossa família nunca teve frescura, né? A gente sempre viveu pelado dentro de casa, sempre achou normal. Sempre ninguém ligou pra corpo. Eu te vi crescer, te vi virar mulher, e nunca pensei em você desse jeito, porque... porque era você. Era a Adriana.
Ele levantou da cadeira. Deu a volta na mesa. Parou atrás dela, do mesmo jeito que tinha feito no domingo — e ela reconheceu o jeito, e o corpo dela já reconheceu também, antes mesmo da cabeça.
— Um teste — ele disse, baixinho, com a boca no cabelo dela.
— Que teste?
Ele encostou a mão no ombro dela. Desceu pro braço. E depois, devagar, foi pra cintura.
— Pra ver se ainda é gostoso.
Adriana fechou os olhos.
— E se for?
O Sr. Alberto riu, baixinho, contra a orelha da filha.
— Se for, a gente conversa de novo.
E ela riu. E deixou.

