No dia seguinte o consultório estava preparado de forma diferente. A maca no centro, os estribos abertos, o espéculo de metal já sobre a bandeja de aço, brilhando sob a luz fria. Sofia entrou, tirou o casaco e ficou nua. A Bíblia na mão. O corpo ainda carregava as marcas dos dias anteriores: coxas sensíveis, entrada levemente inchada, um residual de sêmen seco que ela não conseguira limpar completamente. Henrique a esperava de jaleco aberto, sem nada por baixo. O membro já semi-erecto aparecia entre as abas do tecido branco. — Deita. Pés nos estribos. Agora. Sofia obedeceu. As pernas foram abertas e presas com as tiras de velcro. O ar-condicionado gelado beijou a pele exposta. Henrique puxou o banco rolante, calçou as luvas de látex com um estalo seco e pegou o espéculo. — Capítulo 6. Versículo 1. Em voz alta. E não para. Ele lubrificou o metal com gel e pressionou a ponta fria contra a entrada já úmida. Sofia tremeu. O espéculo deslizou para dentro, abrindo-a centímetro por centímetro. O clique do mecanismo ecoou quando ele o expandiu completamente, deixando-a exposta, aberta, vulnerável. Sofia, a voz já trêmula, começou a ler: — “Para onde foi o teu amado, ó mais bela entre as mulheres? Para onde se retirou o teu amado, para que o busquemos contigo?” Enquanto as palavras saíam, Henrique passou o dedo indicador enluvado pela abertura do espéculo, tocando as paredes internas, pressionando o ponto sensível que a fazia estremecer. Depois o polegar encontrou o clitóris inchado e começou a esfregar em círculos lentos e precisos. — Continua — ordenou. — “O meu amado desceu ao seu jardim, aos canteiros de especiarias, para pastorear nos jardins e para colher os lírios…” Ele retirou o dedo, tirou as luvas e se levantou. O jaleco caiu no chão. O pau duro e grosso estava alinhado com a abertura do espéculo. Henrique empurrou a cabeça contra a entrada dilatada pelo metal. Sofia arquejou quando sentiu a glande forçar a passagem ao lado do instrumento frio. Ele entrou devagar, o pau deslizando junto ao metal, preenchendo o que ainda restava de espaço. A sensação era intensa demais: o frio do espéculo e o calor do membro se misturando, alongando-a de forma quase dolorosa. Henrique começou a se mover com estocadas curtas e profundas, o metal rangendo levemente a cada investida. — Versículo 3 — exigiu, a voz rouca. Sofia, ofegante, leu: — “Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu; ele pastoreia entre os lírios.” Henrique acelerou. Uma das mãos desceu e esfregou o clitóris com o polegar, enquanto a outra segurava o cabo do espéculo, mantendo-o aberto. O som molhado de pele e metal ecoava na sala. Sofia sentia cada veia, cada pulsar, cada centímetro do pau dele batendo fundo enquanto o instrumento a mantinha completamente exposta. — Não goza ainda — rosnou. — Versículo 4. Ela forçou a voz, quase chorando de prazer: — “Formosa és, amada minha, como Tirza, aprazível como Jerusalém, terrível como um exército com bandeiras.” Henrique retirou o pau de repente. O vazio fez Sofia gemer alto. Ele girou o espéculo ligeiramente, abrindo-a ainda mais, e voltou a entrar com uma estocada longa e profunda. Sofia gritou. As paredes internas se contraíram com força ao redor do membro e do metal. O orgasmo veio violento. O corpo inteiro se arqueou, as pernas tremeram nos estribos, e um jato quente escorreu pelo espéculo, molhando a mão dele e a maca. Henrique continuou fodendo através das contrações, o metal frio e o pau quente se alternando na sensação, até ela quase perder a voz. Só então ele se retirou. O espéculo ainda aberto, a entrada dilatada e avermelhada, o sêmen dela escorrendo. Henrique tirou o instrumento com cuidado, o clique metálico ecoando. Um fio grosso de fluido escorreu pela coxa de Sofia. Ele se posicionou de novo entre as pernas abertas e entrou sem o metal, agora só carne contra carne. As estocadas foram profundas e ritmadas. Sofia, ainda ofegante, conseguiu ler o versículo seguinte com a voz embargada: — “Desvia de mim os teus olhos, porque eles me inquietam…” Henrique segurou as coxas dela com força e acelerou. O polegar voltou ao clitóris, esfregando com precisão. Quando sentiu o próprio orgasmo se aproximar, enterrou até o fundo e gozou com um gemido grave. Jatos quentes e espessos encheram Sofia, escorrendo pelas laterais, pingando na maca já molhada. Ele ficou dentro dela longos segundos, pulsando, a respiração pesada. Depois saiu devagar. Um fio branco e grosso escorreu da entrada dilatada. Henrique pegou a Bíblia ainda aberta, passou o polegar pela página manchada e a deixou sobre o peito nu de Sofia. — Amanhã você volta. E dessa vez vamos ler o capítulo 7. Você de pé. Contra a parede. Com as mãos para cima. Enquanto eu te fodo por trás.
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