BONITINHA, MAS ORDINÁRIA: A CHEGADA NA CASA DA TIA...
Chegaram a Petrópolis no fim da tarde. O carro subia as curvas da serra quando o sol já começava a baixar. Maria Cecília estava quieta no banco, a saia ainda úmida por dentro, o corpo latejando das três paradas. O cheiro de sexo dentro do veículo era impossível de disfarçar. Renato dirigia em silêncio, a mão de vez em quando voltando para a coxa dela, como quem ainda não tinha se saciado. A casa da tia ficava num bairro residencial, sobrado antigo, jardim bem cuidado, muros altos. Renato estacionou em frente. Antes de desligar o motor, olhou para Maria Cecília. — Seu pai vai ligar amanhã para saber se chegou bem. Eu vou dizer que sim. Maria Cecília apenas acenou. Abriu a porta e desceu. As pernas ainda tremiam um pouco. O sêmen seco nas coxas puxava a pele. Renato pegou a mala no porta-malas e os dois subiram os degraus. A tia abriu a porta antes mesmo que batessem. Mulher de uns sessenta anos, cabelo curto, rosto severo, vestido discreto. Olhou primeiro para Renato, depois para a sobrinha. O olhar demorou um segundo a mais no corpo de Maria Cecília — na saia amassada, no cabelo um pouco desfeito, na forma como ela evitava cruzar as pernas. — Renato — cumprimentou, a voz seca. — José me avisou. — Dona Celeste. — Ele inclinou a cabeça. — A menina está entregue. Qualquer coisa, o senhor José sabe onde me encontrar. A tia tomou a mala. Maria Cecília ficou parada entre os dois. Renato ainda a olhou por um instante, o mesmo olhar de quem minutos antes a tinha aberto sobre o capô do carro. Depois se virou, desceu os degraus e voltou para o veículo. A tia fechou a porta. O corredor cheirava a cera e a chá de boldo. Dona Celeste examinou a sobrinha de cima a baixo, sem disfarce. — Seu pai disse que você não está bem. Nervos. Coisas de menina. Maria Cecília sustentou o olhar. — Estou bem, tia. — Espero que esteja. Aqui não tem a mesma liberdade que na casa do seu pai. Você vai dormir no quarto do fundo. Jantar é às sete. E não quero visitas. Maria Cecília apenas acenou. Seguiu a tia pelo corredor. O quarto era pequeno, cama de solteira, janela para o quintal. Quando a porta se fechou, ela ficou sozinha. Tirou a saia. As coxas ainda estavam manchadas. O cu e a buceta latejavam. Sentou-se na beira da cama e passou a mão entre as pernas, sentindo o caminho que Renato tinha usado a tarde inteira. Lá fora, o carro dele se afastava pela rua. Maria Cecília sorriu sozinha no quarto. A tia achava que estava recebendo uma sobrinha abalada, precisando de repouso. Na verdade, estava recebendo uma puta que ainda escorria sêmen do amigo do pai — e que já pensava em como escapar na primeira oportunidade.
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