O consultório cheirava a álcool e sabonete neutro. As paredes brancas, o papel de parede com flores discretas, a maca coberta por um lençol descartável azul — tudo parecia projetado para acalmar. Mas Sofia não estava calma. Vinte e dois anos, noiva de um pastor-assistente, virgem por convicção e por medo. A primeira vez que marcara a consulta, o coração martelava no peito como se estivesse prestes a pecar só por sentar naquela sala de espera. Agora, de bata aberta nas costas, pernas pendendo da maca, ela segurava o lençol contra o peito com força demais. — Pode se deitar, por favor — a voz do médico era baixa, firme, sem pressa. Dr. Henrique Mendes, quarenta e poucos anos, mãos grandes e limpas, olhar atento por trás dos óculos. — Vou precisar que você coloque os pés nos estribos. Sofia engoliu em seco. A bata subiu até a cintura quando ela se acomodou. O ar-condicionado gelado beijou a pele interna das coxas. Ela fechou os olhos por um segundo, murmurando uma oração rápida, quase imperceptível. — Está nervosa? — perguntou ele, puxando o banco rolante para mais perto. Luvas de látex estalaram ao serem calçadas. — Um pouco… — a voz dela saiu pequena. — Nunca… nunca fiz esse tipo de exame. — Entendo. Vou explicar cada passo. Se quiser que eu pare, é só dizer. As mãos dele tocaram primeiro os joelhos, abrindo-os com gentileza. Depois as coxas, afastando-as. O lençol foi puxado para cima, expondo-a completamente. Sofia sentiu o rosto pegar fogo. O peito subia e descia rápido demais sob a bata. Os dedos enluvados tocaram a parte externa, examinando com calma profissional. Depois, um toque mais íntimo — o polegar abrindo os lábios, o indicador deslizando pela fenda já úmida, apesar de todo o nervosismo. — Está bem sensível aqui — murmurou ele, quase para si. O dedo deslizou de cima a baixo, coletando a umidade que Sofia tentava desesperadamente ignorar. — Isso é normal. O corpo reage. Ela mordeu o lábio inferior. A oração se perdeu no meio de um suspiro quando o dedo pressiona o clitóris com leveza cirúrgica, apenas o suficiente para fazê-la estremecer. — Vou introduzir o espéculo agora. Pode doer um pouco no começo. O metal frio tocou a entrada. Sofia arqueou as costas, um gemido escapando antes que ela conseguisse prender. O espéculo abriu devagar, girando, expandindo. A sensação de ser vista por dentro a fez tremer das pernas à nuca. — Respira fundo — orientou ele. Uma das mãos livres pousou na parte interna da coxa dela, acariciando em círculos lentos, como se quisesse acalmar. Mas o polegar subia cada vez mais, roçando a prega onde a pele era mais macia. Quando o espéculo estava completamente aberto, Dr. Henrique inclinou a cabeça, a luz da lâmpada focando. Sofia sentia o olhar dele como um toque físico. — Tudo normal. Muito saudável — comentou, a voz um pouco mais rouca. O dedo indicador livre voltou a tocar o clitóris exposto, agora com movimentos circulares deliberados. — Mas você está muito molhada para alguém que diz estar só nervosa. Sofia abriu a boca para protestar, mas só saiu um gemido quando ele pressionou com mais firmeza. O polegar da outra mão deslizou para baixo, contornando a entrada já aberta pelo metal, coletando o líquido que escorria. — Posso… posso sentir…? — ela perguntou, a voz falhando, os olhos brilhantes de vergonha e desejo. Ele retirou o espéculo com cuidado. O vazio que ficou a fez suspirar de frustração. Em seguida, dois dedos enluvados entraram nela de uma vez só, profundos, curvados para cima. — Assim? — perguntou ele, massageando aquele ponto que ela nem sabia que existia. — Sua noiva de pastor gosta de ser tocada assim no consultório? Sofia não conseguiu responder. Os quadris se moveram sozinhos, encontrando o ritmo dos dedos. A mão livre dele subiu por baixo da bata, pegando um seio pequenino, apertando o mamilo entre o polegar e o indicador. — Me diga se quer que eu pare — murmurou ele, acelerando os dedos, o polegar esfregando o clitóris em círculos rápidos. Ela balançou a cabeça, ofegante. — Não… não para… por favor… Os dedos entravam e saíam com um som molhado vergonhoso. Sofia cobriu o rosto com as mãos, mas os gemidos vazavam entre os dedos. As paredes internas apertavam, contraíam, puxavam os dedos dele para mais fundo. — Vem pra mim — ordenou ele, a voz baixa e autoritária. — Goza no meu consultório, menina da igreja. O orgasmo veio como uma onda quente e suja. Sofia arqueou as costas, as unhas arranhando o lençol descartável, um grito abafado escapando da garganta enquanto se contraía em volta dos dedos dele. O líquido escorreu pela mão enluvada, pingando na maca. Ele continuou tocando até o último tremor passar. Depois retirou os dedos devagar, tirou as luvas e as jogou no lixo. Ficou olhando para ela — pernas abertas, bata molhada de suor, rosto corado, peito ainda ofegante. — Próxima consulta daqui a seis meses — disse, a voz de volta ao tom profissional, mas os olhos escuros de desejo. — Ou antes, se precisar de qualquer… acompanhamento. Sofia se sentou devagar, as coxas ainda tremendo. Quando ele se afastou para lavar as mãos, ela murmurou, quase sem voz: — Doutor… eu acho que vou precisar de um acompanhamento mais cedo.
Faca o seu login para poder votar neste conto.
Faca o seu login para poder recomendar esse conto para seus amigos.
Faca o seu login para adicionar esse conto como seu favorito.
Denunciar esse conto
Utilize o formulario abaixo para DENUNCIAR ao administrador do contoseroticos.com se esse conto contem conteúdo ilegal.
Importante:Seus dados não serão fornecidos para o autor do conto denunciado.