No dia seguinte Sofia chegou exatamente às vinte e uma. O casaco longo abriu-se assim que a porta se fechou. Por baixo, nada. A Bíblia na mão. O corpo ainda carregava as marcas dos dias anteriores: a entrada sensível, as coxas manchadas de residual seco, o clitóris que latejava só de lembrar do espéculo. Henrique a esperava de pé, completamente nu, o membro já duro e pesado. Sem dizer uma palavra, apontou para a parede branca do consultório, ao lado da escrivaninha. — Mãos para cima. Contra a parede. Agora. Sofia obedeceu. As palmas se apoiaram no concreto frio, acima da cabeça. As pernas se abriram por instinto. Henrique se aproximou por trás, o peito quente colado às costas dela. Uma das mãos desceu pela barriga, encontrou a fenda já úmida e abriu os lábios com dois dedos. O polegar pressionou o clitóris inchado em círculos lentos. Com a outra mão, ele abriu a Bíblia no Cântico dos Cânticos, capítulo 7, e a colocou aberta sobre a escrivaninha, na altura dos olhos dela. — Versículo 1. Em voz alta. Sem parar. Sofia engoliu em seco e leu, a voz já trêmula: — “Quão formosos são os teus pés nos sapatos, ó filha de príncipe! As curvas das tuas coxas são como joias, obra das mãos de um artífice.” Enquanto as palavras saíam, Henrique alinhou a cabeça grossa do pau na entrada e empurrou de uma vez só. Sofia gritou o restante do versículo. Ele enterrou até o fundo, as mãos agarrando os quadris dela com força. Começou a se mover com estocadas longas e profundas, o som molhado de pele contra pele ecoando na sala. — Continua — ordenou, a voz rouca contra a orelha dela. — “O teu umbigo é como uma taça redonda, a que não falta bebida; o teu ventre é como montão de trigo, cercado de lírios.” Henrique acelerou. Uma das mãos subiu e apertou um seio pequeno e firme, o polegar esfregando o mamilo endurecido. A outra desceu de novo ao clitóris, massageando em ritmo com as estocadas. Sofia sentia cada centímetro do pau dele batendo fundo, alongando-a, reclamando espaço. — Versículo 3 — exigiu. Ela conseguiu ler, ofegante: — “As tuas duas tetas são como dois filhotes gêmeos da gazela.” Henrique segurou os seios com as duas mãos e aumentou a força das investidas. As nádegas de Sofia batiam contra o ventre dele a cada estocada. O prazer subia rápido demais. As paredes internas começaram a se contrair. — Não goza ainda — rosnou. — Versículo 6. Sofia forçou a voz, quase chorando: — “Quão formosa e quão suave és, ó amor, para as delícias!” Henrique retirou o pau de repente. O vazio fez Sofia gemer alto de frustração. Ele a virou de frente, as costas agora contra a parede, as mãos ainda para cima. Levantou uma das pernas dela e a segurou pela coxa, abrindo-a completamente. Voltou a entrar com uma estocada profunda e brutal. Sofia gritou. O pau batia no ponto mais fundo, o clitóris sendo esmagado contra o ventre dele a cada investida. Henrique segurou o queixo dela com a mão livre e a forçou a olhar nos olhos dele. — Versículo 8. Agora. Ela leu, a voz quebrada de prazer: — “Disse eu: Subirei à palmeira, pegarei nos seus ramos; e os teus seios serão como os cachos da vide, e o aroma da tua respiração como o das maçãs.” Henrique acelerou ainda mais. As estocadas eram curtas, rápidas, profundas. O som molhado enchia o consultório. Sofia sentiu o orgasmo se formar como uma onda quente e inevitável. — Vem — ordenou ele. — Goza no meu pau. Ela veio com um grito longo e rouco. O corpo inteiro se contraiu, as unhas arranhando a parede, as paredes internas apertando o membro dele com força. Henrique continuou fodendo através das contrações, prolongando cada espasmo até ela quase desabar. Só então ele se retirou. O pau brilhava, coberto dos fluidos dela. Virou Sofia de novo de costas, as mãos dela ainda para cima, e voltou a entrar. Dessa vez mais bruto, as mãos agarrando os quadris com força suficiente para deixar marcas roxas. — Versículo 10 — exigiu, a respiração ofegante. Sofia, a face pressionada contra a parede, conseguiu dizer: — “Eu sou do meu amado, e a sua paixão está por mim.” Henrique enterrou até o fundo e gozou com um gemido grave. Jatos quentes e espessos encheram Sofia, escorrendo pelas laterais do pau, descendo pelas coxas, pingando no chão. Ele ficou pulsando dentro dela longos segundos, a respiração pesada contra as costas nuas. Quando finalmente saiu, um fio grosso de sêmen escorreu da entrada dilatada e avermelhada, descendo lentamente pela parte interna da coxa. Henrique passou dois dedos, recolheu o líquido e levou à boca dela. — Engole. Sofia obedeceu, os olhos ainda vidrados. Ele fechou a Bíblia com cuidado e a deixou sobre a escrivaninha. — Amanhã você volta. E dessa vez vamos ler o capítulo 8. O último. Você deitada de costas na maca. Com as pernas abertas. Enquanto eu te fodo bem devagar… e te faço gozar lendo o versículo final.
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