Eu sou Felipe, sempre cheguei cedo no serviço, na escola era o típico nerd e isso se estendeu pra vida adulta, poucos amigos, vida amorosa zero, quase nenhuma experiência. Eu entrava, organizava a mesa, alinhava os post-its, respondia os e-mails com uma educação que às vezes me irritava até a mim mesmo. No escritório da agência o ar era sempre o mesmo: café queimado, ar-condicionado alto demais e aquele barulho constante de teclados. Eu tinha vinte e três anos e ainda andava como quem não sabia exatamente o que estava fazendo ali. Marcos, não. Marcos sabia. Ele tinha trinta e quatro, um metro e oitenta e cinco, ombros largos que esticavam as camisas sociais de um jeito quase indecente. O peito era largo, firme, e dava para notar a definição mesmo por baixo do tecido. Quando arregaçava as mangas, as veias dos antebraços apareciam. E entre as pernas, a calça social nunca conseguia esconder direito o volume. Pesado, alongado, descansando contra a coxa esquerda. Eu notava. Tentava não notar. Falhava todas as vezes. Eu era mais magro, ombros estreitos, pele clara que corava fácil. Nunca tinha beijado um homem de verdade. Nunca tinha tocado um pau que não fosse o meu. As fantasias ficavam trancadas no banheiro do apartamento, sozinhas, e depois eu me sentia idiota por ter ficado duro pensando no coordenador de projetos. As coisas com Marcos aconteciam em camadas tão finas que eu conseguia fingir que não existiam. Começou com o café. Uma manhã ele colocou um copo na minha mesa sem dizer nada. Preto, sem açúcar. Eu olhei para ele. Ele só deu de ombros e seguiu. Depois foi o carregador. Meu cabo tinha estragado e ele apareceu com um reserva, deixou em cima do teclado e foi embora. Os elogios vinham no meio de conversas sobre prazo. “Esse texto tem uma voz sua.” “Você fica sério demais quando está concentrado.” Eu corava e mudava de assunto. Dentro de mim algo se mexia, baixo, teimoso. Ele nunca fazia nada que pudesse ser apontado. Só criava espaço. Reuniões no final do dia, quando o escritório já estava quase vazio. Puxava a cadeira um pouco mais perto. O braço quase tocava o meu. O cheiro do perfume dele — amadeirado, quente — ficava no ar. Eu sentia o coração acelerar e me odiava por isso. Uma sexta-feira o escritório esvaziou cedo. Eu fiquei para terminar um relatório. Marcos também ficou. O silêncio pesava. Ele se aproximou da minha mesa com as mãos nos bolsos. A calça cinza marcava o volume de um jeito que eu não conseguia ignorar. — Vai ficar até tarde? — Só mais um pouco. Ele ficou em silêncio alguns segundos. — Quando terminar, vem tomar uma comigo. Não era pergunta. Também não era ordem. Eu olhei para ele. Os olhos escuros, calmos. Aceitei com a cabeça. Trabalhei mais uma hora com as mãos trêmulas. Quando desliguei o computador ele já estava de pé, jaqueta no braço. Saímos juntos. No elevador o silêncio era denso. Na rua ele chamou um carro. O bar era pequeno, luz baixa, mesas de madeira. Pedimos cervejas. Eu bebi a primeira rápido demais. A conversa fluía. Ele perguntava, eu respondia, e aos poucos ia falando coisas que não falava para quase ninguém. O joelho dele tocava o meu debaixo da mesa. Eu não afastava. Na segunda cerveja o álcool já estava fazendo efeito. O calor subia pelo pescoço. Ele se inclinava mais perto. O tecido da camisa esticava nos ombros largos. — Você tem um jeito inocente — disse ele, olhando para o meu copo e depois para mim. — Mas não é só isso. Eu não respondi. Só fiquei ali, sentindo o desejo que vinha acumulando há meses subir pela garganta. Ele pagou a conta. Do lado de fora o ar estava mais frio. No banco de trás do carro a mão dele repousou na minha coxa e ficou. Não subiu. Não apertou. Só ficou. Eu olhei pela janela e deixei. O apartamento era limpo, moderno, pouca coisa nas paredes. Ele acendeu uma luz baixa. Eu fiquei parado no meio da sala, o coração batendo tão forte que parecia que ele podia ouvir. Marcos se aproximou e me beijou. O beijo veio devagar. Lábios firmes, a língua pedindo passagem com calma. Eu tremia inteiro. Ele puxou meu corpo contra o dele, uma mão na nuca, a outra na cintura. O peito largo pressionava o meu. O volume duro na calça esbarrava na minha coxa. As mãos dele desceram e apertaram minha bunda por cima da roupa. Um gemido baixo escapou da minha garganta direto na boca dele. Ele me levou até o quarto sem pressa. Tirou minha camisa, depois a calça. Fiquei de cueca, exposto, duro sem conseguir esconder. Marcos tirou a própria camisa. O peito era ainda mais impressionante sem o tecido: peitorais firmes, mamilos escuros, uma linha de pelos descendo até a calça. Os ombros largos, os braços grossos. Eu toquei. Ele deixou. Quando a calça dele caiu, o pau saltou. Grosso na base, veias marcadas ao longo do comprimento, a cabeça já brilhando. Grande. Pesado. Minha mão parecia pequena quando fechei os dedos em volta. Quente. Latejando. Marcos me deitou na cama e desceu o corpo. Beijou meu pescoço, o peito, a barriga. Puxou minha cueca e engoliu meu pau de uma vez. A boca quente, úmida, experiente. Eu soltei um som abafado, os dedos cravados nos lençóis. Ele me chupou até eu estar tremente, depois subiu, pegou o lubrificante na gaveta e passou nos dedos. O primeiro dedo entrou devagar. A sensação foi estranha, invasiva. O segundo abriu mais. Ele torcia, me preparava, beijava minha boca enquanto fazia isso. Quando tirou os dedos e posicionou a cabeça grossa do pau contra mim, eu prendi a respiração sem querer. Ele empurrou. A dor veio limpa, aguda. A cabeça larga esticava a pele, ardia por dentro. Um grito baixo morreu no ombro dele. Marcos parou, esperou, beijou o lado do meu rosto. Empurrou de novo. Centímetro por centímetro. Eu sentia cada parte me abrindo, me obrigando a acomodar algo que o corpo ainda não sabia receber. Lágrimas escorreram pelos cantos dos olhos sem eu perceber. Ele beijou as lágrimas e continuou. Quando estava quase todo dentro, o peso dele me preenchia de um jeito que eu nunca tinha imaginado. A dor ainda latejava, misturada agora com uma pressão profunda que fazia meu próprio pau pingar contra a barriga. Marcos começou a se mexer. Curtas, firmes. Cada estocada arrancava um gemido ou um som mais alto. Eu estava sendo aberto, e o fato de ser ele — o homem do escritório, o volume marcado na calça, o peito largo — tornava tudo mais intenso do que qualquer fantasia. Ele meteu mais fundo. A mão desceu e envolveu meu pau, masturbando no mesmo ritmo em que me fodia. O prazer voltou misturado à dor, subindo rápido. Eu gritei de verdade. Sons altos, sem controle. Lágrimas escorriam. O corpo inteiro respondia sem pedir licença. Eu gozei apertando o pau dele dentro de mim, o nome dele saindo da minha boca num grito. Marcos continuou, mais fundo, mais rápido, até gozar lá dentro, enchendo meu cu de porra quente. Ele saiu devagar. Eu fiquei deitado, respirando pesado, o cu latejando. Marcos se ajoelhou na cama ao lado da minha cabeça. O pau ainda semi-duro, sujo, grosso, brilhando. Empurrou contra meus lábios. Eu abri a boca. A cabeça grossa já enchía. Quando ele empurrou mais fundo, eu engasguei. O pau era longo demais, grosso demais. A garganta se fechou sozinha. Lágrimas voltaram imediatamente. Eu tentei engolir, tentei relaxar a mandíbula, mas a dificuldade era real. Cada tentativa fazia eu engasgar, babar, chorar. Marcos segurava meu cabelo, avançava um pouco, esperava, avançava de novo. O som molhado de engasgos e saliva enchia o quarto. Quando gozou de novo, foi fundo o suficiente para eu engolir a maior parte, tossindo depois, com a boca e o queixo sujos, respirando ofegante. Ele me puxou contra o peito largo. Os dedos acariciavam meu cabelo suado enquanto eu ainda tremia. Não disse nada. Só ficou ali. Na manhã seguinte acordei com o cheiro de café. Marcos estava na cozinha, peito nu, a calça de moletom marcada novamente pelo volume. O corpo doía de um jeito bom. Ele me olhou por cima da xícara e perguntou se eu queria carona. Eu sorri, ainda sentindo o cu latejar e a garganta um pouco arranhada, e disse que sim.
Faca o seu login para poder votar neste conto.
Faca o seu login para poder recomendar esse conto para seus amigos.
Faca o seu login para adicionar esse conto como seu favorito.
Denunciar esse conto
Utilize o formulario abaixo para DENUNCIAR ao administrador do contoseroticos.com se esse conto contem conteúdo ilegal.
Importante:Seus dados não serão fornecidos para o autor do conto denunciado.