Jefferson saiu de casa perto das três da manhã porque o corpo não deixava dormir. A moletom preta largada, o capuz jogado para trás, o cabelo ainda úmido do banho rápido. O pau já pesava dentro da calça de moletom, semi-duro só de imaginar o que a noite podia oferecer. O mercado 24 horas era o único lugar aberto no bairro, e ele conhecia o ritmo daquele horário: poucos clientes, funcionários sonolentos, corredores vazios o bastante para quem sabia olhar. Entrou sem pressa. Pegou um carrinho só para ter o que empurrar e foi andando devagar pelos corredores. No fundo, perto dos laticínios, viu o homem. Alto, ombros retos, casaco de marca por cima de uma camisa social clara. Aliança no dedo anelar esquerdo. Cabelo curto, pele clara, a postura de quem tinha casa, mulher e rotina esperando. Estava parado na frente da geladeira de iogurtes, mas os olhos não liam os rótulos. Olhavam através da porta de vidro como se procurassem uma desculpa para não voltar. Jefferson passou por ele pela primeira vez sem parar. Só o suficiente para o ombro roçar de leve. O homem virou a cabeça. Os olhos se encontraram por dois segundos. Jefferson continuou até o final do corredor, fingiu interessar-se por uma prateleira de pães embalados e voltou pelo mesmo caminho. Na segunda passagem parou um pouco mais longe, fingindo ler o rótulo de um suco. O homem ainda estava lá. Jefferson sentiu o olhar no pescoço. Não se virou de imediato. Esperou. Quando finalmente olhou de novo, o homem não desviou. Jefferson empurrou o carrinho até a seção de bebidas, pegou uma garrafa de água e ficou ali, de perfil, o bastante para o outro ver o volume que a calça de moletom não conseguia esconder. O pau já estava mais duro. Ele ajustou a barra da calça com a mão direita, o relógio dourado brilhando no pulso, e deixou a mão repousar ali por alguns segundos, o polegar traçando o contorno por cima do tecido. Depois puxou a barra um pouco para baixo, só o bastante para a cabeça do pau aparecer, escura, úmida, as veias saltadas. Segurou na base e deu duas sacudidas lentas, quase preguiçosas, como quem ajeita algo que incomoda. O homem não piscou. Jefferson guardou o pau, fechou a moletom e foi até o caixa. Pagou só a água. Quando saiu, o homem já estava do lado de fora, encostado na parede, acendendo um cigarro com mãos que tremiam um pouco. Jefferson parou a um metro de distância, a garrafa na mão. — Você mora longe? O homem soltou a fumaça pela boca. — Uns quinze minutos dali. — Eu moro a cinco. Vem. O silêncio durou o tempo de o cigarro queimar até a metade. O homem apagou no chão com a sola do sapato e assentiu com a cabeça, sem falar. No carro, Jefferson dirigia com uma mão só. A outra repousava na coxa do passageiro, os dedos apertando a calça social, subindo devagar até a virilha. O pau do homem já marcava duro. Jefferson sentiu o volume, pressionou com a palma e deixou a mão ali, quente, enquanto o carro atravessava as ruas vazias. — Casado. Não era pergunta. — Sou. — E veio mesmo assim. — Vim. O apartamento no terceiro andar cheirava a sabão e madeira. Sofá verde-escuro, mesa redonda de madeira clara, notebook fechado em cima. Jefferson trancou a porta, tirou a moletom de uma vez e jogou no sofá. Ficou só de camiseta preta justa, o peito largo marcado pelos pelos pretos, os braços grossos, o pau ainda pesado na frente da calça. O homem ficou parado no meio da sala, o casaco ainda nos ombros. Jefferson se aproximou, puxou o casaco pelos ombros e deixou cair. Depois a camisa social, botão por botão. A pele clara do peito tinha poucos pelos. Jefferson passou a mão larga pelo peito dele, desceu pelo abdômen até o cinto, abriu o botão e o zíper. Tirou a calça e a cueca juntas. O pau do homem saltou, médio, rosado, já pingando. Jefferson empurrou o homem de costas contra a mesa redonda. Tirou a própria camiseta, o peito largo e escuro contrastando com a pele clara do outro. Abriu a calça e o pau grosso saltou, veias saltadas, a cabeça já brilhando. Segurou o homem pelos ombros e empurrou para baixo. — Ajoelha. O homem desceu. Jefferson segurou o cabelo curto dele e enfiou o pau na boca de uma vez. A garganta fechou, um som engasgado saiu, mas Jefferson não tirou. Empurrou mais fundo, sentindo o fundo da garganta apertar a cabeça do pau. O homem engasgou de novo, os olhos marejaram. Jefferson segurou a cabeça firme e começou a foder a boca, estocadas curtas e profundas, o saco batendo no queixo. Lágrimas escorreram pelo rosto do homem, a saliva pingava no chão, o som molhado e engasgado enchia a sala. Jefferson fodeu a garganta até o homem chorar de verdade, os ombros tremendo, o rosto vermelho, mas a boca aberta e receptiva. Só então tirou o pau, um fio de saliva e pré-gozo ligando a cabeça à boca do homem. Jefferson virou o homem de frente para a mesa, empurrou o tronco para baixo até o peito encostar na madeira e abriu as pernas dele com o joelho. Ajoelhou atrás. Abriu as nádegas claras com as mãos e enfiou a língua no cu. Lambendo, chupando, a língua entrando e saindo, molhando tudo. O homem gemeu alto, o corpo inteiro tremendo. Jefferson lambeu com fome, a barba roçando a pele, a língua fundo o bastante para sentir o anel se abrir e ceder. Só quando o cu estava brilhando de saliva ele se levantou. Cuspiu na própria mão, passou no pau grosso e depois na entrada. O dedo médio entrou sem pressa, sentindo o anel apertar e depois ceder. O homem respirou fundo, os ombros tensos, os dedos agarrando a borda da mesa. — Relaxa. Jefferson colocou o segundo dedo. Abriu, fechou, procurou o fundo e pressionou. O homem gemeu mais alto, o pau balançando entre as pernas. Jefferson tirou os dedos, posicionou a cabeça do pau na entrada e empurrou. A primeira penetração foi lenta e brutal. O pau de Jefferson era grosso demais para entrar de uma vez. O homem agarrou a madeira com força, os nós dos dedos brancos. Jefferson avançou centímetro por centímetro, sentindo o calor apertado engolir ele. Quando a cabeça passou, deu uma estocada firme e enterrou metade. O homem soltou um grito baixo, engolido na garganta. — Porra… — Aguenta. Você veio atrás disso. Jefferson segurou a cintura dele com as duas mãos e começou a foder de verdade. Estocadas longas, profundas, o pau saindo quase inteiro e voltando até o saco bater nas bolas do homem. O som de pele molhada batendo enchia a sala. O cu era apertado, quente, e a cada estocada cedia um pouco mais. Jefferson olhou para baixo e viu o pau preto desaparecendo entre as nádegas claras. Na nádega direita uma tatuagem em letra cursiva se movia a cada movimento. Ele abriu as nádegas com as mãos e meteu até o fundo de uma vez. O homem gritou, a voz rouca, o corpo inteiro se contraindo. Jefferson não parou. Aumentou o ritmo, as estocadas ficando mais rápidas, mais pesadas. A mesa rangia. O corpo do homem ficou mole, entregue, só gemendo e pedindo mais baixo, a voz quebrada: — Mais fundo… porra, mais fundo… me fode… Jefferson puxou o cabelo curto do homem, arqueou as costas dele e fodeu ainda mais fundo. O pau sumia inteiro a cada estocada. Cada movimento fazia o homem tremer. Jefferson cuspiu de novo na entrada e continuou, o pau agora completamente lubrificado de saliva e pré-gozo. O aperto era tão forte que o saco subia a cada empurrão. Ele parou no fundo, ficou parado alguns segundos, sentindo o cu contrair em volta do pau, e depois voltou a foder com força bruta. A mão direita desceu e pegou o pau do homem, que estava duro e pingando no chão. Bateu punheta no mesmo ritmo das estocadas. O homem começou a tremer mais forte, o corpo inteiro se sacudindo. — Eu vou gozar… — Goza. Quero sentir você apertar no meu pau. O homem gozou com o pau na mão de Jefferson, jatos brancos caindo na perna da mesa e no chão. O cu apertou em ondas fortes, quase dolorosas, em volta do pau grosso. Jefferson soltou um gemido grave e fodeu ainda mais rápido, perseguindo o próprio orgasmo. Três, quatro estocadas profundas e enterrou até o fundo, o corpo inteiro tenso, e gozou dentro. O pau latejou forte, enchendo o cu do homem de porra quente. Jefferson ficou parado, respirando pesado, o peito colado nas costas do homem, o pau ainda pulsando lá dentro. Só depois de quase um minuto ele começou a sair. O pau saiu lento, ainda semi-duro, e um fio grosso de porra escorreu do cu aberto, descendo pela coxa. Jefferson segurou o homem pelos cabelos e puxou a cabeça para trás. — Limpa. O homem se virou, ainda ofegante, e engoliu o pau sujo de porra e saliva. Chupou fundo, a língua limpando a cabeça, o gosto de si mesmo e de Jefferson misturados. Lágrimas ainda escorriam pelo rosto enquanto ele chupava, engolindo tudo até o pau ficar limpo e brilhante. Jefferson gemeu baixo, a mão firme no cabelo do homem, empurrando um pouco mais fundo só para sentir a garganta se fechar de novo. Quando tirou o pau da boca, o homem ainda tremia. Jefferson não deu tempo. Puxou ele até o sofá verde, sentou e empurrou o cara para cima dele, de costas. O pau já estava endurecendo de novo, ainda molhado de saliva e restos de porra. Posicionou e enfiou de uma vez, o cu ainda aberto e escorregadio. O homem gemeu alto e sentou até o fundo. Jefferson segurou a cintura dele com força e começou a subir e descer o corpo do homem no pau, fodendo de baixo para cima com estocadas pesadas. A segunda foda foi mais lenta no começo, mas logo ganhou intensidade. Jefferson controlava o ritmo, fazendo o homem sentar e levantar no pau grosso. A cada descida o pau sumia inteiro, o saco batendo nas nádegas. O homem jogava a cabeça para trás, gemendo sem vergonha, a voz rouca de tanto chorar e engasgar. Jefferson chupou o pescoço dele, mordeu o ombro com força o bastante para deixar marca, e continuou fudendo, as mãos apertando a carne das nádegas, abrindo e fechando. Quando o homem começou a gozar de novo, seco, só contraindo em ondas, Jefferson o segurou firme pela cintura e meteu até o fundo mais uma vez, gozando pela segunda vez dentro dele. A porra escorreu de novo quando o homem se levantou, escorrendo pelas bolas e pela coxa, misturada com a saliva e o suor. Eles ficaram no sofá por um tempo, suados, o cheiro de sexo forte na sala, o corpo do homem ainda tremendo de leve. Jefferson acendeu um cigarro, passou para o homem. O cara fumou em silêncio, a boca vermelha, os olhos ainda úmidos. — Você vai voltar pra casa agora? — Vou. Antes que ela acorde. Jefferson assentiu. Não perguntou nome. Não perguntou endereço. Só acompanhou o homem até a porta. No corredor, antes de descer as escadas, o homem parou e olhou para trás. — Se você for de novo no mercado… Jefferson sorriu de canto. — Eu vou. A porta fechou. Jefferson voltou para a sala, olhou a bagunça — a mesa suja, o sofá amassado, o cheiro ainda no ar — e foi tomar banho. O corpo ainda formigava. O pau, mesmo depois de duas gozadas, ainda estava pesado. Naquela madrugada ele tinha fodido um casado que tinha cara de nunca ter dado daquele jeito. E o cara tinha gozado duas vezes com o pau dele enterrado até o fundo, chupado até as lágrimas escorrerem e limpo o pau sujo de porra com a própria boca. Jefferson abriu a torneira quente e deixou a água cair nas costas largas. Já estava pensando na próxima vez.
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