Maria Eduarda deitou-se de bruços na maca, o corpo quase nu tremendo não de frio, mas de uma expectativa que queimava por dentro. A calcinha bege, velha e sem graça, já estava colada à pele, encharcada antes mesmo de Sheila tocar nela. O riso das duas sobre a lingerie horrível ainda ecoava no quarto, mas agora o ar estava denso, carregado de algo muito mais perigoso que cumplicidade.
Sheila derramou óleo quente diretamente na curva das costas de Maria Eduarda, vendo-o escorrer devagar pela espinha, acumulando-se na covinha logo acima das nádegas. As mãos seguiram o caminho do óleo, espalhando-o com movimentos largos, possessivos. Dedos firmes apertavam a carne macia das coxas, abrindo-as mais a cada passagem, até que Maria Eduarda sentisse o ar fresco do quarto roçar o tecido molhado entre suas pernas.
– Meu Deus, Duda… você já está assim só de eu te olhar – murmurou Sheila, a voz rouca, quase um ronronar. O dedo indicador deslizou de leve pelo centro da calcinha, pressionando o tecido contra o clitóris inchado. Maria Eduarda arqueou violentamente, um gemido gutural escapando da garganta, as mãos agarrando as bordas da maca com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos.
Sheila não pediu licença. Com um movimento rápido, puxou a calcinha para o lado, expondo o sexo depilado, brilhante de desejo. Dois dedos entraram devagar, fundo, enquanto o polegar circulava o clitóris com precisão cruel. Maria Eduarda gritou – um som abafado contra o lençol, metade súplica, metade rendição.
– Vinte anos, né? Vinte anos sem isso… – Sheila sussurrou no ouvido dela, os lábios roçando a orelha, o corpo agora debruçado sobre o dela, seios pressionando as costas. – Eu sinto como você está apertada, latejando em volta dos meus dedos. Seu corpo está morrendo de fome, mana.
Maria Eduarda choramingava agora, quadris se movendo sozinhos, buscando mais atrito, mais profundidade. Lágrimas de prazer puro escorriam pelo rosto. Ela sentia cada centímetro daqueles dedos a abrindo, esticando, possuindo. O cheiro do próprio desejo misturava-se ao da lavanda, inebriante.
Sheila virou-a de repente, com urgência. Os seios fartos saltaram livres quando o sutiã foi arrancado sem cerimônia. Os mamilos, escuros e rígidos, apontavam para o teto como se implorassem. Sheila caiu sobre um deles com fome, sugando forte, dentes roçando de leve enquanto a mão livre voltava ao sexo, agora três dedos dentro, curvando-se para acertar aquele ponto que fazia Maria Eduarda tremer inteira.
– Olha pra mim – ordenou Sheila, erguendo o rosto.
Maria Eduarda abriu os olhos vidrados, vermelhos de choro e tesão. Via Sheila acima dela, os cabelos loiros caindo como cortina, a boca vermelha brilhando de saliva, os olhos escuros de desejo puro.
– Eu quero te ver gozar de novo. Quero te ver perder o controle. Esquece tudo. Esquece igreja, marido, culpa. Só sente.
Os dedos aceleraram, o polegar pressionando o clitóris em círculos rápidos, implacáveis. Maria Eduarda sentia o orgasmo se aproximando como uma onda gigante, inevitável. O ventre contraía, as coxas tremiam, os seios balançavam a cada estocada dos dedos de Sheila.
– Sheila… eu… eu vou… – a voz saiu estrangulada, desesperada.
– Goza pra mim, Duda. Goza forte. Me molha toda.
E ela gozou.
Um grito rouco, longo, que veio do fundo da alma. O corpo inteiro convulsionou, quadris erguidos da maca, jatos quentes escapando entre os dedos de Sheila enquanto o orgasmo a atravessava como um raio. Ela chorava alto, sem vergonha, dizendo palavras desconexas – o nome de Sheila, “Deus”, “mais”, “não para” – tudo misturado num delírio de prazer.
Sheila não parou até o último espasmo, até Maria Eduarda desabar na maca, ofegante, suada, o corpo mole e saciado como nunca em toda a vida.
Só então Sheila se deitou sobre ela, pele com pele, beijando devagar as lágrimas do rosto.
– Isso é só o começo, mana – sussurrou, a mão ainda entre as coxas trêmulas, acariciando com ternura agora. – Seu corpo acordou. E ele quer mais. Muito mais.
Maria Eduarda, os olhos semicerrados, o peito arfando, só conseguiu assentir.
A culpa viria depois.
Mas naquele momento, o desejo era absoluto. E ela se entregava de corpo inteiro.
Continua…??
Tem foto delas Ahhh terá uma putinha na igreja agora heim que TESÃO