Até aquela tarde de quinta-feira.
Eu estava saindo para jogar o lixo quando a porta dela se entreabriu. Ela apareceu vestindo só uma regata cinza larga demais e uma calcinha preta de algodão que já tinha visto dias melhores. O tecido da regata grudava no suor entre os seios médios, mas cheios, e os mamilos — grandes, escuros, endurecidos pelo ar-condicionado do corredor — marcavam o pano como se quisessem rasgá-lo.
— Ei… você tem um rolo de papel-toalha sobrando? — perguntou ela, voz rouca de quem acabou de acordar ou de gozar. Os olhos castanhos me mediram de cima a baixo sem disfarçar.
— Tenho. Entra.
Ela entrou sem cerimônia, pés descalços deixando pegadas úmidas no meu piso frio. Enquanto eu procurava na cozinha, senti ela atrás de mim. Não precisava virar pra saber: o cheiro dela era quente, mistura de pele suada, xampu barato de morango e algo mais íntimo, mais animal.
Quando me virei com o rolo na mão, ela estava encostada na bancada, uma perna dobrada, o joelho apontando pro lado. A calcinha preta tinha subido de um lado, revelando a linha grossa e escura dos pelos pubianos que escapavam pela lateral. Não era um triângulo bem aparado de pornô profissional. Era uma mata densa, preta, selvagem, que descia até cobrir quase tudo. Só dava pra ver o contorno inchado dos lábios maiores pressionando contra o tecido.
— Obrigada — disse ela, mas não pegou o rolo. Em vez disso, levou a mão até o próprio peito e apertou o mamilo direito por cima da regata, devagar, como quem testa a própria sensibilidade. O bico cresceu ainda mais sob o polegar. — Sabe… eu tava me tocando agora há pouco. A janela aberta, pensando que ninguém ia ver.
Meu pau deu um pulo dentro da bermuda.
— E viu alguém? — perguntei, voz mais grave do que pretendia.
— Vi você olhando da varanda semana passada. Quando eu tava de quatro limpando o chão pelada. — Ela sorriu torto. — Você ficou parado uns bons vinte segundos antes de entrar correndo.
Não adiantava negar.
Ela puxou a regata pra cima num movimento só, deixando os seios livres. Eram exatamente como eu tinha imaginado nas piores noites de insônia: médios, redondos na base, mas com uma leve queda natural que os fazia parecer mais pesados. Os mamilos eram grandes mesmo — auréolas largas, cor de chocolate amargo, bicos grossos e compridos que pareciam pedir pra ser chupados com força.
— Quer ver o resto? — perguntou, já enfiando os polegares na cintura da calcinha.
— Quero.
Ela desceu a peça devagar, deixando os pelos aparecerem primeiro — uma nuvem preta e cacheada que cobria o monte de Vênus inteiro e descia em faixa larga até quase o ânus. Quando a calcinha caiu nos tornozelos, abriu as pernas só o suficiente pra eu ver tudo: lábios maiores carnudos e escuros, entreabertos, brilhando de umidade; um clitóris grande, inchado, despontando no capuz; e os lábios menores rosados contrastando com a mata escura.
Catherine levou dois dedos até a entrada da buceta, abriu os lábios com eles e deixou eu ver o interior molhado, rosado, piscando de leve.
— Eu gosto quando olham — murmurou. — Gosto quando me chamam de safada por causa dos pelos, dos mamilos grandes, por não raspar. Me deixa mais molhada.
Ela se virou de costas, apoiou os cotovelos na bancada e empinou a bunda. Os pelos continuavam até ali, uma linha fina e escura que emoldurava o cu apertado. Com uma mão ela puxou uma nádega pro lado, expondo tudo.
— Me come assim. Sem tirar os olhos da minha buceta peluda. Quero sentir você gozando enquanto olha pra isso tudo.
Não precisei de mais convite.
Ajoelhei atrás dela, enfiei a cara naquela mata quente e úmida, língua abrindo caminho entre os pelos até encontrar o clitóris grosso. Ela gemeu alto, empurrando contra minha boca. O gosto era forte, salgado, verdadeiro. Chupei com força, puxando o clitóris entre os lábios, enquanto meus dedos entravam na buceta apertada e molhada.
Quando ela começou a tremer, levantei, segurei os quadris magros e meti de uma vez. O calor dela me engoliu inteiro. Os pelos roçavam na base do meu pau a cada estocada, um atrito extra que me deixava louco. Segurei aqueles mamilos grandes entre os dedos, apertando, torcendo, enquanto batia fundo.
— Isso… me fode olhando pros meus peitos balançando… pros meus mamilos duros… pra essa buceta peluda engolindo você…
Ela gozou primeiro, gritando meu nome que nem sabia direito, a buceta apertando em espasmos violentos. Eu não aguentei mais: puxei pra fora no último segundo, gozei forte em jatos quentes que caíram nos pelos pubianos dela, escorrendo pela mata escura, pingando nos lábios inchados.
Catherine virou devagar, ainda ofegante. Passou os dedos na porra que escorria pelos pelos, levou até a boca e chupou, me olhando nos olhos.
— Amanhã eu deixo a janela aberta de novo — disse, com um sorriso safado. — Se quiser ver mais de perto.
Ela pegou o rolo de papel-toalha que ainda estava na bancada, limpou a buceta devagar, deixou a regata cair de volta e saiu andando pelo corredor, bunda balançando, pelos molhados de porra brilhando à luz fraca.
Eu fiquei parado, pau ainda meia-bomba, sabendo que a partir daquele dia o 3B nunca mais seria só um número na porta.
Fim.





Que delícia de conto. Já tive uma vizinha assim. Eu dormia mais na casa dela que na minha. A gente fodia quase todo dia. Ela era uma delícia de mulher. Parabéns pelo conto.