Ela sabia que ele a observava da poltrona no canto do quarto. Não precisava olhar. Sentia os olhos dele como uma carícia física — descendo da clavícula até os quadris largos, demorando-se na linha fina de pelos escuros que escapavam pelas laterais da calcinha, seguindo até as coxas entreabertas onde a renda já marcava umidade.
Selva esticou os braços acima da cabeça, arqueando as costas como uma gata que acorda. Os seios se ergueram, os bicos apontando para o teto. Ela deixou escapar um suspiro longo, quase um ronronar, e deslizou uma das mãos devagar pelo próprio corpo — contornou o pescoço, desceu pelo vale entre os seios, contornou um mamilo com a ponta do dedo médio até ele ficar ainda mais duro, depois continuou descendo, traçando a linha do umbigo, parando na borda da renda.
— Você vai ficar só olhando? — a voz dela saiu rouca, carregada de provocação.
Ele não respondeu com palavras. Levantou-se em silêncio, o tecido da calça já denunciando a ereção. Quando chegou perto, Selva abriu mais as pernas, plantando os pés no chão e deixando os joelhos caírem para os lados. A calcinha estava encharcada no centro, o tecido quase transparente colado aos lábios inchados. Ela puxou a renda para o lado com dois dedos, expondo-se completamente — o monte escuro e macio, os lábios rosados e brilhantes de desejo, o clitóris já saltado pedindo toque.
Ele se ajoelhou entre as coxas dela. Primeiro veio o hálito quente contra a pele sensível, depois a língua plana subindo devagar, coletando o gosto salgado-doce dela. Selva agarrou os próprios cabelos com uma mão, puxando a cabeça para trás, enquanto a outra mão foi direto para o seio, apertando com força, beliscando o mamilo até doer gostoso.
— Mais fundo… — ela pediu, a voz tremendo.
Ele obedeceu. Enfiou a língua o mais fundo que conseguiu, depois subiu até circular o clitóris com movimentos rápidos e curtos. Selva começou a rebolar contra o rosto dele, os quadris subindo em estocadas curtas e ansiosas. O som molhado da boca dele contra ela enchia o quarto, misturado aos gemidos baixos que escapavam dela.
Quando sentiu que estava perto, ela o puxou pelos cabelos, obrigando-o a subir. Os olhos castanhos escuros dela brilhavam de tesão puro.
— Quero você dentro agora.
Ele se livrou da calça em segundos. O pau pulsava, grosso, a cabeça brilhando de pré-gozo. Selva se virou de quatro, empinando a bunda redonda e alta, as costas formando uma curva perfeita. Ela mesma abriu os lábios com os dedos, mostrando o caminho.
Ele segurou os quadris dela e entrou de uma vez, até o fundo. Selva soltou um grito abafado contra o braço, o corpo todo tremendo com a invasão repentina. Ele não esperou. Começou a meter forte, o som da pele batendo contra pele ecoando junto com os gemidos dela.
— Mais forte… me fode como se fosse a última vez… — ela implorava, empurrando o quadril para trás a cada estocada.
Ele agarrou os cabelos longos e ondulados dela, puxando a cabeça para trás enquanto metia ainda mais fundo. Selva gozou primeiro — o corpo inteiro convulsionando, a buceta apertando em espasmos ritmados ao redor dele, um jorro quente escorrendo pelas coxas. Ele não parou. Continuou socando, sentindo cada contração dela ordenhando seu pau.
Quando sentiu que não aguentava mais, ele saiu, virou-a de costas e gozou forte sobre os seios e o pescoço dela. Jatos grossos e quentes marcaram a pele morena, escorrendo devagar pelos mamilos ainda duros. Selva esfregou o sêmen com as mãos, lambendo os próprios dedos depois, olhando nos olhos dele com aquele sorriso felino e satisfeito.
O sol já tinha se posto. Só restava o calor dos corpos, o cheiro de sexo no ar e a promessa silenciosa de que aquilo estava longe de acabar.




