Eram enormes.
Não apenas grandes — eram obscenos, desproporcionais, quase agressivos. Castanho-escuros, inchados, com auréolas tão largas que pareciam moedas antigas de cobre. Mesmo sem estímulo eles já apontavam para o teto, duros, grossos, como se o próprio ar os ofendesse por tocar neles de leve.
Kenji parou na porta do quarto, ainda com a camisa meio aberta, respirando pesado. Ele já tinha visto peitos grandes antes. Tinha chupado, apertado, mordido. Mas nunca tinha visto nada que parecesse tão… faminto.
— Tira a calça — ela disse, voz baixa, quase entediada. — Quero ver se você aguenta olhar pra mim sem se tocar primeiro.
Ele obedeceu. A cueca caiu junto. O pau já estava pesado, latejando contra a própria barriga. Yumi sorriu de lado, mas não se mexeu. Só observava.
— Vem. Mas devagar. — Ela abriu as pernas só o suficiente pra mostrar que já estava molhada, os lábios inchados brilhando na penumbra. — Primeiro você só olha. Depois… se eu deixar… você toca.
Kenji se ajoelhou entre as coxas dela. O cheiro dela subiu quente, doce-azedo, misturado com o perfume barato de jasmim que ela sempre usava. Ele queria mergulhar a cara ali, mas sabia que não era isso que ela queria agora.
Os olhos dele estavam presos nos mamilos.
— Eles doem o tempo todo? — perguntou, quase sem querer.
— Só quando ninguém mexe neles — ela respondeu, e então levou as próprias mãos até os peitos. Segurou as auréolas por baixo, levantando os mamilos como se oferecesse. — Quer saber como eles ficam quando eu aperto forte?
Antes que ele respondesse, ela fechou os dedos em torno da base de cada mamilo e puxou. Forte. Os bicos se esticaram, ficaram ainda mais grossos, a pele ao redor ficando quase branca de tanta tensão. Yumi soltou um gemido rouco, longo, que parecia vir do fundo do estômago.
— Caralho… — Kenji murmurou, o pau dando um pulo visível.
Ela soltou. Os mamilos voltaram, ainda mais túrgidos, vermelhos agora, pulsando como se tivessem coração próprio.
— Agora pode chupar. Mas só um. O outro você aperta com os dedos. E não faz carinho. Eu quero sentir os dentes.
Ele se inclinou. Quando a boca fechou em torno do mamilo esquerdo, foi como engolir algo vivo. O bico era grosso demais pra caber inteiro; ele teve que abrir muito a boca. Chupou com força, língua pressionando contra a carne dura, e ao mesmo tempo levou a mão direita ao outro mamilo.
Não beliscou. Apertou. Como se quisesse esmagar.
Yumi arqueou as costas, as unhas cravando nos lençóis.
— Mais forte — ela rosnou. — Quero ver se você consegue me fazer gozar só assim.
Ele obedeceu. Chupava com força, os dentes roçando a pele sensível, enquanto os dedos da outra mão torciam, puxavam, apertavam o mamilo direito num ritmo quase cruel. O corpo dela começou a tremer. Não era só prazer — era dor misturada, era excesso, era o limite sendo cutucado de propósito.
— Porra… isso… assim… — ela gemia, as coxas se fechando em torno da cabeça dele. — Não para… não para…
De repente ela agarrou o cabelo dele com as duas mãos e puxou o rosto contra o peito com tanta força que o nariz dele ficou esmagado entre os seios. O mamilo que estava na boca dele escorregou ainda mais pra dentro, quase sufocando. E então ela gozou.
Não foi um orgasmo delicado.
Foi violento.
O corpo inteiro convulsionou, as coxas apertaram a cabeça dele como torno, um grito abafado saiu da garganta dela enquanto os mamilos pareciam pulsar contra a língua e os dedos dele ao mesmo tempo.
Quando finalmente o soltou, Yumi estava ofegante, suada, os mamilos roxos de tanto abuso, ainda duros como pedra.
Ela olhou pra ele, olhos vidrados, e falou com a voz rouca de quem acabou de atravessar um limite:
— Agora você pode me foder. Mas só se prometer que vai morder os dois ao mesmo tempo quando estiver gozando dentro de mim.
Kenji não respondeu com palavras.
Ele só virou o corpo dela de bruços, puxou os quadris pra cima e entrou de uma vez, até o fundo, enquanto as mãos já procuravam aqueles mamilos monstruosos que ainda tremiam de tanto terem sido maltratados.
E quando ele finalmente gozou, com os dentes cravados nos dois ao mesmo tempo, Yumi gritou de novo.
Dessa vez, de prazer puro.
E de dor.
Exatamente como ela gostava.



