Olhou as fotos por quase uma hora.
Mulheres de quatro, com a boca aberta e os olhos fixos na câmera como se dissessem: “É exatamente isso que eu quero que você veja”.
Culos marcados por mãos alheias, coxas brilhando de lubrificante e saliva, gargantas tão preenchidas que as lágrimas escorriam sem vergonha.
E o mais impressionante: nenhuma delas parecia estar se desculpando.
Foi aí que ela decidiu experimentar o sabor exato da palavra.
Mandou uma mensagem curta para o cara que já tinha chamado de “amiguinho” algumas vezes:
“Hoje eu quero que você me trate exatamente como as putas das fotos que eu te mostrei. Sem filtro. Sem dó. Pode gravar se quiser. Só não me poupe.”
Ele chegou em menos de quarenta minutos.
Quando a porta abriu, ela já estava de joelhos no corredor, usando apenas uma calcinha preta minúscula que mal cobria nada e um batom vermelho borrado de propósito.
Sem dizer uma palavra, ele segurou o cabelo dela pela raiz e puxou para trás, obrigando-a a olhar para cima.
— É isso que você quer ser hoje? — a voz dele saiu baixa, quase um rosnado.
Ela apenas abriu a boca em resposta, língua esticada para fora como nas fotos que tinha salvado.
O primeiro tapa veio no rosto, não muito forte, mas o bastante para fazer a bochecha arder e os olhos marejarem.
O segundo foi mais baixo, na parte interna da coxa.
O terceiro acertou o peito, fazendo o mamilo endurecer instantaneamente.
— Abre mais essa boca, vadia.
Ela obedeceu.
Ele não tirou a calça de imediato. Primeiro esfregou o pau ainda vestido contra a língua dela, deixando-a babar no tecido, sujando tudo.
Só depois abriu o zíper e deixou o membro cair pesado contra o rosto dela, batendo de leve nas bochechas, no nariz, na testa — marcando território.
— Você queria ser uma daquelas putas, não é? Então engole até chorar.
Ele segurou a nuca com as duas mãos e empurrou.
Não deu tempo para ela se preparar.
A glande bateu no fundo da garganta de uma vez, fazendo-a engasgar alto, os olhos se enchendo d’água imediatamente.
Ele segurou ali, imóvel, contando mentalmente enquanto ela se debatia levemente, as mãos apertando as coxas dele.
Quando finalmente soltou, ela puxou o ar com um som rouco e molhado, baba escorrendo pelo queixo até pingar nos seios.
Ele sorriu.
— Linda. Assim mesmo.
Ele a levantou pelos cabelos, levou até a sala e a jogou de bruços no sofá, com o tronco pendurado para fora do encosto.
Rasgou a calcinha com uma mão só.
Não precisou de muito preliminar — ela já estava encharcada, os lábios inchados e brilhando.
Ele entrou de uma vez, sem aviso, até o talo.
Ela gritou, meio dor, meio prazer, meio alívio.
Ele não esperou ela se acostumar.
Começou a socar com força, batendo o quadril contra a bunda dela, fazendo a carne tremer a cada estocada.
— Fala o que você é — ele mandou, puxando o cabelo para trás de novo.
— Sua puta… — ela conseguiu gemer entre os impactos
— Mais alto.
— Sua PUTA! — dessa vez gritou, a voz rasgando.
Ele deu um tapa forte na nádega esquerda, depois na direita, alternando enquanto continuava fodendo sem piedade.
Em certo momento pegou o celular, ligou a câmera e começou a filmar: o pau entrando e saindo, a buceta inchada e vermelha, o cuzinho piscando de excitação, o rosto dela virado de lado, boca aberta, olhos vidrados.
— Sorri pra câmera, sua vadia. Mostra como você ama ser usada.
Ela tentou.
O sorriso saiu torto, sujo de batom e saliva, mas era sincero.
Ele gozou primeiro dentro dela, gemendo alto, segurando os quadris com força enquanto despejava tudo.
Quando saiu, o sêmen escorreu grosso pelas coxas dela.
Ele não limpou.
Em vez disso, virou o corpo dela de frente, abriu as pernas dela ao máximo e mandou:
— Se masturba com a porra dentro de você. Quero ver você gozar se sentindo exatamente o que é.
Ela obedeceu.
Dois dedos dentro da buceta melíflua, o polegar no clitóris, os olhos fixos nele enquanto gemia alto, sem pudor nenhum.
Quando o orgasmo veio, foi violento: pernas tremendo, barriga contraindo, um grito rouco que ecoou pela sala.
Depois ficou ali, ofegante, pernas abertas, porra escorrendo, rosto destruído e satisfeito.
Ele se abaixou, deu um beijo lento na testa dela e sussurrou:
— Boa menina. Minha putinha perfeita.
E, pela primeira vez na vida, ela não sentiu vergonha ao ouvir as palavras.
Sentiu orgulho.
Porque, naquela noite, ela não tinha sido chamada de puta.
Ela tinha **se tornado** uma.
E tinha adorado cada segundo.





Gostei desse conto. Parabéns pela autora. Votado com louvor.