Ela nunca fechava as cortinas naquele horário.
Hoje o vestido era branco, leve, quase transparente quando a luz o atravessava. Sem sutiã. Sem calcinha. Só o tecido roçando de leve nos mamilos já endurecidos pela expectativa e o ar morno que subia da rua.
Quando ouviu a campainha, não correu para atender. Caminhou devagar, sentindo cada passo fazer o vestido dançar contra a parte interna das coxas. Abriu a porta apenas o suficiente para que ele pudesse ver a silhueta dela recortada contra a claridade do corredor.
Ele não disse nada. Só entrou. Fechou a porta com o calcanhar. O olhar dele já estava faminto antes mesmo de tocar nela.
— Você demorou — ela murmurou, voz baixa, quase reprovadora.
— Eu precisava me controlar no elevador. — A voz dele saiu rouca. — Tinha uma senhora de uns sessenta anos do meu lado. Se eu tivesse respirado fundo mais uma vez, ia gozar na calça.
Angelika sorriu de lado, aquele sorriso que dizia "eu sei exatamente o que faço com você".
Ela deu três passos para trás, até encostar na parede da sala onde a luz da tarde caía mais forte. Ergueu os braços devagar, deixando o vestido subir até a metade das coxas. Não precisava mostrar tudo ainda. A sugestão era mais forte que a nudez completa.
Ele se aproximou como se o ar entre eles estivesse cheio de eletricidade estática.
As mãos grandes subiram pelas laterais do corpo dela, levantando o tecido. Quando os polegares roçaram a parte de baixo dos seios, Angelika deixou escapar um suspiro longo, quase um gemido.
— Tira — ele pediu, voz tremendo de tão baixa.
Ela negou com a cabeça, devagar.
— Você tira. Com calma. Quero sentir cada centímetro do tecido saindo da minha pele.
Ele obedeceu.
O vestido subiu como uma cortina sendo aberta devagar. Primeiro os quadris, a curva suave da barriga, os seios que se ergueram quando o tecido passou pelos mamilos, depois os ombros. Quando o vestido caiu no chão atrás dela, Angelika ficou ali, nua sob a luz dourada, a pele arrepiada, os mamilos duros apontando para ele como se o desafiassem.
Ele caiu de joelhos.
Não foi delicado. Enterrou o rosto entre as coxas dela como um homem que não come há dias. Língua larga, quente, lambendo da entrada até o clitóris em movimentos lentos e pesados. Angelika segurou a cabeça dele com as duas mãos, dedos enfiados no cabelo, quadril empurrando contra a boca dele.
— Mais forte — ela ordenou, voz entrecortada. — Quero sua cara molhada.
Ele obedeceu de novo. Chupava, lambia, mordiscava de leve. Quando enfiou dois dedos dentro dela, curvando-os para cima, Angelika jogou a cabeça para trás contra a parede e deixou escapar um gemido alto, sem vergonha nenhuma.
O primeiro orgasmo veio rápido, violento. As pernas dela tremeram, os músculos internos apertaram os dedos dele em espasmos ritmados enquanto ela gozava na boca dele, gemendo o nome dele como se fosse uma maldição.
Mas Angelika não era de parar em um.
Ela puxou ele para cima pelo cabelo, beijou a boca molhada dele, sentindo o próprio gosto na língua. Depois o empurrou até o sofá.
— Senta — ordenou.
Ele sentou. Calça ainda fechada, pau duro marcando o tecido.
Ela subiu no colo dele de frente, esfregando a buceta molhada contra o volume da calça, sujando o tecido cinza com o brilho do seu gozo.
— Você vai ficar assim até eu decidir que pode tirar — ela sussurrou no ouvido dele, mordendo o lóbulo. — Quero gozar mais duas vezes antes de deixar você me foder.
Ele gemeu alto, quase sofrendo.
Angelika começou a se mover devagar, esfregando o clitóris inchado contra o zíper dele, usando o pau duro como se fosse um brinquedo. As mãos dele agarravam a bunda dela com força, mas não ousavam guiar o ritmo. Ela era quem mandava naquele momento.
Quando o segundo orgasmo chegou, ela cravou as unhas nos ombros dele através da camisa e gozou tremendo inteira, esfregando-se com mais força, deixando uma mancha escura e molhada na calça dele.
O terceiro veio enquanto ela o olhava nos olhos, sem desviar o olhar, mordendo o próprio lábio inferior enquanto se esfregava devagar, prolongando o prazer até virar quase dor.
Só então ela se levantou.
Abriu o zíper dele com dedos trêmulos.
Quando o pau saltou livre, vermelho, pulsando, babando, ela sorriu satisfeita.
— Agora sim… — murmurou. — Agora você pode me foder até eu esquecer meu próprio nome.
E ali, na sala banhada pela última luz dourada da tarde, com o vestido branco jogado no chão como uma bandeira rendida, Angelika se sentou devagar no colo dele, engolindo cada centímetro até o fundo, enquanto os dois gemiam juntos, finalmente liberados.




