Sobre a cama, ainda na embalagem rasgada com pressa, repousava o pequeno pump de clitóris e lábios que ela tinha comprado na impulsividade de uma madrugada navegando. A caixa prometia "inchaço intenso e sensibilidade extrema". Ela queria sentir exatamente isso.
Despiu-se devagar, como se estivesse se preparando para um ritual. A calcinha de algodão cinza caiu nos tornozelos. Quando se olhou no espelho de corpo inteiro, mordeu o lábio inferior. Os seios pesados balançavam levemente a cada respiração, os mamilos já marcados pela expectativa. Mas o que ela mais queria ver hoje era outra coisa.
Sentou-se na beira da cama, pernas abertas em V generoso. O espelhinho de maquiagem que usava para esses momentos foi posicionado estrategicamente entre as coxas. A luz suave do abajur deixava tudo dourado e quente.
Passou os dedos de leve pelos grandes lábios, sentindo a textura macia, ainda normal, ainda "comum". Abriu o potinho de lubrificante e deixou pingar algumas gotas frias bem no centro. O choque térmico fez sua buceta dar um pequeno espasmo involuntário.
Com cuidado, encaixou o bocal do pump sobre os lábios maiores e o clitóris. Apertou o gatilho de vácuo uma vez. Duas. Três.
O primeiro efeito foi imediato: uma pressão quente e firme, como se uma boca invisível e muito gulosa estivesse chupando tudo de uma vez.
— Caralho… — escapou baixinho.
Ela continuou. Mais duas bombadas lentas.
Agora dava para ver a transformação começando. Os lábios, que já eram naturalmente carnudos, começaram a inchar visivelmente, ficando mais escuros, mais cheios, se abrindo como uma flor pesada de tanto néctar. O clitóris, antes discreto, pulsava inchado, projetando-se para fora do capuz como se implorasse por toque.
Nicol deixou o pump fazer mais três puxadas fortes e depois soltou o ar devagar, só para colocar de novo e repetir o processo. Cada vez que tirava o aparelho, gemia rouco ao ver o resultado: lábios enormes, vermelhos, brilhando de lubrificante e da própria excitação que escorria em fios grossos.
Quando achou que já estava no limite do que aguentava sem enlouquecer, tirou o pump de vez.
A visão era obscena de tão linda.
Os lábios estavam tão inchados que mal se encostavam mais no meio; pareciam dois travesseirinhos molhados e sensíveis, separados por uma linha vermelha e brilhante que revelava o interior rosado e escorregadio. O clitóris, agora do tamanho de uma cereja pequena, latejava a cada batida do coração.
Ela passou a ponta do dedo indicador de leve, só encostando.
O corpo inteiro arqueou como se tivesse levado um choque elétrico.
— Puta que pariu… — sussurrou, voz tremendo.
Não aguentou esperar mais.
Começou a se esfregar devagar, mas os movimentos logo viraram desespero. Cada toque parecia dez vezes mais intenso. Os lábios inchados deslizavam um no outro com um barulhinho molhado e indecente que ecoava no quarto. Quando apertava os lábios entre o indicador e o médio, sentia eles pulsarem como se tivessem vida própria.
Duas vezes ela parou quase gozando, querendo prolongar aquela sensação de estar completamente entregue à própria carne aumentada e hipersensível.
Na terceira vez não teve jeito.
Enfiou dois dedos bem fundo enquanto a palma da mão pressionava o clitóris inchado com força. O orgasmo veio como uma onda que não parava de crescer. As coxas tremiam violentamente, os seios balançavam descontrolados, os mamilos duros roçando no ar.
Ela gozou gritando, a voz rouca e quebrada, enquanto os lábios pulsavam ao redor dos dedos em contrações longas e profundas. O líquido quente escorreu pela mão, pelo pulso, manchando os lençóis já úmidos.
Quando finalmente conseguiu respirar de novo, Nicol caiu de costas na cama, pernas ainda abertas, o sexo vermelho e obscenamente inchado exposto ao ar fresco do quarto.
Olhou para o teto, um sorriso preguiçoso e safado desenhado no rosto.
— Acho que vou precisar comprar outro desses… — murmurou para si mesma, já imaginando a próxima vez.
E a próxima.
E todas as que viriam depois.




