Os fios longos e negros caíam como uma cortina sobre as costas enquanto ela mexia lentamente a colher na massa, o movimento quase hipnótico. Mas não era a comida que interessava.
Sobre o prato largo, os meatballs repousavam, ainda fumegantes, banhados em molho vermelho escuro. Ela pegou um com os dedos, sem cerimônia, e o levou até a boca, lambendo primeiro o molho que escorria, depois mordendo devagar, os lábios pintados de vinho deixando marcas no alimento.
— Você já comeu alguma coisa que foi preparada com o corpo de quem vai te foder depois? — perguntou ela sem se virar, a voz rouca, quase um ronronar.
Ninguém respondeu. Não precisava. A pergunta era para o ar, para o espelho, para o voyeur invisível que ela sabia que estava assistindo.
Isabella se abaixou mais. O vinil rangeu. As coxas se abriram o suficiente para que o tecido subisse, revelando que não usava nada por baixo — apenas as alças da calcinha de renda preta penduradas nos quadris como enfeites inúteis. Ela pegou outro meatball, desta vez com mais cuidado, e o deslizou devagar pela linha entre as nádegas, deixando um rastro quente e viscoso de molho.
Um gemido baixo escapou dela quando o calor da carne cozida encontrou a pele sensível. Ela pressionou o bolinho contra o ânus, girando-o devagar, como se estivesse untando um brinquedo antes de usá-lo. O molho escorreu, grosso, vermelho, indecente, pingando sobre a massa que ainda estava no prato.
— Olha como fica gostoso quando a gente mistura tudo... — murmurou, mais para si mesma.
Então ela se virou de lado, o suficiente para que o perfil do corpo ficasse visível: os seios pesados quase saltando do decote apertado, a barriga macia tremendo levemente de excitação, a curva generosa da bunda marcada pelo vinil. Pegou a colher e, com a ponta, começou a espalhar o molho que já escorria dela mesma, misturando fluidos corporais ao vermelho do tomate.
Ela se abaixou ainda mais, quase tocando o prato com os quadris. Um meatball rolou para o lado e caiu no chão. Isabella sorriu, maliciosa. Ajoelhou-se, o vestido subindo completamente, expondo tudo. Pegou o bolinho caído, levou-o até a boca e o chupou inteiro, lambendo os próprios dedos depois, os olhos semicerrados encarando diretamente a câmera invisível.
— Quer provar? — perguntou, a voz carregada de deboche e desejo. — Vem... ainda tá quente.
Ela se levantou devagar, virou-se de costas novamente e, desta vez, sentou-se parcialmente sobre a borda da mesa, as coxas abertas, o prato entre as pernas. Pegou um punhado de espaguete com os dedos, enrolou-o devagar e deixou pingar molho sobre o sexo exposto, gemendo baixinho quando o calor tocou o clitóris inchado.
Então, com movimentos lentos e deliberados, começou a se masturbar com o próprio punhado de macarrão, o molho escorrendo pelas coxas, misturando-se ao que já saía dela. Os gemidos ficaram mais altos, mais sujos, acompanhados pelo som úmido dos dedos e da comida sendo esfregados contra a carne.
No final, quando o orgasmo veio, foi violento e desleixado: o corpo tremeu inteiro, os quadris empurraram contra o prato, derrubando meatballs, molho e macarrão no chão de vidro. Ela riu entre os suspiros, ofegante, os lábios manchados de vermelho.
Olhou para a bagunça que havia feito, para o reflexo dela no tampo da mesa — uma deusa suja, saciada, ainda faminta.
— A sobremesa... — sussurrou, lambendo o molho do dedo indicador — ...vai ser você lambendo tudo isso do meu corpo. Cada gota. Cada pedacinho.
Ela pegou o último meatball que ainda estava inteiro, o levou até os lábios e mordeu pela metade, deixando a outra parte cair entre os seios.
— Vem logo. A comida esfria... mas eu não.




