Meias 7/8 pretas de renda grossa subiam pelas coxas pálidas até quase encontrar o cóccix. A calcinha de renda rasgada já tinha sido jogada em algum canto escuro junto com o corpete de couro que ela usava mais cedo. O batom preto ainda estava impecável, mesmo depois de tudo o que já tinha acontecido na boca dela.
Ela virou o rosto de lado, o cabelo preto-azulado caindo como cortina de veludo sobre metade do rosto. Olhos delineados em kohl me encararam por cima do ombro.
— Mais forte — a voz saiu rouca, quase um rosnado. — Eu não vim aqui pra ser tratada como boneca de porcelana.
Segurei firme nos quadris dela, os dedos afundando na carne macia logo acima das meias. A pele era fria em alguns pontos, quente em outros, como se o corpo dela ainda não tivesse decidido se queria queimar ou congelar.
Empurrei de uma vez, sem aviso, até o talo. O gemido que saiu dela foi grave, animalesco, quase um grito engolido. As costas se arquearam tanto que a coluna formou uma curva perfeita, obscena. As unhas pretas compridas rasgaram o lençol de cetim preto enquanto ela tentava se segurar em alguma coisa.
— Isso… porra… assim… — as palavras saíam entrecortadas, misturadas com respirações pesadas.
O ritmo ficou violento rápido. O som da carne batendo contra carne preenchia o quarto junto com o ranger da cama e o tilintar das correntes que pendiam do cinto dela, ainda jogado no chão. Cada estocada profunda fazia as meias escorregarem um pouco mais para baixo, revelando mais da coxa branca como leite.
Ela começou a empinar mais, jogando a bunda contra mim, pedindo com o corpo o que a boca já não conseguia articular direito. Os gemidos viraram grunhidos, depois algo entre soluço e riso maníaco.
— Me fode até eu esquecer meu nome… — ela conseguiu dizer em algum momento, a voz tremendo.
Segurei o cabelo na nuca como se fosse rédea. Puxei forte o suficiente pra fazer a cabeça dela vir para trás, expondo a garganta pálida marcada por chupões roxos recentes. Mordi o ombro dela enquanto metia ainda mais fundo, sentindo o anel apertado ceder e depois agarrar com força, como se quisesse me prender ali dentro para sempre.
Quando senti que estava perto, tirei de dentro dela de repente. O buraco ficou aberto por alguns segundos, pulsando, vazio, antes de eu virar o corpo dela com brutalidade.
Deitei-a de costas. As pernas nas meias se abriram sem resistência. O rosto dela estava uma bagunça linda: rímel escorrido, batom borrado, olhos vidrados de tesão e algo próximo da loucura.
— Na cara — ela sussurrou, abrindo a boca e estendendo a língua, o piercing prateado brilhando sob a luz vermelha.
Segurei a base com força, dei mais três punhetadas rápidas e gozei.
O primeiro jato grosso acertou direto na língua. O segundo na bochecha esquerda, escorrendo devagar até o queixo. O terceiro caiu entre os seios pequenos, pingando nos piercings dos mamilos. Ela fechou os olhos e sorriu, um sorriso satisfeito e sujo, enquanto passava a língua nos lábios recolhendo o que conseguia.
Depois ficou ali, deitada, respirando pesado, o corpo brilhando de suor e sêmen, as meias tortas, o cabelo grudado no rosto.
— Ainda não acabou, né? — perguntou com a voz rouca, quase divertida, enquanto uma mão preguiçosa descia entre as próprias pernas.
Olhei pra ela, ainda duro, e sorri de volta.
— Nem perto, pequena demônia.
E então apaguei a luz vermelha.
Só ficaram os gemidos, o ranger da cama… e a escuridão que engolia tudo.




