Yumeko Jabami estava sentada em uma cadeira de encosto alto, pernas cruzadas de forma quase insolente. A meia-calça preta finíssima brilhava como segunda pele, o salto alto de verniz refletindo a luz como lâmina. Seus olhos carmesins pareciam divertidos enquanto observava a garota ajoelhada à sua frente.
Mary Saotome — ou o que restava da orgulhosa loira depois de perder aposta atrás de aposta — tremia levemente. As mãos algemadas nas costas, coleira de couro vermelho envolvendo o pescoço, a corrente fina pendurada entre os seios pequenos e empinados. Nua, exceto pela calcinha de renda preta já encharcada e pelas meias 7/8 que Yumeko havia exigido que mantivesse.
— Você sabe qual é a punição por tentar trapacear contra mim duas vezes seguidas, não sabe, Mary-chan? — a voz de Yumeko era doce, quase infantil, e por isso mesmo aterrorizante.
Mary engoliu em seco.
— …Sim, mestra.
Yumeko sorriu mais largo, mostrando os dentes perfeitos.
— Então me diga… qual foi a aposta que você perdeu hoje?
— Que… — a voz saiu rouca — que eu seria seu brinquedo particular… por uma noite inteira… e que teria que… fazer você gozar… quantas vezes você quisesse… sem usar minha boca nem minha buceta.
— Exatamente. — Yumeko descruzou as pernas lentamente, o tecido da meia roçando com um sussurro obsceno. — Só coxas… e pés. É o que sobrou pra uma trapaceira como você.
Ela esticou a perna direita, o salto alto pairando a poucos centímetros do rosto de Mary.
— Tire meu sapato. Com os dentes.
Mary obedeceu, o rosto queimando de vergonha e algo muito mais perigoso. Quando o salto caiu no tatame com um estalo, Yumeko flexionou os dedos dentro da meia, deixando a loira ver o contorno perfeito das unhas pintadas de vermelho-sangue por baixo do tecido quase transparente.
— Agora… — Yumeko deslizou o pé descalçado pela bochecha de Mary, depois pelo pescoço, descendo até roçar de leve o mamilo duro. — Me mostre o quanto você quer continuar viva no meu mundo.
Mary avançou de joelhos. Yumeko abriu as coxas sem pressa, revelando a calcinha de renda preta já escurecida de umidade. A loira pressionou o rosto entre as coxas da mestra, sentindo o calor, o cheiro doce e ligeiramente salgado da excitação de Yumeko.
Então começou o verdadeiro castigo.
Yumeko fechou as coxas com força em torno do pau latejante de Mary — sim, porque naquela noite ela havia sido forçada a usar o strap-on que a própria Yumeko escolhera: grosso, veias marcadas, cor de carne realista. A loira gemeu alto quando as coxas fortes e macias a envolveram, a meia-calça criando um atrito deliciosamente áspero.
— Isso… — Yumeko ronronou, começando a mover os quadris em movimentos lentos e controlados. — Fode minhas coxas como se sua vida dependesse disso… porque depende.
Mary empurrava os quadris para frente com desespero, o pau falso deslizando entre a carne quente e firme, o tecido da meia arranhando de leve a superfície sensível. Cada estocada fazia os seios de Yumeko balançarem dentro do corpete apertado, os mamilos visivelmente duros marcando o tecido.
Mas Yumeko não estava satisfeita.
Ela levantou o pé esquerdo ainda calçado e pressionou o salto alto contra o peito de Mary, forçando-a a recuar um pouco. Depois, com movimentos precisos, deslizou a sola do pé pelo pau melado de lubrificante e pré-gozo, os dedos flexionando, agarrando, massageando com uma habilidade assustadora.
— Olha pra mim — ordenou Yumeko.
Mary ergueu os olhos marejados. O rosto de Yumeko estava corado, os lábios entreabertos, mas o olhar… o olhar continuava afiado, cruel, absolutamente no controle.
— Você não vai gozar até eu mandar. Entendeu?
— S-sim, mestra…
Yumeko aumentou o ritmo com o pé, os dedos habilidosos brincando com a cabeça inchada, pressionando a uretra, circulando a glande, enquanto a outra coxa continuava apertando a base como uma prensa de veludo.
Mary choramingava, o corpo inteiro tremendo. O pau falso pulsava inutilmente dentro da meia-calça, babando lubrificante e pré-gozo pelo chão. Cada toque de Yumeko parecia calculado para levá-la à beira do abismo sem jamais deixá-la cair.
— Pede — Yumeko sussurrou, o pé agora esfregando com mais força, os dedos apertando ritmicamente. — Pede pra sua mestra te deixar gozar como a putinha patética que você é.
Mary quebrou quase instantaneamente.
— Por favor… mestra… por favor me deixa gozar… eu faço qualquer coisa… qualquer coisa que você quiser… só me deixa…
Yumeko inclinou a cabeça, sorrindo como se tivesse ganhado outra fortuna no cassino.
— Goza então. Agora. Bem forte… bem sujo… nas minhas meias.
O corpo de Mary convulsionou. Um gemido rouco e longo escapou enquanto jatos grossos e quentes espirravam na meia-calça preta de Yumeko, manchando o tecido, escorrendo pelas coxas, pingando no tatame. Ela gozava com tanta força que lágrimas escorriam pelo rosto, o quadril se movendo em espasmos descontrolados.
Yumeko observou tudo com um sorriso satisfeito, o pé ainda pressionando levemente, ordenhando os últimos espasmos.
Quando finalmente terminou, ela afastou o pé devagar, deixando Mary ofegante e destruída no chão.
Yumeko se levantou, caminhando em círculo ao redor da loira como uma predadora avaliando a presa.
— Uma vez não é o suficiente… — murmurou, tirando o outro sapato e deixando-o cair. — Acho que vamos precisar de mais… umas cinco, seis vezes até o amanhecer.
Ela se agachou, segurando o queixo de Mary com dois dedos, forçando-a a olhar para cima.
— Afinal… — os olhos carmesins brilharam — uma dívida de jogo nunca é paga com uma única rodada, não é mesmo, Mary-chan?
E então, com a calma de quem sabe que já venceu tudo, Yumeko sentou-se novamente, abriu as coxas mais uma vez… e esperou.
A noite ainda estava apenas começando.


