Bonnie e o gosto da antecipação

A luz amarelada do abajur desenhava sombras longas no quarto pequeno. O ventilador de teto girava preguiçoso, espalhando um calor úmido que grudava na pele.

Bonnie estava de pé no meio do quarto, completamente nua, a pele negra reluzindo como se tivesse sido polida com óleo de cacau quente. Seus seios pesados subiam e desciam devagar com a respiração um pouco mais acelerada do que o normal. Ela não estava nervosa — estava faminta.

Ele estava sentado na beirada da cama, só de cueca boxer preta, o volume já evidente esticando o tecido. Os olhos dele passeavam por ela como quem admira uma obra que ainda não terminou de tocar.

Bonnie deu dois passos lentos na direção dele. Parou bem na frente, tão perto que o calor dos corpos já se misturava antes do toque. Ela se inclinou devagar, os lábios entreabertos, e o beijou.

Não foi um beijo delicado.

Foi um beijo com língua, com dentes leves, com fome declarada. Ela segurou o rosto dele com as duas mãos, dedos longos e fortes, unhas pintadas de vermelho escuro pressionando de leve as laterais da mandíbula enquanto chupava a língua dele como se quisesse extrair o ar inteiro dos pulmões.

Quando se afastou, um fio grosso de saliva ainda conectava as bocas dos dois por um segundo antes de romper.

— Você sabe o que eu quero hoje, né? — a voz dela saiu rouca, quase um ronronar.

Ele só assentiu, o pomo de adão subindo e descendo rápido.

Bonnie desceu devagar, dobrando os joelhos com uma graça felina. As mãos dela deslizaram pelo peito dele, pelas costelas, pela barriga, até os dedos alcançarem a cintura da cueca. Ela puxou o elástico devagar, só o suficiente pra liberar a cabeça inchada, vermelha, já brilhando de pré-gozo.

Ela parou um instante, olhando pra cima, direto nos olhos dele.

— Olha pra mim enquanto eu faço isso.

E então ela abriu a boca.

Primeiro só a língua: plana, quente, lambendo devagar a glande inteira, coletando cada gota salgada como se fosse mel. Um gemido baixo escapou dele. Bonnie sorriu contra a pele quente antes de envolver só a cabeça com os lábios, chupando de leve, ritmada, como quem prova um doce caro antes de devorar o resto.

Depois ela desceu mais.

Devagar.

Centímetro por centímetro.

A boca dela era úmida, quente, apertada de propósito. Quando chegou até onde conseguia, a garganta relaxada engolindo o resto, ela ficou parada um segundo, nariz encostado na virilha dele, respirando fundo pelo nariz, o peito subindo e descendo.

Ele agarrou os lençóis com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos.

Bonnie começou a subir e descer, sem pressa no começo. A saliva escorria pelos cantos da boca, pingava no queixo, escorria pelo pau dele, deixava tudo brilhante e obsceno. Ela usava a mão pra acompanhar o movimento da boca, torcendo levemente no sentido anti-horário enquanto subia, apertando mais forte na base quando descia de novo.

De vez em quando ela parava só na cabeça, língua brincando na fenda, chupando como se quisesse sugar a alma dele pelo pau. Quando ele gemia mais alto, ela dava uma risadinha baixa, vibrando contra a carne dura, e voltava a engolir tudo de uma vez.

— Porra, Bonnie… — ele conseguiu dizer, voz estilhaçada.

Ela tirou a boca por um segundo, só o suficiente pra falar, baba pingando do queixo:

— Goza na minha boca, amor. Quero sentir tudo descendo.

E voltou a chupar com mais força, mais rápido, cabeça balançando, garganta abrindo e fechando em torno dele, uma mão apertando as bolas dele com pressão perfeita, a outra masturbando a base que não cabia mais na boca.

Ele não aguentou muito depois disso.

O corpo dele inteiro travou, músculos duros, um gemido rouco que mais parecia um rosnado. Bonnie sentiu o primeiro jato quente bater no fundo da garganta e engoliu sem hesitar, continuando o movimento, ordenhando cada pulsação, cada esguicho, até ele ficar tremendo, vazio, sensível demais.

Só então ela soltou devagar, deixando o pau cair molhado contra a coxa dele. Limpou o canto da boca com o dorso da mão, olhando pra ele com um sorriso satisfeito, quase cruel de tão bonito.

— Boa noite, meu bem — ela sussurrou, voz ainda carregada de tesão. — Amanhã você me paga essa boquinha… com juros.

Ela se levantou, nua, majestosa, e caminhou até o banheiro sem olhar pra trás, deixando ele largado na cama, coração disparado, pau ainda latejando, e a certeza absoluta de que nunca ia se cansar daquele gosto de perdição que era Bonnie Amor.

Foto 1 do Conto erotico: Bonnie e o gosto da antecipação

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Comentários


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baroni-lenhador Comentou em 16/01/2026

Mais um tesão de conto. A forma com a qual você descreve o ambiente é sensacional. Me senti um expectador e não só um leitor comum. Parabéns, gata.




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Ficha do conto

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luna-blood

Nome do conto:
Bonnie e o gosto da antecipação

Codigo do conto:
252337

Categoria:
Heterosexual

Data da Publicação:
16/01/2026

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2

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