Na verdade, o plano era outro.
Ela deixou a porta do banheiro apenas encostada — o suficiente para ele entender o recado sem precisar bater. Dois minutos depois, sentiu o ar mudar quando a porta se abriu devagar e se fechou com o mesmo cuidado. O clique da tranca foi quase inaudível.
Indica já estava debaixo da água quente, de costas para a entrada, deixando a cascata escorrer pelos cabelos longos e pretos, pelas costas magras, pela curva da bunda que ela sabia que o deixava louco. Não virou de imediato. Gostava de fazer ele esperar, de deixar a antecipação queimar.
Sentiu as mãos grandes dele primeiro. Deslizaram pela cintura molhada, subiram devagar até os seios pequenos, apertando com aquela pressão que era ao mesmo tempo gentil e faminta. Os mamilos já estavam duros antes mesmo do toque — traição do próprio corpo.
— Você tá louco… — ela sussurrou, mas o tom era puro convite.
— Você que deixou a porta entreaberta, sua safada — ele respondeu mordendo de leve a nuca dela, a voz rouca abafada pelo barulho da água.
Indica empinou a bunda de leve, roçando contra a ereção que já pulsava dura contra ela. Ele grunhiu baixo, uma das mãos descendo rápido, dedos escorregando entre as coxas dela, encontrando-a já encharcada — e não era só da água do chuveiro.
Dois dedos entraram sem cerimônia, curvando-se exatamente no ângulo que fazia as pernas dela fraquejarem. Ela teve que apoiar as duas mãos nos azulejos frios para não cair.
— Caralho… devagar… vão ouvir — ela tentou falar, mas saiu mais como gemido.
— Então fica quietinha — ele respondeu, mas o ritmo dos dedos só aumentou.
A outra mão dele subiu até o pescoço dela, não apertando, apenas segurando com firmeza, o polegar acariciando a linha da mandíbula enquanto a fodia com os dedos de forma obscena, o som molhado se misturando ao barulho da água.
Quando sentiu que ela estava perto — as coxas tremendo, a respiração entrecortada, os gemidinhos que ela tentava engolir —, ele tirou os dedos de uma vez. Indica quase choramingou de frustração.
Ele a virou de frente com facilidade, as costas dela agora contra os azulejos gelados. Os olhos dele estavam escuros, pupilas dilatadas de tesão puro. Sem dizer nada, segurou um dos joelhos dela e levantou a perna dela contra o quadril, abrindo-a completamente.
A penetração veio de uma vez, grossa, quente, esticando-a de forma deliciosamente dolorida. Indica mordeu o próprio lábio com força para não gritar. Ele parou um segundo, só sentindo ela pulsar ao redor dele, os dois respirando pesado, água escorrendo pelos rostos.
Depois começou a se mover. Estocadas lentas, profundas, do tipo que faziam o corpo dela subir e descer alguns centímetros a cada investida. A mão livre dele apertava a bunda dela, abrindo mais, enquanto a outra mantinha a coxa erguida.
— Você fica tão apertadinha quando tenta fazer silêncio… — ele murmurou contra a boca dela, quase sem encostar os lábios. — Dá pra sentir cada vez que você se contrai tentando se controlar…
Indica cravou as unhas nos ombros dele como resposta. O ritmo foi aumentando, os corpos batendo molhados, o som abafado pela cortina de água. Ela sentia o orgasmo subindo rápido demais, incontrolável.
— Vou gozar… — ela avisou num sussurro desesperado.
— Goza no pau, vai. Mas bem quietinha, minha putinha.
As palavras foram o gatilho.
Ela gozou mordendo o ombro dele, o corpo inteiro tremendo, a buceta apertando tão forte que ele quase perdeu o controle ali mesmo. Ele continuou fodendo através do orgasmo dela, prolongando, até que os espasmos foram diminuindo.
Quando sentiu que ela já tinha voltado um pouco à terra, ele a colocou de joelhos sem cerimônia.
A água batia nas costas dele agora, escorrendo pelo peito definido enquanto ele segurava o pau duro bem perto do rosto dela.
— Abre essa boquinha bonita.
Indica obedeceu, língua de fora, olhos erguidos para ele, implorando sem dizer uma palavra.
Ele se masturbou rápido, três, quatro vezes, e então gozou forte. Jatos grossos e quentes acertaram a língua, o queixo, as bochechas. Ela fechou os olhos, deixando ele pintar o rosto dela como queria, sentindo cada pulsação, cada gota quente escorrendo pela pele molhada.
Quando terminou, ele passou o polegar no queixo dela, recolhendo um pouco do que escorria e levando até a boca dela.
— Engole tudo. Não quero deixar nenhuma prova.
Ela chupou o dedo dele obediente, engolindo com gosto, o olhar ainda nublado de tesão.
Ele a ajudou a se levantar, dando um beijo lento e sujo na boca dela, provando a si mesmo nos lábios dela.
— Da próxima vez — ele sussurrou antes de abrir a porta com cuidado — eu quero te foder de quatro no seu quarto enquanto eles dormem do outro lado da parede.
Indica só sorriu, os lábios inchados, o rosto ainda marcado por ele.
— Promete? — perguntou baixinho.
Ele deu um tapa leve na bunda molhada dela como resposta antes de sair.
A porta fechou com o mesmo cuidado de antes.
E Indica ficou ali mais alguns minutos, debaixo da água quente, sentindo o gozo dele secando devagar no rosto, sorrindo sozinha.
O banho tinha sido tudo, menos rápido.





Delícia
Sempre o proibido é mais excitante..
Tesão