A Caçadora de Presas de Marfim

Sob a luz mortiça das três luas de Vaeloria, o pântano de Névoa-Sangue exalava um perfume doce e perigoso. Kael desceu do cavalo-lagarto com cuidado, as botas afundando na turfa negra. Ele viera atrás de um troféu — a Presa de Ébano de uma matriarca wargen —, mas o que encontrou foi bem diferente.
Ela surgiu entre os cipós luminosos como se o próprio breu tivesse decidido tomar forma feminina.
Pele cor de carvão quente, listras cor de âmbar queimado descendo dos ombros até as coxas grossas. Orelhas felinas, longas e arredondadas na ponta, tremiam captando cada respiração dele. Cauda longa, grossa na base, terminando em um pincel preto que roçava preguiçosamente a superfície da água. Presas superiores um pouco maiores que o normal apareciam quando ela entreabria os lábios. E os olhos… pupilas verticais dilatadas, ouro líquido refletindo as luas.
“Você cheira a aço, suor e desejo mal resolvido, humano,” a voz dela era rouca, com um ronronar que vibrava nos ossos dele. “Veio me caçar… ou veio se oferecer?”
Kael deixou o arco escorregar dos ombros. Não ergueu as mãos em rendição, mas também não tocou na espada. Apenas sorriu de lado.
“Depende do que você considera caça.”
Ela deu três passos lentos. A cauda enrolou-se na própria perna como se estivesse se contendo. O cheiro dela chegou até ele — almíscar selvagem, jasmim noturno e algo mais primal, como sangue quente recém-derramado.
“Meu nome é Syrka,” ela disse, parando a um braço de distância. “E eu não como presas que não se entregam primeiro.”
Ele sentiu o calor subindo pela nuca. A armadura de couro parecia subitamente apertada demais.
“Então me diga como você gosta que suas presas se entreguem.”
Syrka sorriu mostrando as presas. Num movimento fluido demais para ser humano, ela o empurrou contra o tronco coberto de musgo luminescente. As garras — não unhas, garras — rasgaram as tiras da armadura de peito sem esforço, expondo a pele suada. Ela não o arranhou. Ainda.
Em vez disso, abaixou o rosto até o pescoço dele e inspirou fundo. A língua áspera roçou a jugular, subiu até o lóbulo da orelha.
“Você está tremendo,” ela murmurou contra a pele. “Medo ou tesão?”
“Os dois,” Kael respondeu com honestidade crua. “Mas o tesão está ganhando.”
Ela riu baixo, um som que fez os pelos da nuca dele se arrepiarem.
Então ela o beijou.
Não foi delicado. Foi fome. Lábios macios contrastando com a pressão das presas, língua áspera explorando sem pedir licença. Kael agarrou a cintura dela, sentindo a musculatura felina sob a pele aveludada, os quadris largos, a base grossa da cauda que se contorcia entre seus dedos.
Syrka desceu as mãos pelas costas dele, garras retraídas arranhando levemente, marcando sem ferir. Quando chegou à calça, rasgou o cordão com um puxão. O tecido cedeu como papel.
Ela o virou de costas contra a árvore, pressionando o corpo inteiro contra ele. Os seios pesados colaram nas costas dele, mamilos duros roçando a pele. A cauda envolveu a coxa esquerda de Kael, a ponta macia roçando perigosamente perto da ereção que já doía de tão dura.
“Você já fodeu uma wargen antes?” ela perguntou, voz baixa e perigosa enquanto uma das mãos descia e envolvia o pau dele com firmeza.
“Não.” Ele engoliu em seco quando ela apertou. “Mas sempre achei que morreria tentando.”
Ela riu novamente e o virou de frente.
Syrka se agachou com graça animal. Olhou para cima, pupilas tão dilatadas que quase não se via o ouro da íris. Sem aviso, envolveu a cabeça do pau com a boca quente. A língua áspera enrolou-se na glande, pressionando exatamente onde ele mais precisava. Kael gemeu alto, as mãos indo instintivamente para as orelhas felinas. Ela ronronou em aprovação, o som vibrando direto no pau dele.
Não demorou muito para ela se levantar. Empurrou-o para baixo, fazendo-o deitar na turfa macia e morna. Montou nele com as coxas fortes prendendo suas costelas. A cauda chicoteava o ar atrás dela, agitada.
Ela se posicionou, esfregando a entrada molhada contra o comprimento dele, sem deixar entrar ainda. As listras douradas da barriga dela brilhavam com o orvalho e o suor.
“Peça,” ela ordenou.
Kael segurou os quadris dela com força.
“Me fode, Syrka. Me usa até eu não conseguir mais andar.”
Ela sorriu selvagem e desceu de uma vez.
O calor apertado o engoliu inteiro. Ela era quente, molhada, e os músculos internos se contraíam em espasmos ritmados, como se quisesse ordenhá-lo. As garras cravaram-se nos ombros dele — não fundo o suficiente para sangrar, mas o bastante para deixar marcas que durariam semanas.
Ela cavalgou com fúria felina. Quadris subindo e descendo, cauda batendo no chão como um chicote, o ronronar constante misturando-se aos gemidos roucos dos dois. Kael segurava os seios pesados, polegares roçando os mamilos escuros, arrancando miados de prazer dela.
Quando sentiu que ele estava perto, Syrka se inclinou e mordeu o ombro dele — não para marcar território, mas para segurá-lo no lugar enquanto acelerava. Os dentes cravaram na carne, a dor misturando-se ao prazer em uma onda que o fez arquear as costas.
“Goza dentro,” ela rosnou contra a pele dele. “Me marca por dentro, caçador.”
Kael não aguentou mais. Agarrou a base da cauda dela com força — o ponto mais sensível, ele descobriu pelo grito agudo que ela soltou — e empurrou para cima com toda força, gozando em jatos quentes enquanto o corpo dela convulsionava em cima dele, os músculos internos apertando ritmicamente, ordenhando cada gota.
Por longos segundos só se ouviu a respiração pesada dos dois e o canto distante dos sapos-luz.
Syrka deitou o rosto no peito dele, ainda com ele dentro dela, cauda enrolada preguiçosamente na perna dele.
“Você sobreviveu,” ela murmurou, lambendo devagar o hematoma que deixara no ombro. “Talvez eu te deixe viver mais uma noite.”
Kael riu rouco, passando os dedos pela base das orelhas dela.
“E se eu quiser mais noites?”
Ela ergueu o rosto, olhos dourados brilhando com diversão predatória.
“Então prove que aguenta correr comigo… e que aguenta ser caçado de novo.”
As três luas assistiam em silêncio enquanto o ronronar dela voltava, mais suave, quase carinhoso.
E no pântano de Névoa-Sangue, por uma noite, caçador e caçada decidiram não escolher lados.
Amanhã seria outra história.
Foto 1 do Conto erotico: A Caçadora de Presas de Marfim


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Ficha do conto

Foto Perfil weblover1978
weblover1978

Nome do conto:
A Caçadora de Presas de Marfim

Codigo do conto:
253751

Categoria:
Fantasias

Data da Publicação:
02/02/2026

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