A chuva batia forte nas janelas altas da sala. O tipo de tarde em que ninguém sai de casa no subúrbio do Rio. O filho estava na faculdade, o marido tinha plantão dobrado no hospital e só voltaria de madrugada. A casa estava silenciosa, exceto pelo tamborilar incessante da água e pelo som abafado de um videogame vindo do quarto do filho. Lucas, 18 anos recém-completados, amigo inseparável do filho desde o fundamental, estava lá jogando já fazia algumas horas. Clara desceu as escadas devagar, descalça, vestindo apenas uma camiseta larga de algodão cinza que pertencia ao marido e uma calcinha preta simples. O tecido da camiseta chegava até o meio da coxa, mas subia um pouco a cada degrau. Ela não se importou. Achava que estava sozinha no andar de baixo. Quando chegou à cozinha, viu que a geladeira estava aberta. Lucas estava curvado, procurando algo na prateleira de baixo. A bermuda de tactel escorregou um pouco, revelando a faixa elástica da cueca boxer preta e a linha onde a pele clara do quadril encontrava a cintura. Ele não a ouviu chegar. — Tá procurando o quê? — ela perguntou, voz baixa, quase rouca de quem não falava com ninguém há horas. Ele se assustou, bateu a cabeça na prateleira de cima, xingou baixinho e virou rápido. O rosto ficou vermelho em dois segundos. — Desculpa, tia Clara… quer dizer, dona Clara… eu… suco. Tava com sede. Ela sorriu de lado. Aquele “tia Clara” que os meninos usavam desde os 12 anos agora soava quase engraçado. Quase indecente. — Relaxa, Lucas. Você é de casa. — Ela abriu o armário alto, esticou o corpo para pegar um copo. A camiseta subiu, expondo boa parte da coxa e um pedaço da renda preta da calcinha. Ela sabia que ele estava olhando. Sentia o peso do olhar dele como se fosse uma mão. Entregou o copo para ele. Os dedos se tocaram mais tempo do que o necessário. — Você cresceu bastante esses últimos meses, hein? — disse ela, sem desviar os olhos. — Tá quase do tamanho do seu pai. Ele engoliu em seco. Não respondeu. Apenas tomou um gole grande de suco, o pomo de adão subindo e descendo rápido. Clara se encostou na pia, cruzou os braços sob os seios, o que fez o tecido da camiseta esticar e marcar os mamilos que já estavam endurecidos pelo ar-condicionado e pela adrenalina. — Sabe o que eu mais sinto falta? — perguntou ela, quase para si mesma. — De alguém me olhar como você tá me olhando agora. Silêncio. Só a chuva. Ele colocou o copo na pia com cuidado excessivo, como se qualquer movimento brusco pudesse quebrar algo irreparável. — Eu não deveria… — começou ele. — Não deveria mesmo — ela completou, se aproximando um passo. — Mas a gente já tá aqui, né? Mais um passo. Agora o peito dele quase encostava no dela. O cheiro de menino misturado com perfume barato de shopping e um leve suor adolescente era estranhamente inebriante. Clara levantou a mão devagar e passou o polegar no canto da boca dele, limpando uma gota de suco que tinha ficado ali. — Você já beijou uma mulher de verdade, Lucas? Ou só as meninas da sua idade que ficam nervosas e riem no meio? Ele balançou a cabeça devagar. Não. Não tinha. Ela sorriu. Um sorriso lento, quase maternal, mas com algo muito mais perigoso por baixo. — Então deixa eu te ensinar uma coisa antes que você vá embora hoje. Ela segurou o rosto dele com as duas mãos — pele quente, barba rala que ainda pinicava de leve — e o beijou. Não foi delicado. Foi faminto. Língua invadindo sem pedir licença, mordendo o lábio inferior dele com força suficiente para ele gemer contra a boca dela. As mãos dele não sabiam onde pousar. Primeiro na cintura dela, depois subiram hesitantes até as costas. Quando ela mordeu o pescoço dele, ele finalmente apertou. Forte. Os dedos afundando na carne macia logo acima da bunda. Clara deslizou a mão por dentro da bermuda dele sem cerimônia. Encontrou ele duro, pulsando, a cabeça já molhada. Ele arfou alto contra o ombro dela. — Caralho… — escapou dele, voz tremendo. — Isso — ela sussurrou no ouvido dele, apertando devagar, subindo e descendo a mão com uma lentidão torturante. — Isso é o que você queria já faz tempo, não é? Ele não respondeu com palavras. Apenas empurrou o quadril contra a mão dela, buscando mais. Clara se virou de costas, apoiou as mãos na pia e empinou os quadris. A camiseta subiu sozinha. A calcinha preta estava visivelmente molhada no centro. — Tira — ordenou ela, olhando por cima do ombro. Ele obedeceu com dedos atrapalhados. Quando a calcinha caiu nos tornozelos, ela abriu mais as pernas. A chuva continuava caindo lá fora, abafando qualquer som que pudesse escapar da cozinha. Lucas segurou a base do próprio pau, hesitou um segundo. Ela empurrou o quadril para trás, encontrando-o. — Vai devagar no começo — murmurou ela. — Me deixa sentir cada centímetro. Ele entrou aos poucos. Gemeu alto quando a cabeça passou o anel de músculos. Ela era quente, apertada, escorregadia. Muito mais do que ele imaginava nas noites em que tocava uma pensando nela. Quando estava todo dentro, Clara virou o rosto para o lado, procurando a boca dele. Beijaram desajeitados, descoordenados, enquanto ele começava a se mover. Primeiro devagar, depois mais rápido, mais fundo. O som molhado dos corpos se chocando misturava-se com a chuva. — Mais forte — ela pediu, voz entrecortada. — Me fode como se fosse a última vez que você me vê. Ele obedeceu. As mãos agarrando os quadris dela com força, puxando-a contra si a cada estocada. A camiseta subiu até a altura dos ombros. Os seios balançavam livres. Ele os apertou por cima do tecido, depois por baixo, sentindo os mamilos duros contra as palmas. Clara gozou primeiro. De repente. Sem aviso. O corpo inteiro tremendo, os músculos internos apertando em espasmos ritmados ao redor dele. Ela gemeu alto, sabendo que não tinha ninguém em casa. Isso foi o suficiente para ele. Lucas tentou sair, avisar, mas ela segurou o quadril dele com a mão para trás. — Dentro — sussurrou ela. — Pode gozar dentro de mim. Ele não aguentou mais. Empurrou fundo uma última vez e gozou com um gemido longo, quase animal. Pulsando dentro dela, enchendo-a enquanto os dois tremiam juntos e ela gozou de novo. Ficaram assim alguns segundos. Respiração pesada. Chuva. Silêncio depois da tempestade. Clara se virou devagar, ainda sentindo ele escorrendo pela parte interna da coxa. Passou o polegar na bochecha dele, que estava vermelha e suada. — Agora você sabe como é — disse ela, voz baixa e calma. — E agora você vai subir, tomar banho, e fingir que nada aconteceu quando meu filho chegar. Ele balançou a cabeça devagar, atordoado. — E na próxima vez que vier aqui… — ela continuou, encostando os lábios no ouvido dele — …vai saber exatamente o que fazer. Ela deu um beijo leve na testa dele, como quem consola uma criança, pegou a calcinha do chão e entregou na mão dele. — Fica pra você, pra sentir meu cheiro sempre - e subiu as escadas sem olhar para trás. Lucas ficou parado na cozinha, bermuda nos tornozelos, coração batendo na garganta, calcinha de Clara na mão, ouvindo a chuva que não parava. E soube que nunca mais ia olhar para ela do mesmo jeito.
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