Meu nome é Lara. 23 anos. Naquela madrugada eu ainda sentia o suor da pista grudado na pele, o cheiro de cigarro e perfume barato nos cabelos. Caminhava rápido, saltos ecoando no asfalto vazio. Então o mundo parou de respirar. O silêncio foi o primeiro aviso — um vazio tão absoluto que meus próprios batimentos soaram como trovões. Depois a luz. Não veio de cima, veio de dentro de mim também. Uma claridade branca que queimava sem calor, que atravessava as pálpebras fechadas. Meu corpo inteiro ficou leve, depois pesado, depois simplesmente deixou de pertencer a mim. Fui erguida como se o ar tivesse virado mãos. Não flutuei. Fui arrancada do chão com violência contida, o umbigo puxado para cima por uma força que parecia sugar minha alma pela pele. O ar ficou espesso, metálico, e então tudo apagou. Acordei nua sobre uma superfície que pulsava como carne viva. Não era fria. Era quente, macia, levemente úmida — como se eu estivesse deitada dentro de um órgão gigante que respirava comigo. Meus mamilos já estavam duros antes mesmo de eu abrir os olhos. Meu sexo latejava sem motivo aparente, inchado, escorregadio, como se alguém tivesse passado horas lambendo-o enquanto eu dormia. Eles eram três. Altos, esguios, pele de mercúrio líquido que refletia meu próprio corpo nu em mil ângulos distorcidos. Sem boca, sem nariz, apenas olhos negros enormes que pareciam poços sem fundo. Seus dedos eram longos, terminando em pequenas ventosas translúcidas que se abriam e fechavam ritmicamente. “Sujeito em pico estrogênico. Receptores de prazer hiper-sensíveis. Iniciaremos protocolo de extração máxima.” Tentei gritar. Minha garganta se abriu, mas nenhum som saiu. Em vez disso, uma onda de calor desceu do meu cérebro até o clitóris — como se tivessem injetado fogo líquido direto na minha medula. Meu quadril subiu sozinho, procurando algo que ainda não estava ali. O primeiro toque veio sem aviso. Uma ventosa minúscula se fixou exatamente na ponta do meu clitóris. Não sugou com força. Sugou com precisão cirúrgica, em pulsos curtos e rápidos que coincidiam com meus batimentos cardíacos. Cada pulso era um choque elétrico de prazer puro. Meu corpo inteiro convulsionou. Gozei na primeira série de sucções — um orgasmo seco, violento, que me fez arquear tanto que senti as vértebras estalarem. Eles não pararam. Uma sonda cilíndrica, quente e flexível como língua viva, encostou na entrada da minha vagina. Não entrou de uma vez. Roçou, circulou, pressionou o ponto exato da minha uretra até eu sentir que ia urinar de tanto prazer. Então deslizou para dentro — devagar, centímetro por centímetro, expandindo-se conforme avançava. Dentro de mim ela pulsava, engrossava, afinava, moldava-se às minhas paredes internas como se estivesse lendo cada contração, cada rugosidade, cada ponto de pressão. Quando chegou ao fundo, vibrou em uma frequência tão baixa que senti nos ossos. Ao mesmo tempo, outra sonda — menor, mais fina — penetrou meu ânus. Lubrificada por algo que formigava e esquentava a pele, entrou sem resistência, preenchendo-me completamente. As duas sondas começaram a se mover em sincronia perfeita: uma entrava enquanto a outra saía, criando uma sensação de ser fodida por dois lados ao mesmo tempo, sem nunca haver vazio. Meu útero se contraiu com força, como se quisesse sugar os invasores para dentro. Um terceiro ser se posicionou sobre meu rosto. De sua fenda facial desceu um filamento grosso, úmido, com textura de veludo molhado. Ele roçou meus lábios. Eu abri a boca sem pensar — precisava. O filamento entrou, deslizando pela língua, pela garganta, até o esôfago. Tinha gosto de nada e de tudo: mel, sal, eletricidade, sexo. Conforme eu chupava, ele secretava um líquido quente que desceu direto para o meu estômago e, de lá, pareceu se espalhar pelo sangue. Cada célula do meu corpo começou a gritar de prazer. Eles aumentaram tudo. As ventosas agora cobriam meus mamilos, sugando e girando em direções opostas. Outras menores se fixaram nas laterais do meu clitóris, nas grandes e pequenas lábias, até na pele fina entre vagina e ânus. Meu corpo inteiro virou um mapa de pontos de prazer sendo estimulados simultaneamente. Gozei de novo. E de novo. E de novo. Cada orgasmo era mais longo, mais profundo, mais doloroso de tão intenso. Eu sentia o líquido jorrar — não era só lubrificação, era ejaculação em jatos quentes que eles coletavam com tubos que surgiam da superfície. Meu abdômen se contraía em espasmos tão fortes que eu achava que ia rasgar. Então eles me viraram. A superfície se moldou, erguendo meus quadris, abrindo minhas pernas até o limite. Senti algo maior pressionando minha entrada traseira — não uma sonda fina, mas algo grosso, segmentado, que pulsava como um coração. Entrou devagar, centímetro por centímetro, esticando-me até o ponto em que a dor e o prazer se fundiram em uma única sensação insuportável. Ao mesmo tempo a sonda vaginal engrossou ainda mais, vibrando em alta frequência enquanto algo dentro dela se abria como pétalas, pressionando meu ponto G com força ritmada. Eu gritei até a voz falhar. Chorei. Babava. Meu corpo se contorcia em espasmos incontroláveis. Cada orgasmo agora vinha acompanhado de tremores generalizados, como se eu estivesse sendo eletrocutada por prazer. Senti algo se romper dentro de mim — não fisicamente, mas uma barreira que eu nem sabia que existia. Depois disso, o prazer virou outra coisa: um transe contínuo, um looping infinito de clímax que não terminava, só mudava de cor, de textura, de profundidade. “Liberação máxima de prolactina, ocitocina, endorfina e dopamina registrada. Sujeito atinge estado de submissão neuroquímica total. Preparar para inseminação simulada.” Algo quente, grosso e pulsante começou a jorrar dentro de mim — pelos dois orifícios ao mesmo tempo. Não era sêmen. Era um fluido viscoso, levemente luminoso, que enchia meu útero e meu reto até transbordar. Cada jato vinha acompanhado de uma onda de prazer tão intensa que minha visão escurecia. Eu sentia meu ventre inchar levemente, como se estivessem me marcando por dentro. Quando finalmente me devolveram, eu estava jogada no mesmo pedaço de calçada. Roupas intactas. Mas meu corpo… meu corpo não era mais o mesmo. Entre as pernas, uma sensação constante de latejamento, como se ainda estivessem me fodendo em câmera lenta. Meus mamilos doíam de tanto ficarem duros. Meu clitóris permanecia inchado, sensível ao menor roçar da calcinha. E toda vez que eu respirava fundo, sentia um eco daquele fluido quente se mexendo dentro de mim. No espelho, vi a marca: um símbolo sutil, geométrico, logo acima do monte de Vênus. Brilha fracamente no escuro. Quando eu toco, sinto um choque de prazer que me faz dobrar os joelhos. Eles não disseram quando voltam. Mas toda noite, quando fecho os olhos, meu corpo já está molhado antes mesmo de eu lembrar o que aconteceu. Eu não resisto mais. Eu espero. Com as pernas abertas. E o coração batendo no clitóris.
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