O sol do fim da tarde tingia as pedras de Knossos com ouro derretido. Ariadne — não a da lenda, mas uma arqueóloga brasileira de trinta e poucos anos, cabelos cacheados soltos e pele bronzeada pelo verão cretense — caminhava sozinha pelas ruínas. O grupo de turistas já tinha ido embora há horas. Ela havia subornado o guarda com um maço de cigarros e um sorriso para ficar até o crepúsculo. Queria sentir o lugar sem vozes. Queria ouvir o eco dos passos no piso de alabastro rachado, o sussurro do vento entre as colunas pintadas de vermelho e azul desbotado. Foi quando ouviu o primeiro ronco. Não era vento. Era grave, profundo, vindo de baixo — das galerias subterrâneas que os arqueólogos ainda não tinham escavado por completo. Ariadne parou. O coração acelerou, mas não de medo. Era curiosidade misturada com algo mais antigo, mais primal. Ela desceu a escada de pedra estreita que levava ao que os guias chamavam de “depósito ritual”. A lanterna do celular tremia na mão. O ar ficou mais denso, cheirando a terra úmida, musgo e… almíscar animal. No fundo do corredor, onde a luz não chegava mais, ele estava. O Minotauro não era uma estátua. Era carne e osso, chifres curvos de touro negro polidos pelo tempo, pelagem castanha densa cobrindo ombros largos e peito poderoso. Os olhos eram âmbar líquido, brilhando na penumbra. Ele não atacou. Apenas observou, narinas dilatadas, respirando o cheiro dela como se fosse incenso. — Você não deveria estar aqui — a voz dele saiu rouca, como pedras se arrastando, mas com um timbre quase humano. — Mas você veio. Como ela veio, há tanto tempo. Ariadne sentiu o calor subir pelo pescoço. Não recuou. — Eu não sou ela. Mas talvez eu queira o mesmo que ela quis. Ele deu um passo. O chão tremeu levemente. O membro dele, já semi-ereto, pendia pesado entre as coxas musculosas, a pele escura e aveludada contrastando com a pelagem. Ariadne sentiu a boca secar e, ao mesmo tempo, umidade entre as pernas. — Então prove — ele disse. — Prove que não tem medo do que vive no escuro. Ela deixou a lanterna cair. A luz rolou, iluminando fragmentos: o contorno dos chifres, o brilho dos olhos, a curva do peito que subia e descia rápido demais para ser apenas respiração. Ariadne tirou a blusa de linho, depois o short. Ficou só de calcinha preta e sandálias. A pele arrepiada pelo ar frio e pela proximidade dele. O Minotauro se aproximou devagar, como se temesse quebrá-la. Uma mão enorme — dedos grossos, unhas escuras — tocou o rosto dela. A palma era quente, áspera, cheirando a terra e feno. — Você cheira a sal e desejo — ele murmurou, focinho roçando o pescoço dela. A língua áspera lambeu a pele logo abaixo da orelha. Ariadne gemeu baixo. Ela levou as mãos ao peito dele, sentindo os músculos se contraírem sob a pelagem. Desceu mais, traçando a linha do abdômen até encontrar a base grossa do pau. Era quente, pulsante, maior do que qualquer coisa que ela já havia tocado. A pele era sedosa apesar do tamanho, veias salientes latejando sob os dedos. — Me diga o que quer — ele rosnou, voz tremendo de contenção. — Quero sentir você dentro. Quero que me preencha até eu não conseguir pensar mais. Ele a ergueu com facilidade, como se ela não pesasse nada. Encostou as costas dela contra a parede fria de pedra. As pernas dela se abriram ao redor da cintura peluda. A calcinha foi rasgada com um puxão cuidadoso — as garras dele eram precisas, quase delicadas. A cabeça grossa roçou a entrada dela. Ariadne estava encharcada, o corpo implorando. Ele empurrou devagar, centímetro por centímetro. A sensação de ser aberta, esticada, preenchida era avassaladora. Ela cravou as unhas nas costas dele, gemendo alto, o som ecoando pelas galerias como um canto antigo. — Mais fundo — ela pediu, voz entrecortada. Ele obedeceu. Quando chegou ao fundo, parou, deixando-a sentir cada pulsação, cada veia latejante. Então começou a se mover — lento no início, ritmado como uma dança sacrificial. Cada estocada fazia os seios dela balançarem, os mamilos endurecidos roçando na pelagem áspera do peito dele. O Minotauro baixou a cabeça. A língua envolveu um mamilo, áspera e quente, enquanto os chifres roçavam o rosto dela. Ariadne agarrou um deles, usando como apoio para se mover contra ele, acelerando o ritmo. — Você é… tão apertada… tão viva… — ele grunhiu, os movimentos ficando mais selvagens. A parede tremia atrás dela. Poeira caía do teto. Ela sentiu o orgasmo se aproximando como uma onda gigante. Apertou as pernas ao redor dele, o clitóris roçando na base grossa a cada investida. — Goza comigo — ela sussurrou. — Me enche. Me marca. Ele rugiu — um som que era metade animal, metade êxtase. As estocadas viraram frenéticas. Ariadne gozou primeiro, o corpo convulsionando, paredes internas apertando ao redor dele em espasmos violentos. O orgasmo dele veio logo depois: jatos quentes, abundantes, pulsando dentro dela, transbordando pelas coxas. Eles ficaram assim por longos minutos, ofegantes. Ele ainda dentro dela, pulsando levemente. O sêmen escorrendo devagar, misturado com o dela, pingando no chão antigo. Quando finalmente a colocou no chão, as pernas dela tremiam. — Você vai voltar? — ele perguntou, voz agora suave, quase vulnerável. Ariadne sorriu, limpando o suor do rosto. — Toda vez que o sol se pôr em Knossos… eu volto. E trago mais de mim para você devorar. Ele inclinou a cabeça, chifres tocando o teto baixo. — Então o labirinto vai continuar respirando. Por você. Ela pegou a lanterna caída, acendeu-a uma última vez para olhar nos olhos âmbar dele. Depois subiu as escadas, o corpo dolorido e saciado, o cheiro dele grudado na pele. Lá fora, a noite caía sobre as ruínas. E em algum lugar abaixo, o Minotauro esperava — paciente, faminto, vivo. Fim.
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