Pego em flagrante

A luz do fim de tarde entrava enviesada pelas persianas da sala de servidores, pintando listras douradas no chão de piso vinílico gasto. Era quase 19:30, o escritório já estava vazio há uns bons quarenta minutos. Exceto por ele.
Lucas mantinha o fone de ouvido no ouvido esquerdo, mais por hábito do que por necessidade — o som que realmente importava vinha da caixa de som minúscula do notebook corporativo, volume baixo o suficiente para não vazar pelos corredores. A foto estava aberta no navegador em modo anônimo, tirada há oito meses na festa de fim de ano da empresa.
Camila, de vestido preto justo, rindo com a taça de espumante na mão, o decote desenhando uma curva generosa que a luz do flash havia destacado sem piedade. O cabelo solto caindo sobre um ombro, o batom vermelho ainda impecável às duas da manhã. Ele tinha salvado a foto do grupo do WhatsApp corporativo no mesmo dia e nunca mais conseguiu apagá-la.
A calça social estava aberta, a cueca abaixada apenas o suficiente. A mão direita subia e descia num ritmo que já não era mais controlado. Ele mordia o lábio inferior com força, os olhos grudados na tela, imaginando coisas que jamais diria em voz alta.
Foi exatamente nesse instante que a maçaneta girou.
Camila não bateu. Nunca batia quando voltava para buscar algo que tinha esquecido. E hoje ela tinha esquecido a chave do carro na gaveta da própria sala — a mesma sala cuja porta de vidro fosco dava visão direta para a saleta dos servidores.
Ela parou no batente.
Lucas não ouviu a porta. O fone abafava o clique. Mas sentiu o ar mudar, como se a temperatura tivesse caído cinco graus em meio segundo. Virou o rosto devagar, o coração explodindo dentro do peito.
Camila estava ali, bolsa ainda pendurada no ombro, celular na mão esquerda, expressão que misturava surpresa e curiosidade.
Ela não gritou. Não saiu correndo. Apenas fechou a porta atrás de si com o calcanhar, o estalo suave parecendo um tiro no silêncio.
— Interessante — foi a primeira coisa que disse. Voz baixa, quase divertida. — Eu imaginava que você fosse do tipo que guarda prints das apresentações que eu faço… mas essa escolha de material foi bem mais… direta.
Lucas tentou fechar o notebook com uma mão enquanto a outra tentava (e falhava miseravelmente) cobrir o pau duro e melado. O rosto dele queimava.
— Eu… me desculpe… eu… — gaguejou, as palavras se embolando.
Camila deu três passos lentos para dentro da saleta. Parou a menos de um metro dele. Inclinou a cabeça, olhando primeiro para a tela ainda aberta, depois para a mão dele que tentava — sem sucesso — esconder o que era óbvio.
— Não fecha — ordenou ela, calma. — Volta pro lugar que estava.
Ele piscou, sem entender.
— Volta — repetiu ela, agora com um tom que não admitia negociação. — Mão no pau. Exatamente como estava antes de eu entrar.
O cérebro de Lucas entrou em curto-circuito. Vergonha, tesão e medo brigando pelo controle do corpo. Ele obedeceu antes mesmo de decidir obedecer. A mão direita voltou a envolver o membro, devagar, quase envergonhada.
Camila cruzou os braços, o que fez o decote da blusa de seda subir um pouco mais.
— Mais rápido — disse ela, como se estivesse corrigindo a velocidade de um relatório. — Do jeito que estava quando eu cheguei.
Ele engoliu em seco e acelerou. O som molhado da pele contra pele era indecente no silêncio da sala. Ela observava tudo com atenção clínica, como se estivesse avaliando uma apresentação de resultados trimestrais.
— Você goza pensando em mim com frequência, Lucas?
— …sim — a voz saiu rouca, quase inaudível.
— Com que frequência?
— Quase… quase todo dia.
Ela deixou escapar um sorrisinho torto.
— E hoje você escolheu essa foto. Por quê?
— Porque… — ele respirava pesado — …você estava linda. E parecia… perigosa.
Camila deu mais um passo. Agora estava tão perto que ele sentia o perfume dela — o mesmo de sempre, jasmim com fundo quente de âmbar. Ela se inclinou devagar, o rosto a poucos centímetros do dele.
— Olha pra mim — mandou. — Não pra foto. Pra mim.
Ele levantou os olhos. Os dela estavam escuros, pupilas dilatadas.
— Continua — sussurrou ela. — Mas agora você goza pensando que sou eu quem está te masturbando. Que é minha mão. Minha boca. Meu corpo. Entendeu?
Ele apenas assentiu, incapaz de formar frase.
Camila levou a mão esquerda até o próprio decote, deslizando dois dedos por dentro da blusa, roçando a pele que ele só conhecia em fantasias. Não mostrou nada além do começo do seio, mas foi o suficiente.
— Imagina meu batom vermelho deixando marca aqui… — ela tocou a glande dele com a unha do mindinho, de leve, quase sem encostar. Lucas gemeu alto, o corpo inteiro tremendo.
— Imagina eu sentada nessa mesa, pernas abertas, te mandando lamber devagar enquanto eu respondo e-mail… — continuou ela, voz aveludada. — Imagina eu te cavalgando na cadeira do presidente, com a porta trancada, te mandando não gemer alto pra ninguém ouvir…
Ele estava no limite. A respiração dela no rosto dele. O cheiro. A voz. A unha que agora traçava círculos lentos na cabeça do pau.
— Goza pra mim, Lucas. Agora. Na minha frente. Mostra quanto você quer isso.
Foi o suficiente.
O orgasmo veio violento, em jatos longos que sujaram a própria camisa social e pingaram no chão. Ele gemeu o nome dela sem querer, duas, três vezes, enquanto o corpo convulsionava.
Camila esperou ele terminar, imóvel, assistindo cada segundo.
Quando a respiração dele começou a se normalizar, ela se endireitou, ajeitou o decote como se nada tivesse acontecido e pegou a chave do carro que tinha vindo buscar.
— Amanhã — disse ela, já virando para a porta — você chega às sete e meia. Não às oito. E traz café. Dois. Sem açúcar.
Parou com a mão na maçaneta.
— E, Lucas… — olhou para trás por cima do ombro, sorriso lento e predador — …da próxima vez que eu te pegar assim, não vou só assistir.
A porta se fechou com um clique suave.
Ele ficou ali, ofegante, camisa suja, notebook ainda aberto na foto dela.
E percebeu, com um misto de pavor e excitação insuportável, que estava louco para ser pego de novo.
Foto 1 do Conto erotico: Pego em flagrante


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Ficha do conto

Foto Perfil weblover1978
weblover1978

Nome do conto:
Pego em flagrante

Codigo do conto:
253883

Categoria:
Masturbação

Data da Publicação:
04/02/2026

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