Depois do terceiro drinque

O bar já estava esvaziando quando Larissa percebeu que estava rindo alto demais das piadas ruins do Thiago. Ele tinha aquele jeito desajeitado de quem acha que está sendo engraçado, mas na verdade só está sendo adoravelmente patético. Ela gostava disso nele. Não de um jeito romântico — nunca romântico —, mas de um jeito que fazia o fim de expediente parecer menos sufocante.
— Você já pensou que a gente se dá bem demais pra ser só colegas? — ele perguntou, girando o copo vazio entre os dedos.
Larissa ergueu uma sobrancelha, o batom vermelho ainda lá depois de quatro horas de conversa.
— Eu sou gay, Thiago. Lésbica. Lembra? Você mesmo já me apresentou pra metade do escritório como “minha amiga que não come homem”.
Ele riu, envergonhado, mas sem recuar.
— Eu sei. Só tô dizendo que… sei lá. A química existe. Não precisa ter rótulo pra ter química, né?
Ela ficou olhando pra ele por alguns segundos. Thiago era bonito de um jeito comum: barba bem aparada, olhos castanhos que pareciam sempre pedir aprovação, corpo de quem malha mas não vive na academia. Nada que normalmente a faria virar a cabeça. E ainda assim, naquela noite, com o álcool aquecendo a pele e a cidade lá fora parecendo distante, alguma coisa mudou de lugar.
— Tá me convidando pra quê, exatamente? — perguntou ela, voz baixa, quase divertida.
Ele engoliu em seco.
— Pra continuar a conversa… na minha casa. Sem compromisso. Sem expectativa. Se não rolar nada, a gente pede pizza e assiste qualquer merda na Netflix. Se rolar… a gente vê no que dá.
Larissa riu de novo, mas dessa vez era um riso diferente. Curioso. Perigoso.
— Você é maluco, sabia?
— Eu sei.
Ela pegou a bolsa.
— Então vamos logo antes que eu mude de ideia.

O apartamento dele era exatamente o que ela imaginava: bagunçado na medida certa, cheiro de café e lençol limpo, uma estante cheia de livros que ele provavelmente não lia inteiros. Assim que a porta fechou, o silêncio caiu pesado.
Thiago ficou parado, sem saber se avançava ou esperava. Larissa resolveu por ele.
Ela tirou os sapatos com um chute, caminhou até ele devagar e parou a poucos centímetros. Colocou a mão aberta no peito dele, sentindo o coração disparado.
— Regra número um — disse ela, olhando nos olhos dele. — Você não manda em mim. Eu decido o ritmo, eu decido o que acontece com o meu corpo. Entendido?
— Entendido — a voz dele saiu rouca.
— Regra número dois: se eu falar pra parar, você para na hora. Sem drama, sem insistência.
— Claro.
Ela sorriu de lado, satisfeita.
— Ótimo. Agora me beija como se você realmente quisesse me convencer que isso é uma boa ideia.
O beijo começou hesitante. Thiago tinha medo de ser invasivo, ela sentia. Mas quando Larissa enfiou os dedos no cabelo dele e puxou com firmeza, ele entendeu o recado. O beijo ficou mais faminto, mais desleixado. Línguas se encontrando sem cerimônia. Ela mordeu o lábio inferior dele com força suficiente pra arrancar um gemido baixo.
Larissa o empurrou devagar até o sofá. Quando ele sentou, ela subiu no colo dele, saia subindo pelas coxas. As mãos dele hesitaram nos quadris dela.
— Pode tocar — ela murmurou contra a boca dele. — Mas presta atenção no que eu gosto.
Ele começou devagar, subindo as mãos pelas costas, sentindo a textura do sutiã por baixo da blusa. Larissa se mexeu no colo dele, roçando de propósito, sentindo ele endurecer sob o jeans. Era estranho e excitante ao mesmo tempo: saber que estava deixando um homem louco sem ter nenhum interesse em pênis. Era o poder da situação que a molhava, não o pau em si.
Ela desabotoou a própria blusa devagar, deixando ele ver o sutiã preto de renda. Thiago respirava pesado, os olhos vidrados.
— Tira — ela ordenou.
Ele obedeceu com dedos trêmulos. Quando os seios dela ficaram livres, ele os segurou com reverência, polegares roçando os mamilos já duros. Larissa jogou a cabeça pra trás e soltou um suspiro longo.
— Chupa. Forte.
Ele obedeceu. A boca quente envolveu o mamilo esquerdo, sugando com pressão boa, a língua rodando. Ela enfiou as unhas nas costas dele por cima da camisa, marcando. O gemido que saiu da garganta dela foi involuntário e alto.
— Isso… assim…
Enquanto ele chupava um, ela apertava o próprio peito com a outra mão, se masturbando o mamilo livre. A fricção entre as pernas dela contra a ereção dele era boa, mas insuficiente. Ela precisava de mais.
Larissa desceu do colo dele, ficou de pé e tirou a calcinha sem cerimônia, jogando-a no chão. Depois abriu o zíper da calça dele, libertando o pau duro, vermelho, pulsando. Ela não tocou ainda. Apenas olhou.
— Você quer muito isso, né?
— Caralho, Larissa… muito.
Ela se ajoelhou entre as pernas dele, mas não o chupou. Em vez disso, segurou o próprio sexo com uma mão, abrindo os lábios pra ele ver o quanto estava molhada.
— Olha o que você fez — disse ela, voz rouca. — Só de mandar em você eu já fiquei assim.
Thiago gemeu, a mão indo instintivamente pro próprio pau. Ela segurou o pulso dele.
— Não. Ainda não.
Larissa subiu de novo no colo dele, posicionando o pau entre os lábios da buceta dela, sem deixar entrar. Só roçando, molhando ele com o próprio tesão. Subia e descia devagar, clitóris deslizando na cabeça do pau. Os dois estavam tremendo.
— Me fode — ela finalmente disse. — Mas devagar no começo. Quero sentir cada centímetro.
Ele segurou a cintura dela e foi entrando aos poucos. Larissa fechou os olhos, sentindo a pressão, o estiramento diferente do que estava acostumada. Não era o formato que a excitava, era o contexto: o controle absoluto que ela tinha sobre um homem hétero que estava se desfazendo por ela.
Quando ele estava todo dentro, ela ficou parada alguns segundos, se acostumando. Depois começou a cavalgar devagar, ditando o ritmo. As mãos dele apertavam a bunda dela, mas sem forçar. Ele estava aprendendo.
— Mais rápido agora — ela mandou.
Thiago obedeceu. As estocadas ficaram mais fortes, mais fundas. Larissa levou a mão entre os dois, esfregando o clitóris em círculos rápidos enquanto ele a fodia. O som molhado, os gemidos dele, o tapa da pele contra pele… tudo se misturava.
— Você vai gozar quando eu mandar — ela avisou, voz entrecortada.
— Porra… Larissa…
— Cala a boca e me fode.
Ela acelerou os próprios dedos no clitóris. Sentiu o orgasmo subindo rápido, violento. Quando estava quase lá, apertou o pau dele com força lá dentro.
— Agora. Goza dentro de mim. Agora.
Thiago perdeu o controle. Empurrou fundo duas, três vezes e gozou com um gemido rouco, enchendo ela. A sensação quente, o pulsar dentro dela, foi o que a levou junto. Larissa gozou forte, tremendo inteira, unhas cravadas nos ombros dele, gritando sem pudor.
Ficaram assim alguns segundos, ofegantes, suados.
Ela desceu devagar, sentindo o sêmen escorrer pela coxa. Olhou pra ele com um sorriso saciado.
— Nada mal pra um hétero — disse, voz rouca.
Thiago riu, ainda zonzo.
— Eu… nem sei o que dizer.
— Não precisa dizer nada. — Ela se levantou, pegou a calcinha do chão. — Só não vai ficar estranho no escritório amanhã.
Ele balançou a cabeça.
— Não vai.
Larissa vestiu a blusa, ajeitou o cabelo.
— Boa noite, Thiago.
Quando chegou na porta, virou-se mais uma vez.
— E… quem sabe? Talvez role uma segunda rodada. Mas só se você continuar sabendo obedecer.
Ela piscou e saiu.
Thiago ficou olhando a porta fechada, pau ainda meia-bomba, coração na garganta, pensando que nunca tinha sido tão bem usado na vida.

Foto 1 do Conto erotico: Depois do terceiro drinque


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Ficha do conto

Foto Perfil weblover1978
weblover1978

Nome do conto:
Depois do terceiro drinque

Codigo do conto:
253886

Categoria:
Bissexual

Data da Publicação:
04/02/2026

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