O apartamento dele era exatamente o que ela imaginava: bagunçado na medida certa, cheiro de café e lençol limpo, uma estante cheia de livros que ele provavelmente não lia inteiros. Assim que a porta fechou, o silêncio caiu pesado.
Thiago ficou parado, sem saber se avançava ou esperava. Larissa resolveu por ele.
Ela tirou os sapatos com um chute, caminhou até ele devagar e parou a poucos centímetros. Colocou a mão aberta no peito dele, sentindo o coração disparado.
— Regra número um — disse ela, olhando nos olhos dele. — Você não manda em mim. Eu decido o ritmo, eu decido o que acontece com o meu corpo. Entendido?
— Entendido — a voz dele saiu rouca.
— Regra número dois: se eu falar pra parar, você para na hora. Sem drama, sem insistência.
— Claro.
Ela sorriu de lado, satisfeita.
— Ótimo. Agora me beija como se você realmente quisesse me convencer que isso é uma boa ideia.
O beijo começou hesitante. Thiago tinha medo de ser invasivo, ela sentia. Mas quando Larissa enfiou os dedos no cabelo dele e puxou com firmeza, ele entendeu o recado. O beijo ficou mais faminto, mais desleixado. Línguas se encontrando sem cerimônia. Ela mordeu o lábio inferior dele com força suficiente pra arrancar um gemido baixo.
Larissa o empurrou devagar até o sofá. Quando ele sentou, ela subiu no colo dele, saia subindo pelas coxas. As mãos dele hesitaram nos quadris dela.
— Pode tocar — ela murmurou contra a boca dele. — Mas presta atenção no que eu gosto.
Ele começou devagar, subindo as mãos pelas costas, sentindo a textura do sutiã por baixo da blusa. Larissa se mexeu no colo dele, roçando de propósito, sentindo ele endurecer sob o jeans. Era estranho e excitante ao mesmo tempo: saber que estava deixando um homem louco sem ter nenhum interesse em pênis. Era o poder da situação que a molhava, não o pau em si.
Ela desabotoou a própria blusa devagar, deixando ele ver o sutiã preto de renda. Thiago respirava pesado, os olhos vidrados.
— Tira — ela ordenou.
Ele obedeceu com dedos trêmulos. Quando os seios dela ficaram livres, ele os segurou com reverência, polegares roçando os mamilos já duros. Larissa jogou a cabeça pra trás e soltou um suspiro longo.
— Chupa. Forte.
Ele obedeceu. A boca quente envolveu o mamilo esquerdo, sugando com pressão boa, a língua rodando. Ela enfiou as unhas nas costas dele por cima da camisa, marcando. O gemido que saiu da garganta dela foi involuntário e alto.
— Isso… assim…
Enquanto ele chupava um, ela apertava o próprio peito com a outra mão, se masturbando o mamilo livre. A fricção entre as pernas dela contra a ereção dele era boa, mas insuficiente. Ela precisava de mais.
Larissa desceu do colo dele, ficou de pé e tirou a calcinha sem cerimônia, jogando-a no chão. Depois abriu o zíper da calça dele, libertando o pau duro, vermelho, pulsando. Ela não tocou ainda. Apenas olhou.
— Você quer muito isso, né?
— Caralho, Larissa… muito.
Ela se ajoelhou entre as pernas dele, mas não o chupou. Em vez disso, segurou o próprio sexo com uma mão, abrindo os lábios pra ele ver o quanto estava molhada.
— Olha o que você fez — disse ela, voz rouca. — Só de mandar em você eu já fiquei assim.
Thiago gemeu, a mão indo instintivamente pro próprio pau. Ela segurou o pulso dele.
— Não. Ainda não.
Larissa subiu de novo no colo dele, posicionando o pau entre os lábios da buceta dela, sem deixar entrar. Só roçando, molhando ele com o próprio tesão. Subia e descia devagar, clitóris deslizando na cabeça do pau. Os dois estavam tremendo.
— Me fode — ela finalmente disse. — Mas devagar no começo. Quero sentir cada centímetro.
Ele segurou a cintura dela e foi entrando aos poucos. Larissa fechou os olhos, sentindo a pressão, o estiramento diferente do que estava acostumada. Não era o formato que a excitava, era o contexto: o controle absoluto que ela tinha sobre um homem hétero que estava se desfazendo por ela.
Quando ele estava todo dentro, ela ficou parada alguns segundos, se acostumando. Depois começou a cavalgar devagar, ditando o ritmo. As mãos dele apertavam a bunda dela, mas sem forçar. Ele estava aprendendo.
— Mais rápido agora — ela mandou.
Thiago obedeceu. As estocadas ficaram mais fortes, mais fundas. Larissa levou a mão entre os dois, esfregando o clitóris em círculos rápidos enquanto ele a fodia. O som molhado, os gemidos dele, o tapa da pele contra pele… tudo se misturava.
— Você vai gozar quando eu mandar — ela avisou, voz entrecortada.
— Porra… Larissa…
— Cala a boca e me fode.
Ela acelerou os próprios dedos no clitóris. Sentiu o orgasmo subindo rápido, violento. Quando estava quase lá, apertou o pau dele com força lá dentro.
— Agora. Goza dentro de mim. Agora.
Thiago perdeu o controle. Empurrou fundo duas, três vezes e gozou com um gemido rouco, enchendo ela. A sensação quente, o pulsar dentro dela, foi o que a levou junto. Larissa gozou forte, tremendo inteira, unhas cravadas nos ombros dele, gritando sem pudor.
Ficaram assim alguns segundos, ofegantes, suados.
Ela desceu devagar, sentindo o sêmen escorrer pela coxa. Olhou pra ele com um sorriso saciado.
— Nada mal pra um hétero — disse, voz rouca.
Thiago riu, ainda zonzo.
— Eu… nem sei o que dizer.
— Não precisa dizer nada. — Ela se levantou, pegou a calcinha do chão. — Só não vai ficar estranho no escritório amanhã.
Ele balançou a cabeça.
— Não vai.
Larissa vestiu a blusa, ajeitou o cabelo.
— Boa noite, Thiago.
Quando chegou na porta, virou-se mais uma vez.
— E… quem sabe? Talvez role uma segunda rodada. Mas só se você continuar sabendo obedecer.
Ela piscou e saiu.
Thiago ficou olhando a porta fechada, pau ainda meia-bomba, coração na garganta, pensando que nunca tinha sido tão bem usado na vida.
