Live - parte 3

A transmissão continuava rodando, silenciosa por alguns minutos.
O contador estabilizou em torno de 4.800 espectadores — um número que nenhum dos dois esperava alcançar numa noite qualquer de terça-feira. A tela piscava com mensagens que já nem liam mais em voz alta; era só um fluxo constante de foguinhos, corações pretos e pedidos cada vez mais diretos.
Lara estava deitada de lado, cabeça no peito de Gabriel, uma perna jogada por cima da coxa dele. A camiseta do Radiohead, agora amarrotada e úmida de suor, continuava levantada até a cintura. O gozo dos dois rounds anteriores escorria devagar pela parte interna da coxa dela, deixando um rastro brilhante na pele. Gabriel traçava círculos preguiçosos com a ponta dos dedos na curva da bunda dela, sem pressa.
“Você ainda consegue?”, ela perguntou baixinho, voz rouca de tanto gemer.
Ele riu contra o cabelo dela.
“Se você ainda quer… eu dou um jeito.”
Ela ergueu o rosto, olhou pra câmera como se estivesse falando com um amante secreto.
“Vocês ainda estão aí? Porque a gente… a gente não terminou.”
Uma enxurrada de “sim”, “continua”, “mais”. Alguém doou 500 reais com a mensagem:
“Quero ver os dois gozando ao mesmo tempo. De ladinho. Bem devagar.”
Lara leu em voz alta, sorriu devagar e virou o corpo de costas pra ele, encaixando-se como conchinha. Gabriel passou o braço por baixo da cabeça dela, o outro desceu pela barriga, dedos abertos cobrindo o monte pubiano. Ele beijou a nuca dela, mordiscou de leve a pele sensível atrás da orelha.
“Assim?”, murmurou ele, só pra ela.
“Assim.”
Ele ajeitou o quadril, esfregou o pau — já duro de novo, quase dolorido de tanto tesão acumulado — entre as nádegas dela, depois encontrou a entrada ainda escorregadia. Entrou devagar, centímetro por centímetro, sentindo cada contração involuntária dela ao redor dele. Lara soltou um suspiro longo, quase um ronronar, e levou a própria mão entre as pernas, dedos médios circulando o clitóris inchado.
O movimento era lento, deliberado. Nada de estocadas fortes dessa vez. Era quase uma dança: ele entrava até o fundo, ficava parado uns segundos sentindo ela pulsar, depois recuava quase todo e voltava. Cada vez que batia fundo, Lara apertava de propósito, músculos internos se fechando como um punho quente em volta dele.
“Porra… você tá me matando assim”, ele grunhiu no ouvido dela.
“Então morre comigo.”
Ela acelerou os dedos no clitóris, rebolando de leve contra ele, mantendo o ritmo lento mas implacável. Gabriel deslizou a mão livre até o seio dela, apertou o mamilo entre polegar e indicador, rolou devagar. Lara arqueou as costas, empurrando a bunda contra a virilha dele, forçando-o mais fundo.
O chat estava em frenesi, mas eles mal olhavam mais. Era como se a câmera tivesse virado só um espelho distante; o que importava era o calor dos corpos colados, o som molhado e ritmado, a respiração entrecortada um do outro.
“Eu vou gozar… caralho… vou gozar devagar”, ela avisou, voz tremendo.
“Espera por mim”, ele pediu, mordendo o ombro dela de leve. “Quero sentir você apertando quando eu…”
Ela apertou de propósito outra vez, forte. Gabriel gemeu alto, o som gutural ecoando no microfone. Ele começou a empurrar um pouco mais rápido, mas ainda controlado, cada estocada profunda e medida. Lara levou a outra mão pra trás, agarrou a nuca dele, puxou o rosto dele pro pescoço dela.
“Agora… agora… vem comigo…”
O orgasmo dela veio primeiro — silencioso no começo, só um tremor longo que começou nas coxas e subiu pela coluna. Os músculos internos se contraíram em espasmos ritmados, apertando ele com tanta força que Gabriel perdeu o ar. Ele empurrou uma última vez, fundo, e deixou ir. Jatos quentes, pulsantes, enchendo ela mais uma vez. Os dois gemeram ao mesmo tempo, vozes se misturando num som rouco e quebrado.
Ficaram imóveis por longos segundos, ofegantes, suados, colados. O pau dele ainda dentro dela, latejando de leve com os últimos espasmos. Lara virou o rosto o suficiente pra beijá-lo de lado, língua preguiçosa, beijo molhado e exausto.
Ela olhou pra câmera por cima do ombro dele, sorriso torto, olhos semicerrados de prazer e cansaço.
“Round 3… check.”
Contador: 6.214 espectadores.
Gabriel puxou o lençol por cima dos dois, cobrindo parcialmente os corpos nus e entrelaçados. Beijou a testa dela, depois a ponta do nariz.
“Agora a gente desliga de verdade?”, perguntou, voz quase um sussurro.
Lara pensou dois segundos. Olhou pro chat que ainda implorava por mais, mas já estava mais lento, como se até eles estivessem exaustos junto.
“Desliga”, ela decidiu. “Mas salva o vídeo. Quem sabe a gente não assiste depois… só nós dois.”
Ele esticou o braço, apertou o botão de encerrar a live.
A tela ficou preta.
Silêncio no quarto, só a respiração dos dois se acalmando aos poucos.
Lara se aninhou mais no peito dele, perna entrelaçada na dele.
“Você acha que a gente virou famoso?”, perguntou, rindo baixo.
Gabriel passou os dedos pelo cabelo dela, bagunçando de leve.
“Acho que a gente virou alguma coisa. Mas agora… agora só quero dormir com você aqui.”
Ela sorriu contra a pele dele.
“Então dorme.”
E os dois fecharam os olhos, corpos ainda quentes, cheios um do outro, enquanto o relógio marcava 02:17 e o mundo lá fora seguia sem saber o que tinha acontecido naquele quartinho iluminado de roxo.
Fim. (por enquanto)
Foto 1 do Conto erotico: Live - parte 3


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Ficha do conto

Foto Perfil weblover1978
weblover1978

Nome do conto:
Live - parte 3

Codigo do conto:
253887

Categoria:
Heterosexual

Data da Publicação:
04/02/2026

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