A Saara já estava no movimento de fechamento das lojas. O relógio marcava 18:22 e o calor do fim de tarde carioca grudava na pele como uma segunda roupa. As grades das lojas vizinhas já desciam com aquele barulho metálico característico, mas a pequena loja de roupas da Jane ainda mantinha a porta entreaberta, como quem não quer a obrigação de dizer não. Jane, 24 anos, pele morena queimada de sol, cabelo cacheado preso num rabo de cavalo alto e bagunçado, terminava de dobrar as últimas blusas que haviam sido provadas durante o dia. Vestia um cropped branco justo e uma saia jeans curta que deixava as coxas à mostra — uniforme informal que usava nos dias mais quentes. Foi quando a porta rangeu. Uma mulher entrou. Uns 32 anos, alta, corpo desenhado, cabelo liso castanho-escuro caindo reto até a cintura. Vestia um vestido bege clarinho que marcava a cintura fina e os quadris largos. Sandália de salto médio, unhas vermelhas escuras, batom da mesma cor. Olhos castanhos intensos que pareciam avaliar tudo antes mesmo de falar. — Ainda atende? — perguntou com voz calma, quase preguiçosa. Jane olhou o relógio, depois para ela. Sorriu devagar. — Oficialmente fecha às 18h30… mas pra você, posso fazer hora extra. A mulher deu um meio sorriso, caminhando devagar entre as araras. Dedos longos roçavam os tecidos: viscose leve, linho, malha modal macia. Parou diante de um vestido preto colado ao corpo, decote profundo nas costas, fenda lateral até o meio da coxa. — Esse aqui… — murmurou ela. — Acho que ia ficar interessante. — Fica sim — respondeu Jane, já se aproximando. — Quer experimentar? — Quero. Mas… — a mulher virou o rosto devagar, olhando Jane de cima a baixo — …você me ajuda? Não gosto de ficar sozinha no provador. Jane sentiu o ar mudar. O coração deu um pulo discreto. — Claro. Provador dois. É o maior. Elas entraram. O provador era grande mas ainda assim apertado, espelho grande na parede, luz amarelada que deixava a pele dourada. Jane fechou a cortina grossa. O som da rua lá fora sumiu. A mulher deixou o vestido cair sem pressa. Ficou de lingerie preta: calcinha de renda fio dental e sutiã meia-taça que mal continha os seios. Corpo firme, barriga lisa, nádegas redondas e empinadas. Virou de costas, olhando por cima do ombro. — Me ajuda com o zíper do vestido novo? Jane se aproximou. Seus dedos tocaram a pele quente das costas dela enquanto subia o zíper devagar. Quando chegou no alto, não soltou. Ficou ali, encostada, o peito roçando as costas nuas. — Tá apertado… — sussurrou a mulher. — É pra ficar — respondeu Jane, voz mais grave que o normal. A mulher virou devagar. Estavam coladas. Nariz com nariz. Respiração misturada. — Qual é o seu nome? — perguntou a cliente. — Jane. — Eu sou Letícia. — Ela passou o polegar devagar no lábio inferior de Jana. — E eu vim aqui comprar roupa… mas agora só consigo pensar em você tirando a minha. O beijo veio como uma onda. Lento no começo, depois faminto. Línguas se encontrando, dentes mordendo de leve. Letícia agarrou a nuca de Jane, puxando-a mais fundo. Jane deslizou as mãos pelas costas nuas, unhas arranhando de leve, descendo até apertar a bunda firme por cima da renda. Letícia empurrou Jane contra a parede do provador. Tirou o cropped dela com rapidez, expondo os seios pequenos e empinados, mamilos já duros. Chupou um deles devagar, língua circulando, depois mordeu de leve. Jane gemeu baixo, mão enfiada nos cabelos longos de Letícia. — Calma… — sussurrou Letícia. — A gente tem até a grade descer. Ela desceu, ajoelhando-se. Levantou a saia jeans de Jane revelando uma calcinha simples de algodão preto. Beijou a parte interna da coxa, subindo devagar, mordiscando e colocando a calcinha de lado. Quando chegou na bucetinha já encharcada, abriu as pernas de Jane com as mãos e lambeu devagar, língua plana, depois mais rápida no clitóris. Jane agarrou o cabelo dela, quadril se movendo involuntariamente. O gemido escapou abafado contra o próprio braço. Letícia levantou o rosto, lábios brilhando. — Vira de frente pro espelho. Quero te ver gozando. Jane obedeceu. Tirou de vez a calcinha, se apoiou no espelho, bunda empinada. Letícia se levantou, colou o corpo atrás dela, uma mão apertando o seio, a outra descendo entre as pernas. Dois dedos entraram devagar, depois mais rápido, enquanto o polegar circulava o clitóris inchado. No reflexo, as duas se olhavam: Jane com rosto corado, boca entreaberta; Letícia com olhar predador, beijando o pescoço dela. — Isso… assim… — Jane tremia inteira. O orgasmo veio forte, pernas fraquejando. Letícia segurou firme, não deixou ela cair, continuou os movimentos até o último espasmo. Quando Jane recuperou o fôlego, virou-se e beijou Letícia com urgência, mãos descendo para tirar o sutiã dela. Chupou os seios grandes, mordendo os mamilos, depois desceu, ajoelhando-se. Puxou a calcinha fio dental pro lado e devorou Letícia com fome. Língua fundo, chupando o clitóris, dedos entrando e saindo. Letícia segurou a cabeça dela com as duas mãos, quadril rebolando devagar, gemendo rouco. — Caralho… Jane… assim… não para… Gozo veio rápido, corpo todo tenso, depois mole. Letícia encostou a testa no espelho, respirando pesado. As duas se olharam, rindo baixo, suadas, maquiagem borrada. Letícia vestiu o vestido preto novo por cima da lingerie que já estava. Pagou em dinheiro, deixou um bilhete e 50 reais a mais. Na porta, já com a grade quase toda descida, ela se virou. — Semana que vem eu volto. Quero te ver usando aquele macaquinho vermelho que tem na vitrine… sem nada por baixo. Jane sorriu, ainda ofegante. — Pode vir depois das 18h. Eu deixo a porta entreaberta. Letícia piscou, passou pela fresta da grade e desapareceu na rua escurecendo da Saara. Jane fechou a loja às 19:05, coração acelerado, corpo ainda latejando, já contando os dias até a próxima hora extra
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