A sala cheirava a madeira envernizada, cordas novas e o leve perfume cítrico que Marcela usava na nuca. Era o mesmo cheiro que invadia o nariz de Lívia toda vez que a professora se inclinava sobre ela para corrigir a posição dos dedos no braço da guitarra. Lívia tinha completado dezoito anos há três semanas. Marcela sabia exatamente o dia porque a menina havia aparecido na aula anterior com um brigadeiro de colher dentro de um potinho de vidro e um sorriso meio envergonhado: “É pra você. Pra professora mais paciente do mundo.” Desde então algo mudou na qualidade do silêncio entre as duas. Naquela noite de quinta-feira a janela estava entreaberta. O ar quente do Rio entrava carregando barulho distante de funk e cheiro de asfalto quente. Marcela usava uma regata preta de alcinha fina e um short jeans surrado. Lívia tinha escolhido uma saia rodada de algodão leve e uma camiseta larga que escorregava de um ombro toda vez que ela se curvava para alcançar as cordas mais agudas. — Relaxa o pulso, pequena — Marcela falou baixo, quase colada na orelha dela. — Se você travar aqui, o som morre antes de nascer. Ela segurou o pulso de Lívia com uma mão e, com a outra, envolveu os dedos da aluna, guiando-os para formar o acorde de lá menor com sétima. Os corpos ficaram alinhados: peito de Marcela nas costas de Lívia, queixo quase roçando o ombro nu. O calor da pele uma contra a outra era desproporcional ao ventilador de teto girando preguiçoso. Lívia errou a batida de propósito na terceira vez. Marcela não disse nada. Apenas deixou a mão direita deslizar devagar pelo antebraço da menina, subindo até o ombro descoberto. O polegar fez um círculo lento na clavícula. — Você tá nervosa hoje — murmurou, o hálito quente roçando a orelha. — Um pouco… — Lívia respondeu com a voz mais rouca do que pretendia. — Quer parar? Silêncio. A guitarra continuava apoiada nas coxas das duas, esquecida. Lívia virou o rosto devagar. Os olhos castanhos encontraram os olhos verdes de Marcela. Havia uma pergunta ali, mas também uma permissão silenciosa que nenhuma das duas verbalizou. Marcela foi a primeira a se mover. Beijou de leve o canto da boca de Lívia, testando. Quando a menina entreabriu os lábios em resposta, o beijo ganhou peso, língua, fome contida durante semanas. As mãos de Marcela desceram pelas laterais do corpo da aluna, encontraram a barra da saia e subiram por dentro dela sem pressa. Lívia soltou um som baixo, quase um gemido abafado contra a boca da professora. Seus dedos se agarraram ao tecido da regata preta, puxando-a para cima como se quisesse arrancá-la com os dentes. — Deita aqui — Marcela sussurrou, apontando o tapete persa surrado que ficava embaixo da mesinha de centro. Lívia obedeceu. Deitou de costas, a saia subiu até a cintura revelando a calcinha de algodão cinza-claro já escurecida no centro. Marcela se ajoelhou entre as pernas dela, tirou a própria regata num movimento rápido e se inclinou. Primeiro beijou a parte interna da coxa. Depois subiu devagar, roçando o nariz na pele quente, sentindo o cheiro doce e salgado da excitação. Quando a língua finalmente encontrou o tecido úmido da calcinha, Lívia arqueou as costas e agarrou o tapete com as duas mãos. — Professora… — escapou num fiapo de voz. Marcela puxou a calcinha para o lado com os dentes. Lambeu uma vez, longa e lenta, do períneo até o clitóris. Lívia gemeu alto, sem pudor. Marcela sorriu contra a pele molhada e repetiu o movimento, agora com mais pressão, circulando o ponto mais sensível com a ponta da língua enquanto dois dedos entravam devagar, testando a resistência, a quentura, o quanto ela já estava aberta de desejo. — Você é tão molhada, pequena… — Marcela falou com a boca ainda colada nela. — Guardou tudo isso pra mim? Lívia só conseguiu assentir, ofegante. Marcela acelerou o ritmo da língua e dos dedos. Curvou-os para cima, procurando aquele ponto que fazia as coxas de Lívia tremerem descontroladamente. Quando encontrou, pressionou firme, sem piedade. A menina começou a se contorcer, os quadris subindo em espasmos curtos, pedindo mais. — Vai gozar pra mim, vai… — Marcela incentivou, voz rouca, quase ordenando. — Deixa eu sentir você apertando meus dedos. Lívia gozou com um grito abafado contra o próprio braço, o corpo inteiro tremendo, as paredes internas pulsando forte em volta dos dedos de Marcela. A professora continuou lambendo devagar, prolongando as contrações até Lívia empurrar a cabeça dela com as mãos trêmulas, sensível demais. Elas ficaram alguns segundos assim: Marcela com o rosto ainda entre as coxas da aluna, Lívia respirando como se tivesse corrido uma maratona. Depois Marcela subiu, deitou ao lado dela e puxou Lívia para se aninhar no seu peito. Passou os dedos úmidos pelos lábios entreabertos da menina, deixando-a provar o próprio gosto. — Próxima aula — Marcela falou baixinho, beijando a testa suada dela — você vai me ensinar como quer ser chupada. Combinado? Lívia riu, ainda sem ar, e assentiu. — Combinado, professora. A guitarra continuava encostada na parede, esquecida, assistindo tudo em silêncio. Fim.
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