Após traçar minha mãe e minha irmã, meu pai descobriu nossas peripécias!
Nesse capítulo, não temos cenas de sexo entre os personagens, mas colocamos o conflito familiar entre ambos, o que de fato é uma ponte para o capítulo seguinte. O dia seguinte amanheceu cinzento, com uma chuva fina que batia nas janelas como dedos impacientes. Clara acordou primeiro, corpo dolorido nas partes mais íntimas — o cu ainda latejava de forma doce e incômoda, lembrança da violência da noite anterior. Ela se espreguiçou na cama estreita, sentindo o sêmen seco grudado na pele das coxas, e sorriu sozinha, um sorriso que misturava satisfação e culpa. Desceu para a cozinha descalço, camisola curta balançando, e encontrou o pai já sentado à mesa, café preto na mão, jornal aberto mas olhos distantes. — Bom dia, pai — disse ela, voz leve demais para o peso que carregava. Ele ergueu o olhar devagar, dobrando o jornal com cuidado excessivo. — Bom dia, filha. Dormiu bem? Havia algo no tom dele — uma nota baixa, quase acusatória — que fez Clara parar ao lado da cafeteira. — Dormi. E você? — Não muito. — Ele tomou um gole longo, olhos fixos nela. — A casa tava barulhenta ontem à noite. Rangidos, gemidos… parecia que alguém tava sofrendo ou gozando. Clara sentiu o estômago contrair. Forçou um riso curto. — Deve ter sido pesadelo. Ou o vento batendo nas janelas. O pai não sorriu de volta. Colocou a xícara na mesa com um clique seco. — Ou talvez não. Eu acordei por volta das duas. Ouvi vozes no teu quarto. Vozes conhecidas. E depois silêncio. Silêncio pesado, daqueles que vêm depois de… algo terminar. Ela virou de costas para pegar uma xícara, mãos tremendo levemente. — Pai, você tá imaginando coisas. Eu tava sozinha. — Sozinha? — Ele se levantou devagar, cadeira arrastando no piso. — Porque eu juro que ouvi duas respirações. Duas vozes. Uma grave, uma mais aguda. E depois um gemido que não era de dor. Era de prazer. Clara virou, rosto pálido. — Pai… Ele deu um passo à frente, voz baixa mas firme. — Não me mente, Clara. Eu não sou idiota. Eu sinto o cheiro no ar desde que você chegou. Sexo. Não é cheiro de casal normal. É cheiro de coisa errada. De coisa que não devia acontecer debaixo do meu teto. Antes que ela respondesse, Renata apareceu na porta da cozinha, robe apertado na cintura, cabelo preso num coque frouxo. Olhou de um para o outro, percebendo a tensão no ar como se fosse fumaça. — O que tá acontecendo aqui? O pai virou para a esposa, olhos estreitados. — Pergunta pra tua filha. Ou melhor: pergunta pro teu filho. Porque eu sei que ele não dormiu no quarto dele ontem. Renata congelou. O rosto dela perdeu cor em segundos. — Você… ouviu? — Ouvi o suficiente. — Ele deu um riso amargo, sem humor. — Vocês acham que eu sou cego? Que não percebo os olhares, os toques disfarçados, os silêncios depois que eu vou dormir? Eu fingi não ver por anos. Mas ontem… ontem eu ouvi minha filha gemendo como se estivesse sendo fodida por um animal. E eu sei que não era eu. Clara deixou a xícara cair na pia. O barulho ecoou. — Pai, por favor… — Por favor o quê? — Ele ergueu a voz pela primeira vez, mas logo baixou de novo, controlado. — Por favor não me faça encarar o que vocês três estão fazendo? Porque eu já encarei. E tô enjoado. Lucas desceu as escadas nesse momento, camiseta amarrotada, olhos inchados de sono e tensão. Parou na entrada da cozinha, viu a cena: pai de pé, punhos cerrados; mãe imóvel; irmã tremendo. — Pai… O pai virou para ele devagar, como se o movimento doesse. — Você. Meu filho. Meu menino que eu criei. Que eu ensinei a respeitar as mulheres. E você tá fodendo tua irmã. E tua mãe. Debaixo do meu nariz. Lucas abriu a boca, mas nada saiu. O pai continuou, voz rouca agora. — Eu ouvi você ontem. No quarto dela. “Mete mais forte… me arromba…”. Eu ouvi ela gemer teu nome. E depois silêncio. E eu fiquei lá, deitado, imaginando o que vocês estavam fazendo. Imaginando meu pau dentro da minha filha enquanto meu filho enchia o cu dela. E eu… eu fiquei duro. — A confissão saiu como um soco. — Fiquei duro de raiva e de tesão. E isso me mata. Renata deu um passo à frente, mão estendida. — Amor… a gente… — Não me chama de amor. — Ele recuou. — Vocês destruíram isso. Destruíram a família. E o pior é que eu ainda sinto tesão por você, Renata. Ainda sinto tesão pela filha que eu fiz. E isso me faz odiar vocês. E me odiar. Clara chorou baixo, lágrimas silenciosas. — Pai, me perdoa. Foi… foi um erro. A gente parou. — Mentira. — Ele olhou para Lucas. — Você parou? Ou vai subir hoje à noite e meter de novo? Vai enfiar teu pau na buceta dela enquanto eu ronco do lado? Lucas baixou a cabeça. — Eu não sei parar. O pai riu, som seco e quebrado. — Então não para. Mas sai da minha casa. Todos vocês. Ou eu saio. Porque se eu ficar, eu vou acabar fazendo algo que não tem volta. Vou acabar querendo participar. E aí sim a gente vai pro inferno de vez. Ele saiu da cozinha, passos pesados subindo as escadas. A porta do quarto bateu com força. Renata caiu sentada na cadeira, rosto nas mãos. — Meu Deus… o que a gente fez? Clara se aproximou da mãe, abraçou por trás. — A gente não pode mais fingir. Ele sabe. E ele tá sofrendo mais que a gente. Lucas ficou parado na porta, punhos cerrados. — Eu vou falar com ele. Sozinho. Renata ergueu o rosto, olhos vermelhos. — Não. Deixa ele respirar. Se você subir agora, ele pode te bater. Ou pior: pode te querer. E aí não tem mais volta pra ninguém. O silêncio caiu pesado. Lá em cima, o pai andava de um lado para o outro no quarto. Lá embaixo, os três se olhavam — cúmplices, destruídos, ainda queimando de desejo. O conflito não era mais só segredo. Era guerra aberta dentro da própria casa. E ninguém sabia quem ia vencer, ou se alguém ia sobreviver intacto. O pai não saiu de casa naquele dia. Ficou trancado no quarto até o meio da tarde, o silêncio dele mais barulhento que qualquer grito. Quando finalmente desceu, o rosto estava cinzento, barba por fazer, olhos fundos como se tivesse passado a noite brigando com fantasmas. Sentou-se à mesa da cozinha sem olhar para ninguém. Pegou a garrafa de cachaça que guardava no armário alto — a que só saía em dias ruins — e serviu um copo cheio, sem gelo. Renata estava lavando louça, costas rígidas, esperando o inevitável. Clara e Lucas se entreolharam do sofá da sala, sem ousar se aproximar. O ar da casa parecia grosso, impregnado de palavras não ditas. Ele tomou um gole longo, engoliu seco, depois falou sem levantar a voz: — Eu pensei em ir embora. Pegar o carro e sumir. Mas aí lembrei que essa casa é minha também. E que vocês três… vocês são minha família. Mesmo que tenham virado outra coisa. Renata virou devagar, mãos ainda molhadas pingando no chão. — Você não precisa ficar se isso te machuca tanto. — Machuca. — Ele olhou para ela pela primeira vez, e o olhar era cru, sem filtro. — Machuca ver a mulher que eu amo há vinte e cinco anos gemendo pro meu próprio filho. Machuca imaginar minha filha de quatro, pedindo mais enquanto o irmão enfia o pau nela. Mas o que machuca mais é que uma parte de mim… uma parte podre… quer ver. Quer participar. E isso me faz sentir nojento. Clara se levantou do sofá, aproximou-se da mesa com passos lentos. — Pai… a gente não queria te ferir. Foi… foi acontecendo. Primeiro com a mãe e o Lucas, depois comigo e ele. Não foi pra te excluir. Foi… tesão. Só tesão. Ele riu, som seco e dolorido. — Tesão não explica tudo, Clara. Tesão não justifica destruir o que sobrou de nós. Mas eu entendo. Eu sinto também. Quando ouvi vocês ontem… quando ouvi você gemer “mete mais forte, irmão”… meu pau endureceu. Eu me odiei por isso. Me odiei por imaginar entrar no quarto e… — Ele parou, engoliu o resto da frase com outro gole. Lucas ficou de pé, punhos cerrados ao lado do corpo. — Então o que você quer que a gente faça? Parar? Fingir que nunca aconteceu? O pai olhou para o filho — o menino que ele carregara nos ombros, que ensinara a andar de bicicleta, que agora fodia a mãe e a irmã dele. — Eu não sei se consigo parar de sentir raiva. Mas também não sei se consigo parar de querer. — Ele baixou o olhar para o copo vazio. — Talvez a gente precise decidir juntos. Ou a gente acaba tudo… ou a gente assume que isso virou outra família. Uma família que ninguém entende. Que ninguém perdoa. Renata se aproximou, sentou na cadeira ao lado dele, mão hesitante tocando o braço dele. — Você ainda me quer? Mesmo depois de tudo? Ele não respondeu de imediato. Virou o rosto para ela, olhos úmidos. — Quero. Quero te foder até esquecer que meu filho já esteve dentro de você. Quero te fazer gemer meu nome de novo. Mas também quero… — Ele olhou para Clara e Lucas, voz quase um sussurro. — Quero ver vocês. Quero ver como é. Quero saber se dói tanto quanto excita. Clara sentiu um arrepio subir pela espinha. Não era medo. Era algo mais profundo, mais perigoso. — Você tá dizendo que quer… participar? O pai fechou os olhos por um segundo, como se a pergunta doesse fisicamente. — Eu tô dizendo que, se a gente não parar agora, isso vai acontecer. E eu não sei se consigo viver sabendo que nunca provei. Ou se consigo viver sabendo que provei. Lucas deu um passo à frente, voz baixa mas firme. — Então decide, pai. Porque eu não vou parar de querer a mãe. Nem a Clara. E se você entrar nisso… a gente não volta atrás. O pai ficou em silêncio por longos segundos. Depois levantou, pegou a garrafa e serviu outro copo. Bebeu de uma vez. — Amanhã eu decido. Hoje… hoje eu vou dormir no sofá. E vocês vão fazer o que quiserem. Mas saibam que eu vou ouvir. E que, se eu subir aquelas escadas, não vai ser pra brigar. Ele saiu da cozinha sem olhar para trás. A porta da sala fechou com um clique suave. Renata encostou na pia, respirando fundo. — Meu Deus… ele tá quebrado. E a gente quebrou ele. Clara se aproximou da mãe, abraçou por trás. — Ele não tá quebrado. Tá confuso. Como a gente. Como eu. Porque quando ele falou em querer ver… eu senti um frio na barriga. Não de nojo. De tesão. Lucas ficou parado na porta, olhando as duas. — Então amanhã… se ele subir… a gente deixa? Renata virou o rosto para o filho, depois para a filha. — Se ele subir… a gente deixa. Porque ou a gente destrói tudo agora… ou a gente constrói algo novo. Algo que ninguém entende. Mas que é nosso. A noite caiu mais pesada que nunca. O pai dormiu no sofá, garrafa ao lado, olhos abertos no escuro. Lá em cima, os três se reuniram no quarto de Clara — porta trancada, luz apagada. Não transaram. Ficaram deitados, corpos colados, respirando juntos, esperando o amanhecer. Porque o conflito não era mais só desejo. Era sobrevivência. E ninguém sabia se a família ia sobreviver intacta… ou se ia renascer em algo mais sombrio, mais intenso, mais irrevogável.
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