- Ela não fala nada, ele explicou., Só enfia a rola no buraco. Ela chupa e engole tudo.
- Não fala uma palavra?, perguntei, já pensando como eles tinham certeza que era mulher.
- Não, o Rafael respondeu., Quando a gente pediu pra provar que era mulher, ela meteu o peito e o bico pelo buraco.
- Sai fora!, exclamei. Eu nunca tinha visto peito nem bico de mulher na vida real.
- É sério, ele continuou., Eu até ofereci pra chupar o bico dela, mas ela tirou, infelizmente.
O João completou:, Parecia que ela tem peitos enormes.
- Loucura, falei, ainda sem conseguir acreditar. Parecia bom demais pra ser verdade.
- Espera só até ela começar a bombar na tua rola, o Rafael prometeu., É doido.
O João olhou pra mim:, Pode ir primeiro, Lucas.
- Valeu, respondi, mas minha cabeça já não tava mais na conversa. A sex shop já aparecia na frente.
Chegamos uns minutos depois. Entramos, e o Rafael perguntou pro Seu Geraldo:, Ela tá aí?
O velho acenou que sim, depois olhou pra mim. Os olhos dele se arregalaram por um segundo, com uma cara estranha de choque. Eu tava nervoso pra caralho e nem dei muita bola. O Rafael me guiou pelo corredor.
- Ela sempre fica na cabine quatro, ele disse.
Cheguei na porta, respirei fundo e entrei. Meti a moeda na fenda e o filme pornô começou.
De repente bateu uma indecisão. Eu tava louco pra sentir um boquete, mas parecia estranho pra caralho ser com uma desconhecida total.
Mas aí um dedo feminino apareceu no buraco, balançando. Foda-se, pensei. Isso era bom demais pra recusar.
Desabotoei a calça, baixei a cueca e enfiei a rola pelo buraco.
- Caralho…, uma voz sussurrou do outro lado, o que me deu um arrepio na espinha. Tinha mesmo uma mulher ali.
Então veio a boca envolvendo minha rola. Você pode imaginar, pode sonhar, mas não faz ideia de como é bom de verdade até acontecer.
Aquele momento mudou tudo.
Minha mão nunca mais ia ser suficiente.
A mulher bombava devagar na minha rola. Fechei os olhos e imaginei que era a Bia, a gostosa que eu conhecia de vista, que nem sabia que eu existia.
Mas o prazer era intenso demais. Em menos de um minuto eu já tava gozando. Avisei com voz grossa, pra disfarçar:, Tô gozando.
Ela acelerou na hora, e segundos depois eu gozei na boca dela. A intensidade do gozo, aquela sensação de êxtase rapidinha, era diferente de tudo que eu já tinha sentido.
Ela engoliu cada gota.
Quando tirou a boca, eu puxei a rola com relutância (no fundo, pensando que “buraco da glória” era o nome perfeito… eu tava no meu paraíso). Enquanto subia a calça, vi uns dedos dela aparecerem no buraco segurando um pedacinho de papel.
Peguei o papelzinho e li:
20h30, mesmo lugar, mesma hora.
Dessa vez pra me foder!!!
Sim ou não?
Li aquilo umas doze vezes, pasmo com o que tava escrito. Não tinha caneta pra circular sim ou não, então falei com a mesma voz grossa pra disfarçar:
- Eu vou estar aqui.
- Ótimo, foi tudo que ela respondeu.
Guardei o bilhete no bolso na hora, decidindo que meus amigos não precisavam saber dessa porra nenhuma.
Saí da cabine curioso se ela ia sair também, mas só vi o Rafael e o João esperando a vez deles pra levar chupada.
- E aí?, o João perguntou.
- Caralho…, foi tudo que consegui dizer, ainda zonzo com o boquete e o convite secreto que tinha ganhado.
- Minha vez, o João declarou e entrou.
Senti uma pontada esquisita de ciúme, como se ela fosse “minha mina”. Estranho pra caralho, mas era real.
O Rafael deu um sorrisinho:
- Eu te falei.
- É, concordei, balançando a cabeça. A experiência toda parecia um sonho louco.
- Ela não tem uma boca incrível?, ele perguntou.
- Baseado na minha única vez, é a melhor da vida, brinquei.
- Ela é uma vadia gulosa de porra, o Rafael continuou., Eu queria ver como ela é de verdade.
Eu também queria pra caralho, mas avisei:
- Cuidado com o que deseja. Pode ser que ela seja feia pra cacete e só consiga rola escondendo a cara., Rezei pra não ser verdade. Minha imagem dela tinha começado como a Bia, mas agora eu imaginava uma professora ou a mãe gostosa do Rafael.
- Eu queria foder ela mesmo assim, ele disse.
Pensei comigo: em pouco mais de oito horas eu provavelmente vou estar fazendo exatamente isso. Mas só falei:
- Aproveita as chupadas de graça enquanto durar.
- Porra, nunca pensei que isso pudesse acabar, o Rafael respondeu, com cara de pavor.
Eu ri:
- Tudo que é bom um dia acaba.
- É, aprendi isso quando cancelaram meu programa favorito.
Nesse momento o João saiu, e eu me perguntei se eu tinha sido tão rápido assim. Provavelmente.
- Minha vez, o Rafael falou, todo metido., Sempre guardam o melhor pro final.
- Melhor contador de lorota, eu zoando.
- Melhor cara de acne, o João completou.
- Seus cuzões, ele resmungou e entrou na cabine.
O João olhou pra mim:
- Vamos deixar ele aqui.
- Claro, concordei. A gente sempre fazia isso com ele quando saía em algum lugar. Era sacanagem, mas a gente achava graça.
Enquanto voltávamos, reparei que o carro da minha mãe tava estacionado do outro lado da rua, na frente do mercado. Mergulhei a cabeça na hora, como se ela pudesse me ver saindo da sex shop.
O João perguntou:
- Que foi?
- Só não quero que ninguém que eu conheço me veja saindo de sex shop na hora do almoço, respondi, o que era verdade.
- Boa, ele concordou., Imagina se alguém visse e contasse pras nossas mães?
Olhei de novo pro carro enquanto pensava: por que a minha mãe estaria comprando comida aqui em vez do mercado do bairro, pertinho de casa?