Entrei direto na cozinha pra pegar um copo d'água. O dia tava quente pra porra e eu tava suado pra cacete. Fiquei ali no balcão engolindo a água quando a Olivia apareceu.
Parecia que ela tinha acabado de acordar. Não tava com aquela maquiagem pesada da noite anterior, mas ainda assim era linda pra caralho. Os olhos grandes, os lábios cheios e naturalmente escuros contrastando com a pele branquinha.
Percebi na hora que ia ter que tomar cuidado pra não ficar olhando. Ela usava um shortinho vermelho simples, daqueles curtinhos de algodão com listra branca nas laterais, bem baixo nos quadris largos. Era tão curto que metade da bunda tava de fora por baixo das pernas do tecido. Por cima, uma blusinha branca básica, colada no corpo, com decote baixo que mostrava uns bons centímetros de colo.
Na noite anterior eu já tinha desconfiado que os peitos eram grandes, mas agora era certeza. Cheios, com uma curva linda descendo pros biquinhos. Estavam furados, dava pra ver as barras de metal marcando o tecido fino. A blusa deixava a barriga de fora e eu via a pele clara de uma barriguinha macia, mas nada flácida.
Tudo isso eu absorvi em um segundo antes de desviar o olhar. Meu pau já tava começando a inchar, respondendo àquela exibição da minha sobrinha de dezenove anos.
“E aí,” falei. “Bom dia.”
“Você tá todo molhado,” ela disse, pegando um copo no armário atrás de mim e indo direto na cafeteira.
“É,” respondi. “Fui correr.”
“Que ótimo,” ela ironizou. “Mais um maluco fitness. Vai me dizer que eu tô gorda também?”
“Quem te diz isso?”
“A Sophia,” respondeu a Olivia, sentando num dos bancos do balcão. Ela apoiou os dois braços na bancada e se inclinou pra frente. Isso fez os peitos se juntarem, aprofundando o decote. Desviei o olhar e peguei meu próprio café.
“Sério? Ela fala isso? Surpreendente.”
“Fala sim,” disse a Olivia. “Não na cara, mas pensa. E vive querendo que eu malhe com ela.”
“Talvez ela só queira passar tempo com você,” falei, tentando ser razoável.
“Vai se foder,” ela retrucou, revirando os olhos. “É o que o pai fala e não fica mais verdadeiro vindo de você.”
Dei de ombros. Não queria me meter no rolo familiar deles.
“Por que você tá aqui mesmo?” ela perguntou de repente. “Você tem emprego, né? Por que não arruma um canto seu? Eu não ficaria aqui se não precisasse.”
“Fez sentido. Dá pra economizar uma grana. E eu nunca tive chance de conhecer direito o seu pai. Nem a família dele.”
“Pois é,” ela deu uma risada amarga. “Boa sorte com isso. Ele nunca tá aqui. Você vai ver ele tanto quanto antes, ou menos. E eu sou família, eu acho. Mas não tô a fim de te conhecer. Pode conversar com a loira burra.”
Suspirei.
“Tá bom. Bom dia pra você também,” falei, pegando o café e descendo as escadas. Ouvi o bufar de desprezo dela atrás de mim.
Passei o resto do dia terminando de montar os computadores. Tinha dois desktops, um pro trampo e outro pessoal, e vários monitores. Tava ansioso pra começar no novo emprego. A empresa desenvolvia soluções de software pra outras companhias, e eu era foda nisso. Sempre curti resolver problema.
Quando terminei, olhei o relógio: já eram cinco da tarde. Me levantei esticando o corpo e ouvindo as costas estalarem. Não tinha mais nada pra fazer ali, então subi e fui recebido pelo cheiro de comida no ar.
A Soph tava no fogão, selando uns bifes. Ainda usava a legging de mais cedo, mas tinha trocado o suéter por uma camiseta simples. Virou quando entrei na cozinha e sorriu pra mim.
“Tô só começando, o jantar fica pronto em uns quarenta minutos mais ou menos,” disse.
“Perfeito. Já tá cheirando bem pra caralho. Posso ajudar em alguma coisa?”
“Claro. Quer fazer uma salada?”
Dei a volta no balcão, abri a geladeira e comecei a tirar os ingredientes. A gente não falou muito, mas era confortável pra cacete trabalhar do lado dela. Terminei a salada e sentei no balcão com uma cerveja gelada, só olhando a Soph terminar de cozinhar. Era difícil tirar os olhos dela; em algumas viradas ela me pegou olhando pra bunda, mas não falou nada.
Quando a comida ficou pronta, a Soph gritou lá pra cima pra ver se a Olivia ia descer. Fiquei surpreso quando ela apareceu e sentou na mesa de jantar. A Soph também ficou surpresa, mas só olhou pra mim e deu de ombros.
A Olivia tava com a mesma roupa da manhã: o shortinho curtinho e a blusinha branca fina, quase transparente, que marcava os biquinhos furados.
“Vai usar isso mesmo?” a Soph perguntou, trazendo a comida pra mesa.
“Por quê?” a Olivia respondeu, voz cheia de veneno. “Vai tentar controlar o que eu visto agora?”
“Claro que não,” a Soph disse, exasperada. “Mas… não sei se é apropriado. Seu tio tá aqui.”
“Dan?” A Olivia virou pra mim. “Você também tem problema com o que eu tô vestindo, tio Dan?” Ela enfatizou “tio Dan” de um jeito cheio de sarcasmo.
“Não ligo pro que você veste, Olivia,” respondi. Não era exatamente verdade. Como de manhã, eu tava com pouco problema, na verdade, tesão pra caralho. Ainda bem que tava sentado à mesa, porque meu pau já tava endurecendo de novo pela minha sobrinha.
“Viu?” ela zombou da madrasta. “Ele curte.”
“Não acho que ele disse isso,” a Soph suspirou. “Tanto faz. Esquece que eu falei.”
A Olivia só revirou os olhos e começou a comer enquanto rolava o celular. A Soph e eu conversamos sobre o dia dela. Ela tinha ido no abrigo de moradores de rua onde voluntariava. Depois da terapia, imagino. Contou algumas histórias das pessoas de lá e eu ouvi mais do que falei, enquanto a Olivia nos ignorava.
Bom… fingia ignorar. Na real, ela passou o jantar inteiro me provocando. No começo achei que era impressão minha. Ela se inclinava mais do que o necessário pra frente, deixando o decote da blusa cair, mostrando mais peito.
Tentei ignorar o máximo que dava, mas meus olhos voltavam pros peitos da minha sobrinha de novo e de novo. Tentei ser discreto e acho que a Soph não pegou, mas a Olivia sim. Ela nunca olhava direto pra mim, mas peguei ela me observando de canto de olho algumas vezes, com um sorrisinho safado no canto da boca.
A inclinação virou apertar os peitos com os braços, juntando mais ainda o colo, balançando os peitos livres de sutiã sob o tecido fino. Os biquinhos já eram visíveis por causa das argolas, mas juro que tavam mais duros agora, mais marcados.
Tudo isso tava deixando meu pau inchado pra caralho. Logo eu tava sentado à mesa, duro como pedra. Se olhasse pra um lado via minha sobrinha se exibindo de propósito pra mim; se virasse, via minha cunhada linda sem nem tentar. Era uma tortura gostosa pra porra. Eu não devia estar sentindo isso por nenhuma das duas.
Finalmente o jantar acabou e eu ofereci pra arrumar a cozinha de novo. Ajeitei o pau quando ninguém tava olhando, enfiando a cabeça na cintura da calça jeans pra esconder o volume antes de levantar.
“Olivia,” a Soph disse. “Por que não ajuda ele?”
Esperei uma resposta grossa, mas minha sobrinha se levantou e se espreguiçou, mãos atrás das costas, arqueando o corpo na minha direção. A blusinha subiu na barriga e os peitos se projetaram contra o tecido, mandando um choque direto pro meu pau.
“Claro,” ela disse e pegou o prato dela, levando pra cozinha. A Soph ficou surpresa de novo e deu de ombros. Peguei mais coisas da mesa e fui atrás.
Eu tava enchendo a lava-louças e a Olivia encostou de costas no balcão da frente, uma perna dobrada, brincando com o cabelo, me olhando.
“Isso é ajudar?” perguntei.
“Ah,” ela disse, com um sorrisinho malicioso. “Precisava de ajuda pra carregar louça? Parecia que tava se virando bem.”
Suspirei.
“Tá bom. Acho que você tem razão. Eu me viro. Pode ir embora. Eu termino.”
Ela fez biquinho, o lábio inferior carnudo projetado pra fora.
“O quê,” disse. “Uma menina não pode passar um tempinho com o tio? Ou você mentiu antes? Talvez você tenha problema com o que eu tô vestindo.”
Coloquei o último prato na máquina, joguei o sabão, fechei e virei pra ela. Os olhos verdes grandes tavam fixos nos meus, difíceis de ler.
“Eu falei sério,” respondi. “Não ligo pro que você faz.”
“Talvez ligue sim,” ela disse, se afastando do balcão e vindo na minha direção, encurtando a distância, parando bem pertinho, olhando pra cima. “Talvez você até goste do que eu tô vestindo?”
Com muita força de vontade, evitei olhar pra baixo pros peitos fartos e mantive os olhos no rosto dela.
“O que te deixar confortável,” falei, sem recuar.
“Bom saber,” ela disse. Depois, de repente, passou os braços ao redor de mim, me abraçando forte, colando o corpo no meu. Fiquei tão surpreso que nem levantei os braços pra retribuir. Ela ficou na ponta dos pés e me deu um beijo rápido na bochecha, bem no cantinho da boca. Meus olhos se arregalaram, meu corpo ficou rígido, e meu pau pulou dentro da calça, preso contra a cintura.
“Q-quê…?” gaguejei.
“Só um abraço de oi, tio,” a Olivia disse, se afastando, virando pra subir pro quarto. “Só pra dar as boas-vindas à casa.”
Fiquei sem palavras vendo ela subir as escadas. Em algum momento ela tinha puxado o shortinho pra cima, tipo uma calcinha enfiada, deixando a bunda inteira de fora.
“Que porra foi essa,” murmurei pra mim mesmo e desci pro meu quarto