Baixei um app de pegação e configurei rapidinho. Como eu tinha ficado anos num namoro longo, nunca tinha precisado usar essas paradas. Logo tava deslizando perfis, dando like e esperando rolar algum match.
Saí do quarto de novo só de calça de moletom, sem camisa. Dessa vez a Soph não tava fazendo yoga, mas o tapetinho dela tava pendurado secando na parede. Devia ter descido cedo pra malhar.
Tomei um banho rápido, vesti um short folgado e uma regata e subi. Tinha um bilhete no balcão:
“Vou ficar fora o dia todo. Tem um smoothie na geladeira se quiser. Soph.”
Peguei o smoothie, tomei tudo e servi uma xícara do café que ela tinha deixado pronto. Sentei no balcão, tomei uns goles e fui rolando as notícias no celular.
Me toquei que era meu último dia livre antes de começar o trampo amanhã. Ia ter que ir na empresa pra resolver a papelada do RH. Abri o app de mapas e calculei a rota mais rápida.
Não percebi a Olivia entrando na cozinha até ela abrir a boca.
“Bom dia, tio Dan,” disse, dando a volta no balcão pelo outro lado. De novo, o jeito que ela enfatizou “tio Dan” era cheio de deboche e grosseria.
Suspirei e levantei os olhos pra ela… e engoli seco. O que ela tava vestindo, ou melhor, o que ela **não** tava vestindo, me deixou sem ar.
A Olivia tinha descido só de sutiã e calcinha. De costas pra mim, dava pra ver as alças pretas finas do sutiã cruzando as costas e se fechando no meio. As alcinhas dos ombros eram fininhas pra caralho.
A calcinha subia pelos quadris largos e cobria a bunda, mas era de um tecido preto transparente. Dava pra ver o rego inteiro, mais ainda quando ela ficou na ponta dos pés pra pegar uma xícara no armário de cima. A bundinha redonda se apertou, o tecido colando na pele.
Ela serviu o café, ainda de costas, depois virou devagar pra me encarar, tomando um gole e olhando por cima da borda da xícara com olhos maliciosos.
Claro que eu não consegui evitar. Meus olhos desceram do rosto bonito pros peitos. Tem algo nos peitos jovens, cheios e naturais que fode com a gente. Pesados, mas sem cair. O sutiã era do mesmo tecido transparente da calcinha. Os mamilos tavam à mostra: argolas com bolinhas nas pontas furando os biquinhos rosados, duros e marcando forte.
Meu pau já tava completamente duro nessa altura.
Os olhos continuaram descendo. Passaram pela barriguinha macia e reta até a frente da calcinha. Ela tava lisinha, depilada perfeitamente, e dava pra ver o contorno da bucetinha inchada, os lábios grandes e carnudos se marcando no tecido fino.
A Olivia encostou de costas no balcão, sorrindo de canto enquanto meus olhos voltavam pros dela.
“Puta que pariu, Olivia,” falei, a voz quase um rosnado. “Que porra você tá fazendo?”
“Quê?” ela respondeu, voz de inocente. “O que você quer dizer, tio?”
“Que porra é essa que você tá vestindo?”
Ela olhou pra baixo, fingindo surpresa, como se só agora tivesse percebido.
“Isso aqui?” perguntou. “Mas ontem à noite você disse que não ligava pro que eu vestisse. Por que mudou de ideia agora?”
Balancei a cabeça, já ficando puto. Não tava gostando nada dessa provocação da minha sobrinha. Respirei fundo.
“Você sabe muito bem que não era isso que eu quis dizer,” falei.
“Mas qual o problema, tio?” ela fez biquinho exagerado. “A gente é família. Que diferença faz o que a gente veste em casa?”
Coloquei a xícara de café na bancada e peguei o celular.
“Vou malhar,” anunciei e levantei. Não tinha como esconder a barraca enorme no short folgado. Virei de costas o mais rápido que deu, mas vi ela dar uma olhada no volume. Ouvi ela dar uma risadinha safada enquanto eu fugia escada abaixo.
Meu pau latejava forte, a cabeça roçando no tecido, deixando uma mancha úmida de pré-gozo. Desci correndo pro quarto, coração na boca, puto comigo mesmo por estar tão tesudo por causa da minha sobrinha de dezenove anos.
Mas a imagem dela ali, quase pelada, peitos fartos transparentes, buceta marcada na calcinha… aquilo não ia sair da cabeça tão cedo.