O Pedido Indecente da Loira na Recepção

Essa história ouvi do gerente de um motel e hoje estou compartilhando com vocês.

A estrada que ligava Piracicaba a Águas de São Pedro estava deserta naquela terça-feira de janeiro. O sol já havia se posto, mas o asfalto ainda devolvia o calor do dia em ondas trêmulas. As plantações de cana se estendiam dos dois lados, altas, escuras, balançando lentamente com o vento noturno.

Luna guiava a moto — uma Honda 250 vermelha — há mais de seis horas. Os olhos estavam pesados, as pernas dormentes, a boca seca. Precisava parar. Precisava de um banho, de uma cama, de um lugar para recarregar as energias.

E, mais do que tudo, precisava de um pau.

O vício apertava desde a tarde. Aquele formigamento nos dedos, o calor baixo na barriga, a xana úmida roçando o assento da moto a cada curva. Ela já tinha passado por duas cidades, mas não parou — nenhuma delas parecia certa.

Até que viu a placa.

"Motel Paraíso — 24h — Ar Condicionado — Café da Manhã — Estacionamento Privativo"

O letreiro era azul, piscante, algumas letras queimadas. No alto, um chuveirinho vermelho indicava o óbvio. Era um motel de beira de estrada, daqueles onde caminhoneiros dormiam e casais passavam uma noite de putaria.

Luna sorriu.

Entrou na entrada de cascalho. A moto rangeu sob os pneus. O estacionamento estava vazio — completamente vazio. Uma Saveiro branca estacionada perto da recepção. Nenhum outro carro.

— Segunda-feira? Terça? — ela pensou em voz alta. — Dia de semana. Só eu.

Desligou o motor. Tirou o capacete. Os cabelos loiros, longos e ondulados, caíram sobre os ombros como uma cascata de mel. Sacudiu a cabeça, espalhando o suor.

A recepção era um balcão de madeira escura, com uma campainha de metal e um vidro blindado com uma pequena abertura no fundo. Atrás do vidro, um homem.

O homem tinha uns cinquenta e poucos anos. Cabelo grisalho, bem cortado, com entradas largas. Usava óculos de grau com armação de tartaruga, camisa social branca de mangas curtas e um crachá no peito: "GERENTE — SEU NELSON".

Atrás dele, um pouco mais ao fundo, outro homem mais novo — trinta e poucos, talvez. Camiseta preta do motel, boné virado para trás, braços cruzados. Estava encostado na parede, olhando para uma planilha, mas ergueu os olhos quando Luna entrou.

O gerente, Seu Nelson, olhou para ela.

Luna estava vestida — calça jeans apertada, regata branca que mal continha os seios fartos, sandálias de couro. Nada extravagante. Mas o corpo era o tipo de coisa que não precisava de extravagância. Os seios empinavam sob o tecido fino. A cintura fina fazia o quadril parecer ainda mais largo.

— Boa noite, mocinha. Vai querer um quarto?

— Boa noite. Sim. Só uma noite.

— Temos suíte master com hidromassagem, suíte família com duas camas, e suíte simples — o mais barato é a simples.

— A simples está bom.

Seu Nelson pegou uma chave numa prateleira atrás do balcão. Uma chave de metal com uma etiqueta plástica: "07".

— É sessenta reais a diária. Tem estacionamento coberto, café da manhã a partir das sete, ar condicionado, TV a cabo...

— Tá bom.

Luna tirou o dinheiro da bolsa. Pagou. Seu Nelson estendeu a chave. As mãos se tocaram rapidamente, por um segundo.

O gerente sentiu a pele macia da moça. A mão dele, grossa e calejada, tremeu levemente.

— A senhora vai ficar só?

— Só.

— Viagem a trabalho?

— Lazer.
— Carro?

— Não. De moto.

— Moto? — Seu Nelson arregalou os olhos. — Sozinha?

— Sozinha.

O homem mais novo que estava encostado na parede se aproximou. O boné escondia parte do rosto, mas dava para ver que era bonito — maxilar quadrado, olhos castanhos, barba por fazer. O corpo era forte, os braços marcados pela camiseta preta.

— De moto? — ele repetiu, com um sorriso no canto da boca. — Essa estrada é perigosa pra mulher sozinha.

— Tô acostumada.

— Você é de onde?

— De longe.

Luna pegou a chave. Mas não saiu.

Ficou ali, olhando para os dois homens. O dedo dela tamborilava na chave de metal, um ritmo nervoso. O vício apertava. A xana pulsava.

O corpo pedia.
Olhou ao redor, parecia só ter ela e os dois ali.

— Seu Nelson — ela chamou.

— Fala, mocinha.

— Posso te fazer uma pergunta?

— Pode.

— O senhor trabalha aqui há muito tempo?

— Vinte e três anos. Abriu o motel, eu comecei.

— E nesses vinte e três anos... o senhor já viu de tudo, né?

Seu Nelson franziu a testa, sem entender.

— De tudo?

— Casais estranhos, pedidos estranhos, coisas estranhas.

O gerente riu. Uma risada baixa, rouca.

— Já vi cada coisa... tem dia que nem Deus dá conta.

— Coisas do tipo... uma moça sozinha pedindo para um funcionário ficar no quarto com ela?

O ar mudou.

Seu Nelson parou de rir. O homem mais novo descruzou os braços. Os dois olharam para Luna.

— O que a senhora tá querendo dizer, mocinha? — o gerente perguntou, a voz mais cautelosa.

Luna apoiou os cotovelos no balcão de madeira. Inclinou-se um pouco para frente. A regata branca cedeu, deixando ver o começo dos seios, o vale entre eles, a pele dourada.

— Eu vou ser bem sincera — ela disse. — Estou viajando há dias. Estou cansada. Estressada. Preciso relaxar.

— A suíte tem hidro — Seu Nelson ofereceu. — A água quente faz milagre.

— Não é hidro que eu preciso.

— É o quê?

— Pau.

O silêncio foi absoluto.

O homem mais novo pigarreou. Seu Nelson empalideceu um pouco por baixo da pele morena. A boca dele abriu e fechou sem som.

— O quê? — ele conseguiu perguntar.
— Pau. Pênis. Pinto. Pica. Caralho. Como o senhor quiser chamar. Eu preciso chupar um pau. É o único jeito de relaxar de verdade.

— A senhora tá falando sério? — a voz do gerente saiu falhada.

— Nunca falei tão sério na minha vida.

O homem mais novo deu um passo à frente. Chegou perto do balcão. Os olhos castanhos estavam arregalados, mas havia um brilho neles — algo entre o susto e a curiosidade.

— Você tá pedindo para... para chupar o pau de um desconhecido? — ele perguntou.

— Se for o seu pau, melhor ainda — Luna respondeu, olhando diretamente nos olhos dele. — Você é mais novo. Mais bonito. Mas se o senhor Nelson quiser, também serve.

— Que isso, menina... — Seu Nelson passou a mão no rosto, esfregou os olhos como se tentasse acordar de um sonho. — Isso não é coisa que se peça assim, do nada...
— Por que não? O motel está vazio. É dia de semana. Pelo que parece, não tem ninguém. Só nós três. Eu posso pagar.

— Pagar?

— Quanto o senhor cobra para um funcionário passar uma meia hora no meu quarto? Eu vou ficar pelada. O funcionário vai deixar eu chupar ele. Só isso. Não precisa nem gozar dentro — pode gozar na minha cara, nos meus peitos, onde quiser. Só preciso chupar.

Seu Nelson apertou os olhos. O dedo dele tamborilava no balcão, nervoso.

— Isso é... isso é prostituição, mocinha. É crime. Eu posso perder o motel.

— Não é prostituição se eu não pagar por sexo. Eu vou pagar para o funcionário ficar no meu quarto. O que acontecer depois é entre adultos consentidos.

— Isso é errado.

— É a lei.

O homem mais novo riu. Uma risada curta, meio nervosa, meio excitada.

— Ela é esperta, seu Nelson.

— Cale a boca, Danilo.

— Danilo — Luna repetiu, experimentando o nome. — Bonito.

Danilo corou. O pescoço ficou vermelho por baixo da barba por fazer.

— Olha, mocinha — Seu Nelson começou, recobrando um pouco da compostura. — Eu entendo que a senhora pode estar... estressada. Viajar sozinha é cansativo. Mas não é apropriado pedir uma coisa dessas para um estranho.

— E se não for um estranho?

— Como assim?

— Eu posso ficar mais tempo. Conversar. Tomar um café. A gente se conhece. Depois, se o senhor quiser, a gente conversa de novo sobre o quarto.

Seu Nelson balançou a cabeça.

— A senhora não desiste, hein?

— Não desisto nunca. Escuta, seu Nelson — Luna apoiou os cotovelos no balcão, inclinou-se mais, a voz ficou macia, quase um sussurro. — O senhor já fumou maconha?

O gerente piscou, confuso.

— Já... na juventude. Faz tempo.

— Então o senhor sabe: cigarro de maconha acalma, né? Relaxa. Mas não chega nem aos pés de um pau na boca. Pau na boca é melhor do que qualquer baseado. A temperatura, o peso, a pele macia na língua... o gosto. Não tem coisa que preste mais nesse mundo do que sentir um pau duro escorregando devagarinho pela sua garganta.

Danilo pigarreou atrás. Seu Nelson ficou vermelho.

— Mocinha...

— Deixa eu terminar — ela continuou, doce, mas firme. — O senhor já sentiu uma bela de uma chupeta? Uma gorota passando a língua na cabeça do seu pau? Descendo devagar, babando tudo, chupando o saco e as bolas com gosto?

— Olha...

— Porque se o senhor nunca sentiu, está perdendo tempo nesta vida. E se já sentiu, o senhor sabe que não tem nada igual. Então qual é o problema de atender um pedido tão simples de uma cliente? Eu não estou pedindo nada impossível. Só quero sentar no chão desse quarto, ficar pelada, botar a minha boca onde precisa. Se o senhor quiser, se o Danilo quiser, eu deixo fazer tudinho comigo. TUDINHO. Podem me virar, podem me apertar, podem gemer no meu ouvido. Só não podem negar o que o corpo pede.

Seu Nelson passou a mão no rosto, claramente abalado.

— Isso não é coisa que se peça assim, do nada... Não faz nem 10 minutos que chegou.

— Por que não? — Luna deu de ombros, os seios balançando leves sob a regata. — Eu sou uma mulher sozinha, num motel vazio, numa terça-feira à noite. O senhor tem um funcionário bonito, um quarto limpo e uma chance de fazer uma cliente feliz. Qual é o problema, seu Nelson? Me diz. Qual é o problema de eu chupar um pau gostoso e ir embora amanhã com um sorriso no rosto?

O silêncio voltou.

Seu Nelson olhou para Danilo. Danilo olhou para Seu Nelson. O volume na calça jeans do mais novo já era inegável.

— A senhora é uma figura, mocinha — o gerente murmurou, já sem argumentos.

— Luna. Meu nome é Luna. E a deusa Luna quer uma coisa só esta noite. O senhor vai ajudar ou não?

Seu Nelson ficou em silêncio por um longo tempo.

Apoiou as mãos no balcão, os ombros caídos, a cabeça baixa. Quando levantou os olhos, parecia ter tomado uma decisão.

— Danilo.

— Fala, seu Nelson.

— Você ouviu bem a moça?
— Ouvi.

— Está de acordo com isso?

Danilo olhou para Luna. Olhou para os seios fartos sob a regata branca. Olhou para os olhos verdes que brilhavam.

— Estou — respondeu.

— E você, mocinha... Luna... se acontecer alguma coisa, se você se arrepender, se mudar de ideia...

— Não vou.

— Mas se acontecer...

— O senhor tem minha palavra que não vai acontecer. E se acontecer, o senhor pode me expulsar. Não vou fazer escândalo.

Seu Nelson suspirou de novo. Pegou o rádio de comunicação na cintura.

— Vou ficar na recepção. Qualquer coisa, me chama. O quarto é o 07. Portão aberto, estacionamento coberto. Podem...

Ele hesitou.

— Podem ir.

Luna sorriu. Um sorriso largo, sincero, que iluminou o rosto.

— Obrigada, seu Nelson. O senhor não vai se arrepender.

— Já estou me arrependendo.

— Mas vai gostar de lembrar.

Seu Nelson balançou a cabeça, mas estava sorrindo.

— Vai, vai. Some daqui antes que eu mude de ideia.

O quarto 07 ficava no fundo do corredor, perto do estacionamento coberto.

Luna abriu a porta. Danilo entrou atrás.

O quarto era pequeno, mas arrumado. Uma cama de casal com lençóis brancos, uma televisão de plasma na parede, ar condicionado ligado no máximo. Uma janela com cortina preta. Um banheiro minúsculo com box de vidro.

Luna largou a mochila no chão.

Danilo ficou perto da porta, as mãos nos bolsos, o peso do corpo mudando de um pé para o outro.

— Pode sentar — ela disse.

Danilo sentou na cama. As molas rangeram.

— Você está nervoso? — ela perguntou.

— Um pouco.

— Não precisa ficar. Eu que vou fazer tudo. Você só precisa ficar parado e sentir.

— E depois?

— Depois você volta para o trabalho e me esquece. E eu vou embora amanhã de manhã.

— Não vou esquecer.

— Vai sim. Todo mundo esquece.

— Você esquece?

Luna parou de mexer na mochila. Olhou para ele.

— Não. Eu lembro de todos. Dos paus que chupei, dos gemidos que ouvi, das caras que fizeram quando gozaram. Lembro de cada um. É o meu álbum de memórias.

— Quantos?

— O suficiente.

Ela tirou a regata branca.

Os seios fartos apareceram.

Não usava sutiã. Os seios caíram livres, pesados, redondos, perfeitos. Os mamilos eram rosados, pequenos, já duros. A pele dourada brilhava sob a luz amarela do abajur.

Danilo prendeu a respiração.

Os olhos dele percorreram os seios — o peso, o balanço, a forma. A boca dele abriu ligeiramente.

— Pode olhar — ela disse. — Pode olhar à vontade. Foi para isso que eu te chamei.

— São lindos.

— Eu sei.

Ela tirou a calça jeans.

O zíper desceu com um barulho metálico. Ela se inclinou para puxar o tecido pelas pernas — o movimento fez os seios balançarem. A calça caiu no chão.

Ela ficou de calcinha. Uma calcinha de renda preta, pequena, quase transparente. Dava para ver a sombra do triângulo loiro por baixo. Dava para ver a fenda úmida.

— Tira a calcinha também? — Danilo perguntou, a voz falhando.

— Depois. Primeiro, quero ver você.

— Eu?

— Tira a camisa.

Danilo tirou a camiseta preta. O peito era largo, musculoso, coberto de pelos escuros. Os braços eram fortes, veias saltadas. A barriga tinha uma gordurinha localizada, mas nada que escondesse o formato masculino.

— Bonito — ela disse.

— Bonito você quer dizer flácido.

— Bonito quer dizer homem.

Ela se aproximou. Ficou de pé na frente dele, enquanto ele sentado na cama. Os seios na altura do rosto dele.

— Pode tocar — ela disse.

Danilo levantou as mãos. As mãos eram grandes, calejadas. Tocaram os seios dela com uma delicadeza que contrastava com o tamanho.

— Macio... — ele murmurou.

— Aperta. Pode apertar.

Ele apertou. Os seios cederam sob os dedos, preenchendo as mãos dele. Os mamilos roçavam as palmas.

— Nossa Senhora...

— Gostou?

— Gostei. Gostei muito.

— Ainda não viu tudo.

Ela tirou a calcinha.

A renda preta desceu pelos quadris largos, pelas coxas torneadas, pelos joelhos, pelas canelas. Caiu no chão.

Ela ficou nua.

Completamente nua.

O corpo era uma obra de arte. Os seios fartos balançavam livres. A cintura fina fazia o quadril parecer ainda mais largo. Os pelos loiros no púbis eram aparados, bem feitos. As pernas longas e torneadas. Os pés pequenos com as unhas pintadas de vermelho.

Danilo olhava. Não piscava.

— Você é a mulher mais bonita que eu já vi — ele disse. A voz estava rouca, trêmula. — Na vida. Não é brincadeira.

— Eu sei — ela respondeu. — Vem cá.

Ela se ajoelhou na frente dele.

O piso do quarto era frio, de cerâmica. Ela nem sentia. O que sentia era o pau dele, ali, a centímetros da boca, escondido pela calça jeans.

— Tira a calça — ela pediu.

Danilo desabotoou a calça. O zíper desceu. Ele ergueu os quadris, puxou a calça e a cueca juntas.

O pau apareceu.

Era lindo.

Uns 17 centímetros, reto, grosso. A cabeça era roxa, brilhante, já com uma gota de líquido claro brotando. As veias saltavam ao longo do tronco. Os testículos eram grandes, pesados, cobertos de pelos escuros, bem cuidados.

Luna tocou.

A mão macia envolveu o pau de Danilo. Os dedos longos, as unhas vermelhas, fecharam-se ao redor da grossura.

— É lindo — ela murmurou.

— Você acha?

— Tenho certeza.

Ela começou a acariciar. Devagar, da base à cabeça. O pau pulsava na mão dela.

— Assim... assim, Luna...

— Tá gostoso?

— Tá uma delícia.

— Você quer que eu chupe?

— Quero. Por favor.

Ela se inclinou.

A boca de Luna encontrou a cabeça do pau de Danilo.

Mas não foi uma chupada qualquer. Foi lenta, estudada, quase coreografada. Ela começou com os lábios fechados, beijando a ponta como quem beija uma fruta madura — suave, demorada, sentindo a textura. Depois a língua apareceu, fina e quente, desenhando círculos ao redor da glande. Cada volta era um gemido diferente. Pequeno. Sufocado. Gostoso.

Danilo arqueou as costas.

— Assim... nossa, assim...

Ela lambeu o freio — aquela parte mais sensível, logo abaixo da cabeça. Passou a língua de baixo para cima, devagar, sentindo o pau tremer na mão dela. Depois desceu. Lambeu o tronco todo, dos dois lados, como quem lambe um sorvete que está derretendo. Subiu de novo. Mordiscou de leve a cabeça — só encostou os dentes, sem machucar, só para sentir ele se contorcer.

— Isso... isso...

— Calma — ela sussurrou. — Ainda tem muito.

Ela abriu a boca. Encaixou a cabeça do pau entre os lábios e foi descendo. Devagar. Milímetro por milímetro. A língua pressionava a parte de baixo do pau enquanto ela descia. A sucção era forte, ritmada. Quando chegou na metade, parou. Subiu. Desceu de novo, mais fundo. A cabeça do pau bateu no céu da boca. Ela massageou ali com a língua, fazendo movimentos circulares.

Danilo gemeu alto. A mão dele agarrou os cabelos loiros dela, mas sem puxar — só para se apoiar.

— Tu vai me matar, Luna...

Ela tirou o pau da boca. Fez um barulho molhado, obsceno. Olhou para cima, os olhos verdes brilhando.

— Ainda não. Agora vou lamber tuas bolas.

Desceu. Os testículos pesados cabiam quase inteiros na boca dela. Ela chupou um, depois o outro, alternando. A língua lambia a pele enrugada, macia, quente. Ela babou tudo — o pau, as bolas, a própria mão. O som era molhado, nojento, perfeito.

— Abre mais a perna — ela pediu.

Danilo abriu. Ela lambeu atrás dos testículos, onde a pele é mais fina, mais sensível. Ele tremeu inteiro.

— Ali... ali também...

Ela lambeu mais. Depois voltou para o pau. Enfiou inteiro na boca. Não engasgou — sabia a hora de parar, a hora de empurrar. A cabeça do pau desceu pela garganta, num movimento suave, controlado. Ela respirou pelo nariz. Os olhos lacrimejaram um pouco, mas ela não parou.

Subiu. Desceu. Subiu. Desceu.

O ritmo acelerou. A saliva escorria pelo pau, pelas bolas, pelo queixo dela. A mão dela massageava o que a boca não alcançava. Os dedos apertavam a base, subiam, desciam, acompanhando a boca.

— Vou gozar — ele avisou, a voz falhando.

— Ainda não.

Ela parou. Levantou a cabeça. O pau dela brilhava, coberto de saliva. O rosto dela estava molhado, os olhos vermelhos, a boca aberta.

— Agora quero em cima de mim.

— Onde?

— Nos meus peitos.

Ela se levantou. Os seios fartos balançaram na frente dele. Estavam molhados de saliva também, os mamilos duros, rosados.

— Pode começar — ela disse.

Danilo colocou a mão no próprio pau. Começou a se masturbar ali na cama, olhando para os seios dela. A mão era grossa, o pau grosso, o movimento forte. Ele apertava a cabeça, passava o dedo no líquido claro que brotava, espalhava pelo tronco.

— Isso... isso... — ela gemia, apertando os próprios seios, esticando os mamilos, oferecendo. — Goza pra mim. Goza nos meus peitos.

— Tô quase.

— Olha pra mim. Olha nos meus olhos.

Ele olhou.

O pau pulsou. O líquido quente jorrou em três, quatro, cinco jatos. A porra branca e grossa escorreu pelos seios dela, pelos mamilos, descendo pela barriga lisa até a altura do umbigo. Escorreu devagar, quente, pesado.

Ela gemeu.

Ele gemeu.

O som dos dois se misturou no quarto pequeno.

Luna ficou ali, de pé, os seios cobertos de esperma. A porra escorria devagar, descendo pela pele dourada. Ela levou o dedo ao peito, recolheu o líquido branco, levou à boca.

Lambeu.

— Sabe o gosto que tem? — ela perguntou.

— O quê?

— Gosto de estrada. Gosto de motel. Gosto de terça-feira.

Danilo riu. A risada cansada, feliz.

— Você é louca.

— Sou.

— Nunca vou esquecer.

— Eu também não.

Ela limpou os seios com a toalha do banheiro. Depois deitou na cama ao lado dele, nua, a cabeça no travesseiro.

— Você vai ficar mais um pouco? — ele perguntou.

— Posso. A noite é longa.

— O seu Nelson vai ficar preocupado.

— Manda mensagem para ele. Diz que está tudo bem. Que a deusa está satisfeita.

Danilo pegou o celular. Digitou rápido. Guardou.

— Ele respondeu.

— O quê?

— "Vai com calma. Amanhã tem expediente."

Os dois riram.

Ela ficou mais uma hora com Danilo.

Conversaram sobre a vida dele — o trabalho no motel, a ex-esposa, o filho pequeno que ele via nos fins de semana. Conversaram sobre a vida dela — as viagens, os vícios, a vontade de parar em algum lugar mas a certeza de que não ia parar nunca.

— Você vai me chupar de novo? — ele perguntou.

— Se você quiser.

— Quero.

Dessa vez, ela chupou devagar, quase preguiçosa. A boca mal se movia, a língua passeava sem pressa. Ela fez questão de lamber cada centímetro — a glande, o freio, o tronco, os testículos. Demorou nos testículos, chupando um de cada vez, sentindo o peso na língua. Depois voltou para a cabeça, passou a ponta da língua bem devagar ao redor da borda, fazendo círculos perfeitos. Danilo gemia baixo, os olhos fechados, as mãos abertas nos lençóis. Ela engoliu fundo mais uma vez, a garganta aceitando o pau inteiro, e ficou lá, imóvel, a língua pressionando a parte de baixo, até ele gemer mais alto. Quando ele gozou, ela não tirou a boca — sentiu o líquido quente jorrando direto na garganta e engoliu tudo, movendo a língua devagar para não perder uma gota.

Depois, ele se vestiu. Ajeitou a camiseta, o boné.

— Vou voltar para a recepção. Seu Nelson deve estar maluco.

— Vai.

— Você fica bem sozinha?

— Fico. Estou acostumada.

Danilo se aproximou. Beijou a testa dela. O beijo foi leve, quase paternal.

— Cuida de você, Luna.

— Cuido. Sempre cuidei.

Ele abriu a porta. Parou. Olhou para trás.

Luna ainda estava nua na cama, a luz do abajur desenhando as curvas do corpo.

— Danilo — ela chamou.

— Diga.

— Valeu a pena?

Ele sorriu. O sorriso mais honesto que ela tinha visto nele.

— Luna, eu passei trinta e dois anos nesta terra esperando uma coisa igual a essa noite. Valeu cada segundo. Cada gemido. Cada golada que você engoliu. Se eu morrer amanhã, vou morrer feliz.

— É disso que eu gosto de ouvir — ela disse, sorrindo de volta.

A porta fechou.

Luna ficou sozinha no quarto 07. Nua. A xana ainda pulsando. Os seios ainda marcados pelos dedos dele.

Levantou-se, foi até a janela. Abriu a cortina preta. O estacionamento estava vazio. A lua cheia brilhava sobre os canaviais.

Pensou no pau de Danilo. Pensou no gemido dele quando gozou. Pensou no olho de Seu Nelson atrás do vidro blindado.

"Amanhã tem mais estrada. Mais cidade. Mais pau."

Ela sorriu no escuro.

Desligou a luz.

Dormiu nua.

Foto 1 do Conto erotico: O Pedido Indecente da Loira na Recepção

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Ficha do conto

Foto Perfil historiadordossonh
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Nome do conto:
O Pedido Indecente da Loira na Recepção

Codigo do conto:
260327

Categoria:
Confissão

Data da Publicação:
25/04/2026

Quant.de Votos:
3

Quant.de Fotos:
5