Aurora não dormia. Estava presa em um sono mágico, mas sua mente estava viva, seus sentidos aguçados, como se cada fio de cabelo, cada gota de suor, cada batida de seu coração fossem amplificados pela magia negra que a envolvia.
E foi então que Ele apareceu.
Não era um homem, não era um deus, mas algo entre ambos, um ser cujos traços mudavam como as nuvens ao vento. Às vezes, tinha a pele pálida como a lua; outras, dourada como o trigo ao entardecer. Seus olhos eram dois poços sem fundo, onde Aurora via refletidos seus próprios desejos — e seus medos.
— Você não precisa lutar, minha querida — sussurrou uma voz que soava como sinos de cristal e ferro forjado ao mesmo tempo.
— Aqui, você é livre para desejar. E eu sou o único que pode te mostrar como.
Aurora tentou fechar os olhos, mas eles não obedeciam. Tentou cerrar os lábios, mas eles se entreabriram, como pétalas de uma rosa em botão se abrindo para o sol.
— Por favor... — ela murmurou, mas a palavra saiu mais como um suspiro do que um pedido.
O Senhor dos Sonhos sorriu. Um sorriso que era ao mesmo tempo ternura e ameaça.
— Não há "por favor" aqui. Há apenas o que eu ordeno, e o que você sentirá.
E então, como se puxada por fios invisíveis, Aurora sentiu seu corpo se mover sozinho.
Seus braços se ergueram, suas pernas se abriram, e o vestido de seda que vestia se dissolveu como neblina ao nascer do sol. Seu corpo, outrora coberto por tecidos finos, agora estava nu, exposto à luz dourada do salão dos sonhos. Seu cabelo, antes trançado com flores de laranjeira, agora caía em cascata sobre seus ombros, como um manto de ouro vivo.
— Dance — ordenou o Senhor dos Sonhos, e sua voz era como mel derramado sobre ferro.
E ela dançou.
Seus pés, antes acostumados a passos delicados, agora pisavam no chão como se fossem feitos de névoa. Cada movimento fazia seus seios balançarem, seus quadris girarem, sua barriga ondular. Ela sentia olhares queimando sua pele, mas não conseguia parar. Era como se uma música invisível tocasse dentro dela, guiando seus passos.
Quando seus quadris se moveram em um círculo perfeito, um homem — alto, com cabelos escuros e olhos verdes como esmeraldas — se aproximou. Ele agarrou seus quadris e a puxou contra si, e ela sentiu algo duro pressionando sua barriga. Era um pau, quente e pulsante, que ela não conseguia ignorar.
— Você gosta disso, não é? — ele sussurrou em seu ouvido, enquanto suas mãos deslizavam para sua bunda.
Ela tentou dizer não, mas só saiu um gemido. E então, como se suas pernas fossem feitas de água, ela se ajoelhou no chão, oferecendo-se.
O homem não hesitou. Agarrou seus cabelos e a puxou para si, e Aurora sentiu a glande roçar seus lábios. Uma gota de líquido salgado caiu sobre sua língua, e ela engoliu, como se estivesse faminta. Seu corpo, traidor, reagiu antes que sua mente pudesse protestar: seus mamilos endureceram, sua boceta umedeceu, e um calor estranho se espalhou por suas veias.
— Isso mesmo — o homem ronronou, enquanto seus dedos se fechavam ao redor de seu queixo, forçando-a a abrir mais a boca. — Chupe.
E ela obedeceu.
Depois do coito, com apenas um movimento do Senhor dos senhos, Aurora se viu dentro de um castelo, bem no salão principal.
O salão era uma visão de luxúria e magia. Mesas douradas curvavam-se sob o peso de frutas exóticas e vinhos que brilhavam como rubis. Mas não era a comida que atraía os olhares — era ela.
Aurora estava sentada em uma cadeira de ouro, nua, com as pernas abertas como uma oferenda. Ao seu redor, homens e mulheres — todos belos e perversos — se revezavam em tocá-la, lambê-la, penetrá-la. O Senhor dos Sonhos estava de pé, observando, com um sorriso que era ao mesmo tempo ternura e crueldade.
Primeiro, foi a boca.
Uma mulher de cabelos negros e lábios vermelhos como cerejas se ajoelhou diante dela e, com um movimento gracioso, abriu sua boceta com os dedos. Aurora sentiu uma língua quente e úmida deslizar por sua carne, e um gemido escapou de seus lábios. Era doce e sujo ao mesmo tempo. A mulher riu, um som que ecoou como sinos de vidro quebrando, e continuou, sua língua se movendo em círculos preguiçosos, enquanto seus dedos brincavam com o clitóris de Aurora, fazendo-a tremer.
— Veja como ela gosta — a mulher murmurou para os outros, enquanto Aurora sentia seu corpo derreter como cera sobre uma vela.
Depois, foi o pau.
Um homem alto, com braços musculosos e uma barba negra, se posicionou atrás dela. Ele agarrou seus quadris e, com um movimento firme, a penetrou. Aurora sentiu uma dor aguda, seguida de um prazer tão intenso que seus dedos dos pés se curvaram. Ela tentou gritar, mas só saiu um suspiro.
— Shhh — o homem sussurrou em seu ouvido, enquanto suas mãos deslizavam para sua barriga, apertando-a contra si. — Aqui, você não precisa ser quieta.
E então, como se não bastasse, outro homem se posicionou diante dela e ordenou:
— Agora, chupe.
E ela obedeceu.
Seu pau era grosso e quente, e quando ela o levou à boca, sentiu o sabor de sal e poder. Ela não sabia como fazer, mas seu corpo sabia. Sua língua enrolou ao redor da glande, seus lábios se fecharam, e ela ouviu gemidos de aprovação ao redor.
— Isso, minha putinha — o homem gemeu, enquanto suas mãos se fechavam em seus cabelos, guiando seus movimentos. — Assim, assim...
Aurora sentiu uma mão deslizar entre suas pernas, dedos brincando com sua boceta enquanto ela chupava. Era demais. Seu corpo tremia, seus gemidos ficavam mais altos, e então, como se uma onda a atingisse, ela gozou, seu corpo se contorcendo enquanto prazer a inundava.
Quando acordou (ou achou que acordou), por um segundo, tudo ficou escuro.
E então, a luz voltou.
Aurora abriu os olhos. Estava deitada em seu leito de ouro, coberta por um lençol de seda. Seu corpo doía, como se tivesse sido usado por horas. Seus lábios estavam inchados, seus mamilos sensíveis, e entre suas pernas havia uma umidade que não vinha de lágrimas.
— Foi um sonho — ela murmurou para si mesma, enquanto se sentava na cama.
Mas então, ela viu:
Sobre a mesa de cabeceira, uma rosa negra, cujas pétalas brilhavam como óleo sobre água.
E no chão, uma pena dourada, caída como se alguém tivesse passado por ali.
E no ar, um cheiro persistente: cedro, jasmim e sexo.
Ela tocou sua coxa esquerda e sentiu uma marca quente, como um selo, brilhando sob seus dedos. Era um símbolo que ela não reconhecia — mas que, de alguma forma, sabia o que significava.
— Não pode ser — ela sussurrou, enquanto suas mãos tremiam.
Mas então, ela olhou para baixo e viu:
Seus dedos estavam cobertos por uma substância branca e espessa, e seu corpo, mesmo coberto pelo lençol, cheirava a sexo.
Ela tentou se levantar, mas suas pernas tremiam. Tentou gritar, mas sua garganta estava seca. Tentou fechar os olhos e esquecer, mas não conseguia.
Porque, no fundo de sua mente, uma voz sussurrava:
"Você não sonhou, minha querida. Você viveu. E agora, você é minha para sempre."
Aurora se jogou de volta na cama, cobrindo o rosto com as mãos.
— Foi um sonho — repetiu, desesperada.
Mas, quando fechou os olhos novamente, viu o salão dourado, sentiu os corpos ao seu redor, ouviu os gemidos ecoando como música.
E uma parte dela queria que aquilo fosse real.
Porque, pela primeira vez, Aurora sentiu desejo. Não o desejo ingênuo de uma princesa de contos de fadas, mas o desejo sujo e profundo de uma mulher que descobriu que, afinal, não era tão pura quanto pensava.
E essa descoberta a assustou mais do que qualquer feitiço.




