— Se me ouvires, vem! Salvai-me desta prisão, ou juro que quebrarei tua varinha em dois e a usarei para acender o fogo que te queimará!
E então, como um suspiro de vento entre as cortinas rasgadas da tenda, ela apareceu.
A Fada Azul, etérea e luminosa, flutuou até ele com suas asas de gaze celeste e seu vestido de seda que brilhava como a lua sobre um lago envenenado. Seu rosto, antes um símbolo de pureza, agora distendido por um sorriso que não era de alívio, mas de algo mais sinistro — como se ela já soubesse que algo estava errado.
— Pinóquio… — sua voz era mel e veneno, suave como uma carícia, mas com um tom de advertência que ele ignorou.
— Agora. — disse ele, e seu sorriso racha a madeira de seu rosto como uma faca.
A Fada Azul nem teve tempo de erguer sua varinha. Um golpe surdo ecoou atrás dela, e uma sacola de pano sujo desceu sobre sua cabeça. Ela desabou no chão, e o último som que ouviu foi o riso gutural de Stromboli, misturado ao tilintar de correntes sendo preparadas.
Quando ela acordou, o mundo estava de cabeça para baixo.
Seu corpo ardia não de magia, mas de vergonha. Estava nua, suspensa no ar por cordéis finos como teias de aranha, mas fortes como aço, presos a seus pulsos e tornozelos. Sua varinha, fonte de seu poder, havia desaparecido. Em seu lugar, suas mãos e pés estavam amarrados a fios dourados, que brilhavam com um pó azulado — raspas de sua própria varinha, misturadas à serragem do chão do circo.
— O que…? — sua voz saía trêmula, quebrada, enquanto tentava se mover. Os fios puxavam seus membros como se fossem controlados por um mestre invisível.
— Pinóquio?!
E então ela os viu.
Stromboli, o titereiro, sentado em um trono de caixas de madeira empilhadas, segurando os fios que a controlavam com dedos grosso como salsichas, um charuto podre entre os dentes amarelados e um sorriso que prometia coisas piores que a morte. Ao seu lado, Pinóquio, não mais um prisioneiro, mas um cúmplice, com seus olhos de madeira brilhando de malícia, vestindo roupas de veludo vermelho (dadas pelo próprio Stromboli) e segurando a varinha da fada entre seus dedos de pau, como se fosse um cetro de um rei perverso.
— Ah, finalmente acordaste, minha pequena estrela caída — disse Stromboli, puxando os fios com um estalo, fazendo com que seus braços se erguesse como os de uma boneca quebrada.
— Pensaste que virias aqui como uma salvadora? Enganas-te. Tu és a atração principal desta noite.
A Fada Azul tentou se cobrir, mas os fios puxaram seus braços para cima, expondo seus seios — pequenos e perfeitos como pérolas — e o triângulo azulado de pelos entre suas coxas, que brilhava como poeira de estrelas.
— Pinóquio… — sua voz quebrou como vidro.
— Por quê? Eu te dei vida, te guiei....
O boneco de madeira riu, um som seco e oco, como galhos quebrando.
— Porque estou cansado, fada — disse ele, passando a varinha entre seus dedos, fazendo-a brilhar com uma luz doentia. — Cansado de tu me prometeres um corpo de carne e nunca o dares. Cansado de ser um boneco. Preferia te ver assim… — seus olhos percorreram seu corpo nu, demorando-se em seus mamilos rosados — …uma fada nua, uma marionete de prazer, do que continuar sendo um pedaço de pau sem vontade própria.
Stromboli riu, um som gordo e úmido, e puxou os fios com mais força, fazendo com que as pernas da fada se abrissem violentamente.
— Oh, mas ele não é o único cansado, minha querida — disse o titereiro, passando a língua pelos lábios.
— Eu também estou cansado de esperar você acordar. E agora… — ele puxou os fios de seus braços, fazendo com que suas mãos se fechassem sobre seus próprios seios, apertando-os com uma força que não era sua — …vou te mostrar o que é ser uma verdadeira estrela de circo.
A Fada Azul gemia, não de prazer, mas de vergonha e raiva, enquanto Stromboli a fazia dançar no ar, seus dedos puxando os fios como um maestro perverso.
— Vamos, minha linda — disse ele, fazendo com que seus quadris se movessem em círculos obscenos.
— Mostra para o Pinóquio como uma fada de verdade se move. Ou será que preferes que eu te faça cantar?
Pinóquio observava tudo com um sorriso cruel, a varinha brilhando em suas mãos enquanto ele passava a ponta dela entre seus próprios lábios, como se saboreasse o poder que agora tinha.
— Danca, fada — ordenou o boneco, sua voz agora um comando. — Ou juro que vou usar tua própria magia para transformar esses fios em serpentes… e fazer com que te penetrem até tu pedires misericórdia.
Stromboli riu, puxando os fios de suas pernas com mais força, fazendo com que ela se dobrasse para frente, expondo sua intimidade úmida para os dois.
— Oh, ela já está molhada — disse o titereiro, cheirando o ar como um animal.
— Parece que a nossa pequena fada gosta de ser uma bonequinha. Por isso não ajudou o boneco de madeira.
— Não… — a Fada Azul choramingou, mas seus braços, controlados pelos fios, desceram até suas coxas, e seus dedos começaram a se mover entre suas pernas, esfregando-a contra sua vontade.
— Isso mesmo — Stromboli ofegava, sua mão livre descendo para esfregar sua própria excitação através das calças.
— Esfrega essa bucetinha azulada, minha estrela. Faz-te gozar para nós.
— Isso, goza na nossa frente, sente vergonha e raiva. Como eu sinto toda vez que ia na vila. Sofra como eu — Falou o boneco de madeira.
— Por favor… — ela suplicou, lágrimas escorrendo por seu rosto, mas seus dedos continuaram a trabalhar, obedecendo aos comandos dos fios.
Pinóquio aproximou-se, a varinha apontada para seu rosto, enquanto Stromboli fazia com que uma de suas pernas se erguesse, abrando-a ainda mais.
— Olha só como ela é obediente — disse o boneco, passando a varinha entre seus seios, fazendo com que faíscas azuis saltassem de sua pele.
— Uma verdadeira puta celestial.
— Eu não sou… — ela engasgou, quando os fios fizeram com que seus dedos penetrassem dentro de si mesma, forçando um gemido de sua garganta.
— Claro que és — Stromboli rosnou, desabotoando as calças, liberando seu membro grosso e veioso, que latejava como um animal vivo.
— E agora, minha fadinha, vais aprender o que é ser usada de verdade.
Ele puxou os fios com violência, fazendo com que ela se aproximasse de seu pau, suspensa no ar como uma marionete sem vontade.
— Abre essa boquinha, minha estrela — ordenou ele, segurando seu cabelo azul e guiando-a até a ponta de seu membro.
— Não… por favor, não me façam isso… — ela suplicou, mas os fios forçaram sua boca a se abrir, e Stromboli empurrou-se para dentro, afogando seus protestos em carne.
Pinóquio observava tudo com um sorriso, a varinha tracando círculos no ar, enquanto faíscas de magia azulada dançavam sobre o corpo nu da fada, acendendo pequenos incêndios de prazer forçado em sua pele.
— Chupa, minha puta alada — Stromboli grunhiu, empurrando-se mais fundo, enquanto seus dedos continuavam a puxar os fios, fazendo com que suas mãos acariciassem seu próprio corpo, seus dedos esfregando seu clitóris em círculos perfeitos.
A Fada Azul chorava, mas seu corpo trai-la, gemendo em volta do pau do titereiro, enquanto Pinóquio ria, usando a varinha para fazer com que faíscas azuis queimassem seus mamilos, aumentando seu prazer contra sua vontade.
— Isso mesmo — Stromboli ofegava, segurando sua cabeça com mais força.
— Engole tudo, minha fada. Engole até não sobrar nada de tua santidade.
E quando ele finalmente gozou, jorrando seu sêmen quente e grosso em sua garganta, a Fada Azul sentiu o gosto amargo da derrota, enquanto Pinóquio se aproximava, a varinha brilhando com uma luz maligna.
— Agora é a minha vez — disse o boneco, passando a varinha entre suas coxas.
— E desta vez, fada… — os olhos de Pinóquio brilhavam com uma crueldade que ela nunca imaginara, a varinha mágica traçando círculos lentos sobre seu ventre, deixando um rastro de faíscas azuis que queimavam como beijos de gelo. — …vou te fazer implorar para ser minha para sempre.
Stromboli, vendo ela com os lábios ainda úmidos do sêmen que havia cuspido em sua boca, soltou uma risada grossa, como o rangido de uma carroça velha. Seus dedos, gordos e sujos de tinta de marionete, deslizaram pelos fios que a controlavam, puxando-os com uma precisão sádica.
— Ah, mas antes de implorar, minha querida — disse ele, arrancando os últimos farrapos de dignidade que ainda lhe restavam — vou provar o que os deuses esconderam de mim por tanto tempo.
Com um estalo dos fios, a Fada Azul foi jogada de bruços sobre a mesa de madeira do circo, suas asas azuis esmagadas sob seu próprio corpo, os cordéis puxando suas pernas para os lados, expondo-a como uma oferenda. O ar frio da madrugada beijou sua intimidade úmida, e ela tremia não de medo, mas de uma vergonha tão profunda que parecia envenenar sua alma.
— Stromboli, não… — sua voz quebrou como cristal, mas o titereiro não ouviu — ou não quis ouvir.
— Silêncio, minha estrela — rosnou ele, ajoelhando-se atrás dela, suas mãos abriram-na com uma brutalidade que não deixava espaço para recusa. — Vou te mostrar o que é ser devorada por um homem de verdade.
Pinóquio apontou a varinha para o membro do titereiro que voltou a ficar ereto.
Stromboli riu, sabia que com aquilo poderia fazer quantas vezes quisesse.
Ela sentiu seu hálito quente e fétido antes mesmo de seu toque, e quando sua língua rasgou o véu de sua virgindade, um grito abafado escapou de seus lábios. Não era dor — era a sensação de ser violada pela primeira vez, não por um amante, mas por um monstro.
— Por favor… — ela suplicou, mas suas palavras se transformaram em gemidos quando Stromboli enterrou o pau entre suas coxas, entrando sem piedade. Os fios puxavam seus braços para trás, arqueando suas costas como um arco, oferecendo-a ainda mais.
— Que delícia — Stromboli murmurou contra sua pele, sua voz vibrando em seu corpo como um feitiço sujo.
— Tão apertadinha… tão doce… como mel de fada.
Pinóquio, observando tudo com um sorriso cruel, aproximou-se, a varinha brilhando em sua mão. Com um toque do bastão mágico, ele fez com que os fios se enroscassem em seus mamilos, puxando-os até que ela gritasse, não de prazer, mas de uma mistura de dor e humilhação que a fazia molhar ainda mais.
— Gostas disso, não é, minha fada? — Pinóquio sussurrou, passando a varinha entre suas nádegas, deixando um rastro de magia que queimava como fogo. — Uma deusa sendo comida como uma puta de circo.
Stromboli não respondeu. Estava ocupado demais devorando-a, entrando e saindo de sua intimidade com uma fome animal, enquanto seus dedos abriam-na ainda mais, preparando-a para algo pior. A Fada Azul chorava, mas seu corpo trai-la, contorcendo-se em ondas de uma excitação forçada, seus gemidos misturando-se aos risos dos dois homens.
— Por favor… parem… — ela implorou, mas suas palavras soaram como música para eles.
— Nunca — Stromboli rosnou, sua barba por fazer arranhando suas coxas enquanto ele sugava seu clitóris entre os dentes, fazendo com que um orgasmo traidor a invadis, seu corpo tremendo como uma folha ao vento.
Quando ele finalmente se afastou, os lábios da fada brilhavam com seu néctar, e estava molhado com a prova de sua humilhação.
— Deliciosa — disse ele, lambendo os lábios com um som obsceno.
Quando o sol nasceu sobre o circo, a Fada Azul ainda estava pendurada pelos fios, seu corpo coberto de marcas de mordidas, as queimaduras de magia brilhando como cicatrizes azuis em sua pele alva, e o sêmen seco de Stromboli colado em seus seios e ventre. Seu rosto estava manchado de lágrimas e maquiagem borrada, os lábios inchados dos beijos forçados, e entre suas coxas, a dor latejante de ter sido devorada.
Stromboli, aproximou-se, passando um dedo sujo de tinta pelos seus lábios inferiores, onde ainda ardia a memória de sua língua.
— Bom dia, minha estrela — disse ele, sorrindo com dentes amarelados. — Dormiste bem?
Ela não respondeu. Não havia palavras para o que havia acontecido. Não havia palavras para a sensação de ter sido reduzida a nada mais que um brinquedo, uma marionete de prazer para dois monstros.
Pinóquio, falou para Stromboli que já era o suficiente, que deveria dar um fim nela.
Ele sorriu, puxando a varinha da mão do boneco e com a outra levando ele até o fogão e jogando dentro.
— Por quê??????
— Com essa varinha faço mil bonecos mágicos, mas não tenho como criar uma outra fada para ser minha puta.
Depois daquilo, os novos bonecos e a principal atração. A fada nua, eram o que traziam mais e mais riqueza para Stromboli.
E enquanto o circo se enchia com os gritos da plateia, a Fada Azul entendeu que nunca mais seria livre.
Agora, ela era apenas uma boneca.
E bonecas não têm vontade própria.


