Depois da morte do pai, ela sofria todos os dias com a madrasta e suas filhas.
Lá, entre as teias de aranha e os ratos que raspavam as paredes, ela se sentia livre. Não havia olhares julgadores, não havia risadas cruéis. Só ela, suas lágrimas e o desejo proibido que queimava entre suas pernas.
Aquele ato aliviava seu sofrimento. Era a única droga que tinha para aliviar a realidade.
Naquela noite, enquanto a tempestade batia nas janelas, Cinderela despiu-se totalmente e se encostou na parede fria, deslizando os dedos entre as coxas. Seu corpo, sempre tenso, finalmente relaxava ali, onde ninguém podia vê-la. Seus seios pequenos, os mamilos duros como pedras, subiam e desciam com cada respiração ofegante. Ela fechou os olhos, imaginando algo — qualquer coisa — que não fosse a vida que levava.
Mas então, a porta do porão se abriu com um rangido sinistro.
Drizella e Anastasia estavam lá, paradas como predadoras, observando Cinderela com olhares famintos. Seus sorrisos eram cruéis, triunfantes.
— Olha só — sussurrou Drizella, cruzando os braços.
— A nossa irmanzinha aqui, se tocando como uma cadela no cio.
Anastasia riu, passando a língua pelos lábios.
— Mamãe ia adorar saber disso — disse, avançando em direção a Cinderela, que tentou se cobrir, envergonhada.
— Não! — suplicou Cinderela, as lágrimas escorrendo pelo rosto.
— Por favor, não contem para ela!
Cinderela ia pegar sua roupa, mas Anastasia pisou nela com os dois pés.
Drizella agachou-se na frente dela, segurando seu queixo com força.
— E por que nós não contaríamos, irmãzinha? — perguntou, com uma voz doce e venenosa.
Anastasia, atrás dela, agarrou seus cabelos, puxando com violência.
— A menos que... — disse, puxando Cinderela para cima com um safanão.
Ambas as irmãs se olharam de forma lasciva e maldosa. A mesma ideia passou na cabeça de ambas.
— Você nos dê alguma coisa em troca.
Cinderela tremia, nua, vulnerável, sabendo que não tinha escolha.
— O que... o que vocês querem? — perguntou, a voz quebrada.
Drizella sorriu, passando os dedos pelos seios de Cinderela, beliscando seus mamilos até fazê-los doer.
— Você vai nos servir — disse, com uma voz que não deixava espaço para recusa.
— Mas já sirvo....
Deu um novo beliscão no seio.
— Como uma boa escrava.
Elas não deram tempo para Cinderela se vestir. Não queriam, a vergonha, medo e dor eram algo que as irmãs adoravam infringir em Cinderela.
Anastasia a arrastou pelos cabelos, subindo as escadas do porão, enquanto Drizella ia na frente, rindo como uma louca. Cinderela gritou, mas suas vozes foram abafadas pelos trovões lá fora.
— Se você fizer barulho, mamãe vai ouvir — sussurrou Drizella, pressionando a boca de Cinderela com a mão.
— E você não quer que ela saiba do seu segredinho, quer?
Cinderela balançou a cabeça, as lágrimas misturando-se com a chuva que entrava pela janela quebrada.
Elas a jogaram no quarto de Drizella, fechando a porta com um baque. Cinderela caiu de joelhos, tremendo, envergonhada, sabendo que não havia escapatória.
Então a voz da madrasta.
— Tudo bem minhas filhas, ouvi a porta bater.
— Apenas o vento mãezinha querida. Volte a dormir.
Ao ouvir a porta do quarto da madrasta fechar, as duas irmãs começaram.
— Ajoelhe-se — ordenou Drizella, desamarrando seu corset, deixando seus seios pesados caírem livremente.
Anastasia, atrás dela, passou a mão entre as próprias pernas, gemendo baixinho.
— Você vai nos fazer sentir bem — disse, agarrando o queixo de Cinderela e forçando-a a olhar para cima.
— Ou a mamãe vai te transformar em sabão.
Cinderela engoliu em seco, sabendo que não tinha escolha.
Ela se ajoelhou.
Drizella foi a primeira.
Ela empurrou Cinderela contra seu corpo, forçando sua cabeça entre seus seios.
— Chupe — ordenou, agarrando seus cabelos com força.
Cinderela hesitou, mas um safanão de Anastasia a fez obedecer. Sua língua tocou o mamilo duro de Drizella, e a irmã mais velha gemeu, arranhando seu couro cabeludo.
— Isso — sussurrou Drizella, empurrando a cabeça de Cinderela para baixo.
— Você é boa nisso, não é, irmãzinha?
— Verdade, parece uma bezerra. Hahaha.
— Isso, continua escrava gostoso.
Anastasia, impaciente, puxou Cinderela pelos cabelos, fazendo-a virar-se para ela.
— Agora eu — disse, abrindo as pernas, revelando-se molhada.
Cinderela tentou resistir, mas Drizella segurou seus braços, forçando-a a se curvar.
— Por favor, não, não quero....
— Por não querer é mais um motivo que queremos que faça. Que graça tem se você gostar?
— Faça ela gozar — ordenou Drizella, com uma voz que não deixava espaço para desobediência.
E assim, Cinderela cedeu.
Sua língua tocou Anastasia, e a irmã mais nova gemeu alto, agarrando seus cabelos com tanta força que Cinderela sentiu fios se soltarem. Ela chorou, mas não parou. Não podia parar.
— Hummm, para quem não gosta chupa muito bem.
Quando Anastasia gozou, esmagando o rosto de Cinderela contra ela, Drizella riu, passando os dedos pelo próprio corpo.
— Agora é a minha vez — disse, empurrando Cinderela para o chão.
Isso se tornou rotina.
Toda noite, depois que Seraphine dormia, Drizella e Anastasia arrastavam Cinderela para seus quartos, forçando-a a beijá-las, chupá-las, servi-las como uma escrava.
— Você é nossa — dizia Drizella, beliscando seus mamilos até sangrarem.
— E você gosta — completava Anastasia, forçando Cinderela a lamber suas coxas depois de usá-la.
Cinderela chorava, mas seu corpo traía sua mente. Às vezes, quando estava sozinha, ela sentia um calor entre as pernas, uma vergonha que a fazia odiar a si mesma.
Mas ela não tinha escolha.
Ou servia suas irmãs... ou Seraphine a destruía.
Uma noite, depois de ser usada como um brinquedo, Cinderela olhou-se no espelho do quarto de Drizella.
Seu corpo estava coberto de marcas — mordidas, arranhões, sinais de que não pertencia mais a si mesma. Seus lábios estavam inchados de tanto beijar, seus mamilos, vermelhos e doloridos das mordidas de Drizella.
Mas seus olhos... seus olhos brilhavam.
Não era medo.
Era raiva.
E nas cinzas da lareira, algo sussurrava seu nome.
— Vamos, vamos, enxugue essas lágrimas. Você não pode ir ao baile com essa cara.
— Hoje será seu dia de vitória e elas, hahaha. Não sabem o que as espera...hahaha.




