— Eles são sua proteção. Sem eles, você nunca mais verá o Kansas.
Dorothy não fazia ideia do que aqueles sapatos realmente faziam.
No início, foi apenas um formigamento nos dedos dos pés, como se estivessem adormecidos. Depois, um calor estranho que subia por suas pernas, como se o sangue em suas veias tivesse se tornado mel derretido. Sua pele ficou mais sensível; o tecido do vestido, antes confortável, agora parecia áspero e, ao mesmo tempo, excitante contra seu corpo. Dorothy sentiu seus mamilos endurecerem sob o tecido, e um calor desconhecido se espalhou entre suas coxas.
Isso não é normal, ela pensou, apertando as pernas enquanto caminhava pela estrada de tijolos amarelos. Eu não deveria me sentir assim.
Junto com a sensação os sapatos brilhavam. Era como se acompanhassem a intensidade do que ela sentia.
Mas o calor não passava. Pior: aumentava a cada passo.
Ela parou por um momento, olhando para os sapatos de rubi. Eles brilhavam como brasas, como se estivessem vivos. Dorothy sentiu um arrepio percorrer sua espinha, mas não era de medo. Era algo mais profundo, mais primitivo. Algo que a fazia querer mais.
A estrada à sua frente parecia interminável, e Dorothy soube, com uma certeza assustadora, que aqueles sapatos estavam mudando algo nela. Algo que ela não conseguia mais controlar.
Dorothy avistou um milharal à beira da estrada. As plantas altas e verdes pareciam oferecer um refúgio, um lugar onde ela poderia se esconder do mundo — e de si mesma. Sem pensar duas vezes, ela entrou no meio das plantas, sentindo as folhas secas roçarem em seu rosto e braços. O cheiro de milho maduro era forte, quase sufocante, mas ela não se importava. Precisava de algo. Precisava de alívio.
Seus dedos tremiam enquanto desamarrava o laço do vestido e o levantava até a cintura. A calcinha de algodão branco estava úmida, colada à pele. Com um suspiro trêmulo, ela a puxou para baixo, deixando-a cair aos seus pés. O ar fresco tocou sua pele quente, e Dorothy sentiu um arrepio de prazer e vergonha.
Nunca havia feito aquilo antes. Se tocar no meio das plantas perto de uma estrada. Nunca havia precisado fazer aquilo antes. Mas agora, seu corpo parecia estar em chamas, e ela não conseguia pensar em mais nada além de apagar aquele fogo.
Com mãos trêmulas, ela deslizou os dedos entre as pernas, sentindo a umidade quente e escorregadia. Um gemido escapou de seus lábios quando seus dedos encontraram o ponto mais sensível. Isso está errado, ela pensou, mas seu corpo não obedecia à razão. O vento soprava entre as plantas, fazendo um som suave e ritmado, como se a natureza mesma a incentivasse.
Dorothy fechou os olhos e se entregou à sensação. Seus dedos se moveram mais rápido, seu corpo arqueou, e ela mordeu o lábio para não gritar. O prazer crescia dentro dela, uma onda quente e avassaladora que a deixava sem fôlego. O milharal parecia abraçá-la, esconder seu segredo, enquanto ela se tocava com uma urgência que nunca havia sentido antes.
E então, o orgasmo a atingiu.
Foi intenso. Barulhento. De uma forma que nunca ela havia sentido antes.
Dorothy não conseguiu segurar o grito que escapou de sua garganta, um som rouco e desesperado que ecoou entre as plantas. Seu corpo tremeu, suas pernas quase não a sustentaram, e ela teve que se apoiar em um pé de milho para não cair. O prazer a invadiu em ondas, deixando-a ofegante e molhada, não apenas entre as pernas, mas de suor também.
Por um longo momento, Dorothy ficou ali, tentando recuperar o fôlego. Seu coração batia forte, e ela sentiu uma mistura de alívio e vergonha. O que eu fiz? ela pensou, olhando para suas mãos trêmulas. Eu nunca... eu não sou assim.
Mas os sapatos de rubi continuavam a brilhar em seus pés, como se a provocassem.
Foi então que ouviu uma voz.
— Você aí, moça! No chão! Me ajuda!
Dorothy congelou. Seu sangue gelou. Alguém a viu.
Com as mãos ainda trêmulas, ela puxou a calcinha de volta para o lugar e abaixou o vestido, sentindo o tecido úmido colar em sua pele. Olhou para cima, e entre as plantas de milho, avistou uma figura pendurada em um poste de madeira. Era um boneco feito de palha, com um sorriso costurado no rosto e olhos que pareciam observá-la com uma mistura de curiosidade e diversão.
— Por favor! — o boneco implorou, balançando levemente.
— Me tire daqui!
Dorothy engoliu em seco, sentindo a vergonha queimar seu rosto. Mas, ao mesmo tempo, uma parte dela — uma parte que crescia a cada minuto — sentia algo mais. Algo como excitação.
Ela deu um passo à frente, em direção ao boneco.
E soube, com uma certeza assustadora, que sua jornada em Oz havia acabado de ficar muito, muito mais complicada.
Dorothy ainda sentia o calor do orgasmo percorrendo seu corpo enquanto se aproximava do poste onde Espantalho estava pendurado. Seu vestido estava amassado, e ela podia sentir a umidade entre as coxas, uma lembrança vergonhosa — e excitante — do que acabara de fazer no milharal. Ele viu, ela pensou, sentindo o rosto queimar.
— Por favor, me tire daqui! — Espantalho implorou novamente, seu corpo de palha balançando levemente com o vento. Seu sorriso costurado parecia quase malicioso, como se ele soubesse exatamente o que Dorothy havia feito momentos antes.
Ela estendeu as mãos para soltar os nós que o prendiam ao poste. Seus dedos tremiam, não apenas pela pressa, mas pela proximidade. Espantalho cheirava a sol e milho seco, um aroma que, de alguma forma, a fazia sentir ainda mais quente. Quando finalmente o libertou, ele caiu nos braços dela, e Dorothy sentiu o corpo estranho e áspero dele contra o seu.
— Obrigado, querida! — Espantalho exclamou, endireitando-se. Seus olhos — dois botões pretos — a observavam com uma intensidade que a deixou desconfortável.
— Eu sou Espantalho. E você deve ser a menina que caiu do céu, não é?
Dorothy assentiu, sem conseguir encontrar as palavras. Seu corpo ainda formigava, e os sapatos de rubi pareciam pulsar em seus pés, como se a incentivassem a fazer algo mais. Algo ousado.
— Você está corada, — Espantalho observou, sua voz áspera e cheia de curiosidade.
— Será que é por causa do calor? Ou por outra razão?
Dorothy sentiu seu rosto esquentar ainda mais. Ela sabia que ele estava brincando, mas também sabia que ele sabia. Que ele tinha ouvido seus gemidos no milharal. Que ele tinha adivinhado o que ela estava fazendo.
— Eu... eu só estava descansando, — ela gaguejou, evitando seu olhar.
Espantalho riu, um som seco e sem alegria.
— Descansando sozinha no meio do milharal? — ele provocou.
— Isso não parece muito descansativo, Dorothy.
Ela não respondeu. Não podia. Porque, de repente, Espantalho estendeu a mão e tocou seu braço, seus dedos de palha ásperos arranhando sua pele macia. Dorothy sentiu um arrepio percorrer seu corpo, e seu fôlego ficou preso na garganta.
— Você é tão macia, — Espantalho murmurou, seus dedos deslizando lentamente pelo braço dela, como se estivessem explorando algo proibido.
— Não é de admirar que o milharal tenha ficado tão... excitado com sua presença.
Dorothy deveria ter se afastado. deveria ter gritado. Mas em vez disso, ela ficou paralisada, sentindo o calor entre as pernas aumentar novamente. Os sapatos de rubi queimavam em seus pés, como se estivessem a incentivando a ceder. Isso está errado, ela pensou. Eu não deveria querer isso.
Mas ela queria.
Espantalho aproximou-se ainda mais, seu corpo de palha roçando contra o dela. Dorothy podia sentir cada detalhe através do vestido: a aspereza de seus braços, a estranha solidez de seu torso. Ele não era humano, mas, de alguma forma, isso o tornava ainda mais excitante. Mais proibido.
— Você sabe, — Espantalho sussurrou, sua boca de linha costurada tão próxima ao ouvido dela que Dorothy sentiu sua respiração quente em sua pele, — eu não tenho um coração. Mas se tivesse, acho que estaria batendo bem rápido agora.
Então os lábios de ambos se tocaram. O calor, o coração, tudo, tudo estava louco no corpo e na mente da garota.
Dorothy ofegava, seus lábios ainda pressionados contra a boca áspera de Espantalho. O gosto de palha seca e sol quente invadia sua boca, e ela não conseguia — nem queria — se afastar. Seu corpo ardia, e os sapatos de rubi pareciam pulsar em seus pés, como se estivessem vivos, incentivando-a a ir além.
Espantalho afastou-se levemente, seus olhos de botão brilhando com malícia. Sua voz era um sussurro áspero, quase um rosnado de palha:
— Eu vi tudinho, Dorothy. — Sua mão de palha deslizou pela cintura dela, enquanto a outra subia lentamente pela coxa, até encontrar o calor úmido entre suas pernas.
— Vi como você se tocava no milharal. Como você gemia. Como seu corpo todo tremia quando gozou.
Dorothy sentiu o rosto queimar de vergonha, mas seu corpo traía suas emoções. Um arrepio percorreu sua espinha quando os dedos ásperos de Espantalho roçaram seu sexo, explorando-a com uma intimidade que a deixou sem fôlego.
— Fui bonzinho, — ele continuou, sua boca tão próxima que os lábios de palha batiam nos dela enquanto falava.
— Esperei você terminar. Esperei você gozar sozinha antes de chamar. Não é todo dia que uma moça bonita como você se exibe assim pra um pobre espantalho.
Dorothy não conseguia falar nada ou empurra-lo. Mas suas pernas tremiam, e o toque dele era gostoso. Demais. Ele puxou a saia dela para cima.
— Segure querida, deixe bem a mostra.
O espantalho abaixou a calcinha dela, pegando e jogando longe.
— Nossa, é tão gostoso ver esse tesouro de perto. Poucos pelos, mas com lábios bem carnudos.
Os dedos de Espantalho deslizaram entre seus lábios íntimos, encontrando a umidade quente que ainda escorria de seu primeiro orgasmo. Ele a penetrou com dois dedos, devagar, como se quisesse saborear cada segundo.
Dorothy apenas segurava a saia para cima enquanto ele a tocava. Os dedos dos lábios começou a entrar.
— Hummm, — Espantalho gemeu, seu hálito quente contra o rosto dela. — Vejo que já foi violada.
Ela fez com a cabeça que sim.
— Por quem?
Ela não falou.
— Mora com quem?
— Meus...meus tios.
— Hummm. Agora entendo.
Então ele aumentou o ritmo do toque.
Dorothy arfou, suas mãos agarrando os braços de palha dele. Ela não conseguia protestar, mesmo sabendo que aquilo estava errado. Mas as palavras morriam em sua garganta, substituídas por gemidos abafados. Os sapatos de rubi brilhavam cada vez mais, como se estivessem sincronizados com o ritmo dos dedos de Espantalho dentro dela. Cada movimento dele fazia o brilho dos sapatos aumentar, como se estivessem alimentando-se de seu prazer.
— Não... não é assim... — Dorothy tentou dizer, mas sua voz saía fraca, sem convicção.
— É sim, — Espantalho sussurrou, seus dedos movendo-se mais rápido, mais fundo.
— E você gosta. Gosta de como eu toco você. Gosta de como seus sapatinhos brilham quando você goza.
— Vou cuidar de você melhor que seu tio.
Ela não conseguiu segurar o segundo orgasmo. Veio como uma onda, mais intensa que a primeira, fazendo seu corpo tremer violentamente. Dorothy segurou-se a Espantalho, suas unhas afundando na palha de seus braços enquanto o prazer a consumia. Os sapatos de rubi brilhavam tanto que pareciam duas estrelas em seus pés, pulsando em sincronia com as contrações de seu corpo.
Quando finalmente o espasmo passou, Dorothy sentiu as pernas fraquejarem. Espantalho a segurou com firmeza, impedindo que ela caísse.
— Uau, — ele riu, sua voz cheia de satisfação.
— Você é mais sensível do que parece, mocinha.
Dorothy respirava com dificuldade, seu corpo ainda tremendo levemente. A vergonha veio em seguida, como uma onda fria após o calor do prazer. Ela baixou os olhos, sentindo as bochechas queimarem.
— Por favor... não conte a ninguém, — ela pediu, sua voz quase um sussurro.
— Ninguém pode saber.
Espantalho sorriu, seus olhos de botão brilhando.
— Claro que não, Dorothy, — ele respondeu, cruzando os dedos de palha atrás das costas, onde ela não podia ver.
— Seu segredinho está seguro comigo.
Ele a ajudou a se recompor, ajustando seu vestido amassado e limpando os fios de palha que haviam grudado em sua pele suada.
— Minha calcinha.
— Ela caiu ali no barro, deixe, você não precisa mais dela.
— Você deve estar indo para Oz, não é? — Espantalho perguntou, como se nada tivesse acontecido.
— Todos vão para lá. Eu irei com você, se não se importar.
Dorothy assentiu, ainda envergonhada, mas aliviada por não estar sozinha. Os sapatos de rubi haviam perdido um pouco do brilho intenso, como se o efeito estivesse diminuindo após os orgasmos. Mesmo assim, ela podia sentir o calor ainda presente, uma promessa de que aquilo não havia terminado.
— Obrigado, — ela murmurou, evitando seu olhar.
Espantalho sorriu, como se soubesse que aquilo era apenas o começo.
E, enquanto caminhavam pela estrada de tijolos amarelos, Dorothy não podia evitar a sensação de que sua jornada em Oz estava apenas começando — e que, de alguma forma, ela nunca mais seria a mesma.
O sol de Oz queimava mais forte agora, e Dorothy sentia o suor escorrer entre seus seios enquanto caminhava ao lado de Espantalho. Os sapatos de rubi, embora tivessem perdido um pouco do brilho intenso após os orgasmos no milharal, ainda queimavam levemente em seus pés, como uma lembrança constante do que havia feito.
Aquilo doía. Como assim ela se deixou tocar, ela pensou, apertando as coxas enquanto uma onda de calor subia por suas pernas. O vestido xadrez colava em sua pele, e cada passo parecia acender uma faísca entre suas coxas.
Foi então que ouviram o som.
Um gemido metálico, quase humano, vindo de entre as árvores à beira da estrada. Espantalho virou a cabeça, seus olhos de botão brilhando com curiosidade.
— Parece que alguém precisa de ajuda, — ele disse, sua voz áspera carregada de um tom que Dorothy não conseguia decifrar. Diversão? Expectativa?
Ela seguiu o som, empurrando os galhos que bloqueavam o caminho, até avistar a figura imóvel entre as folhas. Era um homem — ou algo que se parecia com um homem — feito inteiramente de metal, seus membros rígidos e enferrujados, como se tivesse ficado parado ali por anos. Seu rosto, embora sem expressão, tinha um ar de tristeza profunda, como se carregasse o peso de uma solidão eterna.
— Por favor... — a voz do Homem de Lata saiu arrastada, como se cada palavra fosse um esforço.
— Eu não consigo me mover. Estou enferrujado.
Dorothy aproximou-se, sentindo o coração bater mais rápido. Não era medo. Era algo mais complexo, uma mistura de fascinação e um desejo estranho, quase proibido. O Homem de Lata era perfeito em sua imobilidade: linhas retas, curvas precisas, um corpo esculpido em metal frio. Ela estendeu a mão, hesitante, e tocou seu braço. A superfície estava fria, quase gelada, mas sob seus dedos, ela sentiu algo mais. Uma promessa.
— Precisamos de óleo, — Espantalho disse, seu tom casual, mas seus olhos de botão fixos em Dorothy, como se soubesse exatamente o que ela estava sentindo.
Dorothy encontrou uma latinha de óleo abandonada próximo a um tronco. Seus dedos tremiam enquanto ela a abria, não apenas pela pressa de ajudar, mas pela antecipação de tocá-lo novamente. O cheiro do óleo invadiu suas narinas — metálico, pesado, quase intoxicante.
— Eu... eu vou aplicar, — ela murmurou, sua voz mais baixa do que pretendia.
Começou pelos braços. Cada vez que suas mãos deslizavam sobre o metal, lubrificando as juntas, o Homem de Lata estremecia levemente, como se estivesse acordando de um longo sono. Dorothy podia sentir os olhos de Espantalho sobre ela, observando cada movimento, mas não conseguia parar. O contato com o corpo duro do Homem de Lata era hipnótico. Ela imaginava como seria tocá-lo sem a camada de ferrugem, sentir a superfície lisa e fria sob suas mãos.
— Isso... isso está funcionando, — o Homem de Lata disse, sua voz ganhando vida à medida que as juntas iam se soltando. — Obrigado.
Dorothy engoliu em seco. Seu corpo estava quente, quase febril, e os sapatos de rubi começaram a brilhar novamente, como se respondessem ao seu desejo. Ela se inclinou para frente, aplicando óleo em seu peito, e seus seios roçaram acidentalmente na mão imobilizada dele. Um choque elétrico percorreu seu corpo. Deus, ela pensou, isso não deveria me excitar tanto.
Mas excitava.
O Homem de Lata não era como Espantalho. Não era macio, nem áspero. Era duro. Inquebrável. E, de alguma forma, isso o tornava ainda mais tentador.
— Desculpe, — ela sussurrou, mas não se afastou. Em vez disso, continuou a passar o óleo, seus dedos deslizando sobre o metal com uma lentidão deliberada. Cada toque fazia seu corpo formigar, e ela podia sentir a umidade crescer entre suas pernas.
Espantalho permaneceu em silêncio, mas Dorothy sabia que ele a observava. Ele sabe, ela pensou. Ele sabe o que isso está fazendo comigo.
— Você é muito gentil, — o Homem de Lata disse, sua voz agora mais clara, quase musical. — Ninguém nunca fez isso por mim.
Dorothy olhou para ele, seus olhos encontrando os dele — dois círculos escuros e profundos, como poços sem fundo. Ele não é humano, ela lembrou a si mesma. Isso é errado. Isso é...
Mas antes que pudesse terminar o pensamento, o Homem de Lata moveu o braço pela primeira vez, sua mão metálica roçando levemente em sua cintura. Não era um gesto intencional, ou pelo menos não parecia ser. Mas o contato, mesmo que acidental, foi suficiente para fazer Dorothy arfar.
— Eu... eu acho que já está bom, — ela gaguejou, recuando um passo. Seu corpo inteiro estava em chamas, e os sapatos de rubi brilhavam com uma intensidade que a assustava.
Espantalho finalmente quebrou o silêncio, sua voz cheia de uma malícia velada:
— Parece que você tem um dom para acordar coisas adormecidas, Dorothy.
Ela não respondeu. Não conseguia. Porque, no fundo, sabia que ele estava certo. Os sapatos de rubi não eram apenas uma proteção. Eram uma maldição. Uma maldição que a transformava, que a fazia querer coisas que nunca havia imaginado antes.
E, pela primeira vez, Dorothy não tinha certeza se queria que isso parasse.
O grupo seguia pela estrada de tijolos amarelos, o sol de Oz brilhando forte sobre eles. Dorothy ainda sentia o calor do toque do Homem de Lata em sua pele, e os sapatos de rubi pulsavam levemente em seus pés, como se estivessem ansiosos pelo próximo passo. Espantalho caminhava ao seu lado, seus olhos de botão brilhando com uma diversão maliciosa, enquanto o Homem de Lata seguia em silêncio, seu corpo metálico refletindo a luz do sol. O ar estava carregado de uma tensão estranha, uma mistura de desejo e expectativa.
Foi então que um rugido ecoou pela floresta.
Dorothy congelou. Espantalho e o Homem de Lata também pararam, seus corpos tensos. O som era profundo, primitivo, e vinha das sombras entre as árvores. Algo grande se movia lá, algo que não parecia amigável.
— O que foi isso? — Dorothy sussurrou, sentindo o coração acelerar. Não era medo. Ou pelo menos, não apenas medo. Era algo mais, uma excitação que ela não conseguia explicar.
Antes que pudessem reagir, uma figura imensa emergiu das árvores. Um leão, sua juba dourada brilhando sob o sol, seus olhos amarelados fixos neles. Ele era enorme, sua presença dominando o espaço ao redor. Dorothy recuou instintivamente, tropeçando em uma raiz exposta. Seu corpo caiu para trás, e suas pernas se abriram sem querer. O vestido subiu, e ela sentiu o ar fresco tocar sua pele onde não deveria.
E então, ela viu.
O Leão não era como os outros. Não era feito de palha ou metal. Era real. E, entre suas patas traseiras, algo grosso e peludo se movia levemente. Dorothy engoliu em seco, seus olhos arregalados. Não, ela pensou. Não, não, não. Mas não conseguia desviar o olhar. Era grande. Demais. E estava ali, tão perto dela que ela podia quase sentir o calor emanando dele.
— Por favor, não nos machuquem! — Espantalho gritou, sua voz trêmula, mas Dorothy podia ouvir o tom de pânico genuíno. O Homem de Lata também parecia assustado, seus braços metálicos tremendo levemente.
O Leão baixou a cabeça, seus olhos encontrando os de Dorothy. Havia algo neles — não apenas fome, mas desejo. Um desejo bruto, animal, que a fez tremer.
— Eu não vou machucar vocês, — o Leão rugiu, sua voz grave e rouca. — Eu só... eu só tenho medo de tudo. Não consigo ir sozinho.
Dorothy tentou se recompor, puxando o vestido para baixo com mãos trêmulas. Ele viu, ela pensou, sentindo o rosto queimar. Ele viu tudo. Mas, ao mesmo tempo, uma parte dela — uma parte que crescia a cada minuto — não se importava. Os sapatos de rubi brilhavam com uma intensidade que a deixava tonta, como se estivessem incentivando-a a ceder.
— Vocês estão indo para Oz, não estão? — o Leão perguntou, sua voz mais suave agora.
— Eu posso ir com vocês? Não aguento mais ficar sozinho.
Dorothy olhou para ele, seu corpo ainda tremendo. Ele é um animal, ela lembrou a si mesma. Isso é errado. Isso é...
Mas os sapatos de rubi queimavam em seus pés, e o calor entre suas pernas era quase insuportável. Ela podia sentir o cheiro do Leão — musgo, terra, algo selvagem e intoxicante. Eu não deveria querer isso, ela pensou. Mas eu quero.
— Claro, — ela ouviu a si mesma dizer, sua voz mais firme do que ela se sentia.
— Você pode vir conosco.
O Leão sorriu — ou pelo menos, Dorothy achou que era um sorriso. Seus dentes brancos brilharam, e ele se aproximou, seu corpo enorme quase encostando nela. Dorothy sentiu o cheiro quente de sua pelagem, o calor que emanava dele. Isso é loucura, ela pensou. Eu não posso...
Mas, quando o Leão passou por ela, sua cauda roçando levemente em sua perna, Dorothy não se afastou. Em vez disso, ela sentiu uma onda de desejo tão forte que quase a derrubou. Eu estou perdendo o controle, ela percebeu. E não tenho certeza se quero recuperá-lo.
Espantalho e o Homem de Lata trocaram um olhar, como se soubessem exatamente o que estava acontecendo. Como se soubessem que Dorothy estava à beira de algo de que não poderia voltar.
E, enquanto o grupo seguia pela estrada, Dorothy não conseguia parar de pensar no Leão. Em seu corpo forte, em seu cheiro, em como seria ceder aquele instinto selvagem.
Os sapatos de rubi brilhavam mais forte do que nunca.
Chegaram me um campo cheio de flores.
O cheiro das papoulas atingiu Dorothy como um soco no estômago. Era doce, quase doentio, como mel derretido misturado com algo mais pesado, mais intoxicante. Assim que entraram no campo, o ar ficou espesso, como se estivesse carregado de uma névoa invisível que penetrava seus pulmões e queimava sua pele por dentro. Seus joelhos tremiam, e o calor entre as pernas — que já era insuportável — tornou-se uma dor latejante, uma necessidade que a consumia por dentro.
— Dorothy... — Espantalho chamou, sua voz distante, como se estivesse embaixo d'água.
— Você está bem?
Ela não estava. Não estava bem há muito tempo.
Os sapatos de rubi brilhavam com uma intensidade cegante, como se estivessem vivos, alimentando-se de seu desejo. Cada passo que dava no campo de papoulas fazia o calor dentro dela aumentar, como se as flores estivessem liberando algo no ar, algo que se misturava ao efeito dos sapatos e a deixava louca. Sua pele formigava, seus mamilos estavam duros e doloridos sob o tecido do vestido, e a umidade entre suas coxas era quase insuportável.
— Eu não aguento mais... — ela sussurrou, suas mãos tremendo enquanto seguiam pela estrada de tijolos amarelos, agora quase invisível sob o mar de pétalas vermelhas.
Espantalho a observava com seus olhos de botão, seu sorriso costurado mais malicioso do que nunca. O Homem de Lata, sempre silencioso, parecia quase hipnotizado por ela, seus olhos metálicos seguindo cada movimento seu. E o Leão... Deus, o Leão. Ele caminhava atrás dela, sua presença imensa e quente, como uma promessa de algo que ela não ousava nomear.
— Precisamos descansar, — Dorothy disse, sua voz rouca. Ou eu vou enlouquecer.
Ela não esperou por uma resposta. Afastou-se do caminho e adentrou o campo de papoulas, suas pernas tremendo a cada passo. As flores roçavam em seu corpo, suas pétalas macias como dedos, acariciando sua pele, aumentando o fogo dentro dela. Dorothy caiu de joelhos no meio das papoulas, suas mãos afundando no mar vermelho. Preciso de alívio, ela pensou, preciso de algo, qualquer coisa.
Espantalho seguiu-a, seus passos leves como folhas secas caindo no chão.
— Dorothy... — ele chamou, sua voz um sussurro áspero.
— Você não deveria...
Mas ela não ouviu. Não conseguia ouvir nada além do sangue latejando em seus ouvidos, do desejo queimando suas veias. Dorothy virou-se para Espantalho, seus olhos encontrando os dele. Não havia mais vergonha. Não havia mais resistência. Havia apenas necessidade.
Ela o puxou para si, seus lábios colidindo com os dele em um beijo desesperado. Espantalho gemeu — ou pelo menos fez um som que se parecia com um gemido — enquanto suas mãos de palha deslizavam pelas costas dela, puxando-a mais perto. Dorothy sentiu o corpo áspero dele contra o seu, mas não era suficiente. Nada era suficiente.
Suas mãos deslizaram pela palha do corpo dele, descendo, procurando, até encontrar o lugar onde deveria haver algo. Algo duro. Algo quente. Mas não havia nada. Apenas palha, trapos, o vazio onde um homem teria...
— É uma pena que você não tenha nada aqui, — ela murmurou contra os lábios dele, sua voz rouca de frustração.
— Porque eu preciso... eu preciso urgente de algo.
Espantalho riu, um som seco e sem alegria.
— Eu posso não ter o que você quer, Dorothy, — ele sussurrou, seus dedos ásperos deslizando pelo corpo dela, encontrando o caminho sob seu vestido.
— Mas eu sei quem tem.
Dorothy arfou quando os dedos dele roçaram seu sexo, já molhado e latejante. Ela olhou por cima do ombro de Espantalho e viu o Leão, seus olhos amarelados fixos nela, cheios de uma fome que correspondia à sua própria. O Homem de Lata estava parado ao lado, seu rosto metálico impassível, mas seus olhos... Deus, seus olhos brilhavam com uma intensidade que a fazia tremer.
— Vocês dois... — ela sussurrou, sua voz quase inaudível.
— Vocês dois sabem o que eu preciso.
O Leão avançou, seu corpo enorme movendo-se com uma graça predatória. Dorothy sentiu o cheiro quente de sua pelagem, o calor que emanava dele, e soube que não havia mais volta. Não havia mais ela. Havia apenas o desejo, a necessidade, a fome.
— Eu posso te dar o que você precisa, Dorothy, — o Leão rugiu, sua voz grave e rouca, quase um rosnado.
— Mas uma vez que você começar, não há volta. Você terá se entregado a um animal.
Ela não respondeu com palavras. Em vez disso, estendeu a mão e tocou o corpo peludo dele, sentindo a musculatura poderosa sob seus dedos. O Leão arfou, seu corpo tremendo levemente, e Dorothy soube que ele também estava à beira do controle.
— Eu não me importo, — ela sussurrou, seus olhos encontrando os dele.
— Eu só preciso... eu só preciso sentir.
E então, o Leão a puxou para si, sua boca quente e úmida encontrando a dela em um beijo que era mais um devorar do que um tocar. Dorothy gemeu, suas mãos agarrando a juba dourada dele, enquanto o corpo enorme do Leão a pressionava contra o chão macio de papoulas. Ela podia sentir ele — duro, quente, real — contra sua coxa, e soube que, dessa vez, não haveria volta.
Os sapatos de rubi brilhavam como duas estrelas em seus pés, seu brilho sincronizado com cada batida do coração dela, cada gemido que escapava de seus lábios. Dorothy não era mais a menina do Kansas. Não era mais inocente.
Eles ficaram se tocando até sair do campo. E entrarem em uma floresta.
A Floresta Sombria os engoliu como uma boca escura e úmida. As árvores, retorcidas e cobertas de musgo, sussurravam segredos que faziam o sangue de Dorothy ferver. Ela podia ouvir as vozes, baixas e sedutoras, como se estivessem rastejando dentro de sua cabeça, repetindo seus desejos mais sujos, aqueles que ela mal ousava admitir para si mesma.
"Dorothy quer sentir o machado do Homem de Lata dentro dela..." "Dorothy sonha em ser montada pelo Leão enquanto Espantalho assistir..." "Dorothy imagina o metal frio do Homem de Lata rasgando sua pureza..." "Dorothy sempre gostou do pau do tio".
Os sapatos de rubi queimavam em seus pés, como se estivessem vivos, alimentando-se de sua luxúria. O ar era espesso, carregado com o cheiro de terra molhada e algo mais — algo animal. Dorothy respirava fundo, sentindo o calor entre as pernas latejar com uma intensidade quase insuportável. Ela já não era mais a menina do Kansas. Agora, ela era deles. E eles eram dela.
Espantalho, sempre o provocador, caminhava ao seu lado, seus olhos de botão brilhando com malícia. O Homem de Lata seguia em silêncio, seu corpo metálico refletindo a pouca luz que penetrava as copas das árvores, o machado pendurado em sua cintura balançando levemente a cada passo. O Leão, imponente e selvagem, caminhava atrás, sua juba dourada brilhando como fogo na penumbra. Seu focinho úmido e largo exalava um calor que a fazia tremer.
Dorothy parou de repente, seus dedos deslizando pelo cabo de madeira do machado do Homem de Lata. Ela o puxou levemente, sentindo o peso da ferramenta, e então, com um sorriso malicioso, pressionou os lábios contra a base do cabo, bem onde o metal encontrava a madeira. Fechou os olhos e imaginou: o machado não era mais de madeira, mas de carne. Dura. Grossa. Enterrando-se nela com força.
— Pena que não é isso que você carrega entre as pernas, — ela murmurou, sua voz rouca e cheia de promessas.
— Mas eu posso imaginar...
O Homem de Lata não respondeu, mas seus olhos metálicos arderam com uma intensidade que a fez sorrir. Ele sabia. Sabia exatamente o que ela estava pensando.
Sem mais delongas, Dorothy virou-se para o Leão. Seu corpo enorme e peludo estava tenso, como se estivesse se segurando por um fio. Ela não hesitou. Aproximou-se, suas mãos subindo pela juba espessa até encontrar o focinho largo e úmido do Leão. Não era um beijo convencional — não poderia ser. Em vez disso, ela pressionou seus lábios contra o focinho dele, sentindo a textura áspera de sua pele, o hálito quente e pesado. O Leão arfou, um som entre um rosnado e um gemido, e Dorothy soube que tinha poder sobre ele.
— Você é tão lindo, — ela sussurrou, suas mãos descendo pelo peito musculoso do Leão até encontrar o que procurava. Seu membro era grosso, peludo, pulsando sob seus dedos. Perfeito.
Ela não se importou com os olhos de Espantalho e do Homem de Lata sobre ela. Na verdade, gostava disso. Com movimentos lentos e deliberados, começou a masturbá-lo, sentindo o corpo do Leão tremer a cada toque. Ele gemeu, um som gutural e desesperado, suas garras afundando na terra enquanto tentava manter o equilíbrio.
— Você gosta disso, não é? — Dorothy provocou, sua voz um sussurro quente.
— Gosta de ser tocado assim, na frente deles...
— Eu fazia isso com o pau do meu tio, mas o seu é maior, é diferente.
O Leão não conseguiu responder. Seu corpo inteiro estava tenso, à beira do colapso. Dorothy podia ver o Espantalho, seus joelhos de palha tremendo. Até o Homem de Lata parecia afetado, seu corpo metálico emitindo um leve tremor, como se suas juntas estivessem superaquecendo.
Mas então, algo mudou.
Espantalho, com um movimento rápido, pegou Dorothy no colo, seus braços de palha a envolvendo com uma força surpreendente.
— Chega, — ele disse, sua voz áspera. — Vocês dois vão desmaiar aqui se não pararmos. O efeito das papoulas ainda está forte.
— Não, não, não... me solta. Gritava Dorothy enquanto se debatia. — Quero o pau dele, preciso.
O Homem de Lata não perdeu tempo. Com um movimento preciso, ele segurou o Leão, que estava quase caindo, seus olhos vidrados de prazer.
— Precisamos chegar ao rio, — o Homem de Lata disse, sua voz mecânica, mas urgente.
— Agora.
Dorothy tentou protestar mais uma vez, mas seu corpo também estava fraco, os membros pesados. Ela se deixou levar, sentindo o calor do Leão e a determinação do Homem de Lata enquanto os dois a carregavam — ou melhor, arrastavam — em direção à salvação. Ou talvez, à próxima etapa de sua queda.
Os sapatos de rubi apertavam o pé dela, como se não quisessem que ela saísse de lá e sim que trespasse no desejo.
Ela ouve o som de agua, estavam chegando no rio.
A água gelada do rio deveria ter acalmado Dorothy, mas não adiantou. Assim que o efeito das papoulas se dissipou, a vergonha a atingiu como uma enxurrada. Ela se lembrou de tudo: o jeito como havia beijado o focinho do Leão, como masturbara seu membro peludo na frente dos outros, como se entregara ao desejo sem pudor. Meu Deus, o que eu fiz? Seu rosto queimava, e ela evitou olhar para eles, envergonhada. Mas então, como se sentisse sua hesitação, os sapatos de rubi voltaram a agir. Um calor insuportável subiu por suas coxas, e ela sentiu a umidade escorrer entre suas pernas, molhando suas coxas por dentro.
— Eu não sou assim! — ela gritou, suas mãos tremendo.
— Esse sapato... esse maldito sapato! — Dorothy olhou para seus pés, onde os rubis brilhavam com uma luz provocante.
— Meu corpo arde. Meu sexo pinga. Eu não aguento mais!
Os três a observavam em silêncio. Espantalho, com seus braços cruzados, mas os olhos de botão fixos em seu corpo trêmulo. O Homem de Lata, imóvel, mas com uma tensão visível em suas juntas metálicas. E o Leão, com sua juba ainda desalinhada, respirando pesado, como se também estivesse lutando contra o próprio desejo.
O calor entre suas pernas era insuportável. Dorothy não conseguia mais pensar. Precisava de alívio. Agora.
Com um movimento brusco, ela puxou o vestido por cima da cabeça, removendo e o jogou na margem, ficando completamente nua. Seu corpo, antes escondido sob o tecido xadrez, agora estava exposto: seios firmes e rosados, com mamilos duros como pedras; a cintura fina, os quadris arredondados; e entre as coxas, o sexo inchado e brilhante de tanto desejo. A água fria do rio não fazia diferença. Seus dedos deslizaram entre as pernas, e ela gemeu alto ao sentir o quanto estava molhada.
— Vocês... vocês não podem me olhar assim! — ela arfou, mas suas mãos não pararam. Seus dedos circularam seu clitóris, e um arrepio percorreu sua espinha. Eles estão vendo. Todos eles estão vendo. E, por mais que tentasse negar, isso só a excitava mais.
Seus seios balançavam levemente com o movimento de seus braços enquanto ela se tocava, os mamilos ainda mais duros sob o ar fresco. Ela arqueou as costas, seus quadris se movendo sozinhos, como se tivessem vida própria. A água batia em sua pele, mas o fogo dentro dela era mais forte.
— Ahhh... — Dorothy gemeu, seus dedos afundando entre os lábios inchados de seu sexo. É tão bom... tão errado...
O Leão rosnou baixinho, suas garras afundando na terra. O Homem de Lata emitiu um som metálico, como se suas engrenagens estivessem travando de desejo. Espantalho apenas sorriu, seus dedos de palha se contorcendo, como se quisesse tocá-la.
— Por favor... — ela suplicou, mas não sabia se pedia para pararem de olhar ou para continuarem. Não importa. Eu preciso gozar.
Seus dedos se moveram mais rápido, e ela sentiu o orgasmo se aproximando, mais intenso do que qualquer outro que já tivera. Os sapatos de rubi brilhavam como brasas, como se estivessem sugando sua resistência.
— Eu não aguento! — ela berrou, suas pernas tremendo.
— Eu vou gozar! Vou gozar na frente de vocês!
E então, o prazer a atingiu como um raio. Dorothy jogou a cabeça para trás, seus cabelos molhados colando em suas costas enquanto um grito rouco e desesperado escapava de sua garganta. Seu corpo inteiro tremeu, suas coxas se fechando em torno de seus dedos, como se tentassem conter a onda de prazer que a invadia. Meu Deus, é tão forte! Ela nunca havia gozado assim antes. Os sapatos de rubi estavam tornando seus orgasmos cada vez mais intensos, cada vez mais destruidores.
— Ahhhhh! — ela berrou, sua voz ecoando pelo rio, enquanto seu sexo pulsava em suas mãos. Eles estão me vendo. Todos eles estão me vendo gozar.
Quando finalmente abriu os olhos, Dorothy estava ofegante, seu corpo ainda tremendo de prazer. Os três continuavam ali, imóveis, seus olhares queimando sua pele. O Leão estava quase rosnando, o Homem de Lata emitia um zumbido baixo, e Espantalho... Espantalho apenas sorria, como se soubesse que aquilo era apenas o começo.
— Isso não muda nada, — ela falou, sua voz trêmula, enquanto a água corria por seu corpo nu. Mas, no fundo, ela sabia a verdade.
Os sapatos de rubi brilhavam em seus pés, como se estivessem rindo dela.
Dorothy emergiu do rio como uma criatura selvagem, a água escorrendo por seu corpo nu, a pele brilhando sob a luz dourada de Oz. Seus seios pesados balançavam a cada passo, os mamilos duros e inchados, e entre suas coxas, o sexo pulsava, molhado e latejante. Os sapatos de rubi brilhavam com uma intensidade quase insuportável, como se estivessem queimando suas solas. Ela não conseguia mais pensar. Não conseguia mais resistir.
Seus olhos, vidrados e alucinados, fixaram-se no Leão. Seu corpo enorme e peludo estava tenso, pronto, como se soubesse exatamente o que ela queria. Preciso disso. Preciso deles.
— Não aguento mais! — ela gritou, sua voz rouca e desesperada.
— Só me tocar não é suficiente! Estou sem ar... o calor me queima! — Dorothy caiu de joelhos na frente do Leão, suas mãos tremendo enquanto ela puxava seu membro peludo para perto de seus lábios. Tão grosso. Tão quente.
Sem hesitar, ela abriu a boca e envolveu a cabeça do pênis do Leão com os lábios, sentindo o gosto salgado e animal de sua pele. Um gemido escapou de sua garganta enquanto sua língua deslizava pela extensão dura, lambendo cada veia, cada detalhe. Deus, é tão bom. Sua boca desceu, engolindo-o até onde conseguia, enquanto suas mãos massageavam suas bolas pesadas, sentindo o peso delas em suas palmas.
Ela sentia uma vergonha enorme. O que fazia, com um animal na frente daqueles dois. Mas não conseguia parar.
— Sim... assim... — ela murmurou, sua voz abafada pelo membro do Leão.
— Eu preciso disso. Preciso de você.
O Leão rosnou, suas garras afundando na terra enquanto uma de suas patas subia para acariciar a cabeça de Dorothy, como se quisesse protegê-la e dominá-la ao mesmo tempo. Ele gosta. Ele gosta de como eu chupo.
Enquanto Dorothy chupava o Leão com uma fome animal, sentiu mãos em seu corpo. Espantalho aproximou-se, seus dedos de palha ásperos deslizando por suas costas, acariciando seus seios, beliscando seus mamilos até que ela arfasse de prazer. O Homem de Lata, sempre silencioso, posicionou-se atrás dela. Dorothy sentiu algo duro e frio pressionar contra sua entrada. O cabo do machado.
— Você está tão molhada, Dorothy, — o Homem de Lata sussurrou, sua voz mecânica, mas carregada de desejo.
— Tão pronta.
Ela não respondeu. Não podia. Sua boca estava ocupada, sua língua trabalhando no membro do Leão enquanto o Homem de Lata começava a introduzir o cabo do machado dentro dela. Não é um pênis. Não é carne. É madeira. É frio. É perfeito.
— Ahhh! — Dorothy gemeu em torno do pau do Leão enquanto o cabo do machado deslizava para dentro dela, inchando-a, esticando-a. É tão estranho... tão bom. O Homem de Lata começou a mover o cabo para dentro e para fora, devagar no início, depois mais rápido, cada movimento fazendo seus quadris se contorcerem.
— Mais... mais... — ela implorou, sua voz abafada, enquanto saliva escorria de seus lábios. Eu preciso de mais.
— Você não liga se alguém aparecer e ver o que estamos fazendo Dorothy.
— Ligo sim, e muito, mas não pare mesmo assim. Prefiro a vergonha a vocês pararem.
O Leão não aguentou. Com um rugido, ele empurrou Dorothy para longe de seu membro e deitou-se de barriga para cima, seu pênis ereto e pulsante apontando para o céu. Dorothy não precisou de convite. Ela subiu no colo do Leão, sentindo a pelagem macia sob suas coxas enquanto posicionava a entrada de seu sexo sobre a cabeça latejante dele. Finalmente.
Com um gemido, ela desceu, sentindo o membro grosso do Leão rasgar seu interior, enchendo-a de uma maneira que o cabo do machado não podia. Sim. Sim. SIM.
— Ahhh, meu Deus! — ela gritou, rindo e gemendo ao mesmo tempo enquanto começava a subir e descer, seu corpo movendo-se em um ritmo desesperado. É tão grande. Tão quente. Tão perfeito. Cada movimento fazia o pau do Leão esfregar contra suas paredes internas, enquanto o Homem de Lata continuava a mexer o cabo do machado em sua buceta, agora molhada e escorregadia de tanto tesão.
— Muito mais gostoso que do meu tio. — Dorothy não conseguia evitar de falar essas coisas. Eram erradas, eram segredos que guardava na sua casa no Kansas. Mas ali não consegui esconder ou mentir.
Espantalho não ficou para trás. Suas mãos de palha deslizaram entre seus seios, beliscando, apertando, enquanto sua boca de linha costurada encontrava a dela em um beijo áspero e desesperado.
— Você é nossa, Dorothy, — Espantalho sussurrou contra seus lábios.
Ela não respondia mais com palavras. Seu corpo falava por ela: os gemidos altos, os quadris balançando, as unhas afundando na pelagem do Leão enquanto o prazer a consumia. Eu sou deles. Eu sou deles.
E então, o orgasmo a atingiu como um furacão. Dorothy jogou a cabeça para trás, seus cabelos voando enquanto ela gritava, seu corpo tremendo violentamente. O Leão rugiu, seu membro pulsando dentro dela enquanto jorrava seu calor. Dorothy sentiu cada jato, cada espasmo, como se fosse parte dela mesma.
Por um momento, tudo ficou em silêncio. Seu corpo finalmente parecia calmo, saciado. Finalmente.
Mas então, um som cortou o ar.
Um grasnado agudo, quase humano, ecoou pela floresta. Dorothy levantou a cabeça, ofegante, e viu. Macacos. Macacos com asas. Eles cercavam o grupo, seus olhinhos brilhando com malícia, suas asas batendo em uníssono. E, no centro deles, montada em uma vassoura, estava ela.
A Bruxa do Oeste.
Seus lábios pintados de vermelho se curvaram em um sorriso cruel enquanto ela descia, suas mãos verdes estendidas como garras.
— Bem, bem, bem, — a Bruxa disse, sua voz doce e venenosa.
— Parece que encontrei o que procurava.
Dorothy tentou se mover, mas seu corpo, antes cheio de energia, agora estava exausto. O Leão rosnou, tentando se levantar, mas os macacos voadores já os cercavam, suas garras afiadas prontas para atacar.
— Vocês vão vir comigo, — a Bruxa ordenou, seus olhos dourados brilhando com uma promessa sombria.
— Todos vocês.
Os macacos alados agarraram Dorothy com suas garras afiadas, arrancando-a do colo do Leão com um movimento brusco. Ela sentiu a pele ser beliscada, os dedos peludos dos macacos apertando seus seios, arranhando suas coxas, enquanto a levavam pelos ares. O vento frio batia em seu corpo nu, fazendo seus mamilos endurecerem ainda mais, enquanto os sapatos de rubi brilhavam com uma luz quase demoníaca. Não! Soltem-me! — ela gritou, debatendo-se, mas suas forças haviam se esgotado após os orgasmos intensos. Os macacos riam, suas vozes agudas e cruéis, enquanto a arrastavam em direção ao Castelo da Bruxa do Oeste.
O salão principal do castelo era uma câmara escura, iluminada por tochas que lançavam sombras dançantes nas paredes de pedra negra. Dorothy foi jogada no chão com violência, sentindo a superfície fria e áspera contra sua pele quente e suada. Completamente nua. Seus seios pesados balançavam com o impacto, e ela tentou, em vão, cobrir-se com as mãos. Mas era tarde demais. Espantalho, o Homem de Lata e o Leão estavam pendurados nas paredes por correntes mágicas, seus corpos imóveis, mas seus olhares cheios de uma mistura de preocupação e desejo não saciado.
A Bruxa do Oeste desceu de sua vassoura com uma elegância perversa, seu vestido verde-esmeralda colado a cada curva de seu corpo sinuoso. Seus lábios vermelhos como sangue se curvaram em um sorriso cruel enquanto ela circundava Dorothy, como uma predadora analisando sua presa.
— Olhe só para você, — a Bruxa sussurrou, sua voz doce e venenosa como mel envenenado.
— A pequena Dorothy do Kansas, agora uma putinha tremente, incapaz de controlar seus próprios desejos. — Ela riu, um som que ecoou pelas paredes do castelo, fazendo arrepios percorrerem a espinha de Dorothy.
— Nem um dia inteiro com os sapatinhos e já se entregou a três coisas diferentes. Patético.
Dorothy tentou se levantar, mas suas pernas tremiam. Ela está certa. Eu sou fraca. Eu sou uma puta.
— Você não consegue suportar o poder dos sapatos, — a Bruxa continuou, seus dedos verdes e longos acariciando o queixo de Dorothy, forçando-a a olhar nos seus olhos dourados e hipnóticos.
Aquele toque, a forma que falava dela a deixava excitada. Ela sentia raiva de si mesma, pois estava em perigo e o tesão falava mais alto que o medo.
— Mas não precisa lutar contra isso, querida. Basta se entregar. Abraçar a luxúria. Ser o que você realmente é.
Dorothy sentiu o calor familiar subindo por suas coxas, seu sexo latejando, molhado e inchado. Não. Não posso ceder. Não novamente.
— Consigo ver seus lábios, inchando como se fossem explodir e a bucetinha pingando. Mesmo agora está louca por sexo.
A Bruxa aproximou-se ainda mais, seu hálito quente e doce contra o rosto de Dorothy.
— Vou fazer um desafio simples, — ela disse, sua voz um sussurro sedutor que parecia rastejar dentro da mente de Dorothy.
— Basta você não fazer nada por cinco minutos.
— Se depois que a areia tiver caído toda no fundo, você não tiver feito nada degradante, ganha.
Com um estalar de dedos, três soldados de Oz foram arrastados para o salão. Eles estavam nus, seus corpos musculosos cobertos por barbas verdes espessas que desciam até seus peitos. E entre suas pernas... Deus. Seus membros eram grossos, longos, erguidos e pulsantes, apesar da situação. Veias saltadas percorriam a extensão de seus paus, e a cabeça de cada um brilhava com uma gota de pré-gozo. Eles me veem nua e ficam assim?
— Se você conseguir resistir, — a Bruxa continuou, — libertarei você, seus amiguinhos e esses três guardas. Mas se falhar... — seus olhos brilharam com malícia.
— Os sapatos serão meus. E você também.
Dorothy engoliu em seco, sentindo a garganta seca. Cinco minutos. Só cinco minutos.
A Bruxa estalou os dedos novamente, e uma ampulheta gigante apareceu, a areia começando a cair. Começou.
— Que acha garota. Esses membros não são parecidos com os dos homens do seu mundo. Tirando o tamanho que duvido que tenha algo tão bom assim.
Dorothy tentou não olhar, mas era impossível. Os soldados a observavam com fome, seus olhos percorrendo cada curva de seu corpo. O primeiro tinha um pênis grosso e longo, com uma cabeça larga e roxa. O segundo era um pouco mais fino, mas incrivelmente comprido, e o terceiro... Deus, o terceiro. Seu membro era monstruoso, grosso como um punho, com veias saltadas que pareciam latejar.
Não posso. Não posso ceder.
Ela se ajoelhou no chão, suas unhas afundando na pedra enquanto lutava contra o desejo que queimava dentro dela. Resista. Só cinco minutos. Mas cada segundo era uma tortura. O cheiro deles — suor, musgo, homem — invadia suas narinas, fazendo seu sexo contrair de vontade. Seu corpo queimava, como se os sapatos estivessem marcando sua pele por dentro.
— Você não consegue, pode? — a Bruxa provocou, sua voz um canto sedutor que penetrava sua mente. — Sua bucetinha já está pingando. Seu cuzinho deve estar latejando de vontade. Você quer eles, não quer?
— Você quer foder com eles, bem na frente de todos, não minta. Você quer muito. Não vai perder essa oportunidade.
Dorothy gemeu, suas coxas se fechando, a umidade escorrendo por suas pernas. Não. Não posso. Mas a imagem dos três soldados, seus corpos fortes e ereções imponentes, era demais. Ela podia quase sentir o gosto deles em sua boca, a sensação de serem preenchida por eles.
— Olhe só como eles estão duros por você, — a Bruxa continuou, passando a mão pelo pênis do soldado do meio, fazendo-o estremecer.
— Eles querem te foder, Dorothy. Querem te encher com seus paus grossos, te fazer gozar até você desmaiar.
— Você não quer novamente o pau mirradinho do seu tio. Se não se entregar, não irá encontrar outros iguais.
Dorothy mordeu o lábio até sangrar, tentando se concentrar na ampulheta. Três minutos. Seu corpo tremia, seu sexo latejava. Dois minutos. Ela podia sentir o suor escorrendo entre seus seios, seu coração batendo tão forte que parecia que ia explodir.
— Um minuto, — a Bruxa sussurrou, sua voz um rosnado de prazer. — Você consegue, putinha?
Dorothy arfava, seus seios subindo e descendo com a respiração ofegante. Não. Não posso. Mas o desejo era uma dor física, uma necessidade que a consumia por dentro.
Com um grito desesperado, ela rastejou na direção deles, seus seios balançando, seu corpo tremendo de necessidade. Menos de um minuto. Menos de um minuto e estaríamos livres.
— O que estou fazendo. Pensava. — Falta menos de um minuto, por que estou indo na direção deles.
Mas não importava.
Ela não conseguia mais lutar.
Dorothy ajoelhou-se na frente do primeiro soldado, suas mãos envolvendo seu membro grosso e quente. Eu perdi. E então, sem mais resistência, ela abriu a boca e o engoliu, sentindo o gosto salgado e masculino de sua pele. Sua língua deslizou pela veia pulsante, e ela gemeu, sentindo o pré-gozo escorrer por sua garganta.
A Bruxa riu, um som triunfante e cruel.
— Sabia que você não aguentaria, — ela disse, enquanto Dorothy se revezava entre os três, chupando com avidez, suas mãos massageando as bolas pesadas dos soldados, sentindo-os estremecerem de prazer.
O primeiro soldado segurou sua cabeça, empurrando seu pênis mais fundo em sua garganta. Dorothy engasgou, mas não parou, seus olhos lacrimejando enquanto ela o chupava com uma fome animal. O segundo soldado aproximou-se, e ela o pegou com a mão, masturbando-o enquanto chupava o primeiro. O terceiro... Deus, o terceiro. Ele posicionou-se atrás dela, suas mãos grandes espalhando suas nádegas, expondo seu sexo molhado e seu ânus virgem.
— Vou te esticar, putinha, — ele rosnou, cuspindo em sua própria mão antes de pressionar o dedo contra o cu de Dorothy.
— Não! — ela gritou, mas seu corpo traía suas palavras, arqueando-se para recebê-lo.
A Bruxa observava tudo, seus olhos brilhando de excitação enquanto a orgia se desenrolava. Dorothy foi jogada no chão, e o primeiro soldado montou nela, seu pênis grosso rasgando seu interior enquanto o segundo ficava na frente, seu membro em seus lábios. O terceiro soldado pressionou a cabeça de seu pênis monstruoso contra o ânus de Dorothy, empurrando devagar, fazendo-a gritar de dor e prazer.
— Isso mesmo, sua puta, — o soldado grunhiu, enquanto penetrava seu cu virgem, esticando-a de uma maneira que a fazia ver estrelas.
— Toma tudo.
Dorothy era passada de um para outro, sua buceta sendo comida com força, seu cu sendo esticado sem piedade, sua boca cheia de carne dura. Eu sou uma puta. Sou uma puta deles. Ela podia sentir cada veia, cada centímetro dos paus deles dentro dela, enchendo-a, dominando-a.
— Nossa, deveria ter pedido um seis homens, só esses três parecem pouco para você. Hahaha.
Quando finalmente gozaram dentro dela, Dorothy caiu no chão, exausta, seu corpo coberto de suor e sêmen. A Bruxa riu, satisfeita, enquanto os guardas saíam do salão, deixando-a tremendo, seus companheiros ainda presos, seus olhares cheios de decepção e desejo.
— Menos de um minuto, — a Bruxa sussurrou, inclinando-se para pegar os sapatos de rubi dos pés de Dorothy.
— E você estaria indo embora.
Ela riu, um som cruel e triunfante, enquanto ordenava que os macacos levassem Dorothy e seus amigos para a masmorra.
— Até a próxima vez, putinha. Você vai adorar o que preparei para você.
A cela era úmida e escura, o ar pesado com o cheiro de mofo e desejo não saciado. Dorothy estava sozinha, longe dos olhares dos homens, longe de qualquer toque que pudesse aliviar o fogo que queimava dentro dela. Os sapatos de rubi brilhavam fracamente, mas o calor que emanavam era insuportável. Seu corpo ardia, sua pele formigava, e o desejo latejava entre suas pernas como uma ferida aberta.
Ela tentou se tocar, seus dedos deslizando entre as coxas, mas era inútil. Quanto mais se tocava, mais o desejo aumentava, como se os sapatos estivessem se alimentando de sua própria luxúria. Por que isso está acontecendo comigo? — ela pensou, suas unhas afundando na própria pele. Por causa desse sapato maldito, todos nós estamos presos aqui.
— Por favor... — ela sussurrou para si mesma, suas lágrimas misturando-se com o suor.
— Eu não aguento mais.
Foi então que a porta da cela se abriu com um rangido sinistro. A Bruxa do Oeste entrou, acompanhada por macacos alados que carregavam um colchão macio e luxuoso. Seu vestido verde-esmeralda deslizou por seu corpo enquanto ela o tirava, revelando uma pele verde-clara e curvas sinuosas. Ela se sentou no colchão, suas pernas se abrindo lentamente, expondo sua buceta úmida e depilada.
— Dorothy, minha querida, — a Bruxa disse, sua voz doce e venenosa.
— Vou te dar mais uma chance. Uma última chance.
Dorothy olhou para ela, seus olhos arregalados. O que ela está fazendo?
— Se você sair dessa cela e sair do castelo, será livre, — a Bruxa continuou, seus dedos deslizando entre suas próprias pernas, massageando-se com um gemido suave.
— Mas se sentir desejo... se não conseguir resistir... você deve chupar minha bucetinha. Aqui. Na frente de todos.
Dorothy engoliu em seco, sentindo o estômago revirar. Eu não sou lésbica. Eu sinto nojo disso. Isso vai ser fácil.
— Eu vou sair, — Dorothy disse, sua voz trêmula.
— Eu não quero isso. Nunca quis uma mulher.
Ela deu um passo em direção à porta, mas então viu. A Bruxa estava se tocando, seus dedos deslizando entre os lábios de sua buceta, seus gemidos suaves ecoando pela masmorra. Os sapatos de rubi brilharam com uma intensidade cegante, e Dorothy sentiu o calor subir por suas pernas, seu sexo latejar com uma necessidade que a deixava tonta.
— Não... — ela sussurrou, mas seu corpo não obedecia. Ela caiu de quatro, suas mãos tremendo, enquanto rastejava na direção da Bruxa.
O que estou fazendo? — ela pensou, mas não conseguia parar. Nunca quis uma mulher. Nunca.
Mas agora, ela queria. Precisava.
A Bruxa sorriu, seus dedos continuando a massagear sua buceta enquanto Dorothy se aproximava.
— Isso mesmo, querida, — a Bruxa sussurrou, sua voz um canto sedutor.
— Venha. Chupa minha bucetinha. Mostre para todos o que você realmente é.
Dorothy não resistiu mais. Ela pressionou seus lábios contra a buceta da Bruxa, sentindo o gosto doce e salgado de sua excitação. A Bruxa gemeu, suas mãos afundando nos cabelos de Dorothy, puxando-a mais perto.
— Assim, putinha, — a Bruxa arfou, enquanto Dorothy lambia e chupava, seus dedos deslizando para dentro da buceta molhada da Bruxa.
— Você tem uma língua tão talentosa.
— Mais uma vez desistiu da sua liberdade e dos seus amigos para ser uma puta.
A Bruxa massageou os seios de Dorothy, beliscando seus mamilos duros, fazendo-a gemer contra sua buceta.
— Você gosta disso, não gosta? — a Bruxa provocou, enquanto Dorothy se entregava, sua língua trabalhando com uma fome que a assustava.
— Sua bucetinha está pingando, Dorothy. Você está adorando.
Dorothy não conseguia negar. Seu corpo estava em chamas, seu sexo latejando, molhado e quente. Ela chupava a Bruxa com uma avidez que a envergonhava, mas não conseguia parar. Os guardas macacos riam, e ela podia ouvir os gemidos abafados de Espantalho, Homem de Lata e Leão, presos em suas celas, observando tudo.
— Você é minha agora, — a Bruxa sussurrou, enquanto Dorothy a levava ao orgasmo, sua língua trabalhando sem parar.
— Para sempre.
A porta da masmorra explodiu em mil pedaços com um estrondo ensurdecedor. Os guardas de Oz, vestidos em armaduras brilhantes, invadiram o espaço com uma velocidade impressionante. A Bruxa do Oeste, surpresa, não teve tempo de pegar sua varinha, que estava entre suas roupas jogadas no chão. Os macacos alados, antes ameaçadores, agora recuavam com gritos agudos enquanto os guardas os dominavam com facilidade.
Dorothy, ainda de quatro no chão, levantou a cabeça, seus olhos vidrados e cheios de desejo encontrando a figura imponente do Mágico de Oz. Ele estava ali, com sua capa longa e brilhante, seus olhos penetrantes fixos nela. Ao seu lado, Glinda, a Bruxa Boa, observava com uma expressão de preocupação e compreensão.
— Dorothy! — Glinda exclamou, aproximando-se rapidamente.
— Você está bem?
Dorothy tentou responder, mas as palavras não saíam. Seu corpo ainda ardia, o desejo insano queimando suas veias. A visão de tantos homens, os guardas de Oz com seus corpos fortes e armaduras justas, fez seu tesão aumentar a níveis quase insuportáveis. Ela sentiu a umidade escorrer entre suas coxas, seu sexo latejando com uma necessidade que a deixava tonta.
— Ela está sofrendo, — Glinda disse, sua voz suave, mas firme.
— Os sapatos de rubi... eles a estão consumindo.
O Mágico de Oz aproximou-se, seus olhos percorrendo o corpo nu de Dorothy com um interesse que não passou despercebido.
— Sim, eu posso ver isso, — ele disse, sua voz grave e cheia de uma promessa que fez Dorothy tremer.
— Ela precisa de alívio. Imediatamente.
Glinda assentiu, seus olhos encontrando os de Oz com uma cumplicidade que Dorothy não entendeu de imediato.
— Vamos levá-la para outro cômodo, — Glinda disse, ajudando Dorothy a se levantar.
— Longe dos olhares curiosos.
Dorothy foi conduzida para uma sala adjacente. O Mágico de Oz fechou a porta atrás deles, e Dorothy sentiu seu coração acelerar. Glinda aproximou-se, suas mãos suaves acariciando o rosto de Dorothy.
— Você sofreu muito, não foi? — Glinda perguntou, sua voz cheia de empatia.
— Esses sapatos... eles despertaram desejos que você nem sabia que tinha.
Dorothy assentiu, suas lágrimas escorrendo enquanto ela tentava controlar a respiração ofegante.
— Eu... eu não consigo parar, — ela confessou, sua voz quebrada. — Eu não aguento mais.
Glinda olhou para o Mágico de Oz, que já estava tirando sua capa, revelando um corpo forte e imponente.
— Nós podemos ajudar, — Glinda disse, sua voz suave, mas firme.
— Oz, mostre a ela o que um homem de verdade pode fazer.
O Mágico de Oz sorriu, seus olhos brilhando com desejo enquanto ele desamarrava sua calça, liberando seu membro grosso e ereto.
— Eu estava com vontade de você desde que a vi nua, — ele disse, sua voz rouca.
— Seus seios pequenos e firmes, seus mamilos duros como pedras... sua bucetinha molhada e convidativa.
Dorothy sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Eu deveria me envergonhar. Eu deveria resistir. Mas seu corpo não obedecia. Ela caiu de joelhos na frente de Oz, suas mãos tremendo enquanto envolviam seu membro quente e duro.
— Assim, querida, — Glinda sussurrou, suas mãos deslizando pelos cabelos de Dorothy, guiando-a.
— Chupa bem devagar. Sinta o gosto dele.
Dorothy abriu a boca, envolvendo a cabeça do pênis de Oz com seus lábios. Ela sentiu o gosto salgado e masculino, e um gemido escapou de sua garganta. Glinda massageou seus seios, beliscando seus mamilos duros.
— Eles são tão pequenos, — Glinda comentou, suas mãos acariciando os seios de Dorothy com uma suavidade que contrastava com a intensidade do momento.
— Mas seus mamilos... tão duros, tão sensíveis.
Dorothy gemeu em torno do membro de Oz, sua língua trabalhando enquanto Glinda continuava a provocá-la.
— Você deve ter sofrido muito com o tesão que esses sapatos provocam, — Glinda disse, sua voz um sussurro sedutor.
— Mas agora você vai ter alívio. Oz vai te dar prazer como você nunca teve antes.
— Gostoso sentir um pau humano, não é?
Oz não perdeu tempo. Ele puxou Dorothy para cima, deitando-a no chão, barriga para cima. Sua boca encontrou a buceta de Dorothy, sua língua quente e hábil explorando cada dobra, cada curva. Dorothy arfou, suas mãos agarrando os cabelos de Oz enquanto ele a devorava.
— Você é tão molhada, — Oz murmurou contra sua buceta.
— Tão gostosa. Uma delícia ter alguém como você, tão disponível... tão puta.
Dorothy sentiu seu corpo tremer enquanto Oz introduzia dois dedos dentro dela, sua língua ainda trabalhando em seu clitóris. Ela não conseguia pensar, não conseguia resistir. Tudo o que importava era o prazer, a sensação de ser preenchida, dominada.
— Esses sapatos são maravilhosos, — Oz disse, enquanto subia pelo corpo de Dorothy, seu membro grosso pressionando contra sua entrada.
— Eles te transformaram na mulher perfeita.
Dorothy sentiu Oz penetrá-la, seu pênis grosso rasgando seu interior, enchendo-a de uma maneira que a fazia ver estrelas. Ela gemeu, seus quadris se movendo para encontrá-lo, enquanto Glinda continuava a massagear seus seios, beliscando seus mamilos.
— Você é tão quente e lasciva, — Glinda sussurrou, enquanto Oz beijava Dorothy, sua língua explorando sua boca com uma fome que correspondia à dela.
— E nós vamos cuidar muito bem de você.
Dorothy estava de quatro no chão, com Oz penetrando-a com força, cada movimento dele fazendo seu corpo tremer de prazer. Glinda, ao lado, levantou seu vestido verde-esmeralda, expondo sua buceta depilada e úmida. Com um sorriso malicioso, ela segurou a cabeça de Dorothy e a puxou para perto de seu sexo.
— Chupa, minha pequena lasciva, — Glinda ordenou, sua voz suave, mas firme.
— Você sabe que quer.
— Vocês deveriam tirar esse sapato, me mandar para casa, não fazer isso. Falou Dorothy com um olhar de dar pena.
— Vamos, mas não agora minha querida. Agora chupa, não vou falar uma segunda vez.
Dorothy hesitou por um segundo, mas o cheiro doce e intoxicante da buceta de Glinda, combinado com o calor que Oz gerava dentro dela, foi demais. Ela abriu a boca e começou a lamber, sentindo o gosto salgado e feminino. Glinda gemeu, suas mãos afundando nos cabelos de Dorothy, puxando-a mais perto.
— Assim, querida, — Glinda arfou, enquanto Dorothy trabalhava com a língua, seus dedos explorando a buceta molhada de Glinda. — Você é tão boa nisso. Não dá vontade de tirar esses sapatinhos vermelhos, não é? Quanto mais tempo ficarem no seu pé, mais disso e de forma mais intensa você vai sentir.
Dorothy gemeu contra a buceta de Glinda, sentindo Oz aumentar o ritmo de suas investidas. Não. Eu não gosto de mulher. Não deveria gostar disso. Mas seu corpo não obedecia à razão. Ela continuava a chupar Glinda, sua língua trabalhando com uma avidez que a assustava.
— Eu sei que você não gosta de mulher, — Glinda sussurrou, suas mãos acariciando o rosto de Dorothy.
— Mas não consegue parar, não é, minha pequena lasciva?
— Acho tão gostoso ver você fazendo o que não quer.
Dorothy gemeu em resposta, sentindo o orgasmo se aproximar. Oz rosnou, suas mãos apertando os quadris dela enquanto ele a penetrava com mais força.
— Você é tão lasciva, tão vadia, — Oz disse, sua voz rouca de prazer. — Esses sapatinhos te deixam à mercê de qualquer um. E você adora isso, não adora?
Dorothy não conseguiu responder. Seu corpo estava em chamas, o prazer a consumindo por dentro. Ela sentia cada palavra deles como uma carícia, cada toque como uma promessa de mais prazer.
— Você realmente quer voltar para casa, Dorothy? — Glinda perguntou, sua voz um sussurro sedutor.
— Ou gostaria de viver assim, aqui em Oz? Tem muitos homens aqui. Muitos pra te satisfazer.
Dorothy gemeu alto, sentindo o orgasmo a atingir com força. Seu corpo tremeu, suas paredes internas contraindo-se em torno do pênis de Oz. Não. Eu não posso ficar. Mas... mas eu quero.
Quando finalmente os três gozaram, Dorothy caiu no chão, exausta, seu corpo coberto de suor e prazer. Oz saiu dela, ajustando suas roupas com um sorriso satisfeito.
— Pense bem, Dorothy, — Oz disse, ajudando-a a se levantar.
— Estarei no salão principal esperando sua resposta.
Dorothy olhou para os sapatos de rubi, que brilhavam fracamente em seus pés. O que eu faço agora? Antes, a decisão de voltar para casa era fácil. Agora, tudo parecia tão complicado.
Ela pensou, pensou e então decidiu sair dali.
Dorothy desceu as escadas do castelo com passos trêmulos, seus pés com sapatos de rubi — tocando o chão de mármore. Seu corpo ainda ardia das últimas horas de prazer, sua pele formigava com a lembrança dos toques de Oz e Glinda. Ao entrar no salão principal, encontrou seus amigos — Espantalho, Homem de Lata e Leão — livres das correntes, mas ainda marcados pela experiência. Oz e Glinda estavam ali, observando-a com sorrisos enigmáticos.
— Dorothy, — Glinda começou, sua voz suave, mas firme.
— Se você realmente quer voltar para casa, tudo o que precisa fazer é bater os calcanhares dos seus sapatinhos de rubi três vezes e repetir: "Leve-me para casa, para a Tia Em".
Dorothy sentiu uma onda de raiva e frustração. Tudo isso? Tudo o que passei? Virei uma vaida, uma puta que se entregava a qualquer um, e tudo o que precisava fazer era bater os calcanhares? Seu rosto queimava de vergonha e humilhação.
— Isso é uma piada? — ela gritou, suas mãos cerrando-se em punhos.
— Eu passei por tudo isso, me entreguei a vocês, me tornei algo que nem reconheço, e tudo o que precisava fazer era isso?
Glinda riu, um som doce, mas cheio de malícia.
— Oh, Dorothy, — ela disse, aproximando-se. — O plano sempre foi usar você para derrubar a Bruxa do Oeste. Sabíamos que os sapatos de rubi aumentariam seu desejo, mas a forma como você agiu... isso foi todo você. Eles apenas liberaram a lasciva que já existia dentro de você. Se você fosse glutona, teria pedido comida. Se fosse ambiciosa, teria pedido poder. Mas não, você queria prazer. E os sapatos apenas te ajudaram a encontrar isso.
Dorothy sentiu as lágrimas ardendo em seus olhos. Ela está certa. Eu queria isso. Eu queria tudo isso.
— Eu vou voltar para casa, — ela disse, sua voz quebrada, mas firme.
Ela fechou os olhos, preparando-se para bater os calcanhares. Mas então, olhou para Oz. Seu corpo forte, seu sorriso confiante, a promessa de prazer em seus olhos. Ela sentiu o calor familiar subindo por suas pernas, seu sexo latejando com uma necessidade que a deixava tonta.
— Espere, — ela disse, sua voz rouca. Seus amigos começaram a se despedir, mas ela os interrompeu com um olhar lascivo, cheio de prazer.
— Oz falou que tem muitos homens aqui. Quero ficar... um mês no seu reino. Curtindo. Tudo. — Sua mão deslizou pela calça de Oz, sentindo a dureza de seu membro sob o tecido.
— Vou ficar aqui uns dias e depois volto para casa. Sem meus tios saberem o que fiz.
Oz riu, seus olhos brilhando de desejo.
— Uma decisão sábia, — ele disse, sua voz rouca. — Você vai adorar cada segundo.
Glinda aproximou-se, seus dedos acariciando o rosto de Dorothy.
— Você é uma menina lasciva, Dorothy, — ela sussurrou. — E esses sapatinhos de rubi vão te fazer gozar como nunca antes. Vamos te mostrar prazeres que você nem imaginava.
Dorothy gemeu, sentindo o calor aumentar entre suas pernas. Sim. Eu quero isso. Eu quero tudo.




